domingo, 21 de julho de 2024

Turma mantém condenação por erro médico descoberto após 6 anos

 por AR — publicado há 3 anos

O esquecimento de compressa dentro do corpo de paciente configura erro médico, o que gera o dever de reparar os danos provocados. O entendimento é da 4ª Turma Cível do TJDFT, que confirmou a obrigação de um médico em indenizar uma paciente. O Colegiado ainda majorou o valor da condenação por danos morais e estéticos. 

A autora conta que, em novembro de 2010, foi submetida a procedimento cirúrgico realizado pelo médico réu para retirada da vesícula. Ela relata que, pouco tempo depois de ter alta médica, começou a sentir dores no estômago, incontinência urinária, prisão de ventre e cansaço frequente. Os sintomas, segundo a autora, persistiram por seis anos, quando, após se submeter a uma série de exames, descobriu que  havia uma bolsa com cerca de 2 litros no interior de seu abdômen. Ao ser submetida a uma nova cirurgia em 2016, descobriu que uma compressa havia sido esquecida em seu corpo. A autora alega que a situação provocou danos morais e estéticos e pede a condenação tanto do profissional de saúde quanto do Hospital do Lago Sul, onde foi realizado o procedimento em 2010. 

Decisão da 25a Vara Cível de Brasília julgou improcedente o pedido quanto à unidade de saúde, mas condenou o médico a pagar à autora as quantias de R$ 60 mil pelos danos morais e 12 mil pelos danos estéticos. O cirurgião recorreu sob o argumento de inexistência de responsabilidade, uma vez que o erro teria sido cometido pelo instrumentador. Alternativamente, pediu a condenação do hospital. Já a paciente requereu aumento do valor das indenizações. 

Ao analisar o recurso, os desembargadores observaram que as provas dos autos mostram que houve falha no procedimento e que está presente o nexo de causalidade. De acordo com os magistrados, “o grau de lesividade do ato ilícito foi elevado” e colocou em risco a vida da autora. “O esquecimento de corpo estranho no interior do corpo da paciente ocasionou dores na região abdominal, ganho de peso, incontinência urinária, dificuldades de locomoção e o desenvolvimento de um quadro depressivo. Todos esses sintomas foram vivenciados cotidianamente pela autora durante seis anos de muita angústia, aflição e preocupação com sua saúde, sem que tivesse conhecimento da verdadeira causa de seus problemas”, pontuaram. 

Quanto ao pedido para responsabilização do hospital, os desembargadores lembraram que ela é limitada aos serviços prestados. No caso, não ficou demonstrado que o estabelecimento possuía vínculo com o cirurgião e com o instrumentista. “Embora sejam aplicados ao caso os regramentos consumeristas e, com isso, a responsabilidade objetiva, não pode o hospital ser condenado a reparar a vítima quando o eventual dano decorre de falha técnica do médico (erro médico típico) que não possui vínculo laboral com a unidade hospitalar”, explicaram. 

Dessa forma, a Turma, por unanimidade, deu provimento ao apelo da autora para fixar em R$ 80 mil a indenização por danos morais e em R$ 20 mil por danos estéticos. 

A decisão foi unânime.

PJe2: 0704490-88.2019.8.07.0001

sábado, 20 de julho de 2024

Erro de conduta leva a suposto óbito de criança em UPA

 Publicado em 09 de agosto de 2023

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

A Polícia Civil de Goiás investiga a causa da morte de uma bebê de cinco meses, que teria falecido em decorrência de aplicação de uma injeção com dipirona. O caso ocorreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Trindade, na região metropolitana de Goiânia, na última segunda-feira (7).

O que aconteceu:

Os familiares de Ayslla Helena Souza Lopes informaram que a bebê foi diagnosticada com a doença mão-pé-boca. As informações foram repassadas pela polícia.

A médica responsável pelo atendimento da criança prescreveu o medicamento injetável. Entretanto, no momento da aplicação a enfermeira não conseguiu localizar a veia de Asylla e questionou à medica se poderia injetar a dipirona no músculo, o que foi autorizado por ela e pela família.

Posteriormente à aplicação, surgiu uma ferida no local em que o medicamento foi injetado. De acordo com um boletim médico, Asylla morreu por insuficiência respiratória e choque séptico. Ainda, é apontado que a injeção teria contribuído para a morte da bebê.

A delegada responsável pelo caso, Cássia Borges, informou que aguarda o resultado do IML (Instituto Médico Legal) sobre a causa da morte. Em seguida, ela disse que vai ouvir os profissionais envolvidos no atendimento da vítima e apurar se as condutas adotadas no atendimento à bebê foram adequadas.

