segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Áudio revela queixa de mulher que morreu após lipo: 'Vomitei 20 vezes'

Registro foi enviado à mãe, que prestou depoimento à polícia sobre o caso.

Michelle Pires, 30, morreu menos de 36h após fazer cirurgias, em Goiânia.

Do G1 GO

00:00/02:19









A mãe da empresária Michelle de Souza Pires, de 30 anos, que morreu após passar por cirurgias plásticas de abdominoplastia e lipoaspiração, prestou depoimento à Polícia Civil na terça-feira (3), em Goiânia. No 13º Distrito Policial, Cleide de Souza acusou os médicos responsáveis pelo procedimento de negligência e entregou áudios que recebeu da filha reclamando de dores após as operações (ouça acima).
Em um dos registros, Michelle afirma que está dolorida e passando muito mal. "O ruim é que eu não posso nem me mexer na cama e vomitei umas 20 vezes", diz. A empresária também reclamou de dores localizadas. "Estou só com uma dor do braço do lado direito e umas dorzinhas nos dois pés. Mas nos pés eu não sei por que não. A do braço deve ser porque a medicação foi tudo no braço", completa.
Cleide também fez vídeos que mostram a filha deitada em uma cama com vários hematomas nos braços. Michelle morreu no último dia 27 de novembro cerca de 36 horas após ser operada. Ela morava em Morrinhos, no sul do estado, e veio à capital para fazer o procedimento no Hospital Buriti, no Parque Amazônia.
A mãe da vítima acredita que a morte poderia ter sido evitada se o cirurgião plástico Pablo Rassi, que realizou as cirurgias, tivesse dado suporte à paciente. “Acho que houve negligência na parte de ele estar em contato com ela. Porque nós tentamos ligar para ele por várias vezes, mas ele não atendeu ao telefone”, lamenta.
De acordo com a certidão de óbito, a mulher foi vítima de um tromboembolismo pulmonar, que é um problema causado por um coágulo que se forma nas veias e entope a artéria do pulmão.
Michelle de Souza Pires, de 30 anos, morre após fazer cirurgia plástica em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)Michelle morreu após fazer cirurgia plástica em Goiânia (Foto: Reprodução/Facebook)
Investigação
De acordo com o delegado Manoel Borges, responsável pelo caso, o depoimento da mãe de Michelle trouxe elementos novos para a investigação. Ele afirmou que as condições clínicas da paciente antes dos processos cirúrgicos serão analisadas por médicos peritos.
"São informações que vão subsidiar nosso trabalho. Por exemplo, nós não sabíamos que ela tinha um quadro anêmico. Isso reflete na investigação. A mãe nos trouxe ainda que foi feito um enxerto de gordura nas nádegas e isso será analisado", explicou.
O socorrista que atendeu Michelle e a ex-cunhada dela, que é enfermeira e a acompanhou antes e depois das cirurgias, também serão ouvidos pela polícia.
A TV Anhanguera tentou falar com o advogado do médico, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
No entanto, durante depoimento no dia 22 de dezembro, o médico afirmou que não houve qualquer tipo de problema na operação. Na ocasião, o advogado de Rassi, José Antônio Domingues disse que o caso se trata de uma “fatalidade”.
Áudio revela queixa de mulher que morreu após lipo: 'Vomitei 20 vezes' em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Mãe também mostrou imagem da filha com hematomas após cirurgia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

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COMENTÁRIOS
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POPULARES
  • Amanda
    HÁ 3 ANOS
    O engraçado, é que essas notícias sobre mortes após lipoaspirações, são sempre em Goiânia, é mulher que morre após o cabeleireiro usar formol no cabelo também, são várias coisas, ô terrinha em que só têm desgraça. Parece que lá só têm roça, porque todos cantores sertanejos vêm de lá. Já sobre a moça, é isso que dá, não pesquisar sobre o local da cirurgia, eles vão pelo mais barato, o que no caso, saiu caro.
    • Samuel
      HÁ 3 ANOS
      AMANDA QUANDO VI A MATERIA NA CAPA DO G1.. CLIQUEI JA IMAGINANDO QUE LOGICAMENTE SERIA NO GOIAS.. ONDE TODAS SAO PU*** POR HOBBY...
      • Rick Ipanema
        HÁ 3 ANOS
        Amanda a gente tem que pegar da vida o que presta e descarta o que não presta, o seu só tem uma coisa que presta é justamente sobre fazer procedimentos cirurgicos sem antes pesquisar muito bem e ir pelo barato, o resto, isto pode acontecer em qualquer lugar, se esta acontecendo em Goiania, que as autoridades de la façam uma maior fiscalização
      • Roberto Tavares
        HÁ 3 ANOS
        Fazer um regime ninguém quer né.
        • André Souza
          HÁ 3 ANOS
          ;)
          • Cpi Troll
            HÁ 3 ANOS
            a verdade dói ... kkkkk
          • Mariana Souza
            HÁ 3 ANOS
            Fiz abdominoplastia uns anos atrás com um ótimo profissional, não senti nenhuma dor pós operatório, nem cicatriz ficou quase. Mas antes de fazer pesquisei muito sobre os profissionais da área. Não q isso seja a unica garantia do sucesso, mas ajuda! Muito triste ver ela com dores e depois ter morrido!
            • Fabio Boscardin
              HÁ 3 ANOS
              Quer mudar o que Deus construiu com tanto amor, temos momentos que deveríamos se preocupar com outras coisas de extrema importância para nossas vidas e deixar de lado coisas insignificantes.......
              • Mariana Souza
                HÁ 3 ANOS
                Não é essa a questão, Fabio. Querer estar bem consigo mesmo não quer dizer q a pessoa não de valor a vida, a saúde, a familia. Dá pra unir as 2 coisas

