sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Bolsonaro faz piada com "ozônio de Itajaí" e Covid-19

 Dagmara

Por Dagmara Spautz
09/12/2020 - 17h31 - Atualizada em: 10/12/2020 - 07h50

Presidente Jair Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução, Twitter)

Viralizou nesta quarta-feira (9) um vídeo publicado em um canal de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, em que ele faz piada com a aplicação de ozônio proposta como ‘tratamento’ contra a Covid-19, em Itajaí, e fala em tom homofóbico sobre a doença.

​> SC espera plano do governo Bolsonaro para vacinação contra o coronavírus, mas cidades negociam compra de SP​

- Diz que o prefeito do ozônio foi reeleito, né? O pessoal sabe dessa história ou não? Vou falar só em partes: o prefeito falou que cura Covid com aplicação de ozônio, não pergunta onde. Tinha muita gente indo para lá tomar (dizendo) ‘estou com Covid’.

​> "Tem que deixar de ser um país de maricas", diz Bolsonaro sobre combate à Covid-19​

O presidente fez a afirmação em conversa com militantes, no fim de novembro, que foi divulgada por um canal bolsonarista nas redes sociais. Inicialmente, o trecho que viralizou foi o que fazia referência apenas à doença, em que o presidente fala com voz fina e jocosa. 

Mais tarde começou a circular o vídeo completo, em que ele cita o ‘tratamento’ de Itajaí – ação experimental que acabou suspensa depois de causar polêmica. O protocolo previa aplicação retal de ozônio.

Procurado, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), informou por meio de sua assessoria que não dá mais declarações à NSC. Posição que ele mantém desde que venceu as últimas eleições municipais, quando declinou de um convite para falar de seus planos para próximo mandato. Morastoni alega que “desde a pandemia, a postura da emissora tem sido agressiva em relação a ele e sua gestão”.

Piada na pandemia

Esta não é a primeira vez que o presidente da República faz piada com a ozonioterapia, uma das ‘medidas alternativas’, sem comprovação científica, divulgadas pela prefeitura de Itajaí no combate à Covid-19. Em agosto, num vídeo gravado no jardim do Palácio da Alvorada, em Brasília, Bolsonaro fala a um apoiador que dizia ser de Santa Catarina que estava "preocupado" com o Estado.

— Eu estou preocupado com Santa Catarina. Não é de Itajaí não, né?! — pergunta.

O tom homofóbico tampouco é novidade. Em novembro, o presidente disse que o Brasil precisa deixar de ser um “país de maricas”, em referência à preocupação dos cidadãos brasileiros com a pandemia.

A divulgação da ‘piada’ de Bolsonaro repercutiu mal no momento em que o país enfrenta alta no número de óbitos. Na terça-feira (8), foram 796 óbitos em 24 horas. O novo coronavírus já contaminou mais de 6,6 milhões de brasileiros e levou à morte 178 mil pessoas.

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27 Comments
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Jorge Reis
O Brasil inteiro fez piada com prefeito muitos estimulados por essa mídia , como sempre está contra o presidente que não deixa roubar !
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Marla Giana Fasolo Grasel
Chora gado..
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Flavio Acquesta
Marla Giana Fasolo Grasel chora vc que vai ter que aguentar baonato.porais 4 anos. Chora comedor de mortadela com pão.
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Luis Carlos de Souza
Flavio Acquesta muuuuuuuuu
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Andrey Miranda
Kkkkkkkkkkkkkkkkk bua! bua! bua.
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Fabricio Mec Vieira
um bobalhão.
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Roberto Ceniro
Ele tá rindo da cara desse bando de sem noção que votou nele
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Flavio Acquesta
Vai ter Bolsonaro em 2022, chora não!
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Luis Carlos de Souza
Flavio Acquesta muuuuuuuu
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Sergio Correa
Flavio Acquesta cara tu noa tem o que fazer nada ficar falando merda seu idiota
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Viliam Oto Boehme
Olha, esse prefeito de Itajai é bem fraco mesmo. Não sei como consegue se manter sempre em evidência. Ele a a família.
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Luis Carlos de Souza
Falando essas merdas de ozônio e cloroquina.
Que nem o bozo burrão
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Jorge Reis
Luis Carlos de Souza cara tu não entende de merda o que dirá de ozônio !
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Cynthia Machado Campos
Preconceituoso!!!
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Marcel Blasi
Ele só esta zombando com o fiel gado eleitor dele.
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Flavio Acquesta
Chora não, terá Bolsonaro em 2022! Kkkkk
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Luis Carlos de Souza
Flavio Acquesta muuuuuuuuuu
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Mônica Bins
Flavio Acquesta pode até ter em 2022, outro sucessor miliciano em 2026, mas uma hora acaba, e bolsonaro e bolsonaristas serão só uma lembrança vergonhosa e patética do que foi o Brasil esses anos.
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Flavio Ribeiro
Cade o meu comentário??????
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Flavio Ribeiro
"JORNALISTA" CADÊ MEU COMENTÁRIO???
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Flademir Andrade
Esta jornalista adora falar mal do Bolsonaro... é só pau no Bolsonaro... certamente a mando do patrão... Que saudade do tempo em que os jornalistas eram livres para dar suas opiniões, e não eram escravos dos empregadores ...
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Mônica Bins
Ela não falou mal, ela só reportou o que o saquinho de merda falou. E convenhamos, nem precisa fazer força pra falar mal de alguém que tem esse tipo de atitude com 180 mil mortos nas suas mãos
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Gabriel Cória
Essa tomou o lugar da Carolina Bahia q só fazia matérias criticando o governo ou o presidente.
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Mônica Bins
Gabriel Cória mostre a crítica na matéria. Se ela somente descreve uma atitude do presidente e você mesmo deduz que é uma crítica, é pq no fundo você sabe que a atitude dele é imbecil
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EMPRESÁRIOS FORJARAM VENDAS DE MEDICAMENTOS NO FARMÁCIA POPULAR PARA MORTOS

 POR WANDY RIBEIRO. POSTADO EM VAREJO FARMACÊUTICO -  2845

Empresários forjaram vendas de medicamentos no Farmácia Popular para mortos

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou, na segunda-feira (07/12), a condenação cível, por atos de improbidade administrativa, de três sócios-administradores da Farmácia & Drogaria Fugimoto, no município de Cruzeiro do Oeste (PR). Para determinar a sentença, a justiça considerou que, entre 2014 e 2016, a empresa simulou a venda de medicamentos do Programa Farmácia Popular, inclusive para pessoas mortas, causando um prejuízo de cerca de R$ 125 mil aos cofres públicos.

A decisão unânime, proferida em meio ao julgamento, aconteceu durante a análise de um recurso de apelação, em que os donos da Fugimoto alegavam ausência de dolo nas irregularidades constatadas na auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o portal O Documento. Nesse sentido, eles argumentaram que os atos de improbidade teriam acontecido devido a erros dos colaboradores.

Venda para pessoas falecidas

De acordo com informação publicada no Estadão, na decisão de primeira instância, a auditoria do SUS constatou falta de apresentação de notas fiscais vinculadas e prescrições médicas referentes às dispensações, além da dispensação em nome de pessoas que já morreram.

“A falta de prescrições médicas e cupons vinculados devidamente assinados, além de comprovantes em nome de pessoas falecidas e em nome de funcionário do estabelecimento, por si só, são suficientes para concluir que os réus simulavam a venda de medicamentos pelo Programa Farmácia Popular”, destacou a desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler.

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Ainda na sentença, a desembargadora afirmou que houve uma conduta de descaso com a responsabilidade pública, por parte dos administradores.

“Ainda que se desconsidere a atuação dolosa para suas condutas, os demandados incorreram, no mínimo, com culpa. Ao administrarem sociedade empresária participante de convênio com o Governo Federal (destinatária de recursos públicos federais, portanto) sem observar as regras para o regular desempenho da função pública, não é a conduta esperada do agente público, ao qual só é permitido fazer o que a lei autoriza”, pontuou a magistrada.

Condenação e histórico do caso

Com a nova decisão, continua válida a sentença de primeira instância da Justiça Federal do Paraná, que condenou os empresários a ressarcir, integralmente, a União pelo dano financeiro causado.

A ação civil pública contra a Farmácia Fugimoto foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A entidade alegava que os sócios-administradores da companhia farmacêutica inseriam nomes e CPFs de supostos beneficiários do Programa Farmácia Popular para alimentar o sistema eletrônico autorizador do SUS e, desta maneira, recebiam por medicamentos que não tinham sido comercializados.

Além do ressarcimento, os empresários deverão pagar uma multa no valor de R$ 20 mil. Eles também ficam proibidos de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais por cinco anos.

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DF É CONDENADO A INDENIZAR GESTANTE POR ERRO NA APLICAÇÃO DE MEDICAMENTO

 POR MARCELO DE VALÉCIO. POSTADO EM FARMÁCIA HOSPITALAR -  1015

DF é condenado a indenizar gestante por erro na aplicação de medicamento

A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a decisão que condenou o Distrito Federal a indenizar uma paciente por negligência na aplicação de medicamento, informou o site Jornal Jurid. A droga foi ministrada mesmo após a autora informar que era alérgica.

Com dores no ventre, a gestante, que não teve o nome divulgado, buscou atendimento no Hospital Regional de Sobradinho, no entorno de Brasília. Ao ser atendida, ela informou que possuía alergia a dipirona, o que também constava no cartão do pré-natal. Mesmo assim, segundo a paciente, a medicação foi aplicada, provocando inchaço no rosto e coceira e lesões na pele.

Além dos problemas físicos que teve, a mulher sustenta que deve ser indenizada pelos danos morais suportados, uma vez que correu o risco de perder o bebê. Decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF condenou o DF a pagar a ela a quantia de R$ 10 mil a título de danos morais.

Mas tanto o Distrito Federal quanto a paciente recorreram da decisão.  No recurso, o DF afirma que não houve falha no serviço prestado à paciente, argumentando ainda que foram prestados todos os cuidados médicos e que a reação inicial ao medicamento foi controlada. A autora, por sua vez, questionou o valor da indenização.

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Ao analisar os recursos, os desembargadores pontuaram que ficou demonstrado que a informação contida tanto no cartão pré-natal quanto a que foi repassada pela autora no atendimento foi ignorada pelo profissional de saúde. Além disso, segundo os julgadores, o Distrito Federal não demonstrou a ausência do nexo de causalidade.

“A negligência no atendimento médico provocou reações na autora que, embora sem gravidade, indubitavelmente causaram preocupações e angústias, especialmente por se tratar de gestante. Nesse descortino, considera-se devidamente comprovada a negligência do poder público no atendimento dispensado à autora e o nexo causal do dano sofrido, razão pela qual a responsabilização do ente público é escorreita”, destacaram os juízes, conforme o Jornal Jurid.

Ainda segundo os magistrados, o valor fixado a título de danos morais foi adequado. Isso porque “o fato não causou graves complicações ao quadro de saúde da autora ou de seu bebê, tampouco lesões relevantes e irreversíveis”. Sendo assim, os desembargadores negaram provimento aos recursos e mantiveram a sentença que condenou o Distrito Federal a pagar à autora R$ 10 mil por danos morais.

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BEBÊ SOFRE QUEIMADURA POR MEDICAMENTO CORROSIVO

 Bebê sofre queimadura por medicamento corrosivo

POR WANDY RIBEIRO. POSTADO EM FARMÁCIA HOSPITALAR -  1351

A administração e monitoramento de medicamentos são procedimentos que devem ser feitos sempre com muita responsabilidade, principalmente, em ambientes hospitalares, pois, muitas vezes, alguns fármacos podem provocar danos graves aos pacientes, caso não sejam utilizados da maneira adequada ou com desatenção. Um exemplo disso aconteceu com uma bebê recém-nascida, a pequena Nicolly, que com quatro dias de vida sofreu uma queimadura no pé após ser atingida pela medicação de um acesso intravenoso que vazou.

O caso aconteceu no Hospital Guarujá, litoral de São Paulo, em 20 de novembro de 2020. Segundo a mãe da criança, Ewellyn dos Santos, ela descobriu a queimadura após pegar a bebê para amamentar.

