terça-feira, 7 de abril de 2026

Jovem de 26 anos morre na UTI com atendimento médico por videochamada

 Estudante de odontologia teria passado horas sem exame médico no local e teve morte declarada por telemedicina

Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
07/04/2026 12:1

Conor Hyltonnão recebeu atendimento médico presencial na UTI em que estava internadocrédito: Redes sociais

O estudante de odontologia Conor Hylton, de 26 anos, morreu em uma unidade de terapia intensiva (UTI) supervisionada remotamente por telemedicina em Connecticut, nos Estados Unidos. O caso é alvo de um processo por homicídio culposo movido pela família da vítima contra o Hospital Bridgeport, em que ele foi internado.

    Segundo a ação judicial, Conor Hylton foi internado em agosto de 2024 com pancreatitedesidratação e outras complicações. O estado de saúde do rapaz se agravou rapidamente, levando à transferência para a UTI do campus de Milford da unidade hospitalar.

    A família alega que, durante as horas em que ficou na terapia intensiva, Hylton não foi examinado presencialmente por nenhum médico. O atendimento foi conduzido por profissionais remotos, por meio de sistemas de telemedicina.

      De acordo com o processo, o estudante apresentou piora significativa ao longo da madrugada, incluindo sintomas como convulsões, vômitos e queda da frequência cardíaca. Ele chegou a ser intubado após uma emergência médica, mas morreu momentos depois. 

      Ainda segundo os documentos, a morte foi declarada por um profissional de saúde que acompanhava o caso remotamente, por meio de uma videochamada.

        A ação também aponta falhas na comunicação entre as equipes médicas e acusa o hospital de não informar a família sobre a transferência do jovem para a UTI. Para os familiares, a morte foi resultado direto de negligência e de um modelo de atendimento considerado inadequado para pacientes em estado crítico.

        A defesa da família sustenta que o hospital violou os próprios protocolos ao não garantir a presença de um médico para avaliar o paciente presencialmente durante a internação na unidade intensiva.

        • À imprensa internacional, o hospital afirmou que está ciente do processo, mas não comentou detalhes por se tratar de um caso em andamento. Em nota, a instituição declarou que utiliza recursos de telemedicina para complementar o atendimento, combinando monitoramento virtual com equipes presenciais.

        O uso da telemedicina em UTIs nos Estados Unidos cresceu especialmente durante a pandemia de Covid-19. 

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