sexta-feira, 30 de maio de 2014

Família de jovem morta após tomar remédio para emagrecer cobra laudo

04/04/2013 09h21 - Atualizado em 04/04/2013 09h21


Juliana da Silva, de 26 anos, morreu há 3 meses em Aparecida de Goiânia.
Parentes pedem agilidade do IML; órgão explica que situação é normal.

Do G1 GO com informações da TV Anhanguera

A família de Juliana da Silva, de 26 anos, morta após tomar remédio para emagrecer há três meses, em Aparecida de Goiânia, reclama da demora para sair o resultado do laudo sobre a morte e cobra agilidade do Instituto Médico Legal (IML). Segundo a família, ela começou a passar mal depois de tomar medicamentos para emagrecer receitados por uma médica pediatra.
Juliana tinha 1,76 metros e pesava 92 quilos. Insatisfeita, segundo a família, ela procurou uma clínica de estética para iniciar o tratamento. Após passar mal depois de tomar dois remédios, a jovem não resistiu e morreu no dia 27 de dezembro do ano passado, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.
De acordo com Secretaria Municipal de Saúde, a principal suspeita é que ela tenha se intoxicado com medicamentos compostos pelo antidepressivo fluoxetina e por sibutramina, inibidor de apetite que teve o uso restrito, segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de outubro de 2012.
“Até hoje nada aconteceu ainda. Já denunciei na delegacia de polícia e o IML não deu posição nenhuma”, reclama o viúvo de Juliana, Claudio Coelho de Jesus.
Segundo ele, antes de morrer, Juliana chegou a ser atendida em outros hospitais. Ela passou por um hospital particular, um Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) e pela Unidade de Pronto Atendimento de Aparecida de Goiânia, onde foi diagnosticada com intoxicação e morreu.
O tratamento era feito com a médica Simone Rosa Castro, que atende em duas clínicas na capital. Ela foi denunciada pela família ao Conselho Regional de Medicina (CRM), mas a advogada dela negou qualquer erro no tratamento: “Não há nenhuma negligência. A paciente foi atendida normalmente e até o momento a gente ainda não tem declarado pelo IML a causa-morte da paciente Juliana”, declarou Nívea de Paula.
Medicamentos usados por Juliana para emagrecer, Goiás (Foto: Reprodução TV Anhanguera)Medicamentos usados por Juliana para emagrecer
(Foto: Reprodução TV Anhanguera)
Pediatra
A advogada explicou que a médica aparece no CRM como pediatra, mas que não atende mais crianças porque teria mudado a especialidade. “Ela já faz o curso em nutrologia e já vai prestar a prova de título, mas ela já vem há alguns anos se especializando nessa  área”, argumenta.
O 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia é responsável por conduzir as investigações, mas o caso só pode avançar depois que os exames feitos pelo IML forem concluídos. Sem os laudos, a família se sente desamparada: “Ela não tinha problema nenhum de saúde, tinha 26 anos e a vida toda pela frente e do nada tudo isso acabou. Está todo mundo sofrendo muito com a falta dela”, lamenta o viúvo.
O Instituto Médico Legal disse que alguns laudos demoram um pouco mais para ficarem prontos e que essa situação é normal. O IML não deu previsão para que o documento fique pronto.
Já o Conselho Regional de Medicina afirmou que pediu esclarecimentos à médica denunciada e aos diretores das unidades de saúde onde Juliana foi medicada para tentar entender onde aconteceu o erro que resultou na morte da jovem.
Sobre o fato da médica Simone Rosa de Castro, que é pediatra, ter indicado a Juliana um emagrecedor, o Conselho de Medicina explicou que o Código de Ética não impede que os médicos receitem remédios, mesmo que ele não seja o especialista da área procurada pelo paciente.

Bebê morre após grávida esperar 14h por parto em hospital, diz família

01/05/2013 11h16 - Atualizado em 01/05/2013 11h17


Pais denunciam que houve negligência no Hospital de Cristalina, GO. 
Secretário de Saúde garante que unidade prestou atendimento 'possível'.

