segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Adolescente preparado salva a vida de seu irmão que tinta engasgado e depois acalmou sua mãe....



Tem momentos na vida que não dão aviso. Não existe tempo para pesquisar, planejar ou esperar alguém resolver. A única coisa que importa é estar preparado.
Enquanto o desespero tomava conta da situação, esse irmão soube agir, manteve a calma e fez o que precisava ser feito. E talvez o mais bonito não tenha sido apenas a atitude no momento da emergência, mas a maturidade demonstrada depois, ao tranquilizar a mãe e compreender que cuidar também envolve transmitir segurança.
Esse tipo de comportamento não nasce por acaso. Ele é construído ao longo dos anos através da educação, do exemplo e dos valores ensinados dentro de casa. Pais que ensinam responsabilidade, coragem, serviço e cuidado com o próximo estão formando filhos preparados para enfrentar desafios reais.
A Bíblia nos ensina a amar o próximo na prática, e isso inclui estar disposto a agir quando alguém precisa de ajuda. O caráter é formado no cotidiano e, muitas vezes, se revela justamente nos momentos mais difíceis


Médico responde se anticoncepcional aumenta risco de trombose e AVC

 Segundo neurologista, o risco é maior quando existem fatores genéticos ou clínicos associados. Por isso, avaliação para uso do anticoncepcional é individual

24/07/2026

Mulher segura uma cartela de anticoncepcional

crédito: BBC

Os anticoncepcionais hormonais que contêm estrogênio podem aumentar o risco de eventos trombóticos em algumas mulheres, tornando fundamental a avaliação individual dos fatores de risco antes da escolha do método contraceptivo. O alerta é do neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema.

A trombose ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo dentro de uma veia, geralmente nos membros inferiores, comprometendo a circulação sanguínea. Os sintomas podem incluir inchaço, dor, sensação de peso e aumento da temperatura local. No entanto, segundo o especialista, um dos maiores desafios é que muitos casos podem se desenvolver inicialmente de forma silenciosa ou apresentar sinais pouco valorizados.

O médico esclarece ainda que a trombose que ocorre nas pernas não migra para o cérebro. Nesses casos, o coágulo pode se deslocar para o pulmão, provocando uma embolia pulmonar.

"O que pode migrar para o cérebro é quando esse coágulo é formado no coração. Aí, sim, ele pode ir para o cérebro", afirma.

    Segundo Orlando Maia, um quadro que pode estar associado ao uso de determinados anticoncepcionais é a trombose venosa cerebral.

    "Os anticoncepcionais orais, especialmente aqueles que contêm estrogênio e determinadas formulações hormonais, podem aumentar o risco de eventos trombóticos, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Por isso, a indicação deve sempre considerar o perfil individual de risco de cada paciente", explica Maia.

    Diante desse cenário, o especialista ressalta a importância da investigação de predisposição genética à trombose, principalmente em mulheres com histórico familiar da doença, abortos de repetição ou outros fatores de risco associados.

    "A avaliação individualizada é fundamental para identificar situações que exigem maior atenção e orientar a escolha mais segura em cada caso", complementa.

    E o AVC?

    Segundo o especialista, estudos mostram que alguns anticoncepcionais hormonais, especialmente os contraceptivos orais combinados que contêm estrogênio, podem estar associados a um aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), sobretudo em mulheres que apresentam fatores de risco adicionais.

    "O uso de anticoncepcionais deve sempre ser discutido com o ginecologista, que poderá avaliar fatores como idade, histórico familiar, tabagismo, presença de enxaqueca com aura, hipertensão arterial e predisposição à formação de coágulos, indicando a opção mais adequada para cada paciente", afirma o médico.

    De acordo com o especialista, o AVC isquêmico, na maioria das vezes, especialmente em pessoas jovens, é causado pela formação de um trombo, um coágulo que migra pela circulação arterial e obstrui uma artéria cerebral.

    "As pessoas confundem quando ocorre uma TVC, que é uma trombose venosa cerebral, que entope uma veia. Quando entope a veia do cérebro, o sangue chega à circulação cerebral, mas não consegue sair por causa da obstrução. Isso provoca um aumento da pressão dentro da cabeça", alerta.

    Segundo o neurologista, a médio e longo prazo, esse aumento da pressão intracraniana compromete a circulação cerebral e pode provocar dois tipos de AVC.

    "Um AVC isquêmico, por falta de chegada de circulação, e depois pode ocorrer uma transformação hemorrágica, que a gente chama de infarto hemorrágico. É uma transformação hemorrágica após o AVC isquêmico", complementa.

    De acordo com Maia, parte desse risco está relacionada ao etinilestradiol, uma forma sintética de estrogênio presente em diversos anticoncepcionais combinados.

    "Essa substância pode provocar alterações nos mecanismos de coagulação do sangue, aumentando a tendência à formação de coágulos. Quando um desses coágulos obstrui a circulação cerebral, pode ocorrer um AVC isquêmico", explica.

    Além disso, estudos sugerem que o estrogênio também pode influenciar a função dos vasos sanguíneos e do endotélio, camada de células que reveste internamente os vasos, contribuindo para um ambiente mais favorável à formação de trombos em pessoas predispostas.

    "Esse risco tende a ser maior quando já existem fatores genéticos ou clínicos associados. Por isso, é importante reforçar que nem todos os anticoncepcionais apresentam o mesmo perfil de risco e que a escolha do método deve ser sempre individualizada", reitera o médico.

    PERFIL

    Orlando Maia é neurocirurgião do Hospital Quali Ipanema; membro titular da World Federation of Neuroradiology, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro e vice-presidente do Congresso Brasileiro de Neurocirurgia 2026.

    'O que aprendi ao ter um AVC aos 26 anos'

     Niamh Foster sofreu um AVC isquêmico aos 26 anos e afirma que isso pode acontecer com pessoas "de qualquer idade"

    14/09/2026

    O estudo afirma que a maioria das pessoas que sofrem AVC tem mais de 65 anos, mas um em cada quatro AVCs ocorre em pessoas mais jovens

    crédito: BBC

    Aos 26 anos, Niamh Foster jamais imaginou que sofreria um Acidente Vascular Cerebral (AVC) — também conhecido como derrame cerebral.

    Sem histórico familiar da doença, a corredora assídua e ex-nadadora competitiva atribuiu um mês de dores de cabeça e fadiga ao estresse da mudança de casa e da preparação para seu período agitado no trabalho, a Semana de Moda de Londres.

    Mas em 28 de agosto de 2024, após uma noite de sono interrompido, ela olhou seu reflexo no espelho do banheiro e viu que metade de seu rosto estava caída.

    "Eu tive todos os sintomas de um AVC", disse o jovem, agora com 28 anos.

    Mais tarde, os médicos lhe disseram que ela havia sofrido um grande AVC isquêmico e 10 ataques isquêmicos transitórios, também conhecidos como mini-AVCs, nas semanas anteriores.

    Foster, que mora em um bairro no sul de Londres, disse que ficou internada por 10 dias, acompanhada por seus pais e por seu namorado, Reece.

    "Foi uma curva de aprendizado enorme para todos nós", disse ela. "A recuperação de um AVC tem muitos efeitos ocultos."

    "Ainda convivo com fadiga, dificuldades de memória e afasia."

    A afasia é um distúrbio complexo da linguagem e da comunicação resultante de danos aos centros da linguagem no cérebro, podendo ser causada por acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano, tumor cerebral e outras doenças neurológicas.

    Foster explicou como, nos dias e meses que se seguiram, ela reaprendeu a andar, a falar como antes e, eventualmente, a correr.

      Descobriu-se que a causa do AVC era um buraco no coração, e ela foi submetida a uma cirurgia cardíaca aproximadamente sete meses depois.

      Oito meses após o AVC e semanas após a cirurgia, ela correu a Maratona de Manchester com o apoio da irmã, depois de receber autorização médica. No próximo ano, ela planeja participar da Maratona de Londres com o namorado como seu corredor de apoio.

      Foster não trabalha mais no mundo do design de moda. Depois de passar um ano focada em sua recuperação, ela começou a trabalhar na Associação de AVC (Stroke Association).

      "O AVC me deu mais propósito", explicou ela. "Me importo muito mais com as coisas que importam e muito menos com as que não importam."

      "Agora trabalho com pessoas que sofreram um AVC, mas têm dificuldades de comunicação."

      Ao refletir sobre sua experiência de recuperação, ela disse que não se tratava de voltar ao normal ou "ter uma aparência melhor".

      "O maior efeito para mim foi a fadiga", disse ela. "Você pode dormir oito horas e meia e acordar ainda cansada. O cérebro precisa de tempo para se recuperar."

      Além da recuperação física, Foster disse que, como jovem paciente de AVC, o mais difícil foi "ver todos seguindo com suas vidas enquanto você se recupera".

