Giovanni Quintella Bezerra foi preso por estupro de grávida durante o parto Foto: G1 / Reprodução
Rafael Nascimento de Souza
A equipe de enfermeiras que flagrou em vídeo o estupro cometido pelo anestesista Giovanni Quintella Bezerra contra uma grávida, durante um parto no domingo, dia 10, entregou à polícia um pedaço de gaze usado pelo médico para limpar a boca da vítima. O algodão foi encaminhado para a perícia da Polícia Civil que vai analisar o material biológico encontrado nele. Segundo o depoimento das enfermeiras na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, a gaze teria esperma de Giovanni e foi recolhida de uma lixeira do centro cirúrgico.
Uma técnica de enfermagem da equipe contou, em depoimento, que viu Giovanni ejacular e, depois, usar a gaze para limpar a boca da vítima, que estava desacordada, sedada durante o parto. Os medicamentos utilizados para sedar a vítima também foram apreendidas pelos agentes da Deam de São João. Além disso, nesta segunda-feira (11), outra mulher atendida pelo anestesista no dia 6, sua mãe e o acompanhante de uma outra possível vítima foram ouvidos pelos investigadores.
O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra durante parto que foi gravado por profissionais do hospital que desconfiavam da conduta dele Foto: ReproduçãoA equipe de enfermagem decidiu filmar o comportamento de Bezerra durante o último parto do dia após desconfiar de sua conduta nos dois outros procedimentos realizados naquele dia.
Enfermeiras e técnicas do Hospital da Mulher de Vilar dos Teles já vinham desconfiando da atitude do médico anestesista há meses. Para provar as suspeitas, elas passaram a gravar o especialista quando ele fazia os partos. E na noite do último domingo não foi diferente. Bezerra foi flagrado estuprando uma grávida durante uma cesariana na unidade. As imagens serviram de prova para a prisão em flagrante do médico.
Nas imagens do flagrante, a paciente está deitada na maca, inconsciente, prestes a dar à luz. Do lado esquerdo do lençol, a equipe cirúrgica do hospital começa a cesariana. Enquanto isso, do lado direito, a cerca de um metro de distância dos colegas, Giovanni abre o zíper da calça, coloca o pênis para fora e o introduz na boca da grávida.
O crime dura aproximadamente 10 minutos. Enquanto abusa da vítima, o anestesista se movimenta para que ninguém na sala perceba. Quando termina, ele pega um lenço e limpa a vítima para esconder os vestígios.
A delegada Bárbara Lomba, à frente da Deam de São João de Meriti e responsável pela prisão em flagrante do médico, classificou o caso como "estarrecedor e inacreditável", apesar da "experiência com condutas violentas".
— Eu tenho uma certa experiência com condutas violentas. Mas é estarrecedor e inacreditável. É gravíssimo um profissional que deveria estar cuidando do paciente, totalmente vulnerável num momento tão importante da vida, num Hospital da Mulher. Todos os profissionais sabem das violências que sofremos e ele faz esse crime hediondo. É repugnante — pontuou ela.
Sem Prisão Perpétua, Penitenciárias de Segurança Máxima, Fim das Saidinhas e o dobro da pena somada por reincidência, este país somente irá piorar, independente de Direita ou Esquerda.
Cada vez mais fica assustador confiar alguém. Ao de iremos parar se a coisa continuar como está? A punição deve ser exemplar pra inibir novos casos absurdos como esse.Que a vítima se recupere desse trauma.
Tipo do crime muito comum na era da Ditadura Militar, em que pacientes ao relatar terem sido estupradas, a credibilidade era zero, pois, quase sempre, o médico era milico, e este vagaba só não fará este uso, devido à filmagem, que flagrou o ato insano deste médico BOZOLOIDE, mais um que gritava MITO, BOÇALNARO e incapacitado em desenvolver ideias perante uma mulher para no mínimo conseguir suas segundas intenções. O povo está atento, por isso, LULA JÁ é uma realidade em PT= PRIMEIRO TURNO.
Nossa privacidade pessoal está cada vez mais em perigo...
Hoje em dia, o golpe que está na moda é o camscam, um golpe montado por meio de uma câmera escondida que é introduzida dentro de um vestiário ou camarim.
Cada vez mais, em algumas redes sociais como o Telegram (pouco controlado pela polícia postal), aparecem anúncios de pessoas querendo comprar fotos/vídeos roubados de garotas se despindo em provadores de lojas.