Do G1 GO, com informação da TV Anhanguera

Os pais de um recém-nascido morto após sofrer uma parada cardiorrespiratória pouco tempo após o parto denunciam que o Hospital Municipal de Cristalina , na região leste de Goiás, foi negligente ao realizar o atendimento médico. A mãe da criança, Ana Paula da Silva, afirma que chegou à unidade sentindo fortes contrações, mas foi levada para a sala cirúrgica somente depois de esperar 14 horas por atendimento.
“Cheguei no hospital e eles me tocaram, mas me deixaram lá. Depois, pegaram um ferro, estouraram minha bolsa e fiquei sentindo contrações muito fortes e, mesmo assim, eles me deixaram sem atendimento. Somente depois de muito tempo, eles fizeram o parto”, reclama Ana Paula.
Revoltados com a situação, familiares do bebê registraram ocorrência na Polícia Civil alegando que houve demora no atendimento. Eles também chegaram a realizar um protesto em frente ao hospital pedindo Justiça. “Trazer a nossa filha nós não vamos conseguir, mas a gente quer saber quem foi o responsável para que isso não possa acontecer com outras famílias”, desabafa o pai do bebê, Lucas Arraes.
Mãe de bebê morto após parto no Hospital Municipal de Cristalina, Goiás (Foto: Reprodução TV Anhanguera)Mãe diz que bebê morreu após o parto por falta de
atendimento (Foto: Reprodução TV Anhanguera)
À TV Anhanguera, a direção do Hospital Municipal de Cristalina alegou que a criança nasceu com dificuldades para respirar e precisava ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Com isso, foi solicitada uma vaga nas UTIs de Catalão, Goiânia, Anápolis e Brasília, mas todas estavam lotadas.
O secretário de Saúde de Cristalina, Maks Wilson Lustosa, contesta a versão dos familiares do bebê. “Os municípios não têm o que fazer. Os hospitais públicos das cidades fazem todos os meios legais disponibilizados para realizar o atendimento, mas quando não tem vaga é uma questão de estado, de regulação mesmo. A mãe e o bebê receberam o atendimento possível em Cristalina”, declara o secretário.

Em nota, a Central de Regulação em Goiânia afirmou que não houve nenhuma solicitação de vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para a recém-nascida.

Mulher tem rosto queimado em tratamento e denuncia erro médico

21/05/2013 13h35 - Atualizado em 21/05/2013 15h05


Débora de Brito queria clarear manchas na face causadas pela gravidez.
Depois que fez procedimento, ela descobriu que médico é ginecologista.

Do G1 GO, com infomações da TV Anhanguera

A massoterapeuta Débora de Brito Arruda, de 38 anos, denunciou um suposto erro médico nesta terça-feira (21), em Goiânia. Ela afirma que fez um tratamento para clarear manchas do rosto, que surgiram com a gravidez. No entanto, a pele ficou queimada. Além disso, ela descobriu que o médico responsável pelo procedimento, Silvio Delfino de Souza, é especialista em ginecologia e obstetrícia e não em dermatologista, como ela imaginava.
O G1 entrou em contato com o médico nesta manhã, mas ele disse que estava ocupado e não podia se pronunciar. Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou que já está apurando a denúncia contra o médico, protocolada no órgão no dia 18 de abril deste ano. Segundo o comunicado, o Cremego já solicitou esclarecimentos ao profissional. O cadastro de profissionais no site do conselho informa que Sílvio Delfino é especialista em ginecologia e obstetrícia.
Segundo a vítima, ela procurou uma clínica de estética para clarear as manchas. Como era um local especializado em tratamento de beleza, Débora não se preocupou com a área de atuação do médico. “Eu não procurei pesquisar sobre ele antes de fazer a aplicação. No entusiasmo na vontade de ficar bem, a gente comete um erro gravíssimo", lamenta.
O médico indicou que ela fizesse cinco sessões de laser, cada uma no valor de R$ 300. Débora conta que começou a desconfiar do tratamento na terceira sessão, quando notou que, em vez de melhorar, as manchas estavam piorando. “Meu rosto ficou escuro”, ressalta.
A massoterapeuta procurou o médico e disse que não estava segura para continuar o procedimento com ele. De acordo com Débora, a pele foi queimada pelo laser fracionado, usado no tratamento. “Propus que ele me devolvesse o dinheiro, o que foi feito. Mas esperava que ele também custeasse o tratamento com outro profissional”, argumenta.
Como o profissional não tomou nenhuma providência, ela conta que resolveu denunciá-lo no 8º Distrito Policial de Goiânia. “Espero que ele seja penalizado”, ressalta. Débora acredita que outras pessoas devem procurar a delegacia. “Inclusive, tenho uma amiga que também teve as pernas queimadas ao fazer um tratamento para estria com ele", declara.
O delegado titular do 8º DP, Valdir Soares, afirmou que Sílvio Delfino foi intimado a depor. Ele deve ser ouvido na quarta-feira (22). "Ele vai ser indiciado por lesão corporal. A gente vai depender de outros exames complementares. Mas, sem dúvida, essa deformidade no rosto da vítima tem causado grande constrangimento pra ela", informou. O delegado alerta ainda para que as pessoas tomem muito cuidado ao escolher um médico. "É fundamental pesquisar sobre ele", ressalta.
Mulher tem rosto queimado em tratamento e denuncia erro médico (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Mulher tem rosto queimado em tratamento (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
G1 - Mulher tem rosto queimado em tratamento e denuncia erro médico - notícias em Goiás

Mulher dá à luz na recepção de maternidade e bebê cai; veja vídeo

12/06/2013 19h07 - Atualizado em 13/06/2013 08h22


Parto aconteceu na noite de terça-feira (11), em hospital de Goiânia.
Secretário municipal de Saúde afastou corpo técnico que estava de plantão.

Gabriela Lima

Do G1 GO

Um vídeo enviado à TV Anhanguera pelo telespectador João Paulo Araújo mostra uma mulher que deu à luz na recepção da Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia. As imagens, gravadas na noite de terça-feira (11), registraram o momento em que a criança cai no chão e, em seguida, é recolhida por um médico da unidade de saúde, a maior da região noroeste da capital e referência em parto humanizado.

Em entrevista coletiva nesta tarde, o secretário municipal de Saúde, Fernando Machado, afirmou que não acreditava que houve negligência do hospital, mas informou que uma sindicância será aberta para apurar o caso. Por meio de nota enviada por sua assessoria, ele anunciou o afastamento de todo o corpo técnico que estava de plantão no momento do parto.
A gestante estava sentada em um banco quando a criança nasceu. Segundo testemunhas, o bebê bateu a cabeça no chão. Pelo áudio do vídeo original, postado pelo telespectador no Facebook, é possível ouvir pacientes revoltados, que dizem: "Povo Irresponsável". Uma funcionária de roupa azul chega para atender a mulher que havia acabado de dar à luz e se defende: "Sou só enfermeira".

João Paulo não conhecia a mulher que deu à luz. Ele presenciou a cena porque aguardava atendimento para a esposa, Thainy Prudência da Silva, 25 anos, que também está grávida. Ele diz não ser o autor do vídeo, que teria sido passado para o seu celular por homem que estava no hospital e pediu que ele divulgasse. "Não fiz nada mais que eu dever de cidadão", disse ao G1.
Mulher dá à luz em saguão de maternidade e bebê cai em Goiânia; veja vídeo (Foto: Reprodução/Facebook)Médico pega recém-nascido em chão de maternidade (Foto: Reprodução/Facebook)
A dona de casa Thainy Prudência, que está grávida de 10 semanas, se sentia mal e procurou a maternidade, por volta das 19h. "Quando eu cheguei, [a mulher que deu à luz] estava gritando de dor na sala de uma médica residente, que a atendeu. Ela já saiu da sala sangrando e ficou aguardando no banco. Ela gritava 'gente, me ajuda, vai nascer', mas teve até uma enfermeira que riu dela", diz a jovem.
Thainy classificou a cena como a mais desumana que já viu e ainda se emociona ao falar do episódio: "Eu nunca pensei na minha vida que fosse presenciar uma coisa dessas. Todas as grávidas que ficaram lá ficaram indignadas. Quando a criança nasceu, comecei a chorar".
Segundo ela, o bebê nasceu às 20h, uma hora após Thainy ter chegado à unidade de saúde. "Mas falaram que ela passou a tarde todo lá", relata.
Mãe e bebê seguem internados na maternidade e passam bem. De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, a criança nasceu com 47 centímetros, pesando 2.270 quilos. A criança passou por exames de raio-x na cabeça e no tórax e nenhum problema teria sido constatado.


