sábado, 12 de abril de 2014

Erro Médico, a terceira principal


Terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Causa de morte, e crescendo

O sistema de saúde estadunidense é o mais caro do mundo e tem os piores resultados de saúdeda maioria dos países desenvolvidos. Os dados são incontestáveis e cuidadosamente ignorados pela mídia. A maioria dos americanos pensa que o sistema de saúde dos Estados Unidos em saúde é bom e que é provavelmente porque muitos deles são gordos, doentes, ignorantes que morrem uma morte precoce nas mãos do seu médico. A última vez que verifiquei, os enfermeiros, na Califórnia não vai buscar em um hospital sem um enfermeiro camarada que toma o tempo fora do trabalho para assistir a cada procedimento feito no hospital, enfermeira em seu companheiro. É muito arriscado para entrar no hospital sem um perito externo, observando cada movimento seu.Dra. Barbara Starfield da John Hopkins University relatou no JAMA, em 2000, que a cada ano nos E.U. acontecem:
  • 12.000 mortes por cirurgias desnecessárias;
  • 7.000 mortes causadas por erros de medicação em hospitais;
  • 20.000 mortes por outros erros em hospitais;
  • 80.000 mortes por infecções adquiridas em hospitais;
  • 106.000 mortes medicamentos aprovado pelo FDA prescritos corretamente.
  • O total de mortes causadas medicamente nos Estados Unidos a cada ano é 225.000.
Leia mais em

Medical Error, the Third Leading Cause of Death, and Climbing

PS: Esta tradução foi feita pelo Google Translate e revisada por mim. O autor do post é Jeff Sutherland, um dos criadores do famoso método ágilScrum


Capixaba é vítima de erro médico



 Reprodução/Facebook
Uma capixaba passa há três semanas por um drama após ser submetida a uma cirurgia nos Estados Unidos. Eneide Mullini, 52 anos, moradora do estado do Texas, região sudoeste dos Estado Unidos, passou por uma cirurgia para retirada da hérnia no dia 22 de junho. Entretanto, três dias mais tarde, começou a sentir fortes dores na barriga e  falta de ar, situação que a fez retornar ao hospital.

Ao diagnosticá-la, os médicos confirmaram um erro na cirurgia passada: o fígado e o estômago foram perfurados durante operação. Para tanto, foi submetida a mais uma cirurgia. Desta vez, para cuidar dos órgãos atingidos. Atualmente, respira com aparelhos e se encontra em coma induzido, aguardando mais um procedimento médico.

"Até então, a retirada da hérnia era uma cirurgia simples que, segundo a equipe médica envolvida, não apresentava nenhum risco. Mas a falha médica e os problemas que Eneide têm com asma fizeram com que seu quadro de saúde piorasse. Hoje, ela respira com o auxílio de equipamentos, recebendo cuidados para sua recuperação", conta o marido, Luiz Mullini, 51 anos.

Ele e o filho explicam que Eneide aparenta estar sem força e não consegue falar. "Nos comunicamos por meio de gestos. Perguntamos algo e ela nos responde com o piscar dos olhos. Os médicos já nos informaram que os primeiros sinais de melhoras já foram constatados. O estômago e o fígado já respondem, em ritmo lento, o restante do corpo. Agora, vamos aguardar os próximos passos da recuperação. O pensamento é sempre positivo", destaca.

Família apreensiva no Brasil

No Brasil, a família, preocupada, liga a todo momento para Luiz. "Ele é muito atencioso e compreende a ansiedade da família. A cada novo procedimento, ele manda mensagem ou liga. É uma situação muito difícil que requer união de todos. Amigos, vizinhos, membros da igreja e até mesmo pessoas que estão conhecendo nosso drama nos últimos dias estão nos mandando força", conta a irmã de Eneide, Helder Freitas.

Helder disse ainda que a intenção era que parte dos parentes fossem até os Estados Unidos, "porém, Luiz pediu para que ficarmos aqui, no Brasil. Ele falou que a ajuda seria bem-vinda, mas que muita gente iria atrapalhar, por conta da movimentação. Ele é um marido bom e sabemos que todas essas decisões são para mantê-la tranquila".

Comoção nas redes sociais

Mais cedo, Helder postou uma mensagem em sua página do Facebook para confortar pessoas comovidas pelo caso e pediu orações. "Houve uma pequena melhora em seu estado geral. De 0 a 100 por cento, ocorreu um melhora de dois por cento. Pode parecer nada, mas o quadro dela era muito ruim, sem melhora alguma. Os médicos aguardarão por novos exames. Ela precisa descansar e se fortalecer, pois da forma que está, a cirurgia seria um risco. Continuem orando povo de Deus - é só o que podemos fazer", diz a mensagem.
A Gazeta - Cidades - Capixaba é vítima de erro médico nos Estados Unidos e está entre a vida e a morte

  • Walsi Lucia Fiore claro - 17/07 às 23h01
    Se 2% é muito, para Deus é nada. Ele pode mudar esse quadro a qualquer momento, pois tem sempre o melhor para nossas vidas. Orando pelo seu restabelecimento.
  • MARIA DAVINA REZENDE DA SILVA - 16/07 às 17h02
    Caros amigos, hoje é dia consagradoà Nossa Senhora do Carmo, vamos nos unirmos em oração pedindo a intercessão dela pela cura de nossa irmã. Tudo é possivel para aquele que cre em Deus. Ele está com voces e lhes dará força neste momento, basta crê Nele e tudo é possivel Davina
  • Dora - 16/07 às 16h38
    Disse JESUS: No mundo tereis aflicoes, mas tende bom animo eu vencir o mundo. Entao creiam que JESUS tem todo o poder para cura-la. Esses acontecimentos faz agente ficar mais pertinhos de DEUS, mais unidos uns com os outros. Deus e Deus, somente creia, tenha FE, nao desista....
  • Juliana Marely - 16/07 às 14h34
    Força tia... O que me conforta é saber e confiar que Deus está no controle!

Médico açougueiro acusado


Terça-feira, 3 de setembro de 2013


Médico açougueiro acusado de mutilar 

dezenas de mulheres volta à ativa no “

Mais Médicos”

O Ministério da Saúde selecionou para o programa Mais Médicos um profissional 
suspeito 
de ter mutilado e causado lesões corporais em pelo menos 15 mulheres em 
Manaus.
 Ex-deputado federal, Carlos Jorge Cury Mansilla, 56 anos, começa a trabalhar 
hoje em um posto de saúde no município de Águas Lindas de Goiás (GO).
Em fevereiro último, Carlos Jorge Cury Mansilla, médico, foi preso por mutilar dezenas de mulheres em 
Manaus, em
 cirurgias plásticas 
para as quais não tinha especialização.
Até o momento, foram concluídos 15 inquéritos policiais no Amazonas. Segundo
 o 
delegado Mariolino Brito, as vítimas sofreram sequelas físicas e mentais, após 
passarem porprocedimentos cirúrgicos com Mansilla. O próprio médico assume
 não ter especialidade médicaem cirurgia. Entretanto, conta que trabalhou por 28 
anos 
como cirurgião-geral do Hospital Regional de Guajará-Mirim, em Rondônia, e já 
realizou 
cerca de 20 mil operações. “No interior do Norte, minha filha, nós somos 
especializados
 em tudologia”, afirmou ontem ao Correio.












As pacientes procuraram o médico para realizar cirurgias
 estéticas. Celiane Eduardo Santos foi uma das mulheres 
que entraram na Justiça pedindo indenização de R$ 108.690
 pordanos causados em uma cirurgia de redução das mamas.
 “Eu tive de realizar três procedimentos. No primeiro, eu 
não fiquei com o tamanho do seio que tínhamos acertado
. Tentamos mais uma vez e não deu certo. Na última, 
ele já me atendeu muito mal e senti muita dor na anestesia
, que ele mesmo aplicou”, conta.

No fim de julho deste ano, o Conselho Regional de 
Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) interditou o registro de Mansilla. 
A partir daí,
 o médico ficouproibido de exercer a profissão por seis meses em qualquer lugar 
do 
Brasil. “É um absurdo um profissional realizar cirurgias sem que tenha especialização”,
 critica
 o presidente do Cremam, Jefferson Jezini. O médico também está certificado em 
Rondônia
. Lá, Mansilla já havia sofrido suspensão da certidão por 30 dias, pois contou com 
a ajuda 
de um anestesista sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) durante 
um procedimento.

Carlos Mansilla afirma que é inocente. “Até hoje não existe um laudo que confirme 
as acusações.” Para o médico, as mulheres fizeram denúncias, pois ficaram insatisfeitas
 com
 o resultado. O delegado Mariolino Brito conta que a maioria das vítimas passou por 
exames 
de delito e sofreram sequelas irreversíveis. “Algumas mulheres chegaram a ser 
mutiladas
. As vítimas sofreram lesões nos seios, abdômen, barriga, bumbum”, detalha. 
Em janeiro deste ano, a polícia civil de Manaus chegou a pedir a prisão preventiva 
de Mansilla
, porém, com um salvo-conduto, expedido pelo juiz da 8ª Vara Criminal, o médico 
escapou de ficar preso.Segundo Mansilla, a decisão de se inscrever no Mais Médicos
 foi para ter uma nova chance 
na profissão. O suspeito alega perseguição de colegas e diz que nem chegou a ser ouvido 
pelo Cremam. “Eu nunca vou deixar de ser médico. Por que eu não posso trabalhar sem CRM
, se os cubanos, paraguaios, bolivianos podem?”, reclamou. Cury também exerceu o cargo 
de deputado federal, como suplente, pelo PPB (RO), entre 22 de abril e 8 de setembro 
de 1999, e de secretário de Saúde de Guajará-Mirim, em abril do mesmo ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, Mansilla se inscreveu no Programa Mais 
Médicos, porque um desses cadastros está ativo junto ao Conselho Federal de 
Medicina (CFM). A pasta informou que fará uma consulta ao órgão e aos CRMs do Amazonas
 e de Rondônia solicitando um parecer sobre a situação ética do médico. O CFM afirmou 
não ter sido comunicado oficialmente sobre o caso e se colocou à disposição do Ministério 
da Saúde para fornecer mais informações.

sexta-feira, 4 de abril de 2014


Médicos podem prescrever remédios sem saber os efeitos colaterais.
article-2177316-043DBD150000044D-998_634x415
É comum que laboratórios e revendedores organizem eventos para apresentar seus medicamentos a profissionais da saúde e, embora seja de se esperar que enfoquem os benefícios trazidos por seus produtos, existem casos em que possíveis efeitos colaterais sequer são mencionados.
Esse fenômeno foi analisado por um grupo de pesquisadores de diversos países, que entrevistou médicos de Vancouver e Montreal (ambos no Canadá), Sacramento (EUA) e Tolouse (França). Os 255 participantes responderam a um questionário sobre encontros (1.692 no total) que tiveram com representantes de vendas de medicamentos entre maio de 2009 e junho de 2010


De acordo com os participantes, em 59% dos casos o representante de vendas não mencionou qualquer efeito colateral (em Montreal e Vancouver, foram 66% dos casos). Apenas em 6% das apresentações foram mencionados efeitos colaterais “graves”. Esses números tanto podem indicar uma ausência de tais efeitos no medicamento em questão, como uma tentativa de escondê-los.
Além disso, cerca de dois terços dos entrevistados afirmaram que as apresentações feitas por representantes de vendas aumentam as chances de prescreverem os medicamentos.
Que regras e normas norteiam essas apresentações? Na França e nos Estados Unidos, autoridades governamentais as supervisionam; no Canadá, isso é feito por representantes de laboratórios farmacêuticos de pesquisa. A julgar pelos resultados do estudo (publicados no periódico Journal of General Internal Medicine), pode ser necessário rever as regras ou reforçar essa supervisão.[Medical Xpress, Journal of General Internal Medicine]


7 Monstruosos experimentos Médicos

Muita gente mata ou morre em nome de Deus ou de alguma religião. Também, muitas vezes, cientistas cometem atitudes bastante antiéticas em nome da medicina – apesar de jurarem que estão fazendo aquilo pelo bem da humanidade.
Recentemente, os Estados Unidos se desculparam formalmente à Guatemala por ter realizado lá experimentos nos anos 40 que podem ter infectado prisioneiros e doentes mentais com sífilis.
Esse é somente um dos casos médicos horríveis que a história nos pode contar. Confira outros sete e, se conhecer algum outro, sinta-se a vontade para contribuir nos comentários:
7) O Estudo Tuskegee
Em 1932, o Serviço Público de Saúde dos EUA lançou um estudo sobre os efeitos da sífilis não tratada na saúde. Eles iludiram 399 homens de descendência africana com a doença afirmando que iriam tratar do seu “sangue ruim” – que era como a sífilis era conhecida na época. Só que os pacientes que estavam sendo “tratados” na verdade não estavam recebendo tratamento nenhum. Eles eram apenas observados enquanto sofriam com a doença. Na verdade, os homens nunca receberam tratamento adequado, mesmo em 1947 quando a penicilina começou a ser usada para tratar a sífilis. Tamanha falta de ética durou 40 anos. Só em 1972, quando um artigo de jornal expôs o estudo ao público que ele foi cancelado.
6) Estudo da sífilis na Guatemala
Esse estudo se tornou popular nesse último mês, com os Estados Unidos se desculpando oficialmente por infectar guatemaltecos com a doença. No estudo de Tuskegee os pacientes não receberam tratamento, mas também não foram infectados de forma arbitrária – que foi exatamente o que aconteceu entre 1946 e 1948 na Guatemala. Os governos dos EUA e da Guatemala co-patrocinaram um estudo sobre sífilis que envolveu a infecção deliberada – e até onde se sabe sem o consentimento – de prisioneiros e pacientes com doenças mentais. O estudo objetivava testar produtos químicos para evitar a propagação da doença. Os pesquisadores tentaram infectar as pessoas pagando-as para terem relações sexuais com prostitutas infectadas ou ferindo a pele de seus pênis e derramando bactérias da sífilis nas feridas. Os doentes receberam penicilina como tratamento.
5) Experimentos cirúrgicos em escravos
O pai da ginecologia moderna, J. Marion Sims, ganhou muito de sua fama fazendo cirurgias experimentais em escravas. Até hoje, ele é uma figura controversa. A doença que ele tratava nas mulheres – fístula vesico-vaginal – causava um sofrimento terrível. Basicamente, as mulheres tinham um “rasgo” entre a vagina e a bexiga, eram incontinentes e, por isso, muitas vezes rejeitadas pela sociedade. Porém, Sims realizava as cirurgias sem anestesia, em parte porque ela só foi descoberta recentemente, em parte porque acreditava que as operações não eram “dolorosas o suficiente para justificar o esforço”, como ele disse em uma palestra de 1857. Há também boatos de que as pacientes não tinham autorizado as cirurgias. Embora não haja provas contra ele, especialistas escreveram que Sims manipulava a instituição social da escravidão para realizar experimentações humanas, o que, para qualquer padrão ético, é inaceitável.
4) Os assassinatos de Burke e Hare
Até a década de 1830, os anatomistas só podiam dissecar corpos de assassinos executados. Sendo eles uma raridade, muitos anatomistas compravam corpos através de ladrões de sepultura, ou roubavam cadáveres eles mesmos. O dono de uma pensão, William Hare, e seu amigo William Burke, levaram o negócio mais a sério. Eles mataram mais de uma dúzia de hóspedes da pensão e venderam seus corpos para o anatomista Robert Knox, que disse que não sabia sobre assassinatos. Burke foi posteriormente enforcado por seus crimes, e o caso estimulou o governo britânico a amolecer as restrições à dissecação.
3) O “Estudo Monstro”
Em 1939, fonoaudiólogos da Universidade de Iowa tinham a seguinte teoria: de que a gagueira era um comportamento aprendido, causado pela ansiedade de falar de uma criança. Para provar sua ideia, eles realizaram o que o New York Times, em 2003, chamou de “Estudo Monstro”: os estudantes tentaram induzir a gagueira em crianças órfãs, dizendo-lhes que elas estavam condenadas à gagueira. Insinuaram que elas já estavam mostrando sinais de gagueira e que não deviam falar a não ser que tivessem certeza de que iriam falar direito. O experimento não induziu ninguém à gagueira, mas deixou crianças normais ansiosas, retraídas e quietas demais. A universidade foi processada, e em 2007 pagou R$1.558.240.
2) Experimentos japoneses
Ao longo dos anos 1930 e 1940, o Exército Imperial Japonês conduziu experimentos atrozes em civis, principalmente na China. O número de mortes brutais desses experimentos é desconhecido, mas cerca de 200.000 podem ter morrido. Entre as barbaridades estavam contaminações por cólera e febre tifóide, e praga espalhadas através de pulgas por cidades chinesas inteiras. Alguns prisioneiros também tiveram que enfrentar um clima extremamente gelado para determinar o melhor tratamento para queimaduras de gelo. Outros prisioneiros receberam gás venenoso, foram postos em câmaras de pressão até seus olhos saltarem para fora e depois foram dissecados vivos. Segundo reportagens, após a guerra, o governo dos EUA ajudou a manter os experimentos em segredo, como parte de um plano para fazer do Japão um aliado na Guerra Fria.
1) Experimentos médicos nazistas
Esses talvez sejam os mais famosos experimentos monstruosos. Josef Mengele, um médico alemão, se é que pode ser assim chamado, realizou experimentos horríveis em Auschwitz na esperança de provar as suas teorias da supremacia racial dos arianos. Muitos morreram em suas mãos. Dizem que ele até guardava os olhos de seus pacientes mortos. Ele testava medicamentos e químicos nos prisioneiros, os forçava a ficar em temperaturas congelantes e a entrar em câmaras de baixa pressão para experimentos de aviação, os submetia a procedimentos de esterilização experimental, entre outras atrocidades. Os seios de uma mulher chegaram a ser amarrados para ver quanto tempo seu filho levava para morrer de fome – depois, ela injetou uma dose letal de morfina no bebê para livrá-lo do lento sofrimento. Alguns dos médicos responsáveis pelas barbaridades foram julgados como criminosos de guerra, mas Josef Mengele nunca foi preso. Ele fugiu para a América do Sul e morreu no Brasil em 1979, de derrame. [LiveScience]
Se você gostou deste artigo também vai gostar:


Os 10 Maiores escândalos médicos da Historia....

Quando se trata de saúde pública, há pouca margem para erro. As repercussões podem ser sérias, para não dizer mortais, e permanecer por muito tempo na memória da população.
Embora os avanços tecnológicos e legislativos tenham ajudado a acabar com alguns problemas na área médica, recentes casos de grande repercussão mostram que na indústria farmacêutica altamente competitiva e orientada a lucros – e na área de saúde pública mais amplamente – crises e escândalos continuam a ser uma ameaça para nós.
De erros genuínos a histeria movida pela mídia e enganos intencionais e até mesmo maliciosos, confira escândalos médicos e outros desastres de saúde da história da medicina:


10. Vacina MMR e autismo

10
Reclamações sobre a ligação da vacina MMR (para sarampo, caxumba e rubéola) com autismo fizeram manchetes no Reino Unido no final dos anos noventa. Em 1998, o cirurgião e pesquisador inglês Andrew Wakefield liderou um grupo que publicou um artigo na altamente conceituada revista médica Lancet mostrando evidências que ligavam a vacina a transtornos de desenvolvimento.
As reivindicações de Wakefield levaram a uma série de estudos importantes, e nenhum dos quais provou qualquer ligação. No entanto, o artigo já havia incitado um frenesi da mídia e levou a prejuízos, processos, além de prejudicar a saúde das crianças cujas mães ficaram com medo de vaciná-las. Preocupações sobre a vacinação chegaram até mesmo em outros países, como os Estados Unidos e o Japão.
Com a diminuição das taxas de vacinação MMR registrada no Reino Unido e na Irlanda, houve aumentos significativos de casos de – e mortes relacionadas com – caxumba e sarampo. Em 2004, uma investigação revelou finalmente que Wakefield havia manipulado as evidências de seu “trabalho cientifico”, além de ter vários conflitos de interesses que não foram divulgados. O artigo foi totalmente retirado de publicação em 2010, mesmo ano em que Wakefield foi expulso do General Medical Council. O consenso científico agora afirma que não há ligação entre o autismo e a vacina MMR.