      "Os 20 anos deveriam ser a época em que você vive intensamente. Parece que tudo parou por um tempo", disse ela.

      Foster se descreveu como uma pessoa sociável que agora considera situações "avassaladoras" que não teria considerado no passado.

      Mas era tudo sobre adaptação, disse ela.

      "Ser jovem não significa que a recuperação seja fácil e que você se recupere rapidamente", disse ela.

      "A recuperação não é linear, é realmente tediosa."

      Foster disse que continuou recebendo apoio para melhorar sua memória e os movimentos de seu braço e mão, e explicou que o trabalho terapêutico ajudou a "reensinar ao cérebro" o que ele costumava saber.

      "O AVC pode acontecer em qualquer idade", disse ela. "Descobrir por que aconteceu é tão importante para a compreensão quanto para a recuperação."

      A organização beneficente Different Strokes, que apoia jovens sobreviventes de AVC, afirma que mais de 100.000 pessoas no Reino Unido sofrem um AVC ou mini-AVC todos os anos.

      O estudo afirma que a maioria das pessoas que sofrem AVC tem mais de 65 anos, mas um em cada quatro AVCs ocorre em pessoas mais jovens, o que equivale a quase 40.000 pessoas por ano, incluindo várias centenas de crianças.

      Já o Brasil registra em torno de 400.000 novos casos de AVC por ano, segundo estimativas do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de AVC.

      Médico é preso suspeito de importunar sexualmente paciente de 18 anos

       Suposto crime teria ocorrido na UPA Terezinha Moreira Marra, em Patrocínio, no Alto Paranaíba. Jovem diz que foi alvo de toques inadequados durante consulta

      Bruno Luis Barros é jornalista multimídia com experiência em jornais impressos e sites, além de passagem por assessoria de imprensa na área cultural. Escreve para o Estado de Minas desde junho de 2021.

      24/08/2026

      Suposto crime de importunação sexual aconteceu durante atendimento na UPA 24 horas de Patrocínio

      crédito: Google Street View/Reprodução

      Um médico de 65 anos foi preso em flagrante no último sábado (22/8), em Patrocínio (MG), no Alto Paranaíba, suspeito de importunação sexual contra uma paciente de 18 anos durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas Terezinha Moreira Marra, no Centro da cidade. A prefeitura disse que o profissional foi afastado de suas funções (leia a nota completa no fim da reportagem). 

      Segundo a Polícia Militar, a jovem procurou a unidade de saúde para receber atendimento devido a queixas de náuseas, dor de cabeça e diarreia. Durante a consulta, conforme o relato apresentado à PM, o médico teria adotado uma conduta de cunho sexual sem o

      A paciente contou que inicialmente permaneceu sentada em uma cadeira, enquanto o médico realizou ausculta cardíaca e pulmonar. Trata-se de um procedimento realizado com estetoscópio a fim de escutar os sons produzidos no interior do corpo, como no coração, nos pulmões ou no abdômen. 

      Ainda segundo a denúncia da jovem, ele teria pedido que ela ficasse de pé e passado a tocar suas costas e, posteriormente, as regiões das nádegas e das coxas. Os contatos físicos, conforme afirmou, seriam inadequados e desnecessários em relação às queixas que motivaram o atendimento. 

      A paciente relatou ainda que a porta do consultório permaneceu aberta durante a consulta, permitindo que outros pacientes do lado de fora pudessem visualizar o atendimento. A situação, segundo ela, provocou constrangimento.

      Após o atendimento, o médico entregou a receita e encaminhou a paciente ao setor de medicação. Somente depois de deixar a unidade, ela contou ao pai o que havia ocorrido. O homem, então, acionou a Polícia Militar e foi até a UPA, onde relatou a denúncia à enfermeira responsável pela triagem.

      Médico nega o crime

      Aos policiais, o médico confirmou que estava de plantão na UPA como clínico geral e que havia realizado o atendimento da jovem. Ele afirmou, porém, que fez apenas o exame clínico de praxe e negou ter tocado nas regiões dos glúteos ou coxas da paciente.

      O profissional também informou que costuma atender os pacientes com a porta do consultório aberta e que adota esse procedimento há aproximadamente 44 anos.

      A Polícia Militar registrou a ocorrência como importunação sexual, deu voz de prisão em flagrante ao médico e o conduziu ao 46º Batalhão da PM, em Patrocínio.

      Prefeitura acompanha o caso

      Em nota, a Prefeitura de Patrocínio informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que acompanha os desdobramentos do caso registrado na UPA no último fim de semana.

