sábado, 13 de maio de 2017

Quadrilha presa fazia aborto até em meninas de 13 anos, diz polícia do Rio




Quadrilha presa fazia aborto até em meninas de 13 anos, diz polícia do Rio

A polícia fazia uma operação nesta terça-feira (14) para desarticular uma quadrilha que realizava abortos no Rio de Janeiro. Ao todo, são 75 mandados de prisão e 118 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização apontada como a principal responsável pela prática de abortos no estado. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil no Rio de Janeiro, há registros de que a quadrilha desmantelada nesta terça-feira (14) realizava abortos em meninas de 13 anos de idade. Até 11h40, 55 pessoas já tinham sido presas, em vários pontos do estado e uma no interior de São Paulo.
Entre os presos na operação Herodes está o médico Aloísio Soares Guimarães, considerado pela polícia como um dos chefes da quadrilha. Ele, que é morador do Leblon, faria abortos desde 1972 em uma clínica clandestina em Copacabana. Também foram presos três médicos, quatro policiais civis, dois policiais militares –- entre eles um major – e um bombeiro. Há também apreensão de material, como medicamentos e documentos.
De acordo com o delegado da corregedoria, Felipe Bittencourt do Vale, a demanda era muito maior do que a oferta. “Em determinadas clínicas, o médico chegava a se recusar a atender mais de 10 gestantes por dia”, afirmou.
Outro médico foi preso na cidade de Cruzeiro, no interior de São Paulo. O ginecologista foi detido em casa, no bairro Retiro da Mantiqueira.
Na ação, a polícia apreendeu pelo menos R$ 532 mil, grande parte em dólares. O dinheiro foi encontrado na casa do médico Aloísio Soares Guimarães (a maior parte) e do inspetor da Polícia Civil Francisco de Paula da Silva.
A investigação, que durou 15 meses, é a maior já realizada para combater esse tipo de prática criminosa no Brasil, em um inquérito policial com 56 volumes e 14.108 páginas. O levantamento mostrou que duas mil mulheres teriam se submetido a alguma intervenção em clínicas clandestinas e 80 delas já foram ouvidas pela polícia.
Durante a apuração, a Corregedoria Interna da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Coinpol) constatou que a organização criminosa era dividida em sete núcleos – Campo Grande, Copacabana, Botafogo, Bonsucesso, Rocha, Tijuca, Guadalupe – com área de atuação na capital e na Região Metropolitana.
De acordo com as investigações, o público alvo da quadrilha eram mulheres, inclusive menores de idade, nas mais variadas etapas de gestação, até o sétimo mês de gravidez. Os valores cobrados pelo grupo por procedimento abortivo é de até R$ 7.500. Por mês, cada núcleo chegava a lucrar até R$ 300 mil.
Com base em documentos apreendidos pela Coinpol em uma clínica em Bonsucesso, no Subúrbio do Rio, foi possível identificar cerca de dois mil procedimentos realizados, com receita provável acumulada de R$ 2.771.150.
A organização criminosa, além de atender gestantes do Rio de Janeiro, prestava serviços para mulheres grávidas de outros estados, atendendo sempre em locais sem quaisquer condições de higiene e salubridade, expondo a risco a integridade física e a saúde das pacientes.
A Operação Herodes conta com a participação de 70 delegados e 430 agentes da Polícia Civil, com o uso de 150 viaturas e apoio da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do Exército Brasileiro. Havia equipes de policiais civis também em São Paulo e Espírito Santo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.
‘Marco’
Segundo o chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, a operação representa um marco na história desse tipo de crime. “A história dessas pessoas demonstra que eles já vêm há muitos anos numa história de crimes sem punição. A legislação é muito benevolente com esse tipo de crime”, afirmou Veloso, destacando que até hoje essas pessoas eram presas apenas em flagrante e depois acabavam sendo soltas por alguma medida cautelar. Na ação desta terça a polícia visa cumprir mandados de prisão preventiva contra os 75 indiciados.