Os casos de espionagem aumentam a cada dia em nosso país.
A única forma de se proteger é que, ao entrar em um vestiário/camarim, você tem que se certificar de que não há câmeras escondidas, principalmente em vestiários muito grandes, como academias e piscinas.
HGE de Maceió: idosa perdeu a perna na altura da coxaImagem: Divulgação
Colunista do UOL
22/04/2023 11h35
Uma idosa de 73 anos que iria fazer cirurgia para corrigir uma fratura de tornozelo teve uma perna amputada ontem por engano após a equipe médica errar o procedimento que deveria ser feito nela.
O que aconteceu
O caso aconteceu no HGE (Hospital Geral do Estado). A unidade é pertencente ao governo do estado, em Maceió.
Maria José estava internada esperando cirurgia desde o dia 19.
Em vez da correção da fratura, houve uma amputação na altura da coxa da paciente. Os nomes dos integrantes da equipe médica estão sendo mantidos em sigilo.
A equipe médica foi afastada de imediato. Uma sindicância foi aberta para apurar o caso para tentar entender como ocorreu o erro.
Segundo Maria Aparecida, 58, irmã da vítima, a idosa era uma pessoa ativa. "Dia de domingo eu encontrava ela na feira comprando suas frutas da semana com aquela sacolinha. Ela era independente", conta.
A gente queria que ela viesse morar na mesma rua que eu e os outros irmãos, mas ela preferia ficar na casinha dela. Nossos irmãos são muito unidos, e a família depende de hospitais públicos. Somos em sete, a maioria idosos. Como confiar? Minhas irmãs não param de chorar" Maria Aparecida
Família cobra esclarecimentos
Nesta manhã, a família da idosa participa de uma reunião com o secretário de saúde, Gustavo Pontes, para cobrar esclarecimentos.
O diretor informa ainda que o caso foi de encontro ao protocolo usado no hospital. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde "lamenta profundamente o ocorrido e informa que já está prestando toda a assistência necessária à paciente e à família."
No pós-procedimento, foi informado à médica que foi feito o procedimento errado, que era para ter sido feita uma correção da fratura. A gente está trabalhando nesse momento para reduzir os danos do paciente. Rodrigo Melo, diretor do HGE, em entrevista à TV Pajuçara
O dano é irreparável, a gente sabe, e nós temos um protocolo de cirurgia segura, onde a equipe tem informações da paciente e para que identifique o membro a ser operado justamente para não ter um erro como esse." Rodrigo Melo
O caso aconteceu em Guarulhos, cidade da Grande São Paulo; prefeitura diz que consultas são de 15 minutos e que vai mandar uma equipe para atender o bebê da imigrante em casa.
Texto: Juca Guimarães I Edição: Nataly Simões I Imagem: Reprodução/TV Globo
Uma imigrante haitiana de 30 anos denunciou ter sido vítima de racismo na UBS Cidade Seródio, periferia de Guarulhos, cidade da Grande São Paulo, quando foi levar a filha de um mês de vida para a primeira consulta com uma pediatra em fevereiro. A mulher disse a uma rede de ativistas dos Direitos Humanos e de apoio a imigrantes que tinha sido discriminada e humilhada pela pediatra Maria das Graças Silva Pinheiro.
De acordo com o depoimento que a Alma Preta teve acesso e aos relatos de amigos que acompanharam o caso, a mãe chegou na UBS antes das 7h e ficou aguardando ser chamada. Como isso não aconteceu, ela resolveu tirar dúvidas e a pediatra a pediu para esperar.
A mãe ficou com a filha de um mês no colo até que todas as outras pessoas fossem atendidas. Segundo a imigrante, a pediatra perguntou se ela veio para consultar a filha. A mãe respondeu que estava agendada e ao perceber a dificuldade da imigrante com a língua portuguesa a médica disse que não ia atendê-la.
A imigrante haitiana ligou para uma amiga que fala português para explicar melhor os motivos da consulta. Nesse momento, a pediatra Maria das Graças pediu para encerrar a ligação e perguntou qual era a nacionalidade da mãe. Quando ela disse que era haitiana as humilhações e maus tratos seguiram, ela tirou com violência o cartão da criança das mãos da imigrante, tocou na criança “como se fosse lixo”, ainda de acordo com os relatos.
