Além da médica que fez a prescrição errada e da técnica de enfermagem responsável pela aplicação, a polícia responsabilizou dois diretores do hospital pela morte de Benício.
Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. — Foto: Reproução/ Arquivo pessoal
A polícia finalizou a investigação sobre a morte do menino Benício, ocorrida em um hospital particular de Manaus, no Amazonas, em novembro de 2025. Segundo a conclusão, a criança de seis anos foi vítima de um erro médico grosseiro e morreu por causa de uma overdose de adrenalina aplicada na veia, que deveria ter sido administrada por inalação.
Além da médica que fez a prescrição errada e da técnica de enfermagem responsável pela aplicação, a polícia responsabilizou dois diretores do hospital pela morte de Benício
Benício deu entrada no hospital com um quadro de tosse seca e, de acordo com a polícia, o estado de saúde não indicava nenhuma gravidade naquele momento. No entanto, a médica responsável pelo atendimento, Juliana Brasil, prescreveu adrenalina intravenosa, uma medicação considerada de alta vigilância, e a prescrição foi feita sem conferência e chegou a técnica de enfermagem Raíza Bento, mesmo após a mãe da criança questionar, dizendo que o filho nunca havia recebido adrenalina na veia.
Após isso, Benício começou a passar mal e apresentou um estado de saúde mais grave. Ele chegou a ser encaminhado à sala vermelha, onde permaneceu sob cuidados intensivos, mas morreu cerca de 14 horas depois do ocorrido. O caso aconteceu em 22 de novembro de 2025.
Durante a investigação, a polícia analisou o celular da médica Juliana Brasil, apreendido após a morte do menino. Conversas encontradas pelos investigadores mostram que, enquanto acompanhava o atendimento da criança, a médica trocava mensagens sobre a venda de cosméticos e recebia pagamentos via Pix. O inquérito também aponta que a médica tentou se eximir da responsabilidade pelo erro.
Caso Benício: polícia conclui que menino morreu por erro médico após overdose de adrenalina
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