sexta-feira, 4 de maio de 2018

Falsa médica consegue habeas corpus e vai responder em liberdade

Kelly Queiroz, de 41 anos, foi presa em Ibirá (SP) por falsa identidade e exercício ilegal da profissão.


Por G1 Rio Preto e Araçatuba
 
Falsa médica consegue habeas corpus e vai responder em liberdade
O advogado da falsa médica que está presa desde terça-feira (24) conseguiu um habeas corpus nesta sexta-feira (27)e vai responder em liberdade por falsa identidade e exercício ilegal da profissão. Com o documento, ela pode deixar a prisão a qualquer momento. A mulher de 41 anos foi presa em Ibirá (SP) quando atendia com documento e nome de outra profissional.


Segundo informações da Polícia Civil, o advogado de defesa de Kelly Regiane Queiroz alegou que a cliente tem residência fixa e que os crimes praticados não foram violentos, por isso ela estaria apta a responder em liberdade.


Em nota, a Santa Casa de Ibirá, onde a mulher trabalhou por três meses, e atendeu centenas de pessoas, disse que foi induzida ao erro pela criminosa, que apresentou os documentos necessários para contratação.



As investigações avançaram e a polícia descobriu que a suspeita também atendia pacientes em Ibirá - onde foi flagrada - em Paulo de Faria (SP), Poloni (SP), Pindorama (SP), Orindiuva (SP) e, em São José do Rio Preto (SP), em uma clínica particular

Ainda de acordo com a polícia, Kelly Queiroz também atendia pacientes a domicílio como nutróloga e até a supervisionava estágios de estudantes de medicina de uma faculdade de Rio Preto
Falsa médica pesquisou no Google diagnóstico para nariz quebrado, diz paciente

Pacientes que foram atendidos pela falsa médica começaram a procurar a polícia para relatar como a estelionatária agia



Em um dos casos, de um paciente em Tabapuã (SP), a vítima disse que a suspeita chegou a pesquisar na internet o diagnóstico sobre o que fazer em caso de nariz quebrado pelo celular


“Eu cheguei para a consulta e ela pegou o celular. Expliquei que levei uma pancada no nariz e ela começou a pesquisar no Google. Disse para eu ficar de repouso por uma hora no hospital. Se eu tivesse ânsia de vômito seria mais sério”, afirma o operador de lojas Luan Henrique dos Santos.

Raio X mostra paciente com nariz quebrado (Foto: Reprodução/TV TEM)

Investigação


O delegado que investiga o caso, Roberval Costa Macedo, disse que emitiu um aviso para outras delegacias e que vai solicitar que outras vítimas sejam ouvidas sobre o caso.

“O caso deixou de ser pontual e tomou dimensão maior, até mais do que imaginávamos. Foi emitida mensagem para todas as delegacias, com foto da falsa médica, para casos semelhantes”, afirma o delegado


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disse também que abriu sindicância para investigar como a falsa médica conseguiu atender tantos pacientes na região noroeste paulista

Entenda o caso


A mulher, que atendia usando o nome de uma dermatologista da capital paulista, tinha por coincidência o mesmo nome da vítima: Kelly Queiroz. Ela havia memorizado os dados pessoais da verdadeira médica.


Kelly usava o nome de uma médica da capital, que teve documentos, o jaleco e o carimbo roubados em São Paulo no ano passado. A mulher foi presa por exercício irregular da medicina, identidade falsa e comprar de documentos roubados.
Carimbo e jaleco da verdadeira médica foram roubados em São Paulo (Foto: Reprodução/TV TEM)
Carimbo e jaleco da verdadeira médica foram roubados em São Paulo (Foto: Reprodução/TV TEM

“Em fevereiro de 2016, quando sofri um assalto em São Paulo, cidade onde moro, fui roubada no farol. Ele [o criminoso] quebrou a janela do meu carro, levou minha bolsa com todos meus pertences profissionais e agora uma pessoa estava se passando por mim e fazendo consultas como clínica normalmente”, lembra a verdadeira médica Kelly Queiroz Cardoso


Além dos transtornos por causa da falsificação do registro profissional, a verdadeira médica diz que teve um prejuízo de quase R$ 100 mil, porque a estelionatária teria aberto até conta no banco, com os documentos dela

A mulher foi presa na cadeia de Santa Adélia, mas foi transferida para o presídio de Pirajuí (SP)


Kelly Queiroz Cardoso teve pertences profissionais roubados que era utilizados por falsa profissional em Ibirá (Foto: Reprodução/TV TEM)

Kelly Queiroz Cardoso teve pertences profissionais roubados que era utilizados por falsa profissional em Ibirá (Foto: Reprodução/TV TEM



Enfermeira acusada de tentar matar bebês queria destruir carreira de outra profissional, acredita polícia



Enfermeira Simone dos Anjos Santos foi presa nesta quinta-feira - Marcelo Regua / Agência O Glob



RIO — Uma das linhas de investigação para descortinar a motivação da tentativa de homicídio contra bebês numa UTI Neonatal da Zona Oeste é se a enfermeira Simone Anjos dos Santos queria destruir a carreira de uma profissional ou a vida de alguém próximo. A hipótese surgiu, de acordo com a delegada que apura o caso, depois que, em depoimento, a enfermeira disse que a autoria do crime era de outra enfermeira. Na delegacia, ela disse ainda que a suposta colega de trabalho também teria sido demