quinta-feira, 6 de julho de 2017

Médica condenada por homicídio é suspensa de hospital em Poá

24/05/2016 06h30 - Atualizado em 24/05/2016 17h13

Médica condenada por homicídio é suspensa de hospital em Poá

Gabriela Corrêa Ferreira da Costa passou em concurso da Prefeitura.
Médica foi condenada a 46 anos de prisão por integrar 'bando da degola'.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

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Médica de 31 anos foi acusada de crimes em BH (Foto: Lei Seca Maricá)Médica foi condenada por integrar 'bando da dego-
la' em Minas Gerais (Foto: Lei Seca Maricá)





A Prefeitura de Poá abriu um processo disciplinar-administrativo e suspendeu temporariamente a médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa do seu trabalho na função de clínico geral plantonista do Hospital Municipal Guido Guida. A médica foi condenada a mais de 40 anos de prisão em 2015, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por fazer parte do "bando da degola". Ela foi considerada culpada pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e destruição e ocultação de cadáver. O G1 procurou os advogados da médica da época do julgamento, mas eles informaram que não a defendem mais. O G1tenta localizar os novos advogados da médica.
Ela foi considerada pelo 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte culpada pelas mortes de Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues, que foram extorquidos, sequestrados, torturados e assassinados em um apartamento no bairro Sion, Região Centro-Sul da capital, em abril de 2010. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a médica recorreu da condenação e, em fevereiro de 2016, as alegações foram julgadas e a condenação mantida, mas houve redução d epena de 46 anos e 6 meses para 40 anos e 3 meses. Cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça. Gabriela segue solta porque conseguiu o direito de recorrer em liberdade.
De acordo com a Prefeitura de Poá, Gabriela passou em 6º lugar em um concurso de 2015 que foi homologado em fevereiro de 2016. Segundo a administração municipal, o afastamento ocorreu porque Gabriela fez uma declaração falsa por escrito.
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Médica fez um plantão no Hospital Municipal Guido Guida, em Poá, antes de ser suspensa (Foto: Julien Pereira/Prefeitura de Poá)Médica fez um plantão no Hospital Municipal Guido Guida, em Poá, antes de ser suspensa (Foto: Julien Pereira/Prefeitura de Poá)
"Após diligências de funcionários da Prefeitura de Poá, verificou-se que as informações declaradas pela funcionária por escrito apresentavam indícios de irregularidade. Após diligenciarmos no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e também nos fóruns de outras cidades deste mesmo estado, constatamos que a funcionária foi condenada criminalmente em 1ª instância por te participado da “Gangue da Degola”. Estas novas informações levantadas pela Prefeitura de Poá, confirmam, em tese, que a funcionária firmou falsa declaração quando da contratação. Os documentos são verdadeiros, porém a declaração dada por ela por escrito na posse é falsa, por isso ela foi afastada do cargo", informou a Prefeitura em nota.
Ainda segundo a administração municipal, a médica fez apenas um plantão no Hospital Municipal Guido Guida no dia 15 de maio. O processo disciplinar-administrativo dura 60 dias e pode ser prorrogado por mais 60.
A administração municipal acrescentou que "no caso desta médica, não há condenação definitiva. Porém a Prefeitura de Poá não compactua com desvios de conduta que possam colocar nossos munícipes em qualquer margem de risco, porque a nossa função é zelar pela vida das pessoas."
Ainda segundo a Prefeitura, o histórico criminal foi checado antes da contratação e "nos documentos apresentados não constam nenhum impedimento."
O G1 procurou os advogados de Gabriela na época do julgamento e, no fim da tarde de segunda-feira (23) o escritório informou que não defende mais a médica. A reportagem agora procura os novos advogados dela.
Outro afastamento
Em 2015, a médica chegou a trabalhar por um mês no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá (RJ). Ela atuava na área de rotina médica do Setor de Paciente Grave (SPG) e foi afastada após a imprensa ter divulgado sua condenação.
Na época, a assessoria da prefeitura informou que os registros da médica eram válidos e seu comportamento técnico foi considerado excelente, reduzindo inclusive o índice de óbitos no hospital.
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COMENTÁRIOS
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  • Tereza Alencar
    HÁ UM ANO
    nao entendi, ela foi condenada a mais de 40 anos e esta na rua??? cade a justiça desse brasil???
    • Jose Mol
      HÁ UM ANO
      O pai ajuda uma filha estudar medicina pra depois com pouco tempo de formada ela vira assassina. È mole?
      • Cosme Caldeira
        HÁ UM ANO
        quem vê cara, não vê coração!!

        Médica acusada de integrar bando da degola é julgada em Belo Horizonte,

        31/03/2015 12h08 - Atualizado em 31/03/2015 13h30

        Ela responde a cinco crimes, entre eles homicídio e ocultação de cadáver.

        Cinco acusados já foram condenados e dois ainda aguardam julgamento.

        Do G1 MG


        A médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, 31 anos, é a sexta integrante do chamado “bando da degola” a ser julgada em Belo Horizonte. O julgamento começou na manhã desta terça-feira (31) e está em andamento no Fórum Lafayette, no Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital.
        A médica responde por envolvimento no assassinato dos empresários Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues, que foram extorquidos, sequestrados, torturados e assassinados em um apartamento no bairro Sion, Região Centro-Sul da capital, em abril de 2010.  O grupo de acusados ficou conhecido como bando da degola por ter decapitado as vítimas para dificultar a identificação dos corpos.
        Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gearis (TJMG), Gabriela é acusada pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Outros cinco acusados já foram condenados e dois ainda aguardam o julgamento.
        De acordo com a assessoria de imprensa do Fórum Lafayette, três testemunhas foram ouvidas, entre elas um ex-sócio do suspeito de ser o líder do bando. Ele informou durante o julgameto que sofreu várias agressões, algumas graves, por parte dos integrantes do grupo. Uma testemunha de acusação foi dispensada pelo promotor.

        O TJMG informou que, ao ser interrogada, Gabriela, que mora e trabalha na cidade de  Niterói (RJ), disse que sua participação no crime foi realizar saques nas contas das vítimas, e que foi obrigada a fazê-lo. Segundo a ré, o chefe do grupo começou a ameaçar e ferir seus parentes, um mês antes do crime, para forçá-la a participar da ação. A acusada ainda ressaltou em seu depoimento que sabia do crime de sequestro, mas não admite que participou de nenhum dos crimes de que é acusada. Até a publicação desta reportagem, a médica estava sendo interrogada.
        Ainda segundo a assessoria do fórum, está previsto debate entre advogados de defesa e acusação. Não há previsão de quando o julgamento irá terminar.

        Médica do "Bando da Degola" é suspensa de hospital do interior de SP

        Gabriela Corrêa Ferreira da Costa foi aprovada pela Prefeitura de Poá, mas acabou afastada depois que servidores descobriram que ela foi condenada pela morte de dois empresários no Bairro Sion



          postado em 24/05/2016 13:11 / atualizado em 24/05/2016 13:23


        Maria Tereza Correia/EM/D.A PRESS
        A médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, apontada como uma das participantes do "Bando da Degola", foi suspensa do Hospital Doutor Guido Guida, na cidade de Poá, em São Paulo, onde começou a trabalhar no dia 15, como clínica geral plantonista. Ela fez apenas um plantão na unidade, depois de ser efetivada por concurso como servidora da prefeitura.

        Segundo a Secretaria de Comunicação de Poá, o afastamento, ocorrido em 19 de maio, se deu porque Gabriela prestou falsa declaração, dizendo que nunca respondeu processo criminal nem praticou “ato que desabonasse a sua conduta moral”, segundo a nota enviada pela secretaria.

        Apesar dos documentos enviados para inscrição e efetivação do concurso estarem corretos, servidores da prefeitura descobriram que Gabriela tem uma condenação na Justiça em 1ª instância pelo homicídio dos dois empresários vítimas do "Bando da Degola". Ela passou em sexto lugar no concurso, homologado em 22 de fevereiro pela administração municipal de Poá. “Apesar de não haver condenação definitiva, a Prefeitura de Poá não compactua com desvios de conduta que possam colocar nossos munícipes em qualquer margem de risco, porque a nossa função é zelar pela vida das pessoas", informou a administração municipal.

        O processo disciplinar administrativo que a Prefeitura de Poá abriu contra médica dura 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 60. Enquanto ela responder por este processo, seguirá afastada”, diz o texto encaminhado ao Estado de Minas.

        OS ASSASSINATOS O crime atribuído ao "Bando da Degola" aconteceu em abril de 2010. Segundo as investigações, Frederico Flores, apontado como o líder da quadrilha, foi informado que os empresários Rayder Santos Rodrigues, de 39 anos, e Fabiano Ferreira Moura, de 36, estavam envolvidos em estelionato e contrabando, movimentando grande quantidade de dinheiro em várias contas bancárias.

        A partir daí, o bando sequestrou, extorquiu e matou os empresários com ajuda de outras sete pessoas.
        Os assassinatos foram cometidos em um apartamento depois que os acusados realizaram saques e transferências das contadas das vítimas.

        Segundo relato do Ministério Público, eles mataram os empresários, cortando suas cabeças e dedos para dificultar a identificação, e os levaram para a região de Nova Lima, onde foram deixados parcialmente queimados. No dia seguinte, os réus se reuniram para limpar o apartamento. A médica foi apontada nas investigações da Polícia Civil como a gerente da quadrilha.

        O grupo era formado por oito pessoas, segundo o Ministério Público. Todas as oito já foram condenadas pela Justiça. Apesar de também ter sido condenada, Gabriela recorreu em liberdade.