sábado, 26 de setembro de 2026

Falso médico é preso enquanto atendia criança com tumor cerebral no RJ. Veja vídeo

 Suspeito usava o CRM de um médico e, segundo a Polícia Civil, realizou ao menos seis atendimentos domiciliares a uma paciente de 10 anos

07/08/2026
Material cedido ao Metrópoles
Falso médico é preso enquanto atendia criança com tumor cerebral no RJ
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Um homem identificado como Diogo dos Santos Serpa foi preso em flagrante nessa quinta-feira (6/8), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, suspeito de se passar por médico para atender uma criança de 10 anos diagnosticada com um tumor cerebral maligno de crescimento rápido. A prisão foi realizada por policiais civis da 63ª Delegacia de Polícia (Japeri).

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), Diogo foi detido no momento em que realizava mais um atendimento domiciliar à criança, diagnosticada com meduloblastoma grau IV, utilizando a identidade e o registro profissional (CRM) do médico Jeferson Targino Sampaio.

As investigações apontam que o suspeito se apresentava, desde outubro de 2025, como responsável pelo atendimento de home care da paciente. Nesse período, ele teria realizado pelo menos seis consultas, prescrito medicamentos, solicitado exames e emitido encaminhamentos médicos sem possuir formação ou habilitação para exercer a profissão.

De acordo com a polícia, a conduta colocou a criança em risco, já que prescrições inadequadas, erros de dosagem ou interações medicamentosas poderiam causar danos irreversíveis durante o tratamento oncológico.

Descoberta da fraude

Diogo passou a ser desmascarado quando a mãe da menina estranhou inconsistências nas prescrições médicas e decidiu consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina (CRM). Ao verificar o registro, percebeu que a fotografia vinculada ao documento não correspondia ao homem que frequentava a residência da família.

Após a denúncia, equipes da 63ª DP foram até o imóvel e aguardaram o fim de mais um atendimento. Segundo os investigadores, ao ser chamado de “Dr. Jeferson”, o suspeito respondeu prontamente “oi”, assumindo a identidade do médico na presença dos policiais.

No local, foram apreendidos carimbo e receituários de controle especial em nome do profissional, além de receituários já carimbados em nome de outro médico e diversos blocos de receituários timbrados.

Antecedentes

Ainda conforme a Polícia Civil, Diogo possui registros de outros procedimentos por falsidade ideológica, furtos e peculato.
Ele foi indiciado pelos crimes de exercício ilegal da medicina com fins lucrativos, uso de documento particular falso, falsa identidade, estelionato tentado e perigo para a vida ou saúde de outra pessoa. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

As investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas, apurar a real condição do suspeito como estudante de medicina e esclarecer como ele obteve os documentos e materiais médicos utilizados nos atendimentos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Nove mulheres denunciam fisioterapeuta por lesões graves em procedimentos íntimos e estéticos

 Vítimas relatam queimaduras, perda de sensibilidade e uso de guardanapo em cirurgias íntimas; número de denúncias contra a profissional sobe

Yaya Souza
Repórter
Apaixonada por viagens, Yaya comanda o perfil do Instagram @aquipertin junto com sua família e traz para o Estado de Minas conteúdos diários com dicas sobre turismo dentro e fora de Minas Gerais. Fale conosco pelo aquipertinmg@gmail.com

23/09/2026 

A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva, acusada de mutilar pacientes, apresentava-se como profissional, mas operava em ambiente inadequado

crédito: Reprodução/TV Anhanguera e Divulgação/Polícia Civil

A fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva foi presa sob a suspeita de mutilar pacientes em procedimentos estéticos, segundo a Polícia Civil de Goiás. As denúncias incluem relatos de lesões em partes íntimas e queimaduras nas mamas.

De acordo com o delegado Alex Rodrigues, responsável pelo caso, a investigação aponta que Magda realizou cortes, retirou tecidos e alterou a anatomia das pacientes, além de prescrever medicamentos. Tais atos teriam extrapolado os limites legais de sua atuação profissional.

