sexta-feira, 10 de abril de 2026

Procedimento nos glúteos acaba em morte e prisão decretada

 Caso ocorreu em 2025 no Recife; médico não foi localizado e decisão aponta risco à saúde pública


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 Mulher de 46 anos morreu horas após intervenção; Justiça decretou prisão preventiva do médico responsável

A Justiça de Pernambuco determinou a prisão preventiva de um médico investigado pela morte de uma mulher após um procedimento estético no Recife.

A decisão foi assinada no fim de março de 2026, mais de um ano após o caso. O profissional não foi localizado e é considerado foragido.


Decisão e andamento do processo

A ordem partiu da 3ª Vara do Tribunal do Júri da capital, com base no Código de Processo Penal. A Justiça apontou risco à saúde pública e possibilidade de repetição da conduta. No mesmo despacho, foi marcada a audiência de instrução para 22 de setembro de 2026, às 8h30, em formato híbrido.

O que aconteceu

O caso ocorreu em janeiro de 2025. A paciente, de 46 anos, passou por um procedimento de harmonização na região dos glúteos em uma clínica da cidade.

Após ser liberada, relatou dores e foi encontrada morta horas depois, em casa. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como morte a esclarecer.

Pontos sob investigação

Segundo familiares, o procedimento pode ter envolvido o uso de polimetilmetacrilato (PMMA), substância com uso restrito e sem indicação para fins estéticos. Outros fatores também entraram na apuração:

  • possível uso de material inadequado
  • situação irregular do registro profissional
  • estrutura da clínica incompatível com o procedimento

Na época, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco informou que o médico não possuía inscrição ativa. A fiscalização também indicou que o local não tinha condições adequadas para esse tipo de intervenção

O que diz a defesa

A defesa informou que vai recorrer da decisão e que o médico está à disposição da Justiça por meio dos advogados. O processo tramita sob sigilo.

Segundo o advogado, a paciente não apresentava contraindicações e realizou exames antes do procedimento, sem indicação de risco. A equipe sustenta que a intervenção seguiu protocolos técnicos e que os fatos serão esclarecidos no andamento da ação.

O médico não irá se manifestar publicamente enquanto o caso estiver em análise.

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