9. Esquema de transplante de rim ilegal

9-Gurgaon-Illegal-Kidney-Transplant-Racket–India-2008
Em 2008, a Índia ficou chocada quando um esquema de transplante de rim ilegal foi exposto na cidade de Gurgaon, no estado de Haryana. Descobriu-se que centenas de trabalhadores pobres foram intimidados por homens armados ou enganados a “doar” órgãos, e as autoridades acreditavam que os destinatários tinham sido indivíduos ricos – incluindo estrangeiros.
Ao longo de um período de 10 anos, cerca de 600 transplantes de rins foram realizados numa casa particular equipada com alta tecnologia médica. Depois de uma batida policial em janeiro de 2008, vários criminosos foram presos e cinco doadores involuntários salvos e transferidos para um hospital próximo. Surpreendentemente, foi descoberto mais tarde que no mínimo de dois hospitais estavam envolvidos no esquema.
Pensa-se que as vítimas recebiam uma oferta de cerca de 50.000 rúpias (R$ 1.820) pelos seus rins. Se elas recusassem, eram drogadas e seus órgãos removidos à força, e vendidos mais tarde por até 10 vezes o preço acima mencionado. Logo após a invasão policial, alguns receptores de rim foram detidos, incluindo três cidadãos gregos e um casal indiano que morava nos EUA.

8. O cavalo Jim e o tétano

8-Jim-the-Horse-Tetanus-Scandal–United-States-Early-1900s
A contribuição do cavalo Jim para salvar vidas no final do século 19 não pode ser questionada. O soro sanguíneo do animal foi concebido para produzir a antitoxina da difteria e usado para fabricar mais de 26,5 litros de anticorpos utilizados contra essa doença contagiosa do trato respiratório, potencialmente mortal especialmente para crianças pequenas.
Em seguida, no início de outubro de 1901, Jim recebeu uma péssima notícia: tinha contraído tétano. Por conta disso, teve que ser sacrificado. Na mesma época, no entanto, uma menina de St. Louis (EUA) morreu, e descobriu-se que o soro de Jim tinha causado sua morte. Posteriormente, foi revelado que o soro retirado do cavalo de 30 de setembro em diante estava infectado com tétano em fase de incubação.
As amostras não tinham sido testadas – um processo que poderia facilmente ter descoberto a infecção. Além disso, frascos de soro obtidos em 30 de setembro haviam sido marcados como “24 de agosto”, erro que custou a vida de mais 12 crianças. O episódio contribuiu em parte para a criação de uma lei de controle biológico nos Estados Unidos em 1902, e abriu o caminho para a introdução da Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA, na sigla em inglês) em 1906.

7. Recall de heparina

7
Em 2008, a FDA anunciou um recall em grande escala do medicamento heparina, após descobrir lotes contaminados da droga que haviam sido fabricados na China pela Scientific Protein Laboratories, uma empresa dos EUA. A heparina é injetada em muitas pessoas para prevenir coágulos sanguíneos e é derivada de tecidos de animais abatidos, como intestinos de vacas e pulmões de porcos.
O recall seguiu relatórios que alegavam que 81 mortes e 785 lesões graves estavam ligadas à droga. Investigações identificaram um contaminante no medicamento, derivado de sulfato de condroitina, que pode ser utilizado como suplemento dietético, mas não como remédio. Pior de tudo: várias razões levaram as autoridades a crer que a contaminação foi deliberada, incluindo o fato de que o contaminante imita o efeito da heparina, mas custa apenas uma fração do seu preço.
O motivo para a contaminação foi provavelmente uma combinação de corte de custos e falta do tipo certo de porco na China. No início de 2012, a FDA adicionou 22 fornecedores chineses de ingredientes de heparina a uma lista de alerta, e declarou que não tem dinheiro nem poder suficiente para inspecionar tais fabricantes no exterior em uma base regular.

