sexta-feira, 16 de setembro de 2016

MPDFT vê “risco grave” de contaminação no necrotério do Hran

Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde vai cobrar explicações do GDF sobre as precárias instalações da câmara mortuária do Hospital Regional da Asa Norte. Medida é motivada por denúncia feita peloMetrópoles, que revelou cenas de um filme de terror na unidade do Plano Piloto
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Manoela Alcântara
 
A olho nu, os problemas na câmara mortuária do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) denunciados pelo Metrópoles na terça-feira (13/9) já se revelavam graves. Restos mortais amontoados nas gavetas, sujeira espalhada pelo local, refrigeração defeituosa, cheiro de corpos em decomposição e equipamentos enferrujados estavam entre as denúncias feitas por servidores, que filmaram as precárias instalações do local. Mas agora, após a análise de uma profissional, as condições se mostram ainda mais assustadoras.
A pedido da promotora Marisa Isar, da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a analista de medicina do órgão Adriana da Fontoura Alves periciou as imagens. E a conclusão é alarmante: se as irregularidades não forem prontamente sanadas, a saúde dos profissionais e da população que passa pelo Hran pode sofrer “grave ameaça”.
Constitui grave ameaça, sob aspectos sanitários, uma vez que um hospital pode, assim, se transformar de um local onde se espera a cura de doentes para um local gerador de doentes"
Trecho de nota técnica do MPDFT
A informação consta em uma nota técnica elaborada pelo MPDFT para pedir explicações ao Núcleo de Citologia e Anatomia Patológica (Nucap), da Coordenação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

O documento será entregue à Nucap nesta sexta-feira (16). “O prazo para resposta é de 48 horas para que todas as questões sejam esclarecidas. A Prosus solicitou a uma assessora técnica a análise do aspecto médico-sanitário do que foi exposto na mídia. A situação é muito grave”, afirmou a promotora Marisa Isar ao Metrópoles.
Corpos em lençóis
Outro problema apontado pela analista médica é que os corpos da câmara fria estavam envoltos em lençóis, material inadequado para tal prática. “Por natureza, o tecido do lençol é permeável e possibilita a passagem de fluidos corporais, como saliva, suor e sangue. Eles podem ficar na maca ou pingar no chão e até transbordar. Os corpos deveriam estar em um saco plástico, com zíper, para evitar contaminação”, atestou Adriana da Fontoura Alves.
Segundo a especialista, os fluidos humanos são repletos de micro-organismos que podem contaminar o ambiente e as pessoas que manipulam os cadáveres. O documento ressalta que estudos do século 19 já atribuíam infecções sofridas por profissionais da saúde à manipulação de cadáveres sem os devidos cuidados.
“Portanto, o risco sobre o qual estamos a tratar agora já é bem conhecido pela medicina, cabendo questionar, por exemplo, por que não estão sendo usados no Hran os plásticos (material impermeável) específicos para a finalidade de embalar cadáveres”, ressalta o documento.
Ferramentas imprópriasOutro ponto destacado na nota técnica diz respeito às ferramentas mostradas no vídeo gravado por funcionários. “Sobre as condições do material cirúrgico disponível para utilização nas necropsias, demonstrado no vídeo, sobressai sua absoluta precariedade. Tal situação expõe a segurança dos servidores que manuseiam o cadáver, tanto quanto expõe os próprios cadáveres a risco de mutilações imotivadas, aviltantes, por natureza. Sobre esse tema, também cumpre requisitar esclarecimentos ao responsável técnico pelo setor.”
Entre os questionamentos, a Prosus também quer saber por que há um corpo na câmara fria desde julho de 2015, conforme mostra a etiqueta em uma das gavetas do necrotério do Hran. Segundo denúncia dos servidores, havia restos mortais amontoados nas gavetas por falta de espaço na unidade.
Veja o vídeo abaixo, não recomendado para pessoas sensíveis.  

Serviço de Verificação de ÓbitosA promotora Marisa Isar atribui a superlotação das geladeiras do Hran ao fato de até hoje o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) não ter sido efetivamente implantado no DF. Quando não está definida a causa morte de um paciente ou é considerada a possibilidade de doença infectocontagiosa, é necessária a necropsia do cadáver. No entanto, não há pessoal destinado a essa função nem à implantação do sistema, que já foi alvo de ação civil pública do MPDFT.
“O MPDFT ajuizou ação para implementação do SVO. Já havia um projeto para reforma e aquisição de mobiliário para viabilizar o funcionamento, mas o GDF optou por fazer um grupo de trabalho”, afirmou a promotora. Segundo ela, para incentivar a implantação, o Ministério da Saúde custeia parte do serviço e dá os parâmetros a serem adotados, tudo previsto por meio de portaria.
Em nota encaminhada ao Metrópoles na quarta-feira (149), a Subsecretaria de Vigilância à Saúde esclareceu que o SVO tem funcionado de forma transitória no Núcleo de Citopatologia e Anatomia Patológica (Nucap) do HBDF, com o apoio do Instituto Médico Legal (IML). No entanto, funcionários da unidade afirmam que não têm condições de atender à demanda, pois faltam tanto estrutura quanto funcionários para executar o trabalho.
Sobre o cheiro de cadáveres, a pasta afirmou que “houve um acúmulo pontual de cadáveres na última semana. Porém, a situação foi normalizada”. “A Coordenação de Anatomia Patológica da Secretaria de Saúde está trabalhando para solucionar o problema do armazenamento dos corpos no Hran o mais brevemente possível. Neste momento, existe um processo de compra de nova câmara e carro pantográfico (de transporte) em andamento.”
Hospital de Base
Na quinta-feira, o Metrópoles revelou que as falhas na câmara mortuária do Hran não se restringem à unidade. Na principal instituição do Distrito Federal, o Hospital de Base, o exaustor apresenta falhas e o cheiro do formol usado para preservar os cadáveres se concentra nas salas, provocando ardência nos olhos, problemas respiratórios e dor de cabeça nos funcionários que trabalham no subsolo.
Além disso, das 16 gavetas disponíveis, apenas sete estão em uso, pois não há macas retráteis para içar os corpos aos locais mais altos.
Por meio de nota, a Coordenação de Anatomia Patológica informou que, em função do problema no exaustor, na tarde de terça, “foi solicitado ao Hospital de Base o embalsamamento dos corpos, o que retarda o processo de decomposição”.
  

Menina que teria sido vítima de erro médico morre em Planaltina


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Divulgação
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Larissa RodriguesCaroline Bchara

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, na noite desta terça-feira (12/7), que a pequena Ana Luíza Rodrigues Ribeiro, 7 anos, teve a morte cardíaca confirmada no fim da tarde. Na segunda-feira (11), já havia sido constatada a morte cerebral.
No entanto, a pedido da família, será feita uma necrópsia e, só após o exame, o atestado de óbito será concluído. O caso da menina veio à tona depois de os pais afirmarem que um erro médico teria levado a criança à morte. Ana Luíza tinha problemas de malformação no cérebro.
Segundo os familiares, uma injeção de anticonvulsivos com uma dose superior à indicada teria complicado o quadro de saúde da garota. A direção do Hospital Regional de Planaltina rebate essa informação.
“Ela era uma criança que estava fazendo tratamento em casa para epilepsia e tinha suspeita de esquizocefalia. Ela tinha esses dois diagnósticos, era uma criança totalmente dependente, com problemas congênitos. Ela entrou no hospital para fazer um tratamento para convulsão. Foi feito o tratamento com o medicamento diazepam. Mas o quadro dela evoluiu para o de parada cardiorrespiratória. Não foi uma questão de erro médico”, afirmou o  diretor da unidade de saúde, Valter Coser.


Menina que teria sido vítima de erro médico morre em Planaltina


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Divulgação
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Larissa RodriguesCaroline Bchara

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, na noite desta terça-feira (12/7), que a pequena Ana Luíza Rodrigues Ribeiro, 7 anos, teve a morte cardíaca confirmada no fim da tarde. Na segunda-feira (11), já havia sido constatada a morte cerebral.
No entanto, a pedido da família, será feita uma necrópsia e, só após o exame, o atestado de óbito será concluído. O caso da menina veio à tona depois de os pais afirmarem que um erro médico teria levado a criança à morte. Ana Luíza tinha problemas de malformação no cérebro.
Segundo os familiares, uma injeção de anticonvulsivos com uma dose superior à indicada teria complicado o quadro de saúde da garota. A direção do Hospital Regional de Planaltina rebate essa informação.
“Ela era uma criança que estava fazendo tratamento em casa para epilepsia e tinha suspeita de esquizocefalia. Ela tinha esses dois diagnósticos, era uma criança totalmente dependente, com problemas congênitos. Ela entrou no hospital para fazer um tratamento para convulsão. Foi feito o tratamento com o medicamento diazepam. Mas o quadro dela evoluiu para o de parada cardiorrespiratória. Não foi uma questão de erro médico”, afirmou o  diretor da unidade de saúde, Valter Coser.


Bebe nasce em cadeira de recepcao






sexta-feira, 15 de julho de 2016


Bebê nasce em cadeiras de recepção de maternidade de Arapiraca sem amparo médico



Na noite desta quarta-feira (13), uma jovem de aproximadamente 19 anos deu à luz em cadeiras da sala de recepção da maternidade Nossa Senhora de Fátima, em Arapiraca, enquanto esperava atendimento médico. Testemunhas afirmaram que a mãe já dava sinais de que a criança nasceria, após se queixar de muitas dores, e não foi atendida em tempo hábil. Encaminhada ao hospital, a jovem teve auxílio de desconhecidos durante o parto. “Ela pariu na sala de recepção sem auxílio de médicos ou enfermeiros. Absurdo, porque ela estava gritando muito e ninguém a amparou”, disse uma testemunha, ao afirmar que a própria esposa foi quem segurou o recém-nascido. As testemunhas informaram ainda que após muita insistência do pessoal que aguardava atendimento na recepção, uma enfermeira seguiu até o local para dar prosseguimento ao que já havia sido realizado. À Redação do Portal Já é Notícia, a coordenadora de enfermagem da maternidade Nossa Senhora de Fátima, Luciana Carla, informou que a jovem já chegou ao hospital em ‘período expulsivo’, e que não deu tempo de preparar a mãe para um local apropriado. O hospital reforçou, ainda, que foi dada toda a assistência a mãe e bebê, que passam bem. A responsável pela recepção da maternidade, identificada como Leonia Paula, também entrou em contato com o Já é Notícia para informar que a gestante já chegou no local em trabalho de parto e que por pouco não teve a criança na rua. "Assim que a gestante chegou, o recepcionista chamou a equipe. Nós prezamos pelo atendimento humanizado a todos que precisam de atendimento. A sorte foi um desconhecido que a gestante encontrou na rua e a trouxe à maternidade e o bebê acabou nascendo assim que chegou", afirmou Leonia, acrescentando que a paciente teve assistência imediatamente ainda na entrada do hospital.
  Matéria editada às 15h23 para acréscimo de informações.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016


Assistente de palco morre durante cirurgia de lipoaspiração em clínica







“A modelo Pâmela Baris Nascimento, 27, que já trabalhou como assistente de palco em programas de televisão morreu durante uma lipoaspiração em uma clínica no Ipiranga (na zona sul de São Paulo)”.
O caso ocorreu no último dia 19/10, mas a polícia só foi informada ontem pela manhã. De acordo com a investigação, o fígado de Pâmela acabou perfurado durante a cirurgia. “Ela perdeu muito sangue, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.”





  Difícil imaginar como uma mulher, com um corpo escultural, se olha no espelho e decide fazer um procedimento arriscadíssimo como uma lipoaspiração. Seria insegurança? Necessidade extrema de autoafirmação? Imposição da televisão?
  O problema de se encarar algo tão perigoso, pelo simples fato de se elevar a autoestima, parece muito superficial.  Quando foi que a sociedade se tornou assim, frívola?
   Foi-se a época em que uma miss Brasil era eliminada de um concurso devido a duas polegadas a mais nos quadris. O segundo lugar deu a Miss a fama absoluta. Mas nesse caso, depois do concurso, Martha Rocha tornou-se referência nacional de beleza.
  Hoje, se as mulheres em destaque na mídia não estiverem “nos padrões certos” (seja lá o que for isso...) são alijadas do trabalho. Triste ver que não se vence mais pelo talento.
  São patrulhadas pela ‘imprensa’ se aparecem na praia, exibindo seu corpo e duramente criticadas por isso. Essa é a função dos paparazzi.
  Não obstante apenas falando sobre dietas e todas as formas possíveis de manter a boa forma física, estas reféns do ‘status quo midiático’ quase nunca conseguem falar de seus trabalhos. Se são atrizes ou apresentadoras ficam limitadas a um assunto superficial qualquer (o que comem, quantas horas por dia malham, etc.). Se são “modelos”, não há outra opção.




  Muitas que se intitulam “modelo/atriz” se tornam reféns de um sistema viciado, muitas vezes municiado por sua própria falta de personalidade, em aceitar as coisas como estão.
  Permitem invasão de privacidade (usam isso como ‘promoção profissional’), até que o patrulhamento se torne absurdo e se volte contra ela mesma. Nessa hora, a autoestima em baixa, a necessidade de aceitação, a insegurança exacerbada e a falta de perspectivas futuras na carreira forçam uma sub-celebridade a buscar meios errôneos para se valorizar: os procedimentos estéticos arriscados e inoportunos. Ao se sujeitar encarar uma anestesia geral para sofrer a invasiva cirurgia chamada lipoaspiração, a pessoa precisa estar ciente que isso pode ser fatal. Muitas já ficaram em uma mesa de operação. Outras tantas ignoram o risco, cegas pela desesperada vontade de emagrecer a todo custo (mesmo que muitas nem precisem disso), para voltarem a se sentir desejadas, cobiçadas, elogiadas,comentadas,assediadas pela imprensa. Mas basta uma mera menção a seu peso, que novamente tudo desmorona, assim como sua personalidade instável.
 
  Pobre sociedade limitada e frívola em que vivemos...E que tantas outras morrem por isso.