De acordo com Ewellyn, as enfermeiras de plantão também perceberam o ferimento junto com ela: “Vi uma bolha enorme no pé dela e comecei a chorar”, relatou em entrevista publicada no Portal G1.

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A mãe ainda conta que o acidente gerou muito sofrimento à criança: "Ela chora muito, o tempo todo. Se debate de dor, não pode encostar que ela puxa o pezinho. É uma tortura ver uma filha sofrer tanto", desabafa.

Acidentes podem ser evitados

Nesse sentido, vale reforçar a importância da atuação e da presença de farmacêuticos em ambientes hospitalares, pois, esses profissionais têm amplo conhecimento em farmacologia, podendo contribuir para que esses acidentes sejam evitados.

Esses profissionais podem ajudar com a orientação de pacientes internados e ambulatoriais, bem como a outros colaboradores da unidade de saúde, visando sempre à eficácia terapêutica, racionalização dos custos e uso racional dos medicamentos.

Estado da bebê

Ainda de acordo Ewellyn, no mesmo dia do ocorrido, a médica pediatra estourou a bolha que havia se formado no pé da bebê. Devido à queimadura, a recém-nascida teve que ser submetida à laserterapia, mas as sessões puderam ser realizadas em domicílio, pois, mãe e filha tiveram alta.

Posicionamento do Hospital

Segundo o G1, por telefone, um representante da unidade de saúde disse que o episódio foi um "acidente corriqueiro nesse tipo de tratamento, em relação aos recém-nascidos e aos idosos".

Nesse sentido, o hospital emitiu uma nota sobre o assunto: "Paciente EPV deu entrada para parto cesárea de urgência em nosso hospital no dia 17/11/20", relata a entidade. O informativo continua: "Ao nascer, a criança apresentou infecção grave transmitida pela progenitora, tendo sido necessária admissão do RN na unidade de terapia intensiva (UTI) neo natal para competente tratamento".

E finaliza: “Ao longo do período de internação, e após agitação do RN, ocorreu a perda do acesso venoso, tendo sido extravasados o soro e medicamentos no tecido adjacente, provocando lesão dos mesmos".

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FAKE NEWS DIZ QUE GLAXO TERIA ‘LABORATÓRIO BIOLÓGICO’ NA CHINA

 Fake news diz que Glaxo teria ‘laboratório biológico’ na China

POR MARCELO DE VALÉCIO. POSTADO EM INDÚSTRIA FARMACÊUTICA -  17

É falsa mensagem compartilhada no Facebook e no WhatsApp que afirma haver ligações entre um ‘laboratório biológico chinês’ em Wuhan, na China, onde teria começado a pandemia, com as farmacêuticas Glaxo e Pfizer e os empresários George Soros e Bill Gates, revelou o Estadão.

O texto sugere uma conspiração entre esses diferentes atores para criação da Covid-19, mas não há evidências das relações citadas entre as empresas ou investidores. Além disso, estudos apontam que o novo coronavírus (SARS-Cov-2) surgiu a partir da natureza, e não de modo artificial.

Na mensagem há referência ao Instituto de Virologia de Wuhan (WIV), localizado na cidade que foi o primeiro epicentro da pandemia do novo coronavírus. O site do órgão aponta que o instituto pertence à Chinese Academy of Sciences (CAS).

A academia, por sua vez, é financiada majoritariamente por fundos estatais do governo chinês e verbas de transferência de tecnologia, conforme explica um representante do órgão em artigo na revista Nature. Ou seja, não há qualquer relação com Glaxo, Pfizer, Bill Gates ou George Soros, constatou o Estadão Verifica (plataforma de checagem de boatos do jornal).

Segundo a apuração, o WIV inaugurou, em janeiro de 2015, o laboratório de biossegurança P4 de Wuhan. Certificado por autoridades do país em janeiro de 2017, o complexo foi construído com o intuito de abrigar investigações científicas sobre a prevenção e controle de doenças infecciosas na China. O comunicado no site do órgão não faz menções à empresa farmacêutica britânica Glaxo.

Já a Glaxo assegurou ao site de verificação de fatos espanhol Maldita.es que não é proprietária do Instituto de Virologia de Wuhan. O laboratório é alvo constante de desinformação sobre a origem do novo coronavírus.

Outro trecho da mensagem falsa diz que a Glaxo seria proprietária da Pfizer, o que não é verdade. Como aponta a checagem do Maldita.es, a GSK (grupo da Glaxo) não está registrada entre as principais acionistas da Pfizer ou vice-versa. Em nota, a Glaxo negou qualquer relação de propriedade com o laboratório dos Estados Unidos.

A Pfizer, desenvolvedora da vacina contra a Covid-19 em parceria com a startup alemã Biontech, que começou a ser distribuída nesta semana no Reino Unido, tem como único vínculo com a Glaxo, além da concorrência de mercado entre as duas organizações, uma joint-venture formada em 2018 com a proposta de criar uma empresa separada chamada GSK Consumer Healthcare.

A fake news insinua ainda associações entre a Pfizer, a Open Society Foundations, do megainvestidor George Soros, e uma série de outras empresas internacionais, como a gestora de ativos BlackRock e a seguradora francesa AXA.

De fato, a BlackRock é a segunda maior acionista da Pfizer, com 7,46% das ações do laboratório norte-americano, de acordo com informações do Yahoo Finanças. Uma verificação da AFP aponta que George Soros é um dos investidores da companhia. A empresa de investimentos do bilionário húngaro comprou ações da BlackRock em 2018, conforme artigo da Reuters.

Porém, não está claro se a BlackRock de fato administra os ativos da Open Society Foundation. Também não há evidências de nenhuma transação monetária entre a organização fundada por Soros e a AXA, como destaca a AFP.

A AXA adquiriu em 2006 o grupo suíço de seguros Winterthur (citado na mensagem falsa como sendo da Alemanha), informa uma reportagem do El País. De acordo com o site da Academia Chinesa de Ciências, porém, o projeto do laboratório nacional de biossegurança de Wuhan não tem nenhuma relação com essas duas empresas. Na verdade, a unidade foi construída em parceria com o governo francês.

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Outro alvo constante de teorias conspiratórias e de boatos, Bill Gates é apontado no texto como acionista da Pfizer e o “primeiro patrocinador da Organização Mundial da Saúde”, como se isso fosse um erro. De acordo com a OMS, a instituição filantrópica Bill & Melinda Gates é responsável por 11,65% do fluxo financeiro da entidade, atrás apenas do governo da Alemanha, com 12,18%.

A fundação filantrópica de Gates investiu em estudos clínicos da Pfizer contra a infecções de bactérias streptococcus, que podem desencadear doenças graves em recém-nascidos. O cofundador da Microsoft também apoiou um programa para ampliar o acesso do anticoncepcional injetável Sayana em países em desenvolvimento.

Apesar do apoio financeiro a alguns projetos em parceria com Pfizer, nem a Fundação Bill & Melinda Gates nem o nome do empresário aparecem entre os principais acionistas do laboratório norte-americano. A organização filantrópica também apóia uma série de outras empresas no desenvolvimento de potenciais vacinas contra o novo coronavírus. Todas essas informações estão disponíveis para consulta no site da fundação.

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CORONAVÍRUS MATA “VELHO INÚTIL”, DISSE FARMACÊUTICO QUE AGORA ESTÁ NA UTI COM COVID-19

 POR WANDY RIBEIRO. POSTADO EM FARMÁCIA HOSPITALAR -  20139

Coronavírus mata “velho inútil”, disse farmacêutico que agora está na UTI com Covid-19

O farmacêutico, Elsimar Coutinho, (foto), que também é formado em medicina, está internado em estado que inspira cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Aliança, em Salvador, Bahia, em decorrência da infecção causada pelo coronavírus (Covid-19). Em maio desse ano, uma declaração feita pelo profissional ganhou repercussão, pois, ele afirmou que o novo vírus matava mais quem era "velho inútil". 

"Vamos atenuar um pouco o tamanho do prejuízo, eu estive observando os números [de mortalidade] e veja o seguinte: o vírus só mata, aproximadamente, 7% das pessoas que ele atinge, então, se você descontar dessa porcentagem os indivíduos que morreriam de outras coisas, caso o vírus não matasse, é menos ainda, uns 3%", disse ele, em entrevista à rádio Metrópole.