6. Desastre do “elixir de sulfanilamida”

6
A Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos (FDCA) dos EUA entrou em vigor em 1938, e deu à FDA o poder de supervisionar a segurança de alimentos, medicamentos e cosméticos no país. De certa forma, o desastre “elixir de sulfanilamida” de 1937 (e o clamor público que gerou) contribuíram para sua realização.
Mais de 100 pessoas foram envenenadas e morreram quando sulfanilamida, um antibiótico, foi dissolvido em dietilenoglicol (DEG) e comercializado como Elixir de Sulfanilamida. Apesar de relatos indicarem que o DEG era perigoso para seres humanos, tal informação não era amplamente conhecida, e o farmacêutico-chefe da fabricante de medicamentos S. E. Massengill fazia parte da maioria desinformada. Na época, não havia regras que exigiam testes de segurança em novos medicamentos antes de irem à venda. E, enquanto empresas farmacêuticas faziam rotineiramente testes em animais, a Massengill não tinha realizado nenhum neste caso.
Logo após o elixir com sabor framboesa chegar ao mercado em setembro de 1937, houve relatos de mortes. Investigações posteriores isolaram a causa. O escândalo levou à aprovação da FDCA, mas a companhia Massengill só foi sujeita a uma multa mínima devido às estipulações da lei anterior, de 1906. Ainda assim, com julgamento pendente, o farmacêutico-chefe tirou a própria vida.

5. Falta de higiene e meningite fúngica

5
Em outubro de 2012, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA seguiu a trilha de um surto de meningite fúngica à contaminação de medicamentos administrados como injeções esteroides epidurais. Empacotado e vendido pela farmácia com sede em Massachusetts (EUA) New England Compounding Center (NECC), os medicamentos estragados tinham sido enviados para 75 clínicas, hospitais e centros cirúrgicos em 23 estados americanos. Entre maio e setembro do mesmo ano, cerca de 14 mil pacientes receberam a medicação.
Enquanto as pessoas relataram sintomas em agosto, a infecção era tão estranha que uma causa comum não foi suspeita até o mês seguinte. Na verdade, os casos de meningite atribuídos às variedades de fungos implicados eram tão raros que sua descoberta e tratamento médico exploraram território novo.
Em meados de janeiro de 2013, 678 pessoas haviam contraído a doença fúngica e 44 morreram. Investigações preliminares descobriram que falta de higiene no NECC era a culpada pelo surto. Autoridades descobriram que o NECC havia distribuído a droga apesar de ainda estar esperando resultados de testes que indicariam se o lote estava ou não estéril. Até 15 de dezembro de 2012, mais de 400 processos judiciais foram lançados contra a empresa.

4. Implantes explosivos

4
Fundada em 1991, a empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) vendeu implantes mamários por quase duas décadas. Em seu auge, fabricou 100.000 implantes por ano, fornecendo um total estimado de 400.000 mulheres em todo o mundo. Então, em 2009, cirurgiões franceses começaram a relatar números altos de implantes PIP que tinham rompido.
Os acontecimentos que se desenrolaram foram dramáticos. Verificou-se que, em 2001, a PIP tinha começado a usar silicone de grau industrial não autorizado na fabricação da maior parte de seus implantes, em vez do silicone de grau médico recomendado. Isto reduz o custo de fabricação dos implantes por 90%, mas aumenta a possibilidade de ruptura, que pode causar inflamação, irritação e liberação de substâncias tóxicas no corpo. E, enquanto não houve nenhuma relação comprovada ainda, 20 mulheres com implantes franceses supostamente defeituosos foram diagnosticadas com câncer.
As autoridades francesas recomendaram que as mulheres do mundo todo com implantes PIP os removessem. De 672 remoções preventivas registradas, os implantes tinham estourado em 43 casos (até dezembro de 2011). O escândalo provocou uma onda de reclamações legais que levaram à falência da PIP em 2009 e a eventual liquidação da empresa dois anos depois.

3. Xarope venenoso

3
Em 2007, 70 anos depois do infame escândalo do Elixir de Sulfanilamida nos EUA, um surto semelhante causou a trágica perda de centenas de vidas no Panamá. Fabricantes de produtos farmacêuticos utilizaram dietilenoglicol, comumente usado em anticongelantes e fluido de freio, para fazer xarope para tosse, acreditando equivocadamente que era glicerina. O ingrediente levou a nada menos do que 365 mortes no país, e foi rastreado até a China.
Descobriu-se que o dietilenoglicol importado utilizado foi originalmente denominado “TD glicerina”, que na China aparentemente indica que é um substituto de glicerina. A China negou qualquer responsabilidade pelo escândalo, já que o nome do produto foi alterado para “glicerina” na chegada do líquido ao Panamá. No entanto, o jornal americano The New York Times descobriu mais tarde que o fabricante chinês não era sequer licenciado para fazer ingredientes farmacêuticos.
Além disso, este tipo de contaminação não é incomum. Em 2009, foi relatado que 84 bebês, se não mais, morreram na Nigéria após ingerir xarope para a tosse que também se acredita ter sido contaminado com dietilenoglicol.

2. Sangue sem tratamento térmico e AIDS

2
O Japão não teve nenhum relato oficial de HIV até 1985, quatro anos após a doença ser identificada em Los Angeles. Em 1983, o Ministério de Saúde do Japão foi informado sobre um produto de sangue tratado termicamente licenciado nos EUA que podia matar o HIV (tornando sangue utilizado medicamente mais seguro). Quando aberturas foram feitas para licenciar o produto no Japão, o principal fornecedor de produtos derivados do sangue do país, a Green Cross Corporation, contestou fortemente, afirmando que o produto seria uma concorrência desleal (já que eles se recusavam a explorar alternativas tratadas termicamente).
O produto não foi licenciado, e o Ministério da Saúde japonês agiu ordenando que os produtos de sangue japoneses não tratados fossem rastreados e que fossem feitos testes sobre tratamento térmico, incentivando o público a doar sangue. Enquanto isso, a Green Cross Corporation garantiu a segurança de seus produtos sanguíneos sem tratamento térmico para os pacientes – um número significativo dos quais tinha hemofilia – e a decisão foi desastrosa.
Durante este período de tempo, pensa-se que até 2.000 pacientes hemofílicos contraíram HIV através de produtos sanguíneos contaminados. Funcionários proeminentes do Ministério de Saúde do país, um médico e executivos da empresa foram mais tarde acusados de homicídio culposo (sem intenção de matar).

1. Talidomida e defeitos congênitos

1
O escândalo de distribuição da talidomida dos anos 1950 e início dos anos 1960 deixou um efeito duradouro sobre o mundo. Lançado como um medicamento sedativo no final da década de 1950, a talidomida se mostrou eficaz para amenizar os efeitos de ânsia de gravidez. A droga foi vendida a partir de 1957, mas retirada do mercado em 1962, quando se descobriu que era capaz de interferir com o desenvolvimento de fetos, causando defeitos congênitos.
Inicialmente, a talidomida foi considerada uma “droga maravilha”. Na época, o uso de medicamentos durante a gravidez não era bem regulado. Drogas não eram devidamente testadas para o possível perigo que representavam para os bebês no útero. Naquela época, os cientistas nem sequer pensavam que medicamentos tomados por uma mulher grávida podiam prejudicar o feto em crescimento. Em última análise, milhares de mulheres grávidas tomaram a talidomida durante seus cinco anos no mercado – e os efeitos foram horrendos.
Através de 46 países, mais de 10.000 crianças nasceram com defeitos como focomelia. Este distúrbio geralmente resulta em anormalidades nos braços e pernas, mas pode também ter um impacto sobre outras partes do corpo. Só no Reino Unido, cerca de 2.000 bebês nasceram com defeitos congênitos resultantes da talidomida; cerca de 1.000 morreram dentro de alguns meses, enquanto 466 dos afetados ainda estavam vivos em 2010. A empresa alemã Grünenthal Group, que criou a droga, emitiu um pedido de desculpas em 2012, mais de 50 anos depois que a droga começou a ser vendida.[TMIPHD