Homem morre após deixar hospital em Machado (MG)
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Família processa hospital depois de homem morrer logo após a alta médica
Lauro Rodrigues deu entrada no Hospital Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul, com fortes dores no peito. Ele foi medicado e liberado. Lauro morreu na porta do hospital em decorrência de um infarto. Para assistir ao conteúdo na íntegra acesse PlayPlus.com.
Polícia investiga morte de homem após receber alta de hospital em Machado, MG
Segundo a família, Fábio Benedito Batista da Silva morreu na porta de casa após ser deixado por ambulância.
Por G1 Sul de Minas — Machado, MG
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte de um homem que morreu após receber alta e ser deixado em casa por uma ambulância da Santa Casa de Machado (MG). De acordo com a família, Fábio Benedito Batista da Silva, de 31 anos, morreu antes mesmo de entrar na residência, na tarde deste sábado (18).
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a família de Fábio contou que ele era dependente alcoólico e estava internado desde a última terça-feira (14), mas recebeu alta e foi conduzido para casa. Quando chegou, deixou o veículo e ficou sentado na calçada, onde foi encontrado já inconsciente momentos depois pelos familiares.
Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada, mas os médicos relataram que quando chegaram ao local encontraram o paciente já sem sinais vitais. A perícia foi acionada e o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de uma necropsia.
Em nota, a Santa Casa de Machado afirmou que Fábio “era etilista crônico e estava internado com desidratação, desnutrição, bastante ictérico, com anemia, alterações hepáticas e renal”. Ainda segundo o hospital, a vítima ficou internada por cinco dias e apresentou melhora do quadro clinico, sendo “liberado para tratamento domiciliar e ambulatorial”
A Santa Casa afirmou ainda que a ambulância é gerenciada pelo hospital, mas todo o custo de combustível e funcionário é administrado pela Secretaria de Saúde através de convênio com hospital.
A Secretaria de Saúde de Machado (MG) informou em nota que a ambulância que levou Fábio até a casa é da prefeitura, mas que a Santa Casa é quem gerencia o seu uso. A nota afirma ainda que o rapaz foi levado de ambulância até o sítio onde morava, na zona rural da cidade, mas como a porteira estava fechada, foi trazido de volta para a cidade.
No trajeto, ele passou mal e chegou a desmaiar. Ele foi levado novamente para a Santa Casa, onde, segundo a nota, não foi recebido pela equipe de enfermagem, que solicitou que o motorista levasse o paciente para a casa. O pai do rapaz pediu, então, que Fábio fosse levado para a casa dele, no bairro Jardim das Oliveiras.
A Secretaria Municipal de Saúde informou, por fim, que um processo administrativo disciplinar será aberto e que as medidas cabíveis serão tomadas.
Criança de 4 anos que aguardava por exames morre na Santa Casa
A menina Maria Clara dos Santos Silva de Almeida, 4, morreu na madrugada desta sexta-feira (24) após aguardar para fazer exames na Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá.
| Otmar de Oliveira |
Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018, 10h32
De acordo com a direção da unidade, que confirmou a morte da criança, a menina deu entrada na quarta-feira (22). O médico que deveria fazer o procedimento estava em viagem.
A paciente tratava de complicações nos rins e precisava de hemodiálise. Diagnóstico afirma que ela não tinha um dos órgãos e o outro não funcionava bem. Detalhes do caso ainda não foram repassadas pelo hospital.
Ao Gazeta Digital, o médico e diretor da unidade, Antônio Preza, afirmou que participa de uma reunião nesta manhã para ser informado sobre o caso e quais procedimentos devem ser tomados.
Greve
A paralisação dos servidores da Santa Casa da Misericórdia de Cuiabá, por falta de pagamentos dos salários, completa 25 dias nesta sexta-feira, sem qualquer previsão de ser encerrada.
Enquanto isso, atendimentos a novos pacientes continuam suspensos. No local, apenas os serviços de urgência e emergência estão sendo realizados desde o dia 30 de julho.
A assessoria do hospital informou que o governo do Estado pediu a listagem completa da folha de pagamento dos funcionários da Santa Casa, para cumprir os débitos em atraso.
Somente os enfermeiros estão sem salário há cerca de dois meses, enquanto médicos estão sem receber há 4 meses.
A Santa Casa afirma ter débitos e trabalhar com déficit de R$ 700 mil. Existem repasses por parte da Prefeitura de Cuiabá e do Estado atrasados. Porém, os gestores negam ter dívidas com o hospital.
Menino de 5 anos morre após ser liberado de unidades de saúde de Nova Iguaçu sem exames; família relata negligência
Diogo Vinicio morreu no dia 2 de novembro em decorrência de uma pneumonia. Pais da criança também estão com dificuldades para registrar o caso em delegacia.
Por Patricia Teixeira, G1 Rio
00:00/02:40

Menino de 5 anos morre após ser liberado de unidades de saúde de Nova Iguaçu sem exames
A luta para tentar salvar a vida da criança começou no dia 15 de outubro, na UPA de Cabuçu em Nova Iguaçu, após o menino ter dado entrada no local com forte febre e crise de convulsão.
Com a alegação de que a máquina de raio-x estava quebrada e que o pulmão da criança estava limpo, Diogo foi apenas medicado e, em seguida, liberado. No dia 26, o menino voltou a ter febre alta, convulsões e foi para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), onde a família recebeu a informação de que o menino estava sem nenhum quadro grave. Mais uma vez, ele foi liberado sem fazer raio-x.
Um dia depois, vendo que o filho tinha piorado muito, a mãe da criança, Deiviane Alves, e o pai, Diogo de Oliveira, voltaram para a UPA de Cabuçu, onde, novamente, ouviram que o pulmão dele estava "totalmente limpo"
No dia 2 de novembro, a criança morreu no Hospital Carlos Chagas, em decorrência de choque séptico, convulsão e pneumonia. A família acusa a UPA de Cabuçu e o Hospital da Posse de negligência.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/i/A/z9HiyUQvKgMNpuYLOWRw/img-0111.jpg)
Pais de Diogo Vinicio mostram as fotos do filho, reveladas após a morte da criança — Foto: Patricia Teixeira/G1
"A médica da Posse disse para mim: 'Pai, não precisa fazer raio-x. Só fazemos quando percebemos que é algo grave'. Mesmo eu explicando que ele estava com febre alta há dias, catarro e com o pulmão roncando muito, ela não quis fazer. Meu filho morreu dias depois", contou o pai da criança.
Apenas no Hospital 21 de Julho, em Queimados, no dia 31 de outubro, que Diogo fez o raio-x, mas seu quadro já era muito grave e o local não tinha condições para tratar o menino.
Os pais do menino alegam que o Hospital da Posse disse que não tinha vaga para receber a criança de volta e, somente após uma ordem judicial, o menino foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, onde morreu.
Pedido de ajuda nas redes sociais
Diante de tanto descaso, Deiviane chegou a fazer um vídeo ao vivo no Facebook, desesperada, pedindo ajuda para que conseguissem uma ambulância para a transferência da criança. A mãe também fez imagens que mostram um médico na UPA de Cabuçu dizendo que o pulmão do filho estava "totalmente limpo".
O G1 esteve na UPA de Cabuçu e comprovou que a máquina de raio-x está quebrada. Um funcionário da unidade explicou que a máquina está há cinco meses sem funcionar.
"O médico que recebeu meu filho no Carlos Chagas disse que se ele demorrase mais 5 minutos, morreria dentro da ambulância. Levei meu filho numa ambulância que não tinha balão de oxigênio, não tinha espaço e sem recurso algum. Meu filho ficou convulsionando 11 horas direto, em estado gravíssimo", acrescenta Diogo Oliveira.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/i/A/z9HiyUQvKgMNpuYLOWRw/img-0111.jpg)
Diogo Vinicio em momentos com a família — Foto: Patricia Teixeira/G1
Os sonhos do pequeno Diogo ficaram para trás. "Meu filho era uma criança levada, gostava de brincar, falava com todo mundo, muito simpática", lamenta Deiviane, emocionada.
"Ele era uma criança pura, indefesa. Só precisava de ajuda e não quiseram ajudar a gente. Nossa família está destruída", acrescenta o pai.
Dificuldade para registrar o caso
Deiviane pediu os prontuários do filho e nenhuma das unidades de saúde forneceu. Ela também afirma que tentou registrar a ocorrência duas vezes na 52ª DP (Nova Iguaçu). Na primeira vez, ela foi informada que os agentes estavam muito ocupados e que o caso dela não era tão grave. Na segunda, policiais pediram que ela fizesse o registro da 53ª DP (Mesquita). Como se não bastasse a dor de perder um filho, a família ainda tem encontrado dificuldades para registrar o caso. O G1 entrou em contato com a Polícia Civil e não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Procurada pelo G1, a Secretaria Estadual de Saúde informou que lamenta a morte do paciente. Veja abaixo a nota na íntegra.
A Secretaria de Estado de Saúde informa que lamenta a morte do paciente Diogo Vinicio Alves Pinto. A SES ressalta que a direção da Unidade de Pronto Atendimento informou que o paciente deu entrada na unidade no dia 27/10, foi acolhido e avaliado pela equipe médica. A criança passou por exames laboratoriais que não apresentaram sinais de quadro infeccioso. O paciente foi liberado com orientação
Após cinco dias (01/11) o paciente deu entrada no Hospital Estadual Carlos Chagas com quadro de insuficiência respiratória. Foi avaliado pela equipe médica, internado em unidade de terapia intensiva, acompanhado e medicado. No dia seguinte a criança evoluiu para óbito.
Quanto à solicitação de cópia do prontuário, o responsável legal deve se dirigir ao setor de documentação médica da unidade e protocolar a solicitação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/d/k/CFhN2SRF6W0jNCOJHJYg/upa.jpg)
G1 comprovou que máquina de raio-x da UPA de Cabuçu está há 5 meses quebrada — Foto: Patricia Teixeira/G1
Já o Hospital da Posse informou que a direção abriu uma sindicância para investigar os fatos.
A direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu informa que, assim que tomou ciência do caso, abriu uma sindicância para investigar os fatos alegados. E, nesta segunda-feira (27/11), o Conselho de Ética Médica será notificado. Desde já, a direção se coloca à disposição da família para prestar esclarecimentos.
Assinar:
Postagens (Atom)
