terça-feira, 27 de julho de 2021

Rondon chega atrasado e passa por perícia sem médico da defesa - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

 Ex-médico condenado a 13 anos de reclusão por mutilar pacientes passou por avaliação que indicará se pode ou não ficar preso

Por Anahi Zurutuza e Clayton Neves | 12/11/2019 08:46
Alberto Jorge Rondon chegando à clínica da Padre João Crippa escoltado (Foto: Clayton Neves)
Alberto Jorge Rondon chegando à clínica da Padre João Crippa escoltado (Foto: Clayton Neves)

Minutos depois que o urologista Jamal Salem, contratado pela defesa para acompanhar a perícia de Alberto Jorge Rondon de Oliveira, de 63 anos, o ex-médico condenado por mutilar pacientes chegou escoltado à clínica na Padre João Crippa, onde passou por avaliação que determinará se pode ou não cumprir a pena recluso. O exame durou cerca de 40 minutos.

Salem deixou o local, por volta das 7h45, dizendo que o paciente não compareceria, sem informar o motivo. “Até cancelei uma cirurgia”. A perícia estava marcada para as 7h.

Rondon, porém, chegou em viatura da Polícia Militar que faz o transporte de presos do Complexo Penal de Campo Grande. Algemado, vestindo calça jeans e camisa branca, e em silêncio, ele desceu do veículo e entrou no imóvel onde fica o consultório do médico Ségio Cação de Moraes, nomeado pela Justiça para a perícia. Ele deixou a clínica por volta das 8h30.

Antes de ir embora, Salem explicou que o resultado da avaliação pode não sair hoje, uma vez que o perito pode pedir exames complementares. Tanto a defesa quando o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que faz a acusação, pode nomear médicos para acompanhar o processo. “A perícia responde a questões enviadas pelo juiz. Mas a gente também pode questionar, fazer observações”.

Rondon está preso no Centro de Triagem Anízio Lima. Os advogados Fábio Trad Filho e Luciana Abou Ghattas, que defendem o ex-médico, pediram à Justiça que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. O pedido foi negado pela desembargadora Elizabete Anache, da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Falta agora julgar o mérito.

A defesa alega que o cliente tem saúde frágil, diabetes, hipertensão, depressão e ainda índices altos de colesterol e triglicérides. Os advogados argumentam ainda que o ex-médico, por ser diabético, corre risco de contrair doenças típicas do cárcere, como a tuberculose.

Rodon foi condenado a 13 anos e meio de prisão em regime fechado por lesão corporal a dezenas de pacientes mutiladas em cirurgias plásticas mal sucedidas. Ele foi preso por volta das 12h do dia 23 de outubro, em uma residência na Rua 13 de Junho, no Bairro Monte Castelo. Rondon estava morando em Bonito, a 257 km de Campo Grande, mas estava na Capital para consultas médicas.

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Justiça torna definitiva redução de 11 anos de pena contra Rondon por mutilações

 Alberto Jorge Rondon teve pena de 46 anos reduzida para 35 anos em ação por mutilar pacientes em plásticas

Por Silvia Frias | 27/07/2021 14:19  
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Rondon sendo levado ao Centro de Triagem, depois de ter sido preso na casa da filha (Foto/Arquivo: Paulo Francis)
Rondon sendo levado ao Centro de Triagem, depois de ter sido preso na casa da filha (Foto/Arquivo: Paulo Francis)

A Justiça em Campo Grande tornou definitiva a redução da pena do ex-médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira, de 46 anos e 460 dias-multa para 35 anos de reclusão em processo por corrupção passiva e sucessivas lesões corporais decorrentes de cirurgias estéticas mal sucedidas.

A sentença inicial foi dada em agosto de 2019, aproximadamente 22 anos depois das cirurgias realizadas na década de 1990. A pena, agora reduzida em 11 anos, refere-se a duas denúncias de corrupção passiva e cinco de lesão corporal.  A defesa, no entanto, entende que ainda pode reduzir ainda mais esta pena, no aguardo de habeas-corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No recurso de contestação, a defesa do ex-médico havia alegado que a magistrada, na sentença, foi acertada em absolver o ex-médico do crime de corrução, pois não foram apresentadas provas na fase judicial, apenas no inquérito. Porém, a condenação da lesão corporal foi baseada em em provas policiais, sem “que nenhuma prova tenha sido produzida em âmbito judicial”.