      Segundo o município, a Secretaria está em contato com a jovem e os familiares, prestando o suporte necessário e acompanhando a situação.

      A prefeitura afirmou ainda que os fatos estão sendo apurados pelas autoridades competentes e que aguarda a conclusão das investigações. O profissional permanece afastado das atividades até o término da apuração.

      O município informou que permanece à disposição para colaborar com as autoridades, respeitando o processo de investigação e o direito de todos os envolvidos.

      quarta-feira, 9 de setembro de 2026

      Justiça suspende atividades de cirurgião plástico investigado por possíveis erros médicos em BH

       Decisão atende a pedido da Defensoria Pública de MG e cita possíveis irregularidades em procedimentos estéticos e problemas sanitários na clínica em que Rodrigo Ribeiro Credidio é diretor técnico.

      Por g1 Minas

      Rodrigo Ribeiro Credidio é investigado por erros médicos em cirurgias plásticas — Foto: Redes sociais

      Rodrigo Ribeiro Credidio é investigado por erros médicos em cirurgias plásticas — Foto: Redes sociais


      A Justiça determinou a suspensão das atividades e o registro profissional do cirurgião plástico Rodrigo Ribeiro Credidio. O médico é investigado por erros médicos (sabia os detalhes mais abaixo).

      A liminar, concedida pela 26ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte, atende ao pedido da Defensoria Pública de Minas Gerais que aponta possíveis irregularidades em procedimentos estéticos e riscos à saúde pública na Clínica Credidio Cirurgia Plástica e Nutrologia.

      Com a suspensão, a clínica deverá substituir o médico da função de diretor técnico e informar à Justiça, em até 15 dias, o nome e o número de registro no CRM do novo responsável técnico.

      Além disso, foi determinado que os documentos relacionados às pacientes atendidas e submetidas a cirurgias realizadas pelo médico entre 2019 e 2024 sejam apresentados à Justiça.

      Investigado por erros médicos

      Em 2024, após a morte de Norma Eduarda Fonseca, de 59 anos, familiares denunciaram Rodrigo Ribeiro Credidio. A mulher realizou cinco cirurgias plásticas ao mesmo tempo, passou dois meses internada, mas não resistiu às complicações médicas.

      Após este caso, outras três ex-pacientes de Credido, também o denunciaram. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso e informou que o inquérito encontra-se em andamento.

      Segundo a nota enviada ao g1, a PC informou que as diligências continuam sendo realizadas e alguns laudos já foram concluídos. Além disso, o médico, as testemunhas e as vítimas já foram ouvidas.

      O texto é finalizando dizendo que, por se tratar de um caso de alta complexidade, as equipes permanecem empenhadas, adotando todas as medidas legais cabíveis para elucidar a materialidade dos fatos e as respectivas circunstâncias.

      Problemas sanitários na clínica

      Na decisão da Justiça de Minas Gerais também é citado problemas sanitários identificados no estabelecimento. De acordo com o documento, a clínica teria funcionado sem alvará sanitário para realizar procedimentos cirúrgicos em dois períodos: entre 2019 e 2020 e, novamente, entre 2021 e 2024.

      Em vistoria realizada em abril de 2024, a Vigilância Sanitária de Belo Horizonte constatou instrumentos cirúrgicos com validade expirada, ausência de rastreabilidade de medicações e inexistência de Plano e Núcleo de Segurança do Paciente.

      Ao analisar o pedido da Defensoria, o juiz considerou que eventuais danos à integridade física e à vida das pacientes, caso ocorressem, poderiam ser irreversíveis.

      O que diz a defesa

      Ao g1, a desfesa do cirurgião Rodrigo Ribeiro Credidio, afirmou que possui licenças e alvarás sanitários regulares e que, as denúncias em ralação ao médico, foram relatadas de maneira distorcida à Justiça. Confira na íntegra a nota:

      ''A Clínica informa que a referida decisão será objeto de recurso imediato, pois foi proferida em desacordo com a legislação. A clínica também comunica que possui todas as licenças e alvará sanitário válido.
      O processo em questão foi apresentado levando a defensoria pública a erro, a partir da atuação maliciosa de denunciante que distorceu fatos e apresentou documentação propositalmente incompleta.
      Todas as provas da regularidade e qualidade dos seus procedimentos médicos já foram levantadas e a clínica confia que, após a sua apreciação, a referida decisão será revogada.

      Justiça suspende atividades cirurgião plástico investigado | G1