Para fugir da ação policial, a quadrilha chegou a usar o esquema de clínica itinerante. “Usavam, inclusive, a residência de seus integrantes para burlar a polícia. Há registros também de membros da clínica de Campo Grande atuando em Xerém, em Duque de Caxias”, afirmou o delegado Felipe Bitencourt.
De acordo com a polícia, entre os médicos presos na operação desta terça há casos como o do médico Aloísio Soares Guimarães, que teve a primeira anotação criminal pelo crime de aborto em 1972, e o do médico Bruno Gomes da Silva, que teve a primeira anotação em 1977. Ambos continuavam cometendo o crime de prática abortiva até hoje. Além de 180 mil dólares apreendidos na casa do médico, também foram encontrados documentos da abertura de uma conta na Suíça e um extrato de 5 milhões, que a polícia está apurando se na moeda real ou dólar.
Na casa de Aloísio também foram encontrados dois aparelhos de sucção utilizados para realizar abortos. “Os médicos que estão sendo presos hoje são açougueiros humanos. Eles matam como se estivessem matando bezerros. Essa é a visão dessas pessoas”, criticou o delegado Glaudiston Galeno, ressaltando que apenas a médica Ana Maria G. Barbosa, presa na manhã desta terça, já havia sido denunciada em 2001 pela prática de 6.352 abortos.
Crimes além do aborto
Os 75 indiciados respondem pela prática de 37 abortos, mas ao longo dos 15 meses de investigação também forma apurados diversos crimes que foram imputados diversos deles de formas variadas, são eles: corrupção passiva, prevaricação, exercício ilegal da medicina, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e associação criminosa armada.
Entre os agentes públicos presos na ação estão o major da Polícia Militar Paulo Roberto Nigri, e o inspetor da Polícia Civil Alexandre Vieira de Lima, que dariam proteção ao esquema da clínica de abortos de Copacabana, uma das que possuía maior faturamento.
Ainda de acordo com a Corregedoria, a sensação de impunidade e a alta lucratividade motivavam médicos indiciados. “Essas apreensões são só o começo. Todos eles moravam na Zona Sul e na Barra, tinham carros como Mercedes Bens, Audi e Toyota Corola e moravam em apartamentos de luxo”, afirmou Galeno.
Beltrame: ‘Nossa função é cortar na própria carne’
Para o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, a polícia do Rio deu um passo a frente no combate a esse tipo de crime. “A polícia do Rio de Janeiro da um exemplo para todo o Brasil. Esses não é um problema aqui do Rio de Janeiro, é um problema recorrente em varios lugares, mas o Rio de Janeiro na dimensão desse trabalho arranca na frente”, disse Beltrame.
Sobre a atuação de policiais civis e militares na quadrilha, Beltrame voltou a garantir que qualquer policial que cometa crimes será investigado e punido. “Não escolhemos trabalho. Se for policial civil ou militar a gente tem que fazer esse trabalho. É função nossa cortar a própria carne. Eu acho que a polícia ela só ganha com isso. Mostra para a sociedade que ela busca a autoria em quem tiver praticando esse tipo de ato”, garantiu o secretário que não descarta a possibilidade de expulsão dos agentes, mas lembrou que é preciso dar a esses policiais a chance da ampla defesa, como determina a constituição.
Casos recentes
Dois casos recentes de abortos chamaram a atenção da sociedade. Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos, morreu durante o procedimento de aborto. O corpo foi encontrado dentro de um veículo queimado na Zona Oeste da cidade. Depois de mais de um mês de investigações, nove pessoas foram indiciadas pelos crimes de homicídio qualificado, aborto, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.
Fonte:G1
Relação de indiciados



Ação contra aborto desperta curiosidade em MS








Ação contra aborto desperta curiosidade em MS

JOÃO NAVES, CAMPO GRANDE - O ESTADO DE S.PAULO
Juiz restringe acesso a processo após consulta em massa a volumes com nome de supostas pacientes
As fichas médicas de 9.896 mulheres, apreendidas em uma clínica de abortos clandestinos de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, ficaram até ontem à disposição do público. Além dos prontuários, os volumes 4 e 5 do processo contra a dona da clínica, que corre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no fórum da cidade, trazem uma relação em ordem alfabética dessas mulheres, potenciais clientes da anestesiologista Neide Mota Machado, presa no dia 11, após ficar 70 dias foragida. Ela é acusada de praticar abortos, fazer apologia ao crime, e de formação de quadrilha. O juiz substituto da 2ª Vara, Júlio Roberto Siqueira, afirmou tratar-se de uma situação normal a liberação para vistas ao processo, sem que isso signifique expor as pacientes. "A Justiça não vê necessidade de manter o caso sob judice (em sigilo), tampouco as partes entraram com pedido para tanto. Qualquer pessoa pode ver o processo", justificou o magistrado. Ele depois recuou e mudou o status do processo. A partir de hoje, apenas os advogados que representam os denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) podem ter acesso aos documentos. Siqueira reconheceu estar aumentando a cada dia o número de pessoas, principalmente homens, interessadas em examinar o processo para saber os nomes das pacientes da médica acusada. "Elas justificam interesse no desenrolar do processo, mas parecem muito mais preocupadas com os volumes que trazem as listas dos atendimentos na clínica e as fichas das pacientes." Além da restrição, o juiz determinou que as fichas individuais que acompanharam o inquérito policial sejam lacradas em invólucro opaco, "para que não sirvam de matéria especulativa". Siqueira explicou que a medida teve de ser adotada "sob pena de se estimular a propagação errônea e enganosa de eventuais pessoas que nada tenham a ver com o crime em questão, além do fato de que muitos dos atendimentos criminosos já prescreveram". O juiz titular Aluízio Pereira dos Santos prometeu se manifestar sobre a decisão assim que retornar das férias. A médica Neide Machado mantinha há 20 anos uma clínica de abortos alegando tratar-se de um consultório de "planejamento familiar", Ela foi presa em uma chácara em Terenos, a 25 quilômetros de Campo Grande. Neide é acusada pelo Ministério Público Estadual, juntamente com outras 34 pessoas, por prática de aborto, apologia ao crime e formação de quadrilha. Somente ela está presa. Os demais denunciados respondem ao processo em liberdade.


Polícia prende falsa médica que fez 120 abortos em MG



Polícia prende falsa médica que fez 120 abortos em MG


Uma mulher suspeita de fazer 120 abortos foi apresentada nesta quinta-feira (7/4) em Belo Horizonte. Ilizabete Alves Menezes, 69 anos, foi presa no dia 9 de março.
Segundo o delegado Rodrigo Bossi, responsável pela investigação, ela se encontrava com os pacientes em um shopping da cidade e em seguida os levava para uma clínica clandestina no bairro Caiçara, onde o procedimento era feito.
Os filhos dela – Jaqueline Alves Menezes Ferreira, 46 anos, Marcelo Alves Menezes Ferreira, 43 anos, e Jaildo Souza Santos, 64 anos – acusados de intermediar o contato das mulheres com a falsa médica, também foram denunciados por aborto e formação de quadrilha.
Em um outro inquérito, a polícia investiga a participação de uma maternidade no esquema. O aborto chegava a custar R$ 5,2 mil.
Há a suspeita de que a mulher tenha começado a fazer abortos nos anos 70.
(fonte: G1)


Gravações revelam atuação de quadrilha que fazia abortos em clínica de luxo



Gravações revelam atuação de quadrilha que fazia abortos em clínica de luxo

Polícia faz operação nesta tarde após denúncia da Rádio Gaúcha


Durante cinco meses, a reportagem da Rádio Gaúcha investigou uma rede de médicos, enfermeiros, agenciadores e seguranças que chegavam a realizar cinco abortos por dia em uma clínica de luxo em Porto Alegre. Além da Capital gaúcha, a organização criminosa tem um núcleo em São Paulo. O trabalho resultou em uma operação deflagrada na tarde desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil.
Os agenciadores eram responsáveis por encaminhar pacientes para a clínica, localizada no Bairro Floresta, em Porto Alegre, e também pela comercialização de medicamentos abortivos em vários estados do País. Gravações feitas pela reportagem, que se passou por pessoas interessadas no serviço, mostram como a quadrilha agia. Nos áudios, uma agenciadora fala que a clínica é segura e de luxo:
Repórter: É onde mesmo?
Agenciadora: Não sei te dizer onde fica bem a clínica. Tu vai em um dia marcado só para fazer, pois eles não têm esse entra e sai de gente.
Repórter: Mas quem nos busca?
Agenciadora: Tu pode vir aqui em casa e o Jean te busca ou pode ir no shopping. Tu acompanha tua namorada, fica na sala de espera, é tudo alto padrão, desde mármore 



no chão. Sempre tem um casal saindo e vocês entrando, mas não tem aglomeração 
de 

gente, fica tranquila.
Repórter: Então eu encontro ele no shopping?
Agenciadora: Sim, o que acontece: quando tu chegar tu me liga, eu ligo para ele, ele busca vocês e leva até a clínica.  Eu não dou endereço da clínica para as clientes não passarem na frente, mas o local é discreto e de luxo.  É a pessoa que vai te levar, mais duas mulheres que tu vai ver lá. Imagina se eu ia me envolver em algo se não fosse de total confiança.
Ouça:

A reportagem manteve contato por cinco meses com os agenciadores da clínica. A quadrilha marcava os procedimentos com os pacientes por telefone e pelo Facebook. As clientes interessadas em fazer o aborto tinham duas opções: ou seriam recebidas em um shopping da Capital, e dali encaminhadas até a clínica; ou iriam até a casa de uma das líderes da quadrilha na zona sul da cidade, e de lá seriam transportadas por um motorista até a clínica.
Os agenciadores não falavam para as clientes onde faziam os procedimentos. O valor cobrado chegava a R$ 5 mil por aborto e apenas um acompanhante poderia ir junto com a grávida até a clínica.
Em outra ligação, a agenciadora detalhou que o médico responsável pelos procedimentos é um obstetra experiente:
Repórter Tem um médico lá né?
Agenciadora: Tem. Mas, vou te dizer: tu não vai ver o médico, tu entra e só vê as assistentes, tu vai ver bem lá.
Repórter: O médico é experiente?
Agenciadora: Nossa eles estão há cinco anos no mesmo local, não é um louco varrido. Mas, por ele ser médico, eu já digo que vocês não vão ver ele. Vocês vão conversar só com a equipe médica, nem eu sei quem é o médico. Ninguém sabe quem é o médico, pois ele não é cassado, ele tem CRM, médico que atua, tanto que tem duas casas, uma é para o médico fugir. Uma denúncia, ele sai ileso.
Repórter: Ele é ginecologista?
Agenciadora: Ele é obstetra
Ouça:

A mulher, que se identificou como Eva, contou detalhes dos procedimentos realizados na clínica. Ela revelou que os abortos eram feitos no turno da tarde e que o médico trabalhava de terça a sexta-feira. Segundo a agente, o grupo estava desde 2008 no mesmo local e chegava a fazer cinco abortos por dia.
Com quadrilha também seria possível comprar remédios abortivos por R$ 1,3 mil. Os medicamentos, além de serem adquiridos facilmente em Porto Alegre, também eram encaminhados para outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
A reportagem foi até o shopping da Capital indicado pela agenciadora e seguiu seguranças da quadrilha. Em seguida, foi descoberta a localização da clínica, na Rua Santo Antônio, no Bairro Floresta.
Uma faixa indicava que no local funcionava uma clínica de massoterapia. Uma placa detalhava que os atendimentos eram realizados apenas por telefone. Na frente, um segurança, chamado Luiz, cuidava da clínica. Ao avistar uma grávida, ele encaminhou a mulher até a casa.
A reportagem bateu na clínica. A atendente afirmou que as informações eram repassadas somente pela manhã.
A agenciadora que conversou com a reportagem, sem saber que era gravada, confirmou que a clínica chegou a ficar duas semanas sem abrir porque o médico andava desconfiado depois do fechamento de clínicas de aborto no Rio de Janeiro. Ela detalhou como era feito o aborto na clínica:
Agenciadora: Eu vou te dizer que aqui está todo mundo com medo da polícia. Eu espero sinceramente que o médico volte a trabalhar como antes, ele ficou atordoado com as prisões no Rio de Janeiro. O problema é que ele atua e tem CRM bom, então...
Repórter: Ele é ginecologista?
Agenciadora: Ele é obstetra. Mas, a equipe médica não vai te dizer quem é ele, vai ser feito sedação e tu não vai ver ele.
Agenciadora: não fica com medo, não tenho como consumir contigo e com teu namorado. Acontece, como aconteceu no Rio, eles mataram a guria, porque lá não eram profissionais, eles deveriam ter mandado a guria para o hospital.  
Ouça:


A mulher ainda tentou tranquilizar a suposta paciente afirmando que a clínica era de luxo e que o procedimento do aborto era realizado com os melhores equipamentos.
Agenciadora: Eu trabalhei uma época, quando tinha ali no centro, lá sim era povão.  Lá também era médico. Aqui tem sala de recepção, com ar-condicionado, é coisa de outro mundo, é para quem tem dinheiro.  Eles são de luxo e precavidos. Não é centrão, tu só entras se tem hora marcada.
Ouça:

A reportagem entrou em contato com uma paciente que realizou o aborto na clínica do Bairro Floresta. A jovem, que não quis se identificar, confirmou que a paciente faz o procedimento sem ver o médico.
Paciente: Eu tentei de tudo: chás abortivos, o tal de remédio e depois procurei a clínica. Cheguei no local, fiz o pagamento adiantado e duas mulheres te preparam, elas te sedam e quando tu está quase dormindo tu vê entrando o médico, mas tu não consegue saber quem é. Em nenhum momento eu vi quem fez.  Acordei um pouco depois, vestida e em uma cadeira, eles me deram um lanche e eu fui para casa.
Ouça:


Desde 1998, a comercialização do remédio utilizado, conhecido como Cytotec, é proibida no Brasil. A casa onde está localizada a clínica que a reportagem investigou está registrada no nome de Neide Maria Ibias da Silva, que já foi presa em flagrante em 1994 pelo crime de aborto. Na época, a Clínica funcionava no Centro de Porto Alegre. Conforme o delegado Wagner Dalcin, naquela ocasião o crime foi descoberto em flagrante pela polícia.
Atendimento médico após abortos
De acordo com a Secretária Estadual da Saúde, apenas neste ano 5.343 mulheres buscaram atendimento médico por complicações decorrentes de abortos espontâneos e ilegais no Estado. Em todo o Brasil,  196 mil mulheres procuram atendimento por complicações.
Com base nesses dados, o Ministério da Saúde estima que ocorram 800 mil abortos inseguros no País ao ano.  O aborto é permitido por lei em casos de risco de morte para a mãe, estupro e quando o feto não tem cérebro.
Veja imagens da clínica:
Assista ao vídeo clicando aqui.

Mulher acusada de fazer 120 abortos é presa em Minas Gerais

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JÔNATAS DIAS LIMA

Blog da Vida

Bioética e o movimento pró-vida pelo mundo

Mulher acusada de fazer 120 abortos é presa em Minas Gerais

Ilizabete Alves Menezes, de 69 anos, praticava o crime desde os anos 70; o aborto chegava a custar R$ 5,2 mil



Crédito: Polícia Civil de Minas Gerais
Crédito: Polícia Civil de Minas Gerais


A Polícia de Minas Gerais revelou na semana passada que uma mulher suspeita de fazer 120 abortos foi presa no dia nove de março. Segundo o site G1, de Minas Gerais, Ilizabete Alves Menezes, de 69 anos, se encontrava com os pacientes em um shopping da cidade e em seguida os levava para uma clínica clandestina no bairro Caiçara, na Região Noroeste, onde o procedimento era feito.
A reportagem do G1 conversou com Rodrigo Bossi, responsável pela investigação. Segundo ele, a polícia encontrou no local material cirúrgico e medicamentos abortivos. O aborto chegava a custar R$ 5,2 mil. Há a suspeita de que a mulher tenha começado a fazer abortos nos anos 70.
Ilizabete foi denunciada pelos crimes de aborto, exercício ilegal da profissão, formação de quadrilha e distribuição de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os filhos dela, Jaqueline Alves Menezes Ferreira, 46 anos, e Marcelo Alves Menezes Ferreira, 43 anos, e Jaildo Souza Santos, 64 anos, acusado de intermediar o contato das mulheres com a falsa médica, também foram denunciados por aborto e formação de quadrilha. Dois casais também estão entre os denunciados do caso, mas os nomes foram preservados pela polícia.

A polícia mineira também investiga a participação de uma maternidade no esquema. “Foi verificada uma ampla rede, uma organização criminosa mesmo destina à prática de aborto. Dentre estas pessoas, muitas são médicos e farmacêuticos”, disse o delegado ao G1.
Cinco mulheres já foram identificadas e duas confessaram terem feito o aborto. Ilizabete está presa na Penitenciária Estevão Pinto, em Belo Horizonte.
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