A mãe fala francês, inglês e entende um pouco de português por estar no Brasil há um ano. Ela tem um outro filho pequeno e passou por problemas de saúde durante a gestação, o que a impediu de produzir leite materno. Naquele dia, ela saiu da UBS chorando. A imigrante mora na ocupação São João, também em Guarulhos, e está sem dinheiro para comprar o leite necessário para alimentar a bebê, agora com dois meses de idade. As doações para ajudar a família estão sendo entregues no terminal de ônibus do bairro São João.
Outro lado
A Alma Preta procurou a Secretaria Municipal da Saúde de Guarulhos e questionou sobre os protocolos de atendimento na UBS. Em nota, a secretaria informou que a imigrante chegou antes das 7h e a consulta era às 7h30, mas ela teria ficado do lado de fora da unidade e só entrou às 8h. A médica então fez um encaixe de atendimento às 11h.
Segundo o comunicado enviado à reportagem, a médica relata que a mãe teve dificuldade de entender o português e tirou da bolsa um celular para que uma terceira pessoa falasse. A pediatra explicou para a mãe que não teria condições de falar pelo celular naquele momento, porque “tinha 15 minutos para a consulta, uma vez que precisava atender os demais pacientes”.
A secretaria informou que uma nova consulta estava marcada para a semana passada, mas a mãe não compareceu. Diante disso, uma equipe da unidade fará uma visita domiciliar para saber o motivo da falta, como está a criança e reagendar a consulta.
A Prefeitura de Guarulhos disse ter em sua estrutura uma Subsecretaria de Igualdade Racial, que oferece o serviço de SOS Racismo para vítimas de discriminação étnico-racial, religiosa ou intolerância correlata. A gestão solicitou as informações junto à Secretaria de Saúde para ter esclarecimentos sobre o caso.
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A CPI da Covid ouve a médica Luana Araújo, que havia sido indicada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para chefiar a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento da Covid-19. A nomeação não foi efetivada pelo governo. O pedido do depoimento foi do senador Humberto Costa (PT-PE).
Transmitido ao vivo em 2 de jun. de 2021
Luana Araújo é médica infectologista é atua em Belo Horizonte Com o depoimento realizado nesta quarta-feira (2/6) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID no Senado, os olhos dos brasileiros focaram na médica Luana Araújo,médica infectologista, que seria a nova secretária extraordinária de Enfrentamento à COVID-19 do Ministério da Saúde. A médica chegou a exercer o posto por 10 dias, mas foi demitida por motivos desconhecidos.
Crítica do tratamento precoce contra a COVID-19 e do uso de medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, Luana Araújo se formou médica especialista em doenças infecciosas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui um mestrado em Saúde Pública pela universidadeJohns HopkinsBloomberg, nos Estados Unidos, e é a primeira brasileira a receber a prestigiosa Bolsa Sommer.
Antes de sua participação na comissão do Senado, a médica tinha cerca de 9 mil seguidores no Instagram. Às 18h, o número já tinha aumentado drasticamente: 52,7 mil.
Dr. Luana Araújo na CPI da COVID
Na rede social, a médica compartilhou, durante a pandemia de COVID-19, diversos posts sobre infectologia.
Nas postagens, Luana cita a ineficácia dos tratamentos indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pede a vacinação em massa.
A médica também já publicou texto defendendo o isolamento social, medida que é alvo de uma série de contestações de Bolsonaro. “Tem sido difícil conviver com as dores físicas e emocionais causadas pela doença, a perda de pessoas queridas – são mais de 1 milhão e oitocentas mil mortes pelo mundo, as medidas restritivas de controle de transmissão (as únicas eficazes nessa luta) e os efeitos econômicos da sua adoção”, escreveu há cinco meses. Hoje, o total de vítimas já supera 3,3 milhões.
Em outra postagem, a médica defende a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela posta um texto publicado pelo jornal The Washington Post que afirmou que a mulher Bolsonaro fazia uma saudação militar no Palácio do Planalto. Na foto, Michelle fazia um discurso em libras.
"Você pode ser a favor ou contra o que quiser, mas não pode mentir deliberadamente para fazer valer a sua opinião", escreveu Luana.
Além da parte profissional, Luana também compartilha seu dia a dia e compartilha seu talento: a música. A infectologista posta diversos vídeos cantando e tocando instrumentos, mostrando que além de ser uma médica conceituada, também possui uma bela voz.