Coutinho continua sua explicação: “Esse vírus tem uma vantagem enorme, pois, as crianças não são maltratadas por ele, provavelmente, porque elas não têm outros efeitos biológicos que agravem a situação. Então, veja que nestes números o máximo de mortalidade que você vai encontrar é de 7%, não é nada para a população que hoje habita o mundo, não podemos mais guerrear como antigamente, porque todos têm medo da bomba atômica, que acaba com tudo no começo. Então, eu faço esse desconto, como médico [e farmacêutico] para ver o tamanho do prejuízo, ele [o vírus] leva quem já está mais perto de ir embora [morrer]”, afirmou.

Ele continua: “É como quem diz, você já não trabalha mais, você não traz renda nenhuma para os outros, não transa mais, você já está aposentado de tudo e só cria problemas, todo mundo trabalha para te sustentar, você é um velho inútil, então, o vírus vem e mata", explicou ele, que tem 90 anos.

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Atualmente, Coutinho é referência em reprodução humana. Ele se formou, primeiramente, em Farmácia, em 1951, e logo após cursou Medicina na Universidade da Bahia. O profissional ainda tem pós-graduação em endocrinologia na Universidade de Sorbonne, em Paris, França, e no Instituto Rockfeller, em Nova York, nos Estados Unidos.

Estado de saúde

Segundo o G1, o farmacêutico está internado na UTI e foi submetido à ventilação artificial com sedação. Ao portal, a equipe executiva do profissional revelou que ele foi conduzido ao hospital após apresentar dificuldades em respirar. Na unidade de saúde, ele teria realizado o teste que deu positivo para Covid-19. Já o boletim do Hospital Aliança destacou que Coutinho está internado com Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Em decorrência de seu estado de saúde, que inspira cuidados, ele precisou ser submetido à ventilação mecânica para proteger os pulmões. Na segunda-feira (20/07), o farmacêutico teria conversado com seus familiares e com sua equipe por meio de vídeo chamada. 

Contudo, o Hospital Aliança disse que não pode passar mais detalhes sobre a situação de saúde de Coutinho. A entidade explicou que "só está autorizada a realizar confirmação sobre a internação de pacientes, mediante pedido do paciente ou de sua família", de acordo com o G1.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Nutricionista morre depois de passar por procedimento estético em São Gonçalo

 Patricia Rodrigues dos Santos tinha 34 anos

Patricia Rodrigues dos Santos tinha 34 anos Foto: Reprodução
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Uma mulher de 34 anos morreu em São Gonçalo, na última quarta-feira, depois de realizar um procedimento estético. De acordo com o G1, Patricia Rodrigues dos Santos, teria procurado uma clínica, no Alcântara, para a preencher os glúteos e teve complicações. O corpo da nutricionista foi sepultado nesta quinta-feira, no Cemitério do Maruí, em Niterói.

Patricia procurou um massoterapeuta para aplicar silicone industrial nos glúteos. O procedimento foi realizado no fim da tarde de terça-feira, e a mulher já teria deixado a clínica reclamando de enjoo. Horas depois, ela voi levada para o Pronto-Socorro de São Gonçalo, onde morreu na manhã de quarta-feira.

Segundo a Polícia Civil, Patrícia levou o material do preenchimento até a clínica. Ela teria pago R$ 2.151,80 pela intervenção.

Patricia Rodrigues dos Santos teria aplicado silicone industrial nos glúteos
Patricia Rodrigues dos Santos teria aplicado silicone industrial nos glúteos Foto: Reprodução

— Há uma suspeita de morte por microembolia, que é compatível com o uso deste produto. A gente aguarda um exame complementar para confirmar essa linha — disse o delegado Allan Duarte à TV Globo.

Em nota, a Policia Civil informou que "as investigações estão em andamento na 72ª DP (São Gonçalo) para apurar os fatos. O responsável pelo procedimento cirúrgico prestou depoimento na unidade policial. A polícia agora aguarda o resultado do exame complementar. O massoterapeuta responsável pela clínica vai responder pelo crime de exercício ilegal da medicina e pode responder por homicídio doloso".

Nutricionista morre depois de passar por procedimento estético em São Gonçalo