Em nota, a prefeitura de Trindade informou que abriu sindicância administrativa interna para averiguar se houve “algum equívoco na assistência prestada à paciente”, e ressaltou a equipe envolvida foi afastada de suas atribuições na UPA “até que os fatos sejam todos apurados”.

Foto: Reprodução: TV Anhanguera

https://posenfermagemdevalor.com.br/erro-de-conduta-leva-a-suposto-obito-de-crianca-em-upa/


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Idosa alérgica a dipirona morre em hospital no Crato após receber a medicação na veia

 Técnico de enfermagem não viu que a pulseira de identificação da paciente alertava para a alergia

Escrito por Redação , 


Legenda: Francinete Barbosa da Silva deu entrada no hospital no sábado (29) apenas com uma infecção no pé
Foto: Arquivo Pessoal


Uma mulher de 76 anos morreu nesta segunda-feira (31), no Hospital Maternidade São Francisco de Assis, no Crato, após tomar dipirona. A idosa era alérgica ao medicamento e havia relatado a restrição no sábado (29), quando deu entrada na unidade queixando-se apenas de uma infecção no pé.

O Sistema Verdes Mares apurou que o procedimento de raspagem do coágulo no pé de Francinete Barbosa da Silva foi adiado pelo hospital e que, devido a uma piora da infecção, a mulher teve febre alta, o que levou um técnico de enfermagem a administrar dipirona na veia dela para controlar a temperatura. O profissional, porém, não observou que a pulseira de identificação no braço da idosa alertava que ela não poderia de maneira alguma receber o remédio.

"Ligeiramente ela começou a infartar. Vi minha mãe morrendo. Ela ainda me abraçou", disse Francilene Barbosa, uma das filhas da idosa.

"Na verificação do quadro de febre alta, um técnico de enfermagem alegou que ministrou a dipirona que constava de outro kit e fez a medicação endovenosa por conta própria, sem conferir o que havia sido prescrito pelos médicos, além da pulseira que alertava para a alergia e a placa beira-leito onde constava a indicação de paciente alérgica ao medicamento", comunicou o hospital.

Placa beira-leito da paciente
Legenda: O informe sobre a alergia à dipirona também estava na placa beira-leito da idosa no hospital
Foto: Reprodução

A unidade reconheceu, portanto, o erro que levou à morte de Francinete, e disse que o técnico foi afastado de suas atividades e que uma investigação interna foi aberta para apurar a ocorrência. "O Hospital Maternidade São Francisco de Assis lamenta o ocorrido, se solidariza com a família neste momento de dor e informa que tomará todas as medidas cabíveis sobre esse caso, colocando-se à disposição para o que for necessário", concluiu a instituição.

O corpo da idosa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para investigação da causa da morte.

FAMÍLIA PEDE JUSTIÇA

A família da idosa registrou um boletim de ocorrência, acusa o hospital de negligência e pede justiça.

"Minha mãe estava bem de saúde, ela só tinha um coágulo. Foi o bendito remédio que ela tomou. A gente quer justiça pela nossa mãe, que morreu num leito de hospital, sendo que era para ela ser bem cuidada", disse Bárbara Barbosa, outra filha de Francinete, ao Sistema Verdes Mares.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) informa que apura as circunstâncias da morte de uma idosa, de 76 anos, e confirma que um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado. "A Delegacia Regional do Crato realiza oitivas e diligências estão em andamento para elucidar os fatos", conclui.

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/idosa-alergica-a-dipirona-morre-em-hospital-no-crato-apos-receber-a-medicacao-na-veia-1.3399128

Erro de enfermagem leva à morte de bebê de 2 meses em Salvador

 Samuel Ricardo Souza Bastos morreu supostamente devido a uma falha de uma técnica de enfermagem na Maternidade José Maria Magalhães Neto

20/06/2023 
A denúncia foi feita por familiares do bebê, que afirmam que Samuel passou mal após leite ter sido injetado inadvertidamente em seu acesso central(foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


O bebê Samuel Ricardo Souza Bastos, de 2 meses, teria falecido devido a uma falha médica na Maternidade José Maria Magalhães Neto, situada no bairro do Pau Miúdo, em Salvador. A denúncia foi feita por familiares do bebê, que afirmam que Samuel passou mal após leite ter sido injetado inadvertidamente em seu acesso central na segunda-feira (19). 
O suposto erro teria sido cometido por uma técnica de enfermagem. Samuel, que nasceu com uma cardiopatia, estava internado há um mês na maternidade, onde recebia medicamentos intravenosos e se alimentava por meio de sonda.

