sábado, 9 de abril de 2016



sexta-feira, 8 de abril de 2016


sábado, fevereiro 02, 2008

ERROS DE MEDICAÇÃO EM HOSPITAIS AINDA SÃO MUITO ELEVADOS NO BRASIL

Pacientes internados em hospitais brasileiros são vítima frequentes de erros de prescrição de medicamentos em razão da péssima caligrafia dos médicos, falta de comunicação das equipes de atendentes e erros no preparo e administração dos medicamentos

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Pesquisa realizada na unidade de clínica médica e na farmácia de um hospital universitário, integrante do projeto de Hospitais Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), usado ainda como campo de estágio de centros formadores de profissionais de saúde, indicou graves problemas relacionados com a prescrição de medicamentos para os pacientes internados na referida unidade.

Foi observado que no processo de prescrição de medicamentos, 34,7% das prescrições estavam ilegíveis, ou parcialmente legíveis. Dentre as prescrições legíveis, pôde-se verificar que 94,9% estavam incompletas para um ou mais itens: 77,6% sem a apresentação do medicamento; 37,8% sem a forma de diluição; 21,4% sem a dose; 7,1% sem a via de administração e 5,4% não especificavam a freqüência com que o medicamento deveria ser administrado. Outro fator negativo identificado foi a utilização de abreviaturas, presentes em 95,9% prescrições.

Nos EUA, os erros durante a assistência prestada à saúde da população ocorrem em cerca de 14% dos pacientes hospitalizados, sendo que os erros de medicação foram responsáveis pela morte de, aproximadamente, 7.000 americanos e por cerca de 30% dos danos ocorridos durante a hospitalização, no ano de 1997.

O estudo teve duração de 21 dias, durante o qual foram analisados 294 prontuários dos pacientes internados na clínica médica e entrevistados 12 médicos, 20 profissionais de enfermagem (4 enfermeiros, 14 técnicos de enfermagem e 2 auxiliares de enfermagem) 8 profissionais da farmácia (3 farmacêuticos e 5 técnicos de farmácia).

Caligrafia dos médicos leva a erros de prescrição

Segundo o depoimento dos responsáveis pela prescrição dos medicamentos, os erros ocorrem devido à dificuldade de leitura e à incompreensão da letra do médico. O depoimento de alguns deles reflete bem a situação caótica vivida nas clínicas médicas dos hospitais:

... alguns médicos fazem uma caligrafia que não dá pra você ler. Você tem que olhar nas prescrições anteriores... Alguém que tem mais experiência tem que vir olhar, porque já conhece a letra. 

... em outra situação, os médicos não prescrevem de forma completa e não descrevem se a medicação é via oral ou intra venosa, comprimido ou ampola, então a pessoa responsável pela distribuição do medicamento olha, não entende e envia o que vem na cabeça; é errado, mas acontece. 

...várias vezes que eu estava de plantão a funcionária de enfermagem trazia a prescrição para perguntar para gente, e nem a gente entendia, e daí você tem que ligar para quem prescreveu para entender o que ela quer. 

Falta comunicação durante a dispensação e distribuição dos medicamentos

No processo de dispensação e distribuição de medicamentos pôde-se observar a
existência de problemas de comunicação entre as equipes de farmácia, de enfermagem e de médicos quanto à existência ou não de medicamentos no hospital ou na unidade de internação. Nos relatos abaixo, vê-se que a dificuldade na comunicação resulta em prejuízo para o paciente.

...às vezes, a medicação fica sem ser feita porque não tem no hospital. A gente prescreve os antibióticos porque acredita que tenha e tem época em que o hospital tem deficiência desses medicamentos. 

...a medicação acabou no hospital e não foi comunicado ao médico plantonista para mudança na prescrição.

...A funcionária de enfermagem é obrigada a olhar, ver se tem o medicamento, mas ela não avisou que não tinha e o paciente ficou sem a medicação. 