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              Sem os cubanos, o governo não consegue manter médicos nas regiões mais vulneráveis no país

              Publicado 16/02/2020 - 15h56


              São Paulo – Depois de dizer que “daria uma canetada para enviar 14 mil médicos cubanos de volta ao seu país para atender “petistas que seriam presos em Guantánamo“, famosa prisão dos Estados Unidos em Cuba, Jair Bolsonaro (sem partido) teve de voltar atrás.
              De acordo com o jornal El País Brasil, o Ministério da Saúde prepara um edital para este mês de fevereiro, para readmissão de 1.800 médicos cubanos que vieram ao Brasil por meio do programa Mais Médicos, criado no governo de Dilma Rousseff (PT). O contrato prevê permanência de dois anos e não exige a revalidação do diploma.
              O governo espera preencher pelo menos as 757 vagas das localidades mais vulneráveis do país, de difícil fixação de médicos, deixando a população carente também de assistência à saúde.
              Por meio de sua conta no Twitter, a presidenta do Partido dos Trabalhadores, deputada federal pelo Paraná Gleisi Hoffmann, comentou a mudança de postura do governo.




              População protesta contra falta de médicos e equipamentos em hospital de São Paulo

              Usuários do Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, realizaram ato denunciando problemas na infraestrutura e falta de profissionais
              Por Redação RBA

              Publicado 24/10/2019 - 09h58


              "Nós não iremos aceitar isso. Tem dinheiro para as organizações sociais, mas não tem dinheiro para o povo. Nós estamos aqui exigindo saúde já", contesta manifestante em ato em frente ao Hospital do Campo Limpo


              São Paulo – O Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da cidade de São Paulo, tem um déficit hoje de pelo menos 500 profissionais em seu quadro de funcionários, sendo 100 deles médicos. Segundo os usuários, a infraestrutura também deixa a desejar, com falta de itens básicos como fita de medição de glicemia e problemas com elevadores. O colapso da unidade hospitalar foi denunciada nesta quarta-feira (23) pela população que depende do equipamento público. Em ato em frente ao Hospital, usuários reivindicaram melhorias na estrutura.
              “Nós não iremos aceitar isso. Tem dinheiro para as organizações sociais, mas não tem dinheiro para o povo. Nós estamos aqui exigindo saúde já”, protestava um manifestante. Há dois anos, a paciente Maria de Lourdes faz tratamento de artrite e artrose na unidade que, de acordo com ela, vive lotada. Principal referência para casos de trauma, Maria de Lourdes explica que a maioria dos acidentes na região são encaminhados ao hospital, o que agrava a defasagem no quadro de profissionais. “Nós temos funcionários que têm que tomar conta de 12, mas que tomam conta de 30 (pacientes)”, explica.
              Ao repórter André Gianocari, do Seu Jornal, da TVT, conselheiros gestores apontaram que o hospital tem atuado com apenas 40% do quadro de funcionários e com a falta de materiais como insumos básicos a equipamentos ortopédicos e de tomografia. Ainda de acordo com os conselheiros, a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) chegou a ir à unidade nesta semana e disse que enviaria dois tomógrafos, mas a população cobra a documentação da promessa.
              “O que nós estamos precisando aqui no Hospital do Campo Limpo é a contratação de urgência de concursos públicos, que já foram realizados”, contesta o integrante do Movimento Popular de Saúde do M’Boi Mirim Anderson Lopes. “Mas o prefeito não chama, ele só quer vender o espaço público, privatizar”, diz, em referência ao projeto de Covas que trata da venda de 41 terrenos municipais.

              Assista à reportagem


              https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2019/10/populacao-protesta-contra-falta-de-medicos-e-equipamentos-em-hospital-de-sao-paulo/



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