terça-feira, 1 de setembro de 2015

Família espera há 50 dias informação sobre coma de estudante durante lipoaspiração em SP


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Família espera há 50 dias informação sobre coma de estudante durante lipoaspiração em SP

Fabiana Marchezi
Do UOL, em Campinas (SP) 

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  • Arquivo pessoal/UOL
    Silmara Xavier Ribeiro
    Silmara Xavier Ribeiro
A família da estudante de 32 anos que sofreu no fim do ano passado uma parada cardiorrespiratória e entrou em coma durante uma cirurgia de lipoaspiração no Hospital Galileo, em Valinhos (a 89 km de São Paulo), afirmou nesta sexta-feira (8) aoUOL que desde então o hospital não passou nenhuma informação concreta sobre o estado da jovem e o ocorrido no procedimento.
A irmã da jovem, Suzilei Xavier, disse que até agora a única certeza que tem é de que mesmo depois de fazer todos os exames que precedem à cirurgia a jovem sofreu as complicações.
"Só disseram que no início do procedimento minha irmã sofreu uma parada cardiorrespiratória, que resultou em graves lesões no cérebro e a deixou em coma. Desde então, ela está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e não tem sinal nenhum de vida. Não fala, não se mexe, não come. Estamos há 50 dias sem explicações concretas", explicou Suzilei.
Segundo a família, Silmara Xavier Ribeiro era saudável e sempre quis fazer o procedimento para retirar o culote. "Ela implicava com o culote, mas era magrinha. Como o médico disse que era seguro, ela pagou e quis realizar esse sonho. Agora, ninguém nos dá nenhuma explicação do que ocorreu. Se ela era saudável, não entendemos. Só nos resta não perder a esperança de que um dia ela acorde e se recupere",  completou Suzilei.
O advogado da família, Eldi Marques, informou que já entrou com pedido de abertura de inquérito policial e representação no Ministério Público de Valinhos para que o caso seja investigado. "É preciso apurar se houve negligência e irresponsabilidade no caso, uma vez que as poucas informações passadas à família estão desencontradas", disse Marques.
Segundo ele, primeiro o médico responsável pelo procedimento disse que ela sofreu a parada logo após a anestesia, depois disse que só perceberam a parada após o segundo furo, quando viram que a unha da paciente estava roxa. "Onde estavam os aparelhos que detectam o problema? Como foi feito esse socorro depois da parada".
O caso já foi encaminhado pelo MP à Delegacia da Mulher da cidade. A delegada disse que os envolvidos no caso começarão a ser ouvidos na próxima semana.

Outro lado

Procurada, a administração do hospital disse que não vai divulgar informações sobre o caso até que a família assine uma autorização para isso. A família informou que levará essa autorização ainda nesta sexta-feira.

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  1. avatar

    CoritianoLúcido


    2 anos atrás
    Tá ai um exemplo: não tem gente que alega que se lerar as dorgas acaba com a cri mi na li da de ! Lipo é liberado, no entanto tem um monte p aproveitando da situação!!!
  2. avatar

    Alexandre Lastres


    2 anos atrás
    Toda intervenção cirúrgica é arriscada. Os médicos falam isso e a população não acredita. Acham que o médico tem que prever tudo. Cada um reage de uma maneira a uma intervenção cirúrgica, que a meu ver, só deveria ser feita quando for estritamente necessária .

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