domingo, 1 de abril de 2018

Mulher morreu apos aplicação de benzetacilo em uma unidade de saúde publica


Jornal Correio Braziliense

Mulher morre após aplicação de Benzetacil em unidade de saúde pública

Secretaria de Saúde aguarda o laudo da necrópsia para confirmar a causa da morte

Bruna Lima - Especial para o Correio
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) investiga as causas da morte de uma paciente que sofreu uma parada cardiorrespiratória após a aplicação de uma injeção de Benzetacil. O caso aconteceu nesta quarta-feira (29/11), na Unidade de Saúde da Família (USF) de São José, em São Sebastião. 


Segundo a Secretaria Saúde, a paciente já estava sendo assistida pela unidade, pois apresentava um quadro de febre reumática que se desenvolveu e começou a causar problemas cardíacos. A mulher tinha sido submetida, neste ano, a uma cirurgia de substituição da válvula cardíaca e, durante o procedimento, chegou a ter uma parada cardiorrespiratória.

A pasta destaca que a paciente já tinha sido medicada com Benzetacil anteriormente. Com base nisso, a secretaria afirma que não é possível saber se a morte foi causada pela aplicação ou devido ao estado de saúde frágil da paciente, mas o corpo vai passar por necrópsia para a confirmação.  

O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF) alegou que a unidade não conta com estrutura para atender emergências e que, por isso, esse tipo de procedimento não poderia ser feito no local. A instituição destacou, ainda, que profissionais da área relataram que estavam sendo obrigados a aplicar esse medicamento nos pacientes sem a presença do médico na equipe.

Em resposta, a SES negou qualquer manipulação de medicamento em pacientes por técnicos de enfermagem sem a supervisão de médicos, incluíndo neste caso."Trata-se de mais uma tentativa de desinformação movida por interesses corporativos contra a adoção de um modelo de atendimento na Atenção Primária que é preconizado pelo Ministério da Saúde e adotado nos países que têm atendimento de saúde pública mais desenvolvidos", afirmou, em nota.

A pasta garantiu também que a unidade conta com quadro completo de funcionários, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários.

Menina de 5 anos toma remédio na veia e morre, diz mãe

Cidadeverde.com


Menina de 5 anos toma remédio na veia e morre, diz mãe

"Ela começou a chorar, queria ir para casa. Eu falei que iria levá-la, mas não deu tempo", lembra, emocionada, Alessandra Barbosa da Silva, de 35 anos, mãe de Samilla Barbosa de Oliveira, de 5 anos, que morreu no último sábado (23) na Santa Casa de Cassilândia, distante 437 quilômetros de Campo Grande, após receber medicação na veia.

O hospital encaminhou uma nota oficial lamentando o ocorrido. Segundo a unidade, os medicamentos utilizados são de uso rotineiro pelos hospitais e a dose administrada estava dentro da recomendada em função do quadro clínico da paciente. Os frascos foram entregues à polícia. As demais unidades do mesmo lote foram usadas no fim de semana. A administração da Santa Casa abriu procedimento para apurar o ocorrido.
De acordo com a esteticista, a filha reclamou de dor de garganta na quinta-feira (21), tomou remédios em casa e na sexta-feira (22) à noite vomitou, sentiu dores no abdômen, dificuldade de respiração e foi levada para o hospital. Ela foi atendida pelo médico plantonista e os exames, conforme Alessandra, indicaram alteração e irritação na garganta.
No sábado, ainda na unidade de saúde, a menina foi atendida por pediatra, que receitou antibiótico. Segundo Alessandra, a filha não tinha febre e, antes de passar pelo especialista, comeu bolachas, chá de canela e pão de queijo.
Conforme Alessandra, quando o médico disse que a menina precisaria ficar mais dois ou três dias no hospital, Samilla pediu para ir para casa. "Eu ia até assinar o termo de responsabilidade e levar ela para casa". Logo após ter o medicamento aplicado na veia, conta a mãe, a criança morreu. "Ela estava no meu colo. Virou o olhinho, ficou amarela", lembra Alessandra. A criança foi levada para o setor de urgência, onde foi tentada a reanimação, mas ela não resistiu.
A família registrou boletim de ocorrência e o caso é investigado como morte a esclarecer. O delegado responsável, Alexandro Mendes de Araújo, explicou ao G1 que serão chamados para prestar depoimentos funcionários do hospital que estavam de plantão na sexta-feira e no sábado, inclusive os médicos, testemunhas e familiares da criança.
Veja, na íntegra, a nota da Santa Casa de Cassilândia
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia, representada por seu provedor, Sílvio Barbosa de Queiroz, vem a público prestar os esclarecimentos preliminares a respeito do falecimento de uma criança no dia 23 do corrente mês, após a administração de um medicamento antibiótico diante de um quadro infeccioso, constatado por exame laboratorial.
Nós, membros da provedoria, médicos, enfermeiros e funcionários do hospital lamentamos profundamente o ocorrido.
É preciso esclarecer que os medicamentos utilizados são de uso rotineiro pelos hospitais, e foram administrados dentro das doses recomendadas ao quadro clínico.
Além disso, o atendimento foi realizado de imediato por uma equipe composta por três médicos, conjuntamente aos enfermeiros, os quais se esforçaram ao máximo para salvar a vida da criança.
A causa da morte está sendo investigada pela Polícia a pedido da própria equipe médica, que juntamente com a Secretária Municipal de Saúde, prontamente solicitaram a abertura de um boletim de ocorrência e a realização de um exame de necropsia. Os fatos também estão sendo apurados pela própria administração da Santa Casa.
Os frascos dos medicamentos utilizados foram entregues à Polícia Civil, para posterior análise. Os frascos restantes do mesmo lote foram utilizados durante o final de semana. O lote atual é de outro fabricante.
Mais uma vez, registramos nosso pesar e prestamos nossa solidariedade e apoio aos familiares.
Cassilândia, 25 de agosto de 2014

