sábado, 2 de maio de 2026

Ginecologista suspeito de crimes sexuais contra pacientes durante exames e consultas é preso em casa

Segundo a Polícia Civil, o médico é investigado por estupro de vulnerável durante atendimentos em Goiânia e Senador Canedo

Modificado em 23/04/2026, 23:01


Médico Marcelo Arantes é suspeito de estuprar pacientes em Goiás (Divulgação/Polícia Civil)


O ginecologista Marcelo Arantes e Silva, suspeito de praticar crimes sexuais contra pacientes em clínicas de Goiânia e Senador Canedo , foi preso nesta quinta-feira (23), informou a Polícia Civil. Segundo a PC, o médico é investigado por estupro de vulnerável durante atendimentos nas duas cidades.


Ao POPULAR , a defesa do médico informou que ele foi preso em sua casa, na capital, e que "entende como desnecessário o deferimento do pedido de prisão.

Primeiramente, porque tem plena confiança em sua inocência. Em segundo lugar, porque ele já se afastou do exercício da profissão e tem contribuído integralmente com a Justiça em todo o curso da investigação", disse, em nota (leia na íntegra ao final da matéria).


Conforme a polícia, as investigações apontam que os crimes ocorreram tanto na capital quanto na cidade vizinha. Em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, 12 vítimas já foram identificadas, segundo a PC.

De acordo com a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva do ginecologista foi cumprido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo -- 2ª DRP.


No último dia 16, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou, por meio de nota, que o registro profissional do médico foi suspenso por determinação judicial. O órgão também destacou que todas as denúncias envolvendo a conduta ética de médicos são apuradas e tramitam sob sigilo (leia a íntegra ao final do texto).

Relembre o caso


Conforme apuração do repórter Sylvester Carvalho, do O POPULAR , a investigação teve início em março deste ano, após denúncias feitas por três vítimas que se conheciam. O primeiro caso ocorreu em 2017, em Senador Canedo. Os demais foram registrados em Goiânia: um em 2020, dois em 2025 e o mais recente em 2026

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, os atendimentos começavam com toques físicos indesejados e perguntas inadequadas.

Após ultrapassar essa questão inicial, iniciavam-se os atos libidinosos. Então, exames realizados sem luvas, exames realizados desnecessariamente, quando não havia indicação médica para aquele ato, perguntas durante os atos que demonstravam claramente a finalidade libidinosa. Ele ia tendo essa escalada criminosa, até chegarmos ao caso de uma das vítimas que nos relatou um ato final de sexo oral", explicou.


Além disso, segundo a investigadora, os crimes investigados são enquadrados como estupro de vulnerável.


No ambiente clínico onde eram colocadas, elas estavam em completo estado de vulnerabilidade, incapazes de oferecer resistência, até pela posição física em que ficavam. Elas ficam com as pernas abertas, muitas vezes até presas. Até porque, na maioria dos relatos, ele trancava mesmo a porta do consultório. Além do fator psicológico, que elas estavam sob autoridade dele, [tem] a inferioridade técnica delas. Fica aquela linha muito tênue de não saber o que estava sendo feito com elas", destacou Amanda.


Segundo a delegada, houve também um caso em que uma paciente foi abusada na presença da filha adolescente, que a acompanhava na consulta. "O médico não se intimidou com a presença de outra pessoa no consultório e acabou praticando novos atos libidinosos", revelou.


O nome e a imagem do suspeito foram divulgados com autorização judicial, a fim de identificar novas vítimas, de acordo com a PC. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197.

As penas somadas pelos crimes investigados podem chegar a 75 anos de prisão. Ainda segundo a Polícia Civil, Marcelo atua na ginecologia há cerca de 30 anos, é casado e tem filhos.

Nota da defesa

A defesa do Dr. Marcelo Arantes Silva entende como desnecessário o deferimento do pedido de prisão. Primeiramente, porque tem plena confiança em sua inocência. Em segundo lugar, porque ele já se afastou do exercício da profissão e tem contribuído integralmente com a Justiça em todo o curso da investigação.


Ele é um médico bem conceituado em sua área de atuação, probo e ético. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos.

Rodrigo Lustosa, Nara Fernandes e Frederico Machado Advogados de defesa

Nota do Cremego - 16/04/2026

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego. Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.

Caso Benício: Investigação aponta responsáveis pela morte de criança em hospital de Manaus

 A apuração sobre o falecimento do pequeno Benício, de 6 anos, identificou a responsabilização de profissionais de saúde e diretores do hospital após dose incorreta de adrenalina.

Autor
Por Redação MQ
Caso Benício: Investigação aponta responsáveis pela morte de criança em hospital de Manaus
 Reprodução/Divulgação

Ainvestigação que apurava a trágica morte de Benício Xavier, de 6 anos, em um hospital de Manaus, chegou ao fim com conclusões que lançam luz sobre as responsabilidades. O caso, que comoveu o país, teve seu desfecho revelado, apontando falhas cruciais que levaram ao óbito do menino em novembro passado.

A apuração concluiu que a médica responsável pela prescrição, a técnica de enfermagem que aplicou a injeção incorreta de adrenalina e dois diretores do Hospital Santa Júlia serão responsabilizados. Benício, internado com suspeita de laringite, teve o quadro de saúde agravado após a dose equivocada de adrenalina intravenosa, com sintomas como palidez, membros arroxeados e a sensação de "coração queimando", resultando em paradas cardíacas e seu falecimento.

Um detalhe alarmante da investigação revelou que a médica utilizava carimbo e assinaturas com referência à pediatria sem possuir a especialidade oficialmente reconhecida, violando regulamentações do Conselho Federal de Medicina. Essa prática ilegal levanta questões sérias sobre a fiscalização e a segurança dos pacientes em ambientes hospitalares, especialmente em casos que envolvem a vida de crianças.


Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Paciente morre após ter atendimento negado em hospital de Vila Velha

 Mara Rúbia, Nilson de Almeida (Foto/reprodução: TV Vitória)Parentes afirmam que vítima apresentava sinais de infarto e foi encaminhada...

Folha Vitória

Folha Vitória|Do R7

Folha Vitória

Mara Rúbia, Nilson de Almeida (Foto/reprodução: TV Vitória) Um homem, de 54 anos, morreu na noite de quinta-feira (14) no Pronto Atendimento (PA) da Glória, em Vila Velha. Segundo familiares, Nilson de Almeida Gogge só chegou à unidade municipal após, supostamente, ter o atendimento recusado em um hospital filantrópico da cidade.


Para saber mais sobre este caso trágico e suas implicações, consulte a matéria completa no nosso parceiro Folha Vitória.


Paciente morre após ter atendimento negado em hospital de Vila Velha – Noticias R7

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Hospital é condenado por morte de jovem após demora em cirurgia de apendicite em MG

 Paciente de 21 anos morreu após agravamento do quadro. Morte aconteceu em 2013, e a indenização por danos morais foi fixada em R$ 50 mil, em Teófilo Otoni.

Por Caroline Del Piero, g1 Vales de MG

Hospital é condenado por morte de jovem após demora em cirurgia de apendicite em MG — Foto: Freepik

Hospital é condenado por morte de jovem após demora em cirurgia de apendicite em MG — Foto: Freepik


Um hospital foi condenado pela Justiça de Minas Gerais pela morte de uma paciente de 21 anos, ocorrida após atraso na realização de cirurgia para tratar apendicite aguda. A decisão é da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve a indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil, fixada pela Comarca de Teófilo Otoni.

De acordo com o processo, a jovem deu entrada no hospital em março de 2013 com diagnóstico de apendicite aguda. O médico responsável optou por não realizar a cirurgia de imediato e adotou uma conduta conservadora, com drenagem no local. Mesmo com a piora dos sintomas, o prontuário médico registrava evolução clínica considerada “estável”.

Nos dias seguintes, outros profissionais avaliaram a paciente e constataram agravamento do quadro, com infecção generalizada, além de insuficiências respiratória e renal. Em 7 de abril, a jovem foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A cirurgia de emergência só foi realizada cerca de uma semana depois, mas a paciente não resistiu às complicações e morreu no dia 14 do mesmo mês.

A família entrou com ação judicial alegando que houve demora na adoção do tratamento adequado e insistência em uma conduta que não surtiu efeito, o que teria contribuído para a evolução da infecção e para a morte da paciente.

A sentença de primeira instância reconheceu a falha na prestação do serviço hospitalar e determinou o pagamento de indenização por danos morais à mãe da vítima.

O hospital recorreu da decisão, argumentando que não havia comprovação de falha no atendimento nem nexo de causalidade entre a conduta médica e o óbito. Também alegou que o quadro clínico da paciente era grave e que teria havido demora na busca por atendimento médico.

Ao analisar o recurso, o relator do caso afirmou que a prova técnica produzida no processo apontou falha na condução do tratamento, especialmente pela demora na realização dos procedimentos necessários. Segundo ele, houve inadequação na escolha da conduta médica e persistência no tratamento mesmo após a sua ineficácia, o que levou à evolução da infecção para sepse e, posteriormente, ao óbito.

O magistrado destacou ainda que a conduta do médico foi analisada em processo administrativo do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), que aplicou censura pública por imprudência e negligência.

Hospital é condenado por morte de jovem após atraso em cirurgia | G1