Também questionou o dolo eventual, em que o acusado não se importa com o resultado das ações. “Onde está a prova segura, acima de qualquer dúvida razoável que de que o apelante se sente indiferente a todo o caos que seus erros por imperícia quiçá possivelmente imprudência lhe causaram?”.

A defesa havia recorrido da sentença e os termos foram acolhidos pela 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em outubro de 2020, recalculando, sendo reduzida em 11 anos.

A defesa ainda tentou entrar com outro recursos no TJMS e no STJ (Superior Tribunal de Justiça), indeferidos essas esferas. A ação transitou em julgado no dia 24 de junho de 2021 e, em documento anexado no dia 26 de julho, a juíza da 3ª Vara Criminal Eucélia Moreira Casal determinou o pagamento das multas e o arquivamento da ação.

Rondon havia sido preso no dia 23 de outubro de 2019, na casa da filha, no bairro Monte Castelo, para cumprimento de sentença condenatória. Em março de 2021, passou a usar tornozeleira eletrônica, beneficiado com induto especial por conta da pandemia, em prisão residencial. Este ano, o equipamento foi retirado para que ele tratasse câncer de laringe.

O advogado Fábio Trad Filho disse que, embora a Justiça de Campo Grande tenha tornado definitiva a sentença, o recurso no STJ pode reduzir ainda mais a pena e independe deste trânsito em julgado.

Justiça torna definitiva redução de 11 anos de pena contra Rondon por mutilações - Cidades - Campo Grande News

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Médica filma impostora chefiando UTIs com nome falso, e suspeita é presa...

A Polícia Civil do Rio prendeu na quarta-feira (14) uma falsa médica que era responsável por duas UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) do hospital particular Prontonil, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A mulher atuava na unidade usando o nome e o CRM de uma médica verdadeira que fez o flagrante e gravou um vídeo com a suspeita.

 19 de jul. de 2021

A Polícia Civil do Rio prendeu na quarta-feira (14) uma mulher suspeita de se passar por médica e ser responsável por duas UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) do hospital particular Prontonil, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A mulher atuava na unidade usando o nome e o CRM de uma médica, que fez o flagrante e gravou um vídeo a expondo.

"Olha aqui pessoal, falsa médica se passando por mim. Bruna Carolina Rodrigues com o meu CRM no hospital particular Prontonil. Vê se pode isso, dentro de uma UTI particular? Médica falsa. Com o meu CRM. Tive que sair do meu trabalho, no hospital São José em Duque de Caxias para cá por denúncia anônima. Falsa médica aqui com meu carimbo", diz a médica no vídeo.

A falsa médica foi identificada como Bruna Carla Oliveira Sozim. Ela foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. No entanto, a Justiça entendeu que a prisão não era necessária.

falsa médica - Reprodução de vídeo - Reprodução de vídeo
Falsa médica foi flagrada pela verdadeira em Nova Iguaçu
Imagem: Reprodução de vídeo

"No que diz respeito à conversão da prisão em flagrante em preventiva, entende este magistrado que a prisão não se mostra necessária, adequada ou proporcional. A indiciada afirma ter domicílio fixo. Ademais, o crime em tese perpetrado é daqueles sem violência ou grave ameaça, além de que a custodiada é primária", definiu o sistema judiciário.

A Justiça concedeu a Bruna o direito de responder em liberdade e decidiu por medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo e a proibição dela se ausentar da comarca.

Segundo o delegado Celso Gustavo Castello Ribeiro, da Delegacia de Nova Iguaçu, a falsa médica foi presa em flagrante pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. "Ela já está solta", disse o delegado ao UOL. "As investigações seguem em andamento para apurar outras infrações e/ou envolvimento de outras pessoas".

Procurado, o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) disse que "casos relacionados a atuação de falsos médicos são criminosos e devem ser investigados pela polícia".

O órgão ainda reforçou "a importância da verificação da documentação antes de realizar qualquer tipo de contratação, seja para atuar na rede pública ou privada".

Já o hospital Prontonil explicou através de nota que a falsa médica nunca fez parte do quadro clínico da unidade. De acordo com o hospital, um coordenador médico de CTI foi contratado neste mês e o profissional foi o responsável pelas contratações para o setor que foram validadas pela direção.

"Acontece que no dia 14 de julho no período da noite, fomos surpreendidos pela dra. Bruna Carolina Rodrigues nos informando que teria uma falsa médica no plantão de um dos nossos CTIs usando toda documentação dela para atuar como médica plantonista coringa", detalha a unidade.