Fonte: G1

Amiga teria dado Cytotec a grávida e pode responder por duplo homicídio

Buscar
  •    
08/12/2016 19:24

Amiga teria dado Cytotec a grávida e pode responder por duplo homicídio

Luana Rodrigues
Aline, de 26 anos, morreu logo após tomar medicamento abortivo.(Foto: Reprodução/ Facebook)Aline, de 26 anos, morreu logo após tomar medicamento abortivo.(Foto: Reprodução/ Facebook)Clique na imagem para ampliar
Amigas há mais de 15 anos, mulher identificada como Simone Penha foi a primeira pessoa para quem Aline dos Reis Franco, 26 anos, contou que estava grávida. Foi com a ajuda desta amiga que a moça conseguiu comprar um remédio abortivo, o Cytotec, cujo princípio ativo é o Misoprostol, segundo informações policiais.
Banido desde 2005 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o remédio é proibido no Brasil. A venda é considerada infração sanitária gravíssima e crime hediondo, enquadrado no Código Penal, artigo 273. Mas, no Paraguai, o medicamento circula livremente no mercado negro, o que teria facilitado o acesso das moças ao remédio, já que Porto Murtinho faz fronteira com o país.
“A Simone disse que a Aline tinha tomado uns oito comprimidos até que começou a passar mal. Fui abraçar o corpo da minha neta e vi que tinha uns esparadrapos, foi quando a Simone disse que tinha sido porque ela convulsionou muito”, conta Thereza Reis, avó de Aline.
A convulsão aliada ao sangramento, são sintomas de que o remédio gerou complicações e que a mulher deve correr para um hospital.
A jovem até foi levada para o hospital de Porto Murtinho para receber atendimento, mas omitiu do médico local que estava grávida e que havia tomado um remédio abortivo. Ela foi encaminhada para Campo Grande em urgência, mas morreu dentro da ambulância, na cidade de Jardim.
Segundo a Polícia Civil, Simone será investigada, e caso se confirme que ela deu o medicamento abortivo à Aline, pode responder por duplo homicídio. A polícia também aguarda laudos para confirmar estas versões da história.
Viagem - Aline saiu de Campo Grande na noite da última segunda-feira (5), sozinha, e foi para Porto Murtinho, a 421 km de Campo Grande, onde encontrou a amiga. A garota, que já tem dois filhos, estaria grávida de dois meses.
Simone teria contado para Helemary que recebeu Aline em sua casa, e a entregou um remédio que tem efeito abortivo. Ela passou mal. Teve convulsões, caiu no chão, bateu a cabeça várias vezes e morreu.
"Lá na cidade, essa amiga foi ao cartório e fez uma certidão de óbito com o tabelião dizendo que Aline tinha morrido por causa de traumatismo craniano, devido a convulsão. Eu não acredito nisso, ela tomou o remédio, teria dado cólica nela e não convulsão, já que Aline nunca teve histórico disso", contou a mãe, que não acredita da versão dos fatos dada pela amiga.
Na noite de ontem, Helemary foi até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) no Centro da Capital, contou a história e foi aconselhada e descobrir a verdadeira causa da morte de sua filha.
"O delegado disse para eu interromper o velório e encaminhar o corpo ao Imol para que fosse feita uma autópsia. Eu não aceito o que aconteceu, impedi que essa mulher que deu o remédio para minha filha entrasse no velório dela. Acredito que ela faça parte de uma uma quadrilha".
O resultado da autópsia ainda não foi concluído e Helemary quer respostas. Aline deixa dois filhos, uma menina de 11 anos e um garotinho de seis, que serão criados pelos respectivos pais.Saiba mais sobre Cidades