Tio chama a PM para retirar sobrinha grávida de maternidade, em Goiânia

13/06/2013 17h55 - Atualizado em 13/06/2013 17h55


Em trabalho de parto há 4 dias, ela diz que equipe se negava a fazer cesárea.
Hospital é o mesmo onde mulher deu à luz na recepção e bebê caiu.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

Um homem chamou a Polícia Militar para transferir a sobrinha, internada na Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia. A mulher estaria há quatro dias em trabalho de parto, sentindo dores, mas com pouca dilatação. Segundo a família, a equipe médica se negou a realizar uma cesariana.A unidade de saúde é a mesma onde um bebê caiu após a mãe dar à luz na recepção, sem ajuda, enquanto esperava por internação, na noite de quarta-feira (11).
O administrador Ivan Teófilo justificou a atitude de chamar a polícia: "Não querem deixar eu tirar ela para dar à luz. O parto tem de ser cesáreo. Eles não fazem cesáreo e a criança está praticamente nascendo".
Grávida de nove meses e internada há uma semana, a sobrinha dele, a vendedora Valquíria dos Santos, deixou a maternidade no meio da manhã, após a chegada da polícia. Mesmo alegando riscos para ela e para o bebê, a gestante reclamou que não conseguiu uma cesariana.
"Perdi dois filhos por tentarem fazer parto induzido em mim e aqui eles querem fazer a mesma coisa. Estou há quatro, dilatando só dois centímetros, e eles não querem fazer parto cesáreo. Eu sentindo dor, dor, dor. Não aguento mais", relatou Valquíria. Indignada, ela procurou um hospital particular.
Homem chama polícia para retirar sobrinha de maternidade, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Tio chamou polícia para retirar paciente grávida de
maternidade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A coordenadora de Urgências da Secretaria Municipal de Saúde, Patrícia Antunes, defende a postura da maternidade. "Toda a equipe médica tem uma avaliação da paciente e ela, até o presente momento, não tinha indicação de cesárea. A clínica médica precisa ser soberana nesse momento. Nós não exigimos e não obrigamos a equipe a fazer uma conduta que não é aquela que ela entendeu", informou.
Questionada se insistência no parto normal seria por questão de custos, a coordenadora respondeu: "O nome já diz, o parto é normal. Uma intervenção cirúrgica é uma intervenção. Então, o normal é que a paciente transcorra em um parto normal. Essa e todas as maternidades precisam trabalhar nesse sentido, de incentivar a paciente".
Sobre a mulher de 34 anos que deu à luz na recepção, a coordenadora relatou que uma equipe de auditores esteve na maternidade e todos os documentos foram encaminhados para avaliação. "Nós estamos aguardando o relatório final dessa equipe", disse Patrícia.

Mãe tem alta, mas bebê que caiu ao nascer segue internado em Goiânia

14/06/2013 11h22 - Atualizado em 14/06/2013 11h22


Médicos aguardam resultados de exames para liberar recém-nascida.
Paciente filmou mulher dando à luz na recepção de hospital, terça-feira (11).

