Polícia
Anestesista será indiciado pela Polícia Civil
Audir Marinho de Carvalho Filho foi o responsável pela dosagem de anestesia que resultou em choque anafilático na vítima
O anestesista Audir Marinho de Carvalho Filho será indiciado pelo delegado Robervaldo Davino, titular do 4º Distrito Policial, por negligência médica. Desde abril deste ano, a professora de inglês, Gisele Patrícia Campos de Oliveira, de 34 anos, deu entrada no Hospital do Açúcar para ser submetida a uma cirurgia de varizes e sofreu um choque anafilático em decorrência de uma dosagem elevada de anestesia.
O noivo de Gisela, Carlos André Severino dos Santos, confirmou a informação ao portalTribuna Hoje e frisou que o delegado esteve na residência da vítima para dar a notícia pessoalmente. Robervaldo Davino teve que recorrer a Justiça já que, segundo o noivo de Gisela, o Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL) e o Hospital do Açúcar negaram o acesso aos prontuários da paciente.
“O absurdo é que o próprio anestesista se incrimina alterando o peso de Gisela em 11 quilos, justificando assim a alta dosagem de anestesia para o procedimento cirúrgico”, disse Carlos André. “Pior disto é saber que este anestesista ainda está em atividade colocando a vida de outros pacientes em risco. Houve outros casos, mas as pessoas não têm coragem de denunciar como a gente fez”, acrescentou.
De acordo com o delegado Robervaldo Davino, o indiciamento do anestesista Audir Marinho de Carvalho Filho tem como base a negligência médica, haja vista que o especialista é o guardião do paciente e lamentavelmente ele se ausenta da sala, quando o mesmo é obrigado a ficar na sala até que o paciente acorde.
A defensora pública Norma Negrão entrou no caso e por meio de uma ação deve punir todas as entidades envolvidas na situação de Gisela, além de pedir pensão para a paciente e reparação de danos pelo sofrimento da família.
Conforme o noivo da vítima, Gisela encontra-se em estado vegetativo, apenas movimenta os olhos, mas aparentemente ainda está inconsciente. “Às vezes ela tenta olhar, movimenta as pontas dos dedos, mas não sabemos se é reflexo ou se Gisela tenta responder algo...”, contou.
Gisela Patrícia Campos de Oliveira está em casa e tem um técnico de enfermagem 24 horas, em dias alternados recebe a visita de um médico, um enfermeiro e um nutricionista.
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