Ainda de acordo com a nota enviada, o coordenador contratado já havia trabalhado com a médica Bruna Carolina Rodrigues, vítima da falsificação. "Provavelmente o mesmo ficou com toda a documentação dela, passando para essa outra Bruna".

A médica impostora apresentou na delegacia um diploma confirmando que era formada em Medicina na Bolívia e afirmou que ainda não havia conseguido validar a residência médica no Brasil.

"Reiteramos que todas as medidas legais cabíveis já foram tomadas, com queixa-crime contra o médico coordenador, e intensificamos a segurança na entrada de todos os médicos do hospital com acesso eletrônico e digitais", concluiu a direção do hospital.

Outros casos no Rio

Outros três falsos médicos foram identificados neste ano em unidades de saúde no Rio de Janeiro. Em maio, Itamberg Saldanha foi preso por suspeita de dar plantões na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Realengo, na zona oeste. Ele usava a identidade e o carimbo de um médico verdadeiro.

Segundo a Polícia Civil, ele trabalhou em pelo menos 12 unidades de saúde do Rio, onde assinou atestados de óbitos e atendeu cerca de três mil pessoas. Saldanha atendia pacientes com covid-19 e chegou a ser vacinado contra a doença por ser profissional de saúde.

Outro caso foi identificado na UPA do Engenho Novo, na zona norte. Aleksandro Gueivara foi despertou suspeitas após escrever "potaciu" em uma receita em vez do correto, potássio.

Médica filma impostora chefiando UTIs com nome falso; suspeita é presa

sexta-feira, 26 de março de 2021

Conselho Regional de Enfermagem instaura processo administrativo para investigar morte de enfermeira no Recife

 A enfermeira morreu após tomar um medicamento na veia. Segundo a família, ela recebeu por engano uma dose de noradrenalina

Conselho Regional de Enfermagem instaura processo administrativo para investigar morte de enfermeira no Recife

A enfermeira Adriana Frade estava no seu primeiro emprego - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Conselho Regional de Enfermagem ainda não foi procurado oficialmente à respeito da morte da enfermeira, que trabalhava no Hospital dos Servidores de Pernambuco (HSP), e morreu após tomar um medicamento na veia, mas lamentou o ocorrido e informou que instaurou um processo administrativo para investigar o caso.

>>Enfermeira morre após tomar medicação na veia em hospital no Recife

Segundo a família, em vez do medicamento, Adriana Frade, de 24 anos, recebeu por engano uma dose de noradrenalina. Imediatamente ela passou mal, teve uma parada cardíaca e foi encaminhada para a UTI, mas não resistiu. 

De acordo com a entidade, vários fatores podem ter contribuído para o ocorrido.

Sobrecarga

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco, Ludmila Outtes, chamou a atenção para a sobrecarga de trabalhos dos profissionais. 

Enterro

O corpo da enfermeira foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML) com um laudo provisório que deu a causa da morte como indeterminada. O enterro de Adriana Frade aconteceu nesta sexta-feira (05), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Nota do Hospital dos Servidores do Estado

Em nota, o Hospital dos Servidores do Estado informou que adotou todos os procedimentos possíveis para salvar a vida da profissional e que vai apurar os fatos e as circunstâncias da morte.

Relembre o caso

A morte da profissional de saúde, Adriana Frade, de 24 anos, aconteceu na última quinta-feira (04). Ela era recém-formada pela Universidade de Pernambuco (UPE) e estava na unidade de saúde há cerca de um mês, conforme apurou a repórter do Jornal do Commercio, Amanda Rainheri. 

A irmã da vítima afirmou que Adriana teria feito o pedido para que um técnico em enfermagem pudesse aplicar Buscopan endovenoso para aliviar sintomas de cólica menstrual que ela estava tendo.

"Segundo o que o médico nos falou, na hora ela pediu para que o técnico parasse, porque não estava se sentindo bem, mas ele já havia injetado tudo praticamente. Ela disse que estava com coração acelerado e logo em seguida começou a convulsionar", relatou a irmã da vítima em contato com o Jornal do Commercio.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Documentário "DNA Abdelmassih" - 27/12, na GloboNews

GloboNews · 

Documentário "DNA Abdelmassih" - 27/12, na GloboNews
Dia 27/12, na GloboNews, o documentário "DNA Abdelmassih" mostra a apreensão de filhos e pais que fizeram tratamento de reprodução assistida com Roger Abdelmassih, ex-médico condenado a 181 anos de prisão por estupro de pacientes.

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