Farmácia não fornece medicamento por falhas nas requisições

Identificou-se, também, que a farmácia deixa de fornecer à unidade medicamentos como psicotrópicos e antibióticos, devido a falhas no preenchimento das requisições padronizadas ou à falta das mesmas, ficando o paciente sem receber a terapêutica medicamentosa prescrita, sofrendo, portanto, um erro de omissão do medicamento ou um erro de horário.

...não administração de medicamentos por falta de controle de antibiótico ou psicotrópico, ou medicamento que acabou no hospital e não foi comunicado ao médico. 

...Muitas medicações aqui funcionam através de controles, e o residente vem e prescreve, mas não faz o controle. A farmácia não manda o medicamento de jeito nenhum, então o paciente fica sem o antibiótico. 

Preparo e administração do medicamento: falta o nome do paciente

Quanto ao processo de preparo e de administração de medicamentos, também se constataram problemas como: o preparo de medicamentos baseado em transcrições das prescrições em etiquetas nas quais não constavam os nomes dos pacientes, apenas o número do seu leito, dado insuficiente, pois com freqüência trocam-se os pacientes de leito e de enfermaria. Ressalta-se, aqui, o fato observado de que, na clínica referida, um transcreve, outro prepara e o outro administra o medicamento, fazendo com que o processo de medicar sofra múltiplas transferências de informações, o que pode gerar erros de medicação.

Outro problema observado foi o fato de a enfermagem administrar o medicamento sem falar com o paciente, chamando-o, no máximo, pelo nome. O hábito de chamar o paciente pelo nome não substitui a necessidade de assegurar a identificação do mesmo através da pulseira. O uso do código de barras nas pulseiras e do "scanner" (para leitura do mesmo), antes da administração do medicamento, constitui outra forma apropriada de assegurar que o medicamento prescrito está sendo administrado ao paciente correto. Estima-se a redução de cerca de 70% nas taxas de erros em uma instituição que utiliza um sistema de código de barras.

Em relação às anotações de enfermagem, a análise das prescrições indicaram que apenas 45,4% dos medicamentos não administrados apresentavam justificativas, sendo estas reduzidas a anotações simples como "não tem" e "falta na farmácia", além do círculo em torno do horário aprazado.

Os autores concluem o estudo indicando que os pontos frágeis na comunicação em cada um dos processos do sistema de medicação podem levar os profissionais a desenvolver atos inseguros como: prescrições de medicamentos incompletas e com abreviaturas não padronizadas que levam à incompreensão das mensagens enviadas; falhas no preenchimento de requisições e formulários que levam ao não fornecimento de medicamentos ao paciente; falhas no fornecimento de informações entre as equipes dos diferentes processos; uso de etiquetas de identificação dos medicamentos incompletas, assim como falta de comunicação entre as equipes e os pacientes, fazendo com que informações relevantes deixem de ser transmitidas.

Os problemas de comunicação acarretam transtornos nas atividades da equipe multidisciplinar, a ponto de os profissionais culparem-se uns aos outros pelas falhas, fatos que ocasionam desgastes emocionais, atrasos e/ou omissão na administração dos medicamentos e ainda geram gastos desnecessários às instituições hospitalares. O indicado é que os processos de medicação sejam revistos, ações pró-ativas e estratégias sejam implementadas, visando à melhoria da comunicação e garantia de uma terapêutica medicamentosa eficiente e segura aos pacientes.

Estratégias para minimizar os problemas

Entre as estratégias sugeridas para minimizar os problemas encontrados pela pesquisa, os autores citam as seguintes:

- Confecção, padronização e divulgação de processos, procedimentos e de protocolos;

- Implantação da prescrição eletrônica como forma de modernizar e tornar o sistema de medicação mais seguro ao garantir comunicação rápida e efetiva de informações entre elementos da equipe de saúde;

- Identificação do paciente com pulseiras ou braceletes. Enquanto os equipamentos para a utilização do código de barras podem ter um custo elevado, o emprego das pulseiras de identificação e a apropriada identificação no leito geram menor custo e, se utilizadas efetivamente, contribuem para minimizar a ocorrência de administração de medicamentos a pacientes errados;

- Incentivo do uso de pulseiras coloridas como uma forma de comunicar sobre alergias medicamentosas já conhecidas;