O bebê havia passado por uma cirurgia no Hospital Ana Nery e estava se recuperando do procedimento na maternidade. A mãe de Samuel estava acompanhando o filho na unidade, mas teve que voltar para casa no domingo (18).
  • Foi quando ela recebeu uma ligação informando que seu filho estava em estado grave. Ao retornar à maternidade, a mãe de Samuel foi comunicada que uma técnica de enfermagem havia injetado alimentação por engano no acesso central do bebê. 

A família foi informada ainda no domingo que a funcionária havia sido demitida. Na manhã de segunda-feira (19), um funcionário da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital vazou a notícia do falecimento de Samuel. O óbito foi posteriormente confirmado pela assistente social da unidade, após a família a procurar.

Homem de 28 anos está em estado vegetativo após receber dosagem errada de remédio em hospital de Porto Alegre

 Fato é investigado pela Polícia Civil. Instituição admite erro no atendimento

ZH

RBS TV / Reprodução
Família de Alexandre reclama do atendimento prestado pela instituição de saúde da Capital

Alexandre Moraes de Lara, de 28 anos, está em estado vegetativo há 10 meses após receber uma superdosagem de um medicamento em um hospital de Porto Alegre. A Polícia Civil investiga o caso. A instituição de saúde que prestou o atendimento admite o erro. As informações foram apuradas pelo repórter Jeferson Ageitos, da RBS TV e portal G1.

De acordo com a família, Alexandre foi internado para tratar um problema cardíaco em outubro de 2021, no Hospital Humaniza, na Capital. Durante o tratamento, o paciente recebeu 20 comprimidos para controlar os batimentos do coração, quando a dosagem correta seria de dois. Isso provocou uma parada cardiorrespiratória no rapaz. Um laudo assinado por um médico contratado pela família atesta que o estado vegetativo de Alexandre tem grande potencial de ser permanente. Hoje, ele precisa de cuidados 24 horas por dia. 

— A pessoa entra conversando, caminhando, saudável, sorrindo e nunca mais sai. Nunca mais sai, sem poder dar um tchau para seus familiares — disse o tio de Alexandre, Luciano Pacheco Martins.

O erro de dosagem é indicado em um prontuário assinado pelo diretor-executivo do hospital. De acordo com o documento, "a medicação dispensada pela farmácia do hospital era divergente da dosagem registrada no sistema e da prescrição médica". O médico indicou 600 miligramas do medicamento ao paciente, mas a equipe deu 6 mil miligramas ao homem.

Esposa do paciente, Gabrielle Gonçalves Bressiani diz que estava com Alexandre quando o procedimento foi feito. Ela relata ter questionado o técnico de enfermagem sobre a quantidade de remédio que seria dada a ele. O profissional, no entanto, teria afirmado que a dosagem havia sido indicada por uma médica. Pouco depois, Alexandre começou a passar mal.

A família afirma que o médico cardiologista deu a receita correta, mas o primeiro erro ocorreu na farmácia da instituição.

— A farmácia, na hora de cadastrar o medicamento, cadastrou errado. Ao invés de cadastrar como 300 miligramas, que era o correto, cadastrou como 30 miligramas. Então, ao invés de tomar os dois comprimidos que ele deveria, ele tomou 20  — diz Gabrielle.

RBS TV / Reprodução
Alexandre Moraes de Lara, 28 anos, está em estado vegetativo desde o ano passado

A família ainda afirma que o hospital demorou cinco minutos para oferecer o atendimento de urgência quando Alexandre começou a passar mal.

— A médica não sabia orientar os enfermeiros ou técnicos do procedimento, se tinha que fazer entubação, se não tinha. O equipamento para respirar que eles foram utilizar estava faltando uma peça, então não deu para utilizar, ajudou a faltar oxigênio. O medicamento, que era adrenalina, não foi dado no tempo adequado — diz o tio do paciente.

Posicionamento do hospital e investigações

O Hospital Humaniza, onde o paciente segue internado, afirmou ao G1 que o atendimento a Alexandre ocorreu na gestão anterior da unidade. "O Hospital lamenta profundamente o ocorrido e vem prestando toda a assistência médica necessária e disponível para a melhoria do quadro clínico do paciente. Ao mesmo tempo, vem mantendo tratativas com os familiares para, também, proporcionar o máximo de assistência e acolhimento necessários", diz em nota.

A investigação conduzida pela Polícia Civil de Porto Alegre ainda não foi concluída. Além disso, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) apura a atuação dos profissionais envolvidos no caso.


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SAIBA MAIS

https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2022/08/homem-de-28-anos-esta-em-estado-vegetativo-apos-receber-dosagem-errada-de-remedio-em-hospital-de-porto-alegre-cl7gijpi3000c0153uu0ujr3n.html