terça-feira, 26 de janeiro de 2016


Recém-nascido espera 10 dias por vaga em UTI e morre em MT
Criança foi transferida neste domingo para hospital regional de Cáceres. Menino precisava passar por cirurgia para retirada de tumor na cabeça.
08/06/2015 17h25 - Atualizado em 08/06/2015 20h23
Do G1 MT
Bebê foi transferido de avião para hospital em Cáceres neste domingo. (Foto: Reprodução/ TVCA)Bebê foi transferido de avião para hospital em Cáceres
neste domingo. (Foto: Reprodução/ TVCA)
Um bebê recém-nascido morreu neste domingo (7) ao aguardar por  uma cirurgia para a retirada de um tumor na cabeça. A família da criança alega que houve demora na liberação de vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A transferencia para o Hospital Regional de Cáceres, a 220 km da capital, só ocorreu 10 dias após o nascimento dele, em Sinop, a 503 km de Cuiabá.
O bebê foi transferido de avião para Cáceres na manhã deste domingo (7) e morreu à noite. O hospital em que ele estava, que é particular, deixou de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por falta de repasse do governo do estado. A criança só foi transferida após determinação judicial.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que os atendimentos pelo SUS, entre os meses de janeiro e março, já foram pagos. Os atrasados chegaraim a R$ 8 milhões. Informou ainda que os repasses de abril e maio ainda passarão por auditoria. 
O pai do menino disse se sentir agradecido pela mobilização em prol de uma vaga de UTI para o filho. "Agradeço a mobilização da cidade, que foi fundamental para conseguir essa vaga na UTI", disse o autônomo Moisés Alves.
Pais acionaram a Justiça em busca de vaga de UTI para bebê. (Foto: Reprodução/ TVCA)Pais acionaram a Justiça em busca de vaga de UTI para
bebê. (Foto: Reprodução/ TVCA)
A mãe relatou que o bebê sofreu uma parada cardíaca logo após o nascimento. "O médico descobriu que ele tinha um tumor na cabeça. Ele teve uma parada cardíaca logo após o nascimento", contou Celiane Ribeiro. 
O hospital onde o bebê nasceu, em Sinop, possui 10 leitos de UTI neonatal, mas eles estão fechados desde março. Segundo a administração da unidade, o fechamento ocorreu porque o estado não estava fazendo os repasses usadas para a manutenação das UTIs. Segundo eles, a dívida seria de quase R$ 12 milhões.
Para o vice-presidente do Conselho de Medicina de Sinop, Frederico Bussolaro, o caso de Pedro expôs a relação crítica entre o hospital Santo Antônio e o governo do estado. "O Santo Antônio alega que não tem repasse, um repasse criterioso, ordenado, mês a mês, desde meados do ano passado. Agora, a conta do hospital não bate com a do estado e ninguém consegue sentar e esclarecer", avaliou.
A direção do Hospital Santo Antônio informou que a unidade não realiza mais nenhum atendimento pelo SUS, até que a situação seja regularizada.
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  • Nando Tigrão
    HÁ 8 MESES
    O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade. Arthur Schopenhauer.
    • Cristiano Silva
      HÁ 8 MESES
      as vezes da vergonha de ser brasileiro,nessa mesma matéria,os DEPUTADOS recebem um a fortuna de salário e mais,verbas indenisatórias e saúde ta um caos,só uma perguntinha alguém ver filho de vereador,prefeito,Deputados,governadores,senadores en fila SUS,têm que fecha assebléia,câmera de vereadores,Senado federal Congreço nacional não serve pra nada,so serve pra interesse próprio.

      Criança morre à espera de vaga em UTI em Juiz de Fora, diz família
      Mesmo com mandado judicial, menina com doença rara não foi transferida. Secretaria de Saúde confirma falta de leitos para crianças e adultos.
      26/05/2015 14h50 - Atualizado em 26/05/2015 14h50
      Do G1 Zona da Mata
      Mãe sobre falta vaga UTI Juiz de Fora (Foto: Reprodução/ TV Integração)Filha de Jovânia tinha uma doença rara e morreu
      (Foto: Reprodução/TV Integração)
      “Eu perdi a menina que lutei a vida inteira para manter viva, sempre fiz de tudo para ela ficar comigo”, desabafou a dona de casa Jovânia Fernandes na manhã desta terça-feira (26), após enterrar o corpo da filha Rihanna, no Cemitério Municipal, em Juiz de Fora. De acordo com a família, a menina de seis anos morreu na tarde de segunda-feira (25), enquanto aguardava uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil, que não foi disponibilizada mesmo com mandato judicial.
      A assessoria da Secretaria Municipal de Saúde confirmou a dificuldade em conseguir leitos de UTI em Juiz de Fora e informou que uma comissão foi formada para diagnosticar a situação do município.
      A criança Rihanna Fernandes tinha uma doença rara, conhecida como Síndrome de Jeune, que ataca o sistema respiratório. De acordo com familiares, ela passou mal na sexta-feira (22) e foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Benfica. O estado de saúde dela piorou e os médicos disseram que não tinha vaga disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em nenhuma UTI infantil. A família conseguiu um mandado judicial que obrigava a transferência.
      Mesmo assim, a transferência não foi feita. “Ninguém achou vaga em lugar nenhum. O recurso que a gente tinha era entrar com mandato para ver se o município de Juiz de Fora tinha consciência de colocar minha filha em um hospital particular até que saísse uma vaga no SUS. Mas a gente sabe que, para acontecer isso, tem que mexer no bolso. Não achei ninguém que poderia fazer isso pela minha filha”, lamentou a mãe.
      Em nota, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde destacou a dificuldade para conseguir leitos em UTIs adulto e neonatal em hospitais. Destacou ainda que a Prefeitura não consegue comprar leitos nos hospitais privados. A Secretaria também ressaltou que o fechamento de hospitais na região, como os de Rio Novo e Santos Dumont , onde foram fechados cem leitos, tem prejudicado ainda mais esta situação.
      A assessoria explicou que uma comissão começou, nesta manhã, uma visita aos hospitais de Juiz de Fora para checar as informações repassadas pelas instituições à Central de Rastreamento de Vagas. A meta é comprovar se existe ou não leitos disponíveis e, desta forma, reduzir a demanda.

       
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