- Estabelecimento de efetiva comunicação com o paciente, estimulando-o a questionar os vários aspectos da terapêutica medicamentosa, atuando como parceiro no tratamento, devendo ser conscientizado de que tem direito à informação sobre seu transtorno e sobre os medicamentos prescritos. O uso de apostilas, livretos e/ou folhetos com explicações simples, que possam ser consultados sempre que necessário, pode constituir estratégia viável para o alcance desse objetivo;

O estudo foi publicado na edição de julho passado da Acta Paulista de Enfermagem (Volume 20, Nº 3) e tem entre seus autores a Professora Doutora da Universidade Federal do Acre, Simone Perufo Opitz. Clique aqui para ler o mesmo na íntegra.

2 comentários:

  1. Um dos problemas que os médicos sempre têm é em relação aos medicamentos. Atualmente temos mais de 11 mil apresentações de produtos, que torna a tarefa de prescrever um tormento para médicos e pacientes. Para os médicos é difícil lembrar dos nomes de produtos, suas apresentações e complicações, para os pacientes é difícil entender a letra do médico e entender a prescrição. Em estudo recente, 10% das receitas contém erros, e mais de 40% dos pacientes não entendeu o que foi prescrito e orientado.

    Para este problema, médicos formados na UNIFESP e USP desenvolveram um Portal de Serviços Médicos chamado PORTAL SAÚDE DIRETA (www.saudedireta.com.br). Este portal tem um Prontuário Eletrônico de Pacientes, de uso livre e gratuito para os médicos. Nele o médico encontrará poderosas ferramentas prescricionais, como um completo banco de dados de medicamentos, uma ferramenta de análise automática de interações de medicamentos on line, em português, que funciona ato da prescrição, e ainda a possibilidade de imprimir as receitas. O Portal é totalmente web, gratuito, rápido e seguro.

    Os médicos agora têm a disposição este serviço web, que pode ser acessado de qualquer lugar do planeta, por qualquer dispositivo fixo ou móvel com conexão à internet. Se o médico prescrever um medicamento para um paciente idoso, e este estiver usando vários medicamentos anteriormente, agora é possível detectar imediatamente qualquer interação medicamentosas entre as 155 mil possíveis que estão no Banco de Dados. É uma imensa segurança para os médicos e pacientes. Reações Adversas a Medicamentosas matam mais de 100 mil pacientes por ano nos USA, pacientes internados em hospitais, e que são monitorados por sistemas semelhantes. São mais de 700 mil casos nos USA, tornando-se a quarta maior causa de morte! No Brasil os dados estatísticos são desconhecidos ou incompletos, e para piorar o brasileiro adora auto-medicação.

    Esta é minha modesta contribuição para diminuir este problema na sociedade brasileira.
    Responder
  2. Anônimo09:45
    A saúde no Brasil está um caus...Mas, Em Uberlândia/MG. é um exemplo de melhor qualidade de atendimento. São Várias UAIS postos em quase todos os bairros. Só tenho a reclamar é da demora para liberação de exames para quem fica na fila de espera para exames para saber se é ou não preciso fazer cirurgias. Tem muito tempo que fiz exames para fazer cirurgia de varizes e ainda não tive nem respostas. Exame de vista tive que fazer particular. Precisa melhorar muita coisa. Principalmente os políticos deste país. Vão uns e vêem outros e fica tudo do mesmo jeito. O Brasil precisa ir prá frente. Não sabemos realmente quem são os políticos de confiança. Só Deus para mudar este país. Agora temos um lindo Hospital e Maternidade Municipal, onde tive o prazer de passar no concurso de processo seletivo e estou lá trabalhando. Equipamentos modernos, gestores capacitados, enfermeiras capazes e responsáveis que tratam todos com respeito e carinho. A política de organização é muito boa. São 1.200 funcionários. Quero fazer tudo para ficar lá até me aposentar. Tratar os pacientes com dignidade e responsabilidade, com amor e respeito e com muita dedicação e atenção para não cometer erros. Pois na minha função de técnico em enfermagem é preciso muita atenção para não cometer erros. Deus é fiel. Em nome de Jesus Cristo permanecerei lá com fé e otimismo, dedicação e honestidade sempre fazendo o bem. Obrigada a vcs por esta oportunidade. Gostei desta matéria que nos ajuda muito a ter mais atenção. Agradeço a todos vocês que estão sempre nos ajudando a crescer. Eu quero é mais... Abraços a todos. Felicidades. Bom dia. Eloisa Maria de Freitas Silva. elomm9@hotmail.com Cel