Recomendados 

G1 SUL DE MINAS Idosa morre após comprar remédio errado em farmácia de Passos, MG

Idosa morre após comprar remédio errado em farmácia de Passos, MG
Dono de farmácia assumiu ter entendido errado e vendido o medicamento. Mulher morreu 30 dias após cardiologista diagnosticar o erro na venda.
12/11/2015 20h07 - Atualizado em 12/11/2015 20h13
Do G1 Sul de Minas
O dono de uma farmácia está sendo indiciado pela Polícia Civil por ter vendido um remédio errado para uma mulher de 79 anos em uma farmácia de Passos(MG). Ela morreu um mês depois de tomar a medicação.
Conforme aponta a investigação da Polícia Civil, Maria Darci Faria Leme tinha problemas cardíacos e deveria tomar um remédio para controlar a pressão. Porém, o farmacêutico teria vendido um anticoagulante. Dias depois, o estado de saúde da vítima piorou. A família procurou o cardiologista, que percebeu o erro.
“Nós prosseguimos com as oitivas de testemunhas e familiares e ficou diagnosticado que houve essa falha na medicação. Houve uma inobservância por parte do dono da farmácia no momento da venda do remédio”, disse o delegado Marcos Pimenta.
A dona de casa morreu 30 dias depois que o erro foi descoberto. A certidão de óbito apontou choque séptico, pneumonia, acidente vascular cerebral hemorrágico e insuficiência coronária. Para a polícia, o uso errado do medicamento pode ter contribuído para a morte dela. “O médico legista fez a necropsia e apontou relação do uso do medicamento com a causa de morte dela”, acrescentou o delegado.
Já o dono da farmácia, que pediu para não ser identificado, assumiu a responsabilidade pela venda do medicamento. Abalado, ele disse que prestou toda assistência à família. “Eu olhei errado. Entendi um medicamento e era outro. Eu me propus a ajudar no que fosse possível, assim que eu soube disso”, declarou.
Idosa morre após comprar remédio errado em farmácia em Passos (Foto: Reprodução EPTV)Idosa morre após comprar remédio errado em farmácia em Passos (Foto: Reprodução EPTV)
Os familiares da vítima foram procurados, mas não quiseram falar sobre o caso. Disseram apenas que esperam que esse tipo de caso não se repita, para que outras pessoas não sejam prejudicadas.
O dono da farmácia foi indiciado por homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar. A pena para este tipo de crime é de 1 a 3 anos de prisão.
40

COMENTÁRIOS
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.
Este conteúdo não recebe mais comentários.
RECENTES
POPULARES
  • Sérgio Manussakis
    HÁ 2 ANOS
    Trágico
    • Fernanda Lisi
      HÁ 2 ANOS
      Minha sogra já passou muito mal tomando esse medicamento. .... ela precisou ser internada pois correu risco de vida com hemorragia
      • Jackeline Pasquino
        HÁ 2 ANOS
        Entrevista muito mal escrita! Erraram a idade da idosa e o fato de que não foi o farmaceutico quem dispensou a medicação mas sim o dono da farmácia!! Prestem mais atenção ao fazer uma afirmação!
      • Henrique Ferreira
        HÁ 2 ANOS
        Concordo que o erro do dono da farmácia que "leu" errado o nome do remédio (se é que dava realmente para ler algo ali) porém ele ainda foi uma pessoa decente em assumir e ajudar a família.... agora onde está o médico que emitiu a receita "ilegivel" e em desacordo com a lei (a qual devia estar impressa) para assumir sua parte da culpa por não saber escrever de forma legivel e pelo visto nem se preocupar com isso também !!??
        • Minhaopinião
          HÁ 2 ANOS
          Não tem uma lei que exige que as receitas médicas sejam digitadas e não escritas de próprio punho?!!!

          • Julio Medeiros
            HÁ 2 ANOS
            André não existe lei ? Pelo amor de Deus, não fale besteira .
            • Rosemara Schnath
              HÁ 2 ANOS
              Deveria ser uma questão ética e moral, de profissional para profissional! O resultado é este, infelizmente, o ônus é do paciente que paga com a própria vida!
            Sul de Minas›