A infectologista tem currículo considerado de “alta classe” e aprendeu a ler e a escrever sozinha, aos 2 anos de idade. Entrou na primeira série do ensino fundamental aos 5. E, como contou na CPI, se formou no ensino médio aos 15 anos.
Luana dividiu a carreira entre a saúde e a arte. Cantora e pianista de formação clássica, ela foi estudar música na Áustria aos 15 anos, já com o ensino médio concluído.
A infectologista é de BH e mora na região de Nova Lima. Luana é casada com o fotógrafo do Cruzeiro Bruno Haddad.
A médica posa com fotos do Cruzeiro, mas flamenguistas também compartilharam, durante o depoimento, uma foto dela com a camisa do time carioca
Luana é casada com o fotógrafo do Cruzeiro Bruno Haddad(foto: Instagram/Reprodução)
As comissões parlamentares de inquérito (CPIs) são instrumentos usados por integrantes do Poder Legislativo (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) para investigar fato determinado de grande relevância ligado à vida econômica, social ou legal do país, de um estado ou de um município. Embora tenham poderes de Justiça e uma série de prerrogativas, comitês do tipo não podem estabelecer condenações a pessoas.
Para ser instalado no Senado Federal, uma CPI precisa do aval de, ao menos, 27 senadores; um terço dos 81 parlamentares. Na Câmara dos Deputados, também é preciso aval de ao menos uma terceira parte dos componentes (171 deputados).
Há a possibilidade de criar comissões parlamentares mistas de inquérito (CPMIs), compostas por senadores e deputados. Nesses casos, é preciso obter assinaturas de um terço dos integrantes das duas casas legislativas que compõem o Congresso Nacional.
Após a coleta de assinaturas, o pedido de CPI é apresentado ao presidente da respectiva casa Legislativa. O grupo é oficialmente criado após a leitura em sessão plenária do requerimento que justifica a abertura de inquérito. Os integrantes da comissão são definidos levando em consideração a proporcionalidade partidária — as legendas ou blocos parlamentares com mais representantes arrebatam mais assentos. As lideranças de cada agremiação são responsáveis por indicar os componentes.
Na primeira reunião do colegiado, os componentes elegem presidente e vice. Cabe ao presidente a tarefa de escolher o relator da CPI. O ocupante do posto é responsável por conduzir as investigações e apresentar o cronograma de trabalho. Ele precisa escrever o relatório final do inquérito, contendo as conclusões obtidas ao longo dos trabalhos.
Em determinados casos, o texto pode ter recomendações para evitar que as ilicitudes apuradas não voltem a ocorrer, como projetos de lei. O documento deve ser encaminhado a órgãos como o Ministério Público e a Advocacia-Geral da União (AGE), na esfera federal.
Conforme as investigações avançam, o relator começa a aprimorar a linha de investigação a ser seguida. No Congresso, sub-relatores podem ser designados para agilizar o processo.
As CPIs precisam terminar em prazo pré-fixado, embora possam ser prorrogadas por mais um período, se houver aval de parte dos parlamentares
O que a CPI pode fazer?
chamar testemunhas para oitivas, com o compromisso de dizer a verdade
convocar suspeitos para prestar depoimentos (há direito ao silêncio)
executar prisões em caso de flagrante
solicitar documentos e informações a órgãos ligados à administração pública
convocar autoridades, como ministros de Estado — ou secretários, no caso de CPIs estaduais — para depor
ir a qualquer ponto do país — ou do estado, no caso de CPIs criadas por assembleias legislativas — para audiências e diligências
quebrar sigilos fiscais, bancários e de dados se houver fundamentação
solicitar a colaboração de servidores de outros poderes
elaborar relatório final contendo conclusões obtidas pela investigação e recomendações para evitar novas ocorrências como a apurada
pedir buscas e apreensões (exceto a domicílios)
solicitar o indiciamento de envolvidos nos casos apurados
O que a CPI não pode fazer?
Embora tenham poderes de Justiça, as CPIs não podem:
julgar ou punir investigados
autorizar grampos telefônicos
solicitar prisões preventivas ou outras medidas cautelares
declarar a indisponibilidade de bens
autorizar buscas e apreensões em domicílios
impedir que advogados de depoentes compareçam às oitivas e acessem