Magda foi presa na segunda-feira (21), após sete pacientes a denunciarem por complicações. Depois da divulgação de sua imagem, pelo menos outras duas mulheres procuraram a polícia. Ela permanece presa e deve responder pelo crime de lesão corporal gravíssima.

Em nota, a defesa da fisioterapeuta afirmou que se manifestará apenas nos autos do processo. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 19ª Região (CREFITO 19) informou ter instaurado um processo administrativo para apurar os fatos.

Pacientes relatam lesões

Três das primeiras sete mulheres que denunciaram a profissional foram submetidas a ninfoplastias, um procedimento cirúrgico íntimo. Uma delas relatou sangramento, dor intensa, perda da sensibilidade do clitóris e dificuldade para manter relações sexuais.

Outra paciente apresentou dificuldade para urinar e evacuar, com a possibilidade de precisar de uma cirurgia reconstrutiva. A polícia informou que ela também mencionou prejuízos à sensibilidade e à vida sexual.

Uma das vítimas sofreu queimaduras graves nas mamas e foi orientada por Magda a aplicar óleo de girassol, sob a justificativa de que a reação seria normal. Outras mulheres relataram complicações como dor intensa, inchaço, bolhas e cicatrizes após procedimentos com fios e outras aplicações.

Vídeo mostra procedimento

Um vídeo divulgado pela TV Anhanguera mostra a fisioterapeuta usando um guardanapo para limpar os cortes de uma paciente durante uma ninfoplastia. Nas imagens, Magda aparece sem máscara, conduta que o investigador classificou como "totalmente" fora dos parâmetros exigidos.

Uma das pacientes disse à TV Anhanguera que percebeu a falta de higiene durante o atendimento. Segundo ela, a profissional não usava luvas estéreis e utilizou papel-toalha para secar um sangramento.

"Ela estava muito gripada, cheia de pulseira, anel. Ela limpava o nariz com o braço e voltava a fazer o procedimento", destacou a vítima.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Médico é preso de novo em MG após ser solto e abusar de pacientes

 Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos, foi localizado em Resende Costa; Polícia Civil investiga novas denúncias contra o profissional

Publicado

em



 

Viaturas da Polícia Militar de Minas Gerais, cujo número de emergência é 190, conforme citado na matéria.

Um médico preso por estupro de pacientes foi localizado nesta quarta-feira (23) em Resende Costa, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de 31 anos, é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após novas denúncias de abusos.


A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o profissional. Segundo a investigação, após deixar o sistema prisional em junho, Eliphas passou a trabalhar nas cidades de Resende Costa e Lagoa Dourada.

Médico já havia sido preso em BH

As investigações começaram em 11 de fevereiro, quando Eliphas foi preso em flagrante em Belo Horizonte após uma paciente denunciá-lo por estupro durante um exame.

Na ocasião, ele ficou preso preventivamente, mas posteriormente foi colocado em liberdade.

Com o avanço das apurações, novas denúncias foram registradas em Lagoa Dourada. Segundo a Polícia Civil, quatro mulheres relataram ter sido vítimas de abusos durante atendimentos realizados pelo médico.

As pacientes disseram que procuraram o profissional para consultas de nutrologia e endocrinologia, além de exames de ultrassonografia.

De acordo com a investigação, os relatos apresentam elementos semelhantes aos de casos que já eram apurados pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Belo Horizonte

Investigação sobre denúncias contra o médico

A nova prisão foi determinada pela Justiça após o surgimento das denúncias. Além da prisão preventiva, a decisão judicial autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. As denúncias são apuradas pelas autoridades e as circunstâncias dos atendimentos relatados pelas pacientes deverão ser esclarecidas durante a investigação.

Saiba como denunciar

Casos de violência podem ser denunciados presencialmente em uma unidade policial ou pelos telefones 100 e 181. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, os canais recebem denúncias com garantia de anonimato e sigilo.


Em situações de emergência, também podem ser acionados:

  • 190: Polícia Militar;
  • 193: Corpo de Bombeiros;
  • 197: Polícia Civil

Médico é preso de novo em MG após ser solto e abusar de pacientes