quinta-feira, 30 de julho de 2026

MG: médico é preso por tentar matar companheira e arrancar pedaço do nariz

Mulher de 29 anos conseguiu fugir após ser levada para uma área de mata e pedir ajuda; suspeito foi preso em flagrante

30/07/2026

Segundo a PM, vítima de 29 anos sofreu extrema violência, chegou a desmaiar diversas vezes e teve várias lesões no rostocrédito: Leandro Couri/EM/D.A. Press



Um médico de 31 anos foi preso em flagrante na última terça-feira (28/7), suspeito de tentar matar a companheira, de 29, em Setubinha, no Vale do Mucuri. Segundo a Polícia Militar, a vítima foi espancada, levada no bagageiro de um Jeep Renegade até uma área de mata na zona rural e conseguiu escapar antes de ser morta.

De acordo com a PM, a ocorrência começou após a corporação receber denúncias de que um Jeep Renegade trafegava em alta velocidade pela área urbana da cidade, seguindo em direção à MG-211, sentido ao distrito de Palmeiras do Vale.

Ao mesmo tempo, policiais foram informados pela unidade de saúde onde o médico havia trabalhado que ele esteve no local tentando retirar medicamentos. Como ele havia sido desligado do quadro de funcionários cerca de 20 dias antes, o acesso foi negado.

Diante das informações, militares iniciaram buscas e localizaram o veículo aproximadamente 15 quilômetros após a saída da cidade. O veículo estava com um pneu estourado e um dos retrovisores quebrado. Durante a abordagem, o médico apresentava sinais de transtorno emocional e relatava problemas no relacionamento com a companheira.

  • Enquanto os policiais atendiam a ocorrência, moradores da comunidade do Córrego Espírito Santo acionaram a PM informando que uma mulher havia chegado à residência bastante ferida, dizendo que o companheiro havia tentado matá-la.

Segundo o relato da vítima aos militares, ela foi agredida com extrema violência, chegou a desmaiar diversas vezes e sofreu várias lesões no rosto. Ela apresentava o nariz deformado e afirmou que também foi mordida durante as agressões.

  • Ainda conforme o depoimento, após as agressões, o médico a colocou no bagageiro do veículo e a levou até uma área de mata, a cerca de 20 quilômetros da área urbana de Setubinha.

No local, ele teria dito que iria matá-la. Em um momento de distração do suspeito, quando ele voltou ao veículo para buscar um objeto, a mulher conseguiu fugir. Ela caminhou cerca de três quilômetros até encontrar uma residência, onde pediu socorro. Os moradores acionaram a Polícia Militar.

A vítima contou aos policiais que mantinha um relacionamento com o suspeito havia cerca de três anos e que nunca havia sofrido violência doméstica anteriormente. Segundo ela, os problemas entre o casal começaram no sábado (25/7), poucos dias antes do crime.

Após reunir as informações, os militares prenderam o médico em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Teófilo Otoni, também no Vale do Mucuri, onde o flagrante foi ratificado. A Polícia Civil dará continuidade às investigações.

Mulher morre após ter intestino perfurado durante colonoscopia em hospital municipal na Zona Leste de SP

 Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, passou por cirurgia de emergência após complicação durante exame de rotina no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, mas não resistiu. Polícia investiga o caso e aguarda laudo do IML.

Por Leonardo Zvarick, g1 SP — São Paulo

Mulher morre após ter intestino perfurado durante colonoscopia no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo

Mulher morre após ter intestino perfurado durante colonoscopia no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo


Uma mulher morreu depois de ter o intestino perfurado durante uma colonoscopia no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. Ela passou por uma cirurgia de emergência na unidade, mas não resistiu às complicações e teve a morte confirmada na tarde de quarta-feira (29).

A paciente era Mariana dos Santos Candido, de 41 anos. Segundo familiares, o procedimento havia sido agendado como um exame de rotina.

🔍 A colonoscopia é o principal exame realizado para avaliar a saúde do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento é seguro e essencial para o diagnóstico precoce de câncer. É realizado sob sedação e é indolor, mas exige um preparo para limpar o intestino.

A tia de Mariana, a professora Mara Aparecida, contou ao g1 que a família foi informada pela equipe médica que a paciente teve praticamente metade do órgão lacerado durante a colonoscopia.

Mariana dos Santos Candido morreu aos 41 anos depois de ter o intestino perfurado durante exame no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo — Foto: Reprodução

Mariana dos Santos Candido morreu aos 41 anos depois de ter o intestino perfurado durante exame no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo — Foto: Reprodução

"Eles falaram que rasgaram 50% do intestino dela. Ela foi levada para a cirurgia, conseguiram fechar, só que ela não resistiu. Hoje [quarta], à uma hora da tarde, ela veio a óbito", disse Mara.

Segundo a familiar, Mariana não tinha problemas de saúde conhecidos e realizava o exame pela primeira vez, por recomendação médica em razão do histórico familiar de câncer colorretal.

"Era um exame de rotina. Meu pai faleceu de câncer de intestino. Então a família inteira, depois dos 40 anos, faz esse exame de dois em dois anos. Ela não tinha nada. Foi a primeira vez que fez", relatou Mara.

Mariana morava com a mãe na região da Cohab I, na Zona Leste, e deixou três filhos que cria sozinha, de 20, 15 e 9 anos. De acordo com a tia, ela trabalhava como agente de organização escolar em uma unidade da rede estadual de ensino e havia comemorado recentemente a conquista do emprego.

"Ela estava superfeliz porque tinha conseguido um serviço registrado. Era uma pessoa cheia de vida, guerreira para caramba", afirmou Mara.

A familiar também criticou a falta de informações prestadas à família após a intercorrência médica. Segundo ela, representantes do hospital disseram que o exame foi realizado por um serviço terceirizado instalado dentro da unidade.

"Eles não quiseram passar o nome do laboratório. Não quiseram passar o nome do médico. Falaram que era um laboratório terceirizado e que só poderiam fornecer essas informações para parentes de primeiro grau", declarou.

Ainda segundo Mara, a direção do hospital informou aos parentes que um relatório sobre o caso só poderia ser fornecido em até 30 dias.

"O que falaram para minha irmã foi que a culpa não era do hospital e que o exame tinha sido feito por um laboratório terceirizado", disse.

Abalada, a tia contou que conversou com a sobrinha na véspera do procedimento. "Ela me ligou antes de ontem só para dizer: 'Tia, eu te amo'. Foi a última vez que nós conversamos. Ela disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo", relatou.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) disse que abriu uma sindicância interna junto à Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pela realização do exame, para apurar as circunstâncias do incidente. Segundo a administração municipal, a empresa presta serviço há 25 anos no hospital.

Em nota, a pasta afirmou que "lamenta profundamente a perda da paciente e a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada" e que "a direção do hospital segue à disposição da família".

A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e morte acidental. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que realizará exame necroscópico para determinar a causa da morte.

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