Paula ResendeDo G1 GO
Bebê está amamentando normalmente, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/ Secretaria de Saúde de Goiânia)Bebê está amamentando normalmente
(Foto: Divulgação/ Secretaria de Saúde de Goiânia)
A mulher de 34 anos que deu à luz  na recepção da Maternidade Nascer Cidadão, emGoiânia, recebeu alta na manhã desta sexta-feira (14). No entanto, a recém-nascida, que caiu no chão ao nascer, continua internada. Segundo a equipe médica, a menina pode sair da unidade de saúde nesta tarde, mas depende do resultado de exames, que ainda não ficaram prontos.
Os médicos afirmam que a menina passa bem. "Ela está mamando, com funções físicas e neurológicas normais", declarou o G1 a chefe da Divisão de Urgências da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Patrícia Antunes. A mãe já escolheu o nome da recém-nascida: Sofia.
Imagens gravadas na noite de terça-feira (11) mostram o momento em que a mulher deu à luz(veja vídeo abaixo).
Os médicos calculam que a mãe estava com 39 semanas e 5 dias de gestação, quando o parto aconteceu. Esta é uma estimativa da equipe da maternidade, pois a mulher, segundo a unidade de saúde, não fez pré-natal e nem se lembrava da última vez que menstruou, explicou Patrícia Antunes.
Sindicância
A conduta da equipe que estava de plantão no momento em que a mulher deu à luz é investigada. O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) abriu uma sindicância, na quinta-feira (13), para apurar se houve falha médica no atendimento à paciente. No mesmo dia, o  Conselho  Regional  de Enfermagem de Goiás informou que também estava apurando a atitude dos enfermeiros.
Antes, na quarta-feira (12), dia em que as imagens foram divulgadas, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou o afastamento de todo o corpo técnico que estava de plantão no momento do parto. Além disso, o secretário Fernando Machado declarou que instaurou uma sindicância para apurar o caso. O procedimento deve ficar pronto em quatro dias.
Apesar das investigações, a presidente da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia, Zelma Bernardes, acredita que não houve negligência, pois a gestante teria que ter passado informações corretas à médica. "Quantos partos, quantos abortamentos essa mulher tem, essas informação têm que ser dadas da forma correta para que o profissional possa lhe assistir da forma correta e melhor", declarou.
Quanto ao fato da ginecologista ter atendido a mulher e a mandado de volta a recepção,  Zelma Bernandes explica que é um procedimento comum. "Habitualmente, na maternidade, temos conduta de permitir que a paciente possa caminhar pelos corredores, que isso facilita a evolução do trabalho de parto", defendeu.
Vídeo
Uma pessoa que estava na maternidade na terça-feira registrou o momento em que a mulher teve a filha na recepção. O material foi repassado a João Paulo Araújo, que também estava no local com sua esposa, Thainy Prudência da Silva, 25 anos, que está grávida e aguardava atendimento. Ele encaminhou o vídeo à TV Anhanguera.
As imagens mostram que a gestante estava sentada em um banco quando a criança nasceu. Segundo testemunhas, o bebê bateu a cabeça no chão. Pelo áudio do vídeo original, postado pelo telespectador no Facebook, é possível ouvir pacientes revoltados, que dizem: "Povo Irresponsável". Uma funcionária de roupa azul chega para atender a mulher que havia acabado de dar à luz e se defende: "Sou só enfermeira".
Thainy Prudência, que está na 10ª semana de gestação, se sentia mal e procurou a maternidade, por volta das 19h. "Quando eu cheguei, [a mulher que deu à luz] estava gritando de dor na sala de uma médica residente, que a atendeu. Ela já saiu da sala sangrando e ficou aguardando no banco. Ela gritava 'gente, me ajuda, vai nascer', mas teve até uma enfermeira que riu dela", diz a jovem.
Thainy classificou a cena como a mais desumana que já viu e ainda se emociona ao falar do episódio: "Eu nunca pensei na minha vida que fosse presenciar uma coisa dessas. Todas as grávidas que ficaram lá ficaram indignadas. Quando a criança nasceu, comecei a chorar".
Segundo ela, o bebê nasceu às 20h, uma hora após o casal ter chegado à unidade de saúde. "Mas falaram que ela passou a tarde todo lá", relata. A criança nasceu com 47 centímetros, pesando 2.270 quilos.