terça-feira, 30 de maio de 2023

Gaze usada por anestesista preso por estupro é entregue por enfermeiras à polícia

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Giovanni Quintella Bezerra foi preso por estupro de grávida durante o parto
Giovanni Quintella Bezerra foi preso por estupro de grávida durante o parto Foto: G1 / Reprodução
Rafael Nascimento de Souza

A equipe de enfermeiras que flagrou em vídeo o estupro cometido pelo anestesista Giovanni Quintella Bezerra contra uma grávida, durante um parto no domingo, dia 10, entregou à polícia um pedaço de gaze usado pelo médico para limpar a boca da vítima. O algodão foi encaminhado para a perícia da Polícia Civil que vai analisar o material biológico encontrado nele. Segundo o depoimento das enfermeiras na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, a gaze teria esperma de Giovanni e foi recolhida de uma lixeira do centro cirúrgico.

Uma técnica de enfermagem da equipe contou, em depoimento, que viu Giovanni ejacular e, depois, usar a gaze para limpar a boca da vítima, que estava desacordada, sedada durante o parto. Os medicamentos utilizados para sedar a vítima também foram apreendidas pelos agentes da Deam de São João. Além disso, nesta segunda-feira (11), outra mulher atendida pelo anestesista no dia 6, sua mãe e o acompanhante de uma outra possível vítima foram ouvidos pelos investigadores.

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra durante parto que foi gravado por profissionais do hospital que desconfiavam da conduta dele
O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra durante parto que foi gravado por profissionais do hospital que desconfiavam da conduta dele Foto: Reprodução
A equipe de enfermagem decidiu filmar o comportamento de Bezerra durante o último parto do dia após desconfiar de sua conduta nos dois outros procedimentos realizados naquele dia.

Enfermeiras e técnicas do Hospital da Mulher de Vilar dos Teles já vinham desconfiando da atitude do médico anestesista há meses. Para provar as suspeitas, elas passaram a gravar o especialista quando ele fazia os partos. E na noite do último domingo não foi diferente. Bezerra foi flagrado estuprando uma grávida durante uma cesariana na unidade. As imagens serviram de prova para a prisão em flagrante do médico.

Nas imagens do flagrante, a paciente está deitada na maca, inconsciente, prestes a dar à luz. Do lado esquerdo do lençol, a equipe cirúrgica do hospital começa a cesariana. Enquanto isso, do lado direito, a cerca de um metro de distância dos colegas, Giovanni abre o zíper da calça, coloca o pênis para fora e o introduz na boca da grávida.

O crime dura aproximadamente 10 minutos. Enquanto abusa da vítima, o anestesista se movimenta para que ninguém na sala perceba. Quando termina, ele pega um lenço e limpa a vítima para esconder os vestígios.

A delegada Bárbara Lomba, à frente da Deam de São João de Meriti e responsável pela prisão em flagrante do médico, classificou o caso como "estarrecedor e inacreditável", apesar da "experiência com condutas violentas".

— Eu tenho uma certa experiência com condutas violentas. Mas é estarrecedor e inacreditável. É gravíssimo um profissional que deveria estar cuidando do paciente, totalmente vulnerável num momento tão importante da vida, num Hospital da Mulher. Todos os profissionais sabem das violências que sofremos e ele faz esse crime hediondo. É repugnante — pontuou ela.

https://extra.globo.com/casos-de-policia/gaze-usada-por-anestesista-preso-por-estupro-entregue-por-enfermeiras-policia-25540327.html

aze usada por anestesista preso por estupro é entregue por enfermeiras à polícia

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6 Comentários

  • Satan !!!
    Sem Prisão Perpétua, Penitenciárias de Segurança Máxima, Fim das Saidinhas e o dobro da pena somada por reincidência, este país somente irá piorar, independente de Direita ou Esquerda. 
  • Joaquim Maximo
    Boa noite pessoal!!! Eu só quero ver o que a Justiça vai fazer com esse infeliz. 
  • fjv
    MAXIMILIEN DE ROBESPIERRE agora voce estar triste ne? seu Medico que te botava pra MAMAR foi preso , seu MORDE FRONHAS ENRUSTIDO ,QUEIMADOR DE ROSCA 
  • Drinhos do Rio
    Cada vez mais fica assustador confiar alguém. Ao de iremos parar se a coisa continuar como está? A punição deve ser exemplar pra inibir novos casos absurdos como esse.Que a vítima se recupere desse trauma. 
  • MAXIMILIEN DE ROBESPIERRE
    Tipo do crime muito comum na era da Ditadura Militar, em que pacientes ao relatar terem sido estupradas, a credibilidade era zero, pois, quase sempre, o médico era milico, e este vagaba só não fará este uso, devido à filmagem, que flagrou o ato insano deste médico BOZOLOIDE, mais um que gritava MITO, BOÇALNARO e incapacitado em desenvolver ideias perante uma mulher para no mínimo conseguir suas segundas intenções. O povo está atento, por isso, LULA JÁ é uma realidade em PT= PRIMEIRO TURNO. 
    • Sergio Luiz
      Vc é daqueles "QUE OUVIU DIZER" e propaga FAKENEWS a torto e a direita, sou da carreira Militar há 25 anos e nunca ouvi falar nisso...CUZONE! 

sábado, 20 de maio de 2023

A que devemos prestar atenção ao nos hospedarmos em uma cidade?

 

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Nossa privacidade pessoal está cada vez mais em perigo...

Hoje em dia, o golpe que está na moda é o camscam, um golpe montado por meio de uma câmera escondida que é introduzida dentro de um vestiário ou camarim.

Cada vez mais, em algumas redes sociais como o Telegram (pouco controlado pela polícia postal), aparecem anúncios de pessoas querendo comprar fotos/vídeos roubados de garotas se despindo em provadores de lojas.

Os casos de espionagem aumentam a cada dia em nosso país.

A única forma de se proteger é que, ao entrar em um vestiário/camarim, você tem que se certificar de que não há câmeras escondidas, principalmente em vestiários muito grandes, como academias e piscinas.

domingo, 23 de abril de 2023

Idosa vai operar tornozelo e sai com perna amputada de hospital em Maceió

 

HGE de Maceió: idosa perdeu a perna na altura da coxaImagem: Divulgação

Colunista do UOL

22/04/2023 11h35


Uma idosa de 73 anos que iria fazer cirurgia para corrigir uma fratura de tornozelo teve uma perna amputada ontem por engano após a equipe médica errar o procedimento que deveria ser feito nela.

O que aconteceu

O caso aconteceu no HGE (Hospital Geral do Estado). A unidade é pertencente ao governo do estado, em Maceió.

Maria José estava internada esperando cirurgia desde o dia 19.

Em vez da correção da fratura, houve uma amputação na altura da coxa da paciente. Os nomes dos integrantes da equipe médica estão sendo mantidos em sigilo.

A equipe médica foi afastada de imediato. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso para tentar entender como ocorreu o erro.

Segundo Maria Aparecida, 58, irmã da vítima, a idosa era uma pessoa ativa. "Dia de domingo eu encontrava ela na feira comprando suas frutas da semana com aquela sacolinha. Ela era independente", conta.

A gente queria que ela viesse morar na mesma rua que eu e os outros irmãos, mas ela preferia ficar na casinha dela. Nossos irmãos são muito unidos, e a família depende de hospitais públicos. Somos em sete, a maioria idosos. Como confiar? Minhas irmãs não param de chorar"
Maria Aparecida

Família cobra esclarecimentos

Nesta manhã, a família da idosa participa de uma reunião com o secretário de saúde, Gustavo Pontes, para cobrar esclarecimentos.

O diretor informa ainda que o caso foi de encontro ao protocolo usado no hospital. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde "lamenta profundamente o ocorrido e informa que já está prestando toda a assistência necessária à paciente e à família."

No pós-procedimento, foi informado à médica que foi feito o procedimento errado, que era para ter sido feita uma correção da fratura. A gente está trabalhando nesse momento para reduzir os danos do paciente.
Rodrigo Melo, diretor do HGE, em entrevista à TV Pajuçara

O dano é irreparável, a gente sabe, e nós temos um protocolo de cirurgia segura, onde a equipe tem informações da paciente e para que identifique o membro a ser operado justamente para não ter um erro como esse."
Rodrigo Melo

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Mãe haitiana é humilhada por pediatra na primeira consulta da filha

 O caso aconteceu em Guarulhos, cidade da Grande São Paulo; prefeitura diz que consultas são de 15 minutos e que vai mandar uma equipe para atender o bebê da imigrante em casa.


Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Imagem: Reprodução/TV Globo

Uma imigrante haitiana de 30 anos denunciou ter sido vítima de racismo na UBS Cidade Seródio, periferia de Guarulhos, cidade da Grande São Paulo, quando foi levar a filha de um mês de vida para a primeira consulta com uma pediatra em fevereiro. A mulher disse a uma rede de ativistas dos Direitos Humanos e de apoio a imigrantes que tinha sido discriminada e humilhada pela pediatra Maria das Graças Silva Pinheiro.

De acordo com o depoimento que a Alma Preta teve acesso e aos relatos de amigos que acompanharam o caso, a mãe chegou na UBS antes das 7h e ficou aguardando ser chamada. Como isso não aconteceu, ela resolveu tirar dúvidas e a  pediatra a pediu para esperar.

A mãe ficou com a filha de um mês no colo até que todas as outras pessoas fossem atendidas. Segundo a imigrante, a pediatra perguntou se ela veio para consultar a filha. A mãe respondeu que estava agendada e ao perceber a dificuldade da imigrante com a língua portuguesa a médica disse que não ia atendê-la.

A imigrante haitiana ligou para uma amiga que fala português para explicar melhor os motivos da consulta. Nesse momento,  a pediatra Maria das Graças pediu para encerrar a ligação e perguntou qual era a nacionalidade da mãe. Quando ela disse que era haitiana as humilhações e maus tratos seguiram, ela tirou com violência o cartão da criança das mãos da imigrante, tocou na criança “como se fosse lixo”, ainda de acordo com os relatos.

A mãe fala francês, inglês e entende um pouco de português por estar no Brasil há um ano. Ela tem um outro filho pequeno e passou por problemas de saúde durante a gestação, o que a impediu de produzir leite materno. Naquele dia, ela saiu da UBS chorando. A imigrante mora na ocupação São João, também em Guarulhos, e está sem dinheiro para comprar o leite necessário para alimentar a bebê, agora com dois meses de idade. As doações para ajudar a família estão sendo entregues no terminal de ônibus do bairro São João.

Outro lado

A Alma Preta procurou a Secretaria Municipal da Saúde de Guarulhos e questionou sobre os protocolos de atendimento na UBS. Em nota, a secretaria informou que a imigrante chegou antes das 7h e a consulta era às 7h30, mas ela teria ficado do lado de fora da unidade e só entrou às 8h. A médica então fez um encaixe de atendimento às 11h.

Segundo o comunicado enviado à reportagem, a médica relata que a mãe teve dificuldade de entender o português e tirou da bolsa um celular para que uma terceira pessoa falasse. A pediatra explicou para a mãe que não teria condições de falar pelo celular naquele momento, porque “tinha 15 minutos para a consulta, uma vez que precisava atender os demais pacientes”.

A secretaria informou que uma nova consulta estava marcada para a semana passada, mas a mãe não compareceu. Diante disso, uma equipe da unidade fará uma visita domiciliar para saber o motivo da falta, como está a criança e reagendar a consulta.

A Prefeitura de Guarulhos disse ter em sua estrutura uma Subsecretaria de Igualdade Racial, que oferece o serviço de SOS Racismo para vítimas de discriminação étnico-racial, religiosa ou intolerância correlata. A gestão solicitou as informações junto à Secretaria de Saúde para ter esclarecimentos sobre o caso.

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https://almapreta.com/sessao/cotidiano/mae-haitiana-e-humilhada-por-pediatra-na-primeira-consulta-da-filha

Médica Luana Araújo fala à CPI da Covid; veja o depoimento completo

A CPI da Covid ouve a médica Luana Araújo, que havia sido indicada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para chefiar a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento da Covid-19. A nomeação não foi efetivada pelo governo. O pedido do depoimento foi do senador Humberto Costa (PT-PE). Transmitido ao vivo em 2 de jun. de 2021

Quem é Luana Araújo? Médica que depôs na CPI é cantora e musicista

 A infectologista participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado e abalou a ala 'bolsonarista

02/06/2021 18:00 - atualizado 14/06/2021 09:03

Luana Araújo é médica infectologista é atua em Belo Horizonte
Com o depoimento realizado nesta quarta-feira (2/6) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado, os olhos dos brasileiros focaram na médica Luana Araújo, médica infectologista, que seria a nova secretária extraordinária de Enfrentamento à COVID-19 do Ministério da Saúde. A médica chegou a exercer o posto por 10 dias, mas foi demitida por motivos desconhecidos.


Crítica do tratamento precoce contra a COVID-19 e do uso de medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, Luana Araújo se formou médica especialista em doenças infecciosas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui um mestrado em Saúde Pública pela universidade Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos, e é a primeira brasileira a receber a prestigiosa Bolsa Sommer.


Antes de sua participação na comissão do Senado, a médica tinha cerca de  9 mil seguidores no Instagram. Às 18h, o número já tinha aumentado drasticamente: 52,7 mil.


Dr. Luana Araújo na CPI da COVID

Na rede social, a médica compartilhou, durante a pandemia de COVID-19, diversos posts sobre infectologia.


Nas postagens, Luana cita a ineficácia dos tratamentos indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pede a vacinação em massa.

A médica também já publicou texto defendendo o isolamento social, medida que é alvo de uma série de contestações de Bolsonaro. “Tem sido difícil conviver com as dores físicas e emocionais causadas pela doença, a perda de pessoas queridas – são mais de 1 milhão e oitocentas mil mortes pelo mundo, as medidas restritivas de controle de transmissão (as únicas eficazes nessa luta) e os efeitos econômicos da sua adoção”, escreveu há cinco meses. Hoje, o total de vítimas já supera 3,3 milhões. 

Em outra postagem, a médica defende a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela posta um texto publicado pelo jornal The Washington Post que afirmou que a mulher Bolsonaro fazia uma saudação militar no Palácio do Planalto. Na foto, Michelle fazia um discurso em libras.

"Você pode ser a favor ou contra o que quiser, mas não pode mentir deliberadamente para fazer valer a sua opinião", escreveu Luana.
 
Além da parte profissional, Luana também compartilha seu dia a dia e compartilha seu talento: a música. A infectologista posta diversos vídeos cantando e tocando instrumentos, mostrando que além de ser uma médica conceituada, também possui uma bela voz.


 
A infectologista tem currículo considerado de “alta classe” e aprendeu a ler e a escrever sozinha, aos 2 anos de idade. Entrou na primeira série do ensino fundamental aos 5. E, como contou na CPI, se formou no ensino médio aos 15 anos.

Luana dividiu a carreira entre a saúde e a arte. Cantora e pianista de formação clássica, ela foi estudar música na Áustria aos 15 anos, já com o ensino médio concluído.  

A infectologista é de BH e mora na região de Nova Lima. Luana é casada com o fotógrafo do Cruzeiro Bruno Haddad.

A médica posa com fotos do Cruzeiro, mas flamenguistas também compartilharam, durante o depoimento, uma foto dela com a camisa do time carioca
 

O que é uma CPI?

As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.

Para ser instalado no Senado Federal, uma CPI precisa do aval de, ao menos, 27 senadores; um terço dos 81 parlamentares. Na Câmara dos Deputados, também é preciso aval de ao menos uma terceira parte dos componentes (171 deputados).

Há a possibilidade de criar comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs), compostas por senadores e deputados. Nesses casos, é preciso obter assinaturas de um terço dos integrantes das duas casas legislativas que compõem o Congresso Nacional.

O que a CPI da COVID investiga?


O presidente do colegiado é Omar Aziz (PSD-AM). O alagoano Renan Calheiros (MDB) é o relator. O prazo inicial de trabalho são 90 dias, podendo esse período ser prorrogado por mais 90 dias.

Saiba como funciona uma CPI

Após a coleta de assinaturas, o pedido de CPI é apresentado ao presidente da respectiva casa Legislativa. O grupo é oficialmente criado após a leitura em sessão plenária do requerimento que justifica a abertura de inquérito. Os integrantes da comissão são definidos levando em consideração a proporcionalidade partidária — as legendas ou blocos parlamentares com mais representantes arrebatam mais assentos. As lideranças de cada agremiação são responsáveis por indicar os componentes.

Na primeira reunião do colegiado, os componentes elegem presidente e vice. Cabe ao presidente a tarefa de escolher o relator da CPI. O ocupante do posto é responsável por conduzir as investigações e apresentar o cronograma de trabalho. Ele precisa escrever o relatório final do inquérito, contendo as conclusões obtidas ao longo dos trabalhos. 

Em determinados casos, o texto pode ter recomendações para evitar que as ilicitudes apuradas não voltem a ocorrer, como projetos de lei. O documento deve ser encaminhado a órgãos como o Ministério Público e a Advocacia-Geral da União (AGE), na esfera federal.

Conforme as investigações avançam, o relator começa a aprimorar a linha de investigação a ser seguida. No Congresso, sub-relatores podem ser designados para agilizar o processo.

As CPIs precisam terminar em prazo pré-fixado, embora possam ser prorrogadas por mais um período, se houver aval de parte dos parlamentares

O que a CPI pode fazer?

  • chamar testemunhas para oitivas, com o compromisso de dizer a verdade
  • convocar suspeitos para prestar depoimentos (há direito ao silêncio)
  • executar prisões em caso de flagrante
  • solicitar documentos e informações a órgãos ligados à administração pública
  • convocar autoridades, como ministros de Estado — ou secretários, no caso de CPIs estaduais — para depor
  • ir a qualquer ponto do país — ou do estado, no caso de CPIs criadas por assembleias legislativas — para audiências e diligências
  • quebrar sigilos fiscais, bancários e de dados se houver fundamentação
  • solicitar a colaboração de servidores de outros poderes
  • elaborar relatório final contendo conclusões obtidas pela investigação e recomendações para evitar novas ocorrências como a apurada
  • pedir buscas e apreensões (exceto a domicílios)
  • solicitar o indiciamento de envolvidos nos casos apurados

O que a CPI não pode fazer?

Embora tenham poderes de Justiça, as CPIs não podem:

  • julgar ou punir investigados
  • autorizar grampos telefônicos
  • solicitar prisões preventivas ou outras medidas cautelares
  • declarar a indisponibilidade de bens
  • autorizar buscas e apreensões em domicílios
  • impedir que advogados de depoentes compareçam às oitivas e acessem
  • documentos relativos à CPI
  • determinar a apreensão de passaportes


https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2021/06/02/interna_politica,1272998/quem-e-luana-araujo-medica-que-depos-na-cpi-e-cantora-e-musicista.shtml