sábado, 24 de outubro de 2026

Jovem morre após cirurgia maxilar dos sonhos e família busca respostas

 Após realizar o procedimento dos sonhos em SP, jovem tem complicações graves no centro cirúrgico e polícia investiga causas da morte na UTI

23/10/202

Kethiny entrou no centro cirúrgico por volta das 13h de terça-feira (20/10). Ao término da operação, os médicos informaram à mãe da paciente que houve uma complicação decorrente de hipóxia cerebral: a falta de oxigenação no cérebro

crédito: Tupi

A jovem Kethiny Evinlyn, de 24 anos, morreu na madrugada de quinta-feira (22/10) após passar por uma cirurgia de correção maxilar em Guaratinguetá, no interior paulista. De acordo com o portal Metrópoles, ela sofreu complicações no centro cirúrgico e precisou de transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde faleceu dois dias depois.


Diante da ausência de respostas conclusivas da equipe médica sobre o quadro clínico, os parentes registraram a ocorrência na polícia. A família busca entender os fatores que provocaram o falecimento.

Complicações no centro cirúrgico e internação


Kethiny entrou no centro cirúrgico por volta das 13h de terça-feira (20/10). Ao término da operação, os médicos informaram à mãe da paciente que houve uma complicação decorrente de hipóxia cerebral: a falta de oxigenação no cérebro.


O hospital alertou sobre o risco de morte e sobre a necessidade de avaliar possíveis danos neurológicos. Chamados durante a madrugada, familiares encontraram a jovem entubada, sedada e desacordada na UTI.

O quadro clínico se manteve crítico e estável, mas piorou subitamente na madrugada de quinta-feira. Naquele momento, os profissionais confirmaram a morte da paciente.


Na véspera da intervenção, a jovem havia publicado um vídeo relatando insônia gerada pela ansiedade antes da operação. Na gravação, ela afirmou estar "muito preocupada", mas destacou que o procedimento representava a sua "cirurgia dos sonhos".


Relato da família e investigação policial


A irmã da vítima declarou à polícia que os familiares receberam a informação de um problema referente ao material utilizado na cirurgia. A notícia levantou entre os parentes a hipótese de falha médica.


O registro policial detalha que as explicações fornecidas pela equipe foram vagas e insuficientes. Mesmo após o óbito, os médicos não apresentaram diagnóstico definitivo sobre a origem da falta de oxigênio no cérebro nem sobre as causas do falecimento.


A Delegacia Seccional de Guaratinguetá instaurou inquérito para apurar a ocorrência classificada como morte suspeita. A identificação das causas exatas do óbito depende do resultado de exames periciais solicitados pelos investigadores.


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