terça-feira, 10 de março de 2026

Médico antivacina que prescreveu 'tratamentos alternativos' é preso acusado de homicídio na Itália

 

Roberto Petrella atendeu um paciente apenas por telefone e receitou medicamentos à base de cogumelos; o enfermo morreu de ataque cardíaco

Médico antivacina Roberto Petrella foi preso na Itália Foto: Reprodução/Redes sociais

CATANZARO, ITÁLIA — Um médico antivacina foi preso nesta segunda-feira na comuna de Catanzaro, na Itália. Roberto Petrella, de 75 anos, é acusado de homicídio culposo pela morte de um paciente. A vítima foi atendida apenas por telefone e tratada com métodos não científicos, como misturas à base de cogumelos.

Petrella é ginecologista e atua na cidade de Téramo. No entanto, ele atendeu pacientes de diferentes regiões da Itália por telefone e também usou suas redes sociais para divulgar "tratamentos alternativos", sem fundamentação científica, para os pacientes.

O suspeito foi colocado em prisão domiciliar após uma investigação do Ministério Público de Catanzaro. Os investigadores realizaram interceptações telefônicas e registraram conversas nas quais o médico não teria diagnosticado corretamente um doente com patologias graves anteriores.

O paciente teve um ataque cardíaco em 2007 e sofria de hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes e problemas de próstata. Apesar do histórico médico, Petrella prescreveu tratamento não reconhecido pelos órgãos oficiais da Itália.

De acordo com a investigação, o médico também aconselhou o paciente a adiar a internação. "Não, se você for para o hospital morre, eles entubam", diz o médico em uma conversa telefônica interceptada. O paciente posteriormente morreu de ataque cardíaco.

Em 2020, Petrella afirmou que a pandemia é um "hype da mídia" e declarou que as vacinas são inúteis e prejudiciais. Ele também respondeu a um procedimento disciplinar da Ordem dos Médicos em 2019, quando encabeçou uma campanha contrária à vacinação de crianças contra o HPV.


AQUI NO BRASIL MEDICOS DEFENDERAM O USO DO MEDICAMENTO SEM NEMHUMA COMPROVAÇAO CIENTIFICA. E NIMGUEM FOI PUNIDO, POIS O CONSELHO FEDERAL DE MEDICIA SE CALOU..E DEU CARTA BRANCA.PODEM FAZER O QUE QUISER...
                                                 

     


A posição do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para COVID-19, consolidada durante a pandemia (especialmente a partir de abril de 2020), baseou-se na autonomia médica, não configurando infração ética o uso do medicamento, desde que respeitados certos critérios.
Aqui estão os pontos principais baseados nos pareceres e ações do CFM:
  • Autonomia Médica e Sem Infração Ética: O CFM estabeleceu que, diante da excepcionalidade da pandemia e da falta de tratamentos curativos comprovados, o médico teria a prerrogativa de prescrever cloroquina ou hidroxicloroquina, não sendo considerado infração ética, desde que baseado em critérios clínicos.
  • Consentimento do Paciente: O uso foi condicionado à vontade do paciente (ou seus representantes), que deve ser informado sobre a falta de evidências científicas robustas de eficácia e os possíveis efeitos colaterais (uso compassivo).
  • Sem Recomendação Obrigatória: O CFM deixou claro que a permissão não significava uma recomendação de uso obrigatório, mas sim a autorização para que o médico decidisse.
  • Sem Evidências Sólidas: O próprio conselho reconheceu, em abril de 2020, que não existiam ensaios clínicos robustos (randomizados e publicados em revistas de alto impacto) que comprovassem a eficácia do medicamento contra a COVID-19.
  • Controle de Receita: O CFM solicitou à Anvisa que a venda de cloroquina e hidroxicloroquina fosse realizada apenas com receita médica especial, para evitar o desabastecimento de pacientes que necessitam do remédio para doenças crônicas, como lúpus e artrite.
  • Uso Experimental: Em 2021, o CFM definiu como experimental o uso da hidroxicloroquina e cloroquina por inalação.
Contexto e Controvérsias:
Apesar de estudos internacionais e da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontarem a ineficácia do medicamento, o CFM manteve sua posição de permitir o uso baseada na autonomia médica. Essa postura gerou críticas e até ações judiciais, como uma ação da Defensoria Pública da União (DPU) pedindo indenização por danos morais coletivos, argumentando que o conselho não revisou sua posição à luz de novas evidências científicas.
                                                                   



Durante a pandemia de COVID-19 no Brasil, diversos médicos e grupos médicos defenderam e receitaram cloroquina e hidroxicloroquina, impulsionados por um contexto de incerteza inicial e pelo incentivo político, apesar da falta de evidências científicas robustas de sua eficácia e das recomendações contrárias de órgãos internacionais.
Aqui estão alguns dos nomes e grupos mencionados em relatórios e notícias da época:
  • Roberto Kalil Filho: Cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, admitiu ter usado hidroxicloroquina durante sua internação por COVID-19 em abril de 2020 e também prescreveu o medicamento a pacientes no início da pandemia.
  • Davi Uip: Infectologista e, na época, chefe do Centro de Contingência de Combate à Doença em São Paulo. Uma receita assinada por ele circulou na época, e embora tenha havido incertezas, ele confirmou ser a sua receita.
  • Francisco Eduardo Cardoso Alves: Médico que atuou na linha de frente e defendeu o uso da cloroquina como "fármaco reposicionado".
  • Paolo Zanotto: Virologista que debateu a eficácia da cloroquina.
  • Grupo de "10 mil" médicos: Houve um movimento organizado de médicos que apoiava o uso de "tratamento precoce", incluindo cloroquina, com forte aproximação com o governo de Jair Bolsonaro.
  • Representantes no CFM: Médicos defensores do uso de cloroquina e do "tratamento precoce" (como o caso citado na reportagem da CNN Brasil em agosto de 2024, onde um médico com essa postura foi eleito representante de SP no Conselho Federal de Medicina) ganharam destaque e posições.
Contexto Importante:
  • Protocolo do Ministério da Saúde: Em maio de 2020, o Ministério da Saúde emitiu um protocolo que permitia o uso de cloroquina para casos leves de COVID-19.
  • Posição das Associações: A Associação Médica Brasileira (AMB) posicionou-se posteriormente, defendendo o banimento do uso de cloroquina e outros remédios sem eficácia comprovada.
  • Eficácia: Estudos posteriores e a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomendaram o uso dessas substâncias para o tratamento da COVID-19.
Nota: Esta lista baseia-se em reportagens publicadas entre 2020 e 2024 e reflete o cenário de polarização da época.
                                                       VERGONHA



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