Menina morre depois de inalar medicamento errado em Guaíba

Remédio foi comprado pela irmã de 11 anos sem prescrição médica

Qua, 16 de abril de 2014
Uma adolescente de 14 anos morreu, em Guaíba, nessa segunda-feira, depois de inalar o medicamento errado durante nebulização.
Uma adolescente de 14 anos morreu, em Guaíba, nessa segunda-feira, depois de inalar o medicamento errado durante nebulização. De acordo com o inspetor que investiga o caso, Leonardo Gardel, Andriza Oliveira da Silva teve uma crise de asma depois de utilizar Maleato Timolol, um remédio genérico usado para glaucoma.
O medicamente teria sido comprado pela irmã, de 11 anos, que levou um bilhete até a farmácia para comprar Berotec genérico. No entanto, teria sido entregue pela atendente o medicamento errado.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-RS), Roberto Canquerine, a paciente fez o uso do colírio para glaucoma dentro de um inalador. “O Berotec é um medicamento que serve para dilatar os broncos, ajuda a pessoa a respirar melhor. E o colírio tem o efeito contrário, de vaso constrição, ou seja, para diminuir a pressão ocular”, explica o presidente.
Ele completa que não sabe a dose usada pela menina, mas que o colírio não é apropriado para uso inalatório. “Tecnicamente falando, teve uma obstrução dos brônquios e, tudo indica, que isso levou a morte”, disse o farmacêutico.
De acordo com Canquerine, a farmacêutica responsável pela farmácia estava no local na hora da compra, mas não teria sido consultada. O presidente do CRF-RS ressaltou que o estabelecimento está regulado e que tomará uma medida imediata. “O jurídico pedirá o acesso ao inquérito para a delegacia e será instaurado um processo ético contra as farmacêuticas”, relatou.
“A venda supostamente aconteceu sem prescrição médica”, alertou o presidente que também falou sobre os riscos da automedicação. “Porque é comum no País (automedicação) e isso pode causar a morte, como se viu nesse caso. Sempre que a pessoa for tomar um remédio, se não tiver a chance de ir ao médico, é bom ir à farmácia conversar com o farmacêutico para fazer um aconselhamento. Ele não vai prescrever, mas vai orientar”, completou Canquerine. Fonte: Correio do Povo
Correio Braziliense
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Família acusa médico de provocar coma após paciente receber remédio errado

O paciente foi submetido a uma cirurgia na coluna. Após receber medicação, passou 43 dias internado na UTI de uma unidade particular e teve a morte encefálica confirmada por um médico. Parentes registraram queixa na polícia e no Conselho de Medicina

 
   
 postado em 12/09/2014 13:18 / atualizado em 15/09/2014 14:12

Ed Alves/CB/D.A Press


A família de um policial militar denunciou um suposto erro de prescrição de medicamento em hospital particular da cidade. Reginaldo Almeida de Oliveira, 49 anos, fez uma cirurgia em 30 de julho deste ano para aliviar dores nas pernas, mas, no dia de receber alta, passou mal no quarto do Hospital Santa Helena após receber uma medicação. O remédio usado como analgésico, o Tracrium, tem, segundo especialistas, outra indicação, a de paralisar a respiração. Nessa quinta-feira (11/09), após 43 dias internado, o paciente teve morte encefálica, segundo a família.

Reginaldo recebeu uma medicação e, logo em seguida, precisou ser socorrido. A equipe de plantão passou cerca de 40 minutos tentando reanimá-lo e, ao identificar pulso espontâneo, o encaminharam, em coma induzido, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em busca de respostas, os parentes de Reginaldo registraram a ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), no Conselho Regional de Medicina (CRM) e no Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF).

Segundo a irmã mais nova, Marta Oliveira de Almeida, 36 anos, os parentes se reuniram com a equipe do hospital para pedir esclarecimentos. “O medicamento aplicado não é permitido em leitos, apenas em centros cirúrgicos e UTIs. É muito forte”, disse. Desde que chegou na UTI, a família contou que algumas avaliações foram realizadas e mostraram morte cerebral. No entanto, para fechar um protocolo, são necessários três exames de oito em oito horas, feitos por médicos diferentes. “No segundo teste, os médicos viram um fluxo sanguíneo em três artérias que irrigam o cérebro. Dois dias depois, isso aumentou, mas, nos últimos dias, diminuiu de novo e agora só tem fluxo em uma artéria”, relatou Marta.

Na última quarta-feira, a irmã contou que Reginaldo teve outra parada cardíaca. Ela afirma que o coração está funcionando, mas o resto do organismo, só com remédio. “O médico da UTI nos disse que se ele sair dessa situação ele poderia se tornar um paciente crônico. Mas, ficaria quadriplégico, cego e surdo. O quadro neurológico dele é irreversível”, disse.

Procedimento

Desde o início deste ano, o policial Reginaldo fazia acompanhamento com o mesmo médico. Ele fez a ressonância e todos os exames necessários até o ortopedista marcar a data da cirurgia. “Chegamos a desmarcar uma viagem, porque ele reclamava muito de dor. O médico nos explicou que o procedimento era uma espécie de enxerto, algo simples. Iria fazer à noite para que Reginaldo pudesse sair no dia seguinte”, relembrou a esposa, Maria Soares de Araújo Almeida, 41 anos. A cirurgia foi considerada um sucesso pelos médicos e o paciente foi encaminhado para o quarto.

No dia seguinte, Reginaldo passava bem e conversava com a esposa enquanto se arrumava para deixar o hospital, quando uma técnica de enfermagem entrou no quarto, por volta das 6h30. Segundo Maria, ela não se identificou e disse que precisava dar um remédio para o paciente. Somente depois que a família descobriu que a medicação era o Tracrium, conforme mostra a documentação prescrita pelo médico. O Tracrium é um bloqueador muscular usado como complemento da anestesia geral para fazer intubação traqueal. De acordo com especialistas, só pode ser aplicado em centro cirúrgico, podendo ser usado na UTI. 

“Após ela dar a injeção, ele ficou rígido, teve um choque, começou a pular e ter espasmos musculares. Gritou duas vezes e, na terceira, não conseguiu”, relatou. A técnica perguntou a Maria se o policial tinha epilepsia e ela negou. A enfermeira saiu do quarto para chamar ajuda. Enquanto isso, Maria tentava chamar pelo marido, mas não obtinha resposta.

O relatório da médica plantonista que atendeu Reginaldo apontou que “o paciente estava com ausência de pulso, com pupilas midriáticas e sem respostas à luz, sendo identificado parada cardiorrespiratória". Segundo o texto, "(…) Foram mantidas as manobras de ressuscitação durante aproximadamente 45 minutos, às 7h20 foi identificado pulso espontâneo, sendo então diagnosticado a volta dos batimentos cardíacos”. 

Por comunicado, o Hospital Santa Helena confirmou a internação de Reginaldo Almeida de Oliveira, porém, em razão do sigilo médico, não poderá prestar qualquer esclarecimento sobre a conduta médica ou sobre os atendimentos prestados. A reportagem apurou que o hospital possui um corpo clínico aberto, ou seja, contam com médicos que têm autonomia (mesmo sem atuarem no quadro fixo do hospital) para prestar atendimento ambulatorial e clínico, bem como para cirurgia eletiva, desde que devidamente cadastrados no Conselho Regional de Medicina. O médico que atendeu Reginaldo não é do corpo clínico permanente do hospital. A instituição também informou que o paciente recebe total atendimento na UTI.

Assista à reportagem da TV Brasília