sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dentista esquece agulha na gengiva de paciente durante extração de siso

 Homem foi extrair o siso e ficou com o objeto no rosto; ele relata dores e sequelas, enquanto clínica alega ter prestado toda a assistência

Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022

28/08/2026

Após extrair um dente siso, Diego Augusto Ribeiro, de 39 anos, descobriu por meio de uma radiografia que uma agulha ficou alojada em sua gengiva.

crédito: TV Record

Um homem de 39 anos foi a uma clínica no centro de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para extrair um dente siso e saiu do local com uma agulha de sutura alojada na gengiva. Em entrevista ao “Balanço Geral”, da Record, Diego Augusto Ribeiro contou que a dentista informou ter perdido o instrumento durante o procedimento, mas garantiu que o problema estava resolvido.

  • Uma radiografia, no entanto, mostrou a agulha no lado direito do rosto, próxima aos dentes. O laudo confirmou a presença de uma “estrutura metálica”, com anatomia sugestiva de agulha de sutura. Após a descoberta, Diego retornou à clínica.

“Depois que descobri que estava com a agulha na boca, eu voltei na clínica. Só que eu não falei nada”, declarou em entrevista à TV. Segundo ele, a secretária da profissional se ofereceu para acompanhá-lo à farmácia para comprar medicamentos para a dor, sem mencionar o objeto esquecido.

O paciente relatou ter enfrentado dores intensas e complicações, ficando quase 10 dias sem conseguir comer ou beber. Ele procurou a emergência do Hospital Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias. “A minha boca inchando. Eu já estava há 9, 10 dias sem comer nada, não conseguia beber uma água porque doía. Já tinha emagrecido”, desabafou.

Em uma conversa por WhatsApp, a dona da clínica reconheceu o problema. “Quando caiu a agulha? Ela tirou? Eu irei resolver”, escreveu a proprietária. Em nota ao programa, a clínica afirmou que prestou atendimento, solicitou exames e medicamentos, e que Diego não ficou desassistido.

A 52ª Delegacia Policial de Nova Iguaçu investiga o caso. Pedreiro, Diego contou que o erro médico também afetou seu ouvido direito, o que o impede de trabalhar. “A única renda que tenho é o Bolsa Família. Eu já estou desde o dia 26 de julho sem trabalhar, porque seu eu pegar um balde de água, meu ouvido parece que vai estourar”, disse ele.

“É uma questão de justiça, porque o que fizeram comigo foi uma negligência. Eu não estou aqui para ganhar dinheiro de ninguém. Vim na clínica para extrair o meu dente, mas fizeram essa negligência comigo. Em momento algum, me deram suporte”, completou.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Samuel Juncal: quem é o médico investigado por crimes sexuais com crianças em Salvador

 Urologista com carreira no Brasil e exterior foi alvo de operação policial; defesa alega que as acusações são infundadas e que ele é inocente

Yaya Souza
Repórter
Apaixonada por viagens, Yaya comanda o perfil do Instagram @aquipertin junto com sua família e traz para o Estado de Minas conteúdos diários com dicas sobre turismo dentro e fora de Minas Gerais. Fale conosco pelo aquipertinmg@gmail.com
27/08/2026


O médico Samuel Juncal, alvo de investigação por estupro de vulnerável e pornografia infantil na Bahiacrédito: Reprodução

O médico urologista Samuel Juncal foi identificado como o investigado por estupro de vulnerável e por produzir e armazenar pornografia infantil em Salvador. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela polícia na manhã de quinta-feira (27), em sua residência no bairro da Barra. A ação buscou recolher provas e bens ligados ao processo, mas não houve mandado de prisão contra ele.

Formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Juncal possui especializações e estágios no Brasil e no exterior. Seu currículo inclui residência em cirurgia geral e urologia, além de mestrado e doutorado. O médico também completou formação em cirurgia laparoscópica e robótica na Alemanha e nos Estados Unidos.

Ele atuou como professor adjunto no Departamento de Cirurgia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e como preceptor no Hospital Universitário Professor Edgar Santos. Atualmente, atende no Hospital Aliança, unidade da Rede D’Or no Rio Vermelho.

O Cremeb confirmou que vai instaurar uma sindicância "ex officio" para apurar o caso na esfera ético-profissional, informando ter tomado conhecimento da situação por meio da imprensa. A reportagem também procurou a Rede D'Or e aguarda retorno.

Em nota, a defesa do médico afirmou que ele é inocente e que as acusações são infundadas e caluniosas. A defesa ressaltou a colaboração irrestrita e transparente do urologista com as autoridades e o Poder Judiciário para que a verdade seja restabelecida.

Os advogados também consideraram a busca e apreensão "totalmente desnecessária e desproporcional", já que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos. A defesa esclareceu que nos dias 12, 17 e 20 de agosto, indicou à delegacia testemunhas que podem atestar a inocência de Juncal.

A investigação integra a "Operação Brilho do Amanhã", deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. A ação mobilizou 120 policiais para cumprir mandados judiciais em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité.

Na capital baiana, além da Barra, as ações ocorreram nos bairros de Arraial do Retiro, Arenoso, Costa Azul, Ilha Amarela, Santa Cruz, Calabetão, Pernambués, Fazenda Grande do Retiro, Vila Laura e Paripe. As investigações abrangem crimes no ambiente digital, com apreensão de dispositivos eletrônicos para identificar suspeitos e redes criminosas.

A "Operação Brilho do Amanhã" é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), com participação de unidades da Polícia Civil, do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Polícia Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

sábado, 22 de agosto de 2026

Empresária que morreu após cirurgia plástica fez ritidoplastia profunda, lipoaspiração no pescoço e mais quatro procedimentos, diz família

 Família denuncia a falta de estrutura adequada no local, incluindo a ausência de UTI e ambulância. Ela acabou sofrendo complicações pós-operatórias graves.

Por Vinícius Silva, Yanca Cristina, João Victor Guedes, Ramon Lacerda, Vinicius Moraes, g1 Goiás e TV Anhanguera

Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família

Empresária morre após cirurgia plástica em hospital de Goiânia, diz família


A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após cirurgia plástica, fez seis procedimentos no rosto, entre eles uma ritidoplastia profunda e lipoaspiração no pescoço, segundo apurado pela TV Anhanguera. A irmã da empresária disse que os procedimentos eram o sonho da irmã, ressaltou que ela pagou um valor alto pelo trabalho e afirmou que o hospital não conta com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Conforme apurado pela TV Anhanguera, Andreia passou por seis procedimentos no rosto, que duraram mais de oito horas. Durante a cirurgia, foram reposicionados tecidos e músculos, alterada a linha do cabelo e reposicionado o queixo.

Também foram retirados o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, além de gordura do pescoço e da mandíbula. A paciente ainda recebeu aplicação de células-tronco do próprio corpo.

    Djiane Vieira, irmã da empresária, afirmou que os procedimentos eram o sonho da irmã e ressaltou que ela pagou um valor alto pelo trabalho.

    "A minha irmã pagou R$ 118 mil para entrar linda como era para que ela morresse nos meus braços", desabafou a irmã da empresária.

    Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

    Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

    Morte de Andreia

    Segundo apurado pela reportagem, Andreia morreu no dia 12 de agosto. Ela morava na Espanha há cinco anos e veio para Goiânia para realizar o sonho de fazer procedimentos estéticos no rosto com o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, de acordo com a família.

    Djiane afirmou que a irmã estava com a língua muito inchada e não conseguia fechar a boca. Ela disse que chegou a chamar a atenção da equipe médica sobre o estado de Andreia e a situação se agravou cerca de 6 horas após a cirurgia. Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, os exames apontavam que Andreia estava com uma bactéria e um processo infeccioso ativo.

    "O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", destacou a irmã. Andreia morreu duas horas após o início das tentativas de reanimação.

    Posicionamentos

    Lessandro Martins afirmou à TV Anhanguera que, em respeito ao sigilo médico, que prevalece mesmo após a morte da paciente, não comentaria os dados clínicos publicamente.

    "Por imposição do código de ética médica, não serão comentados publicamente dados clínicos, exames ou detalhes do atendimento e que todos os esclarecimentos serão prestados, com total colaboração, aos órgãos competentes", afirmou em nota.

    Também à TV Anhanguera, a defesa do Hospital Ankar informou que lamenta a morte da paciente e que ela recebeu atendimento de emergência imediato. Além disso, a unidade afirmou que a avaliação e os exames pré-operatórios foram realizados externamente e que os registros referentes ao atendimento estão documentados em prontuário e poderão ser disponibilizados às autoridades competentes.

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que "todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo" (leia na íntegra ao final do texto).

    Ao g1, o Ministério Público de Goiás disse que a 2ª Promotoria de Justiça de Goiânia enviou um ofício na quinta-feira (20) à 1ª Delegacia Regional de Goiânia. O órgão encaminhou uma cópia dos autos extrajudiciais e pediu que fosse aberto um inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo.

    Nota do Cremego

    "O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) esclarece que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias."

    Morte de empresária após cirurgia plástica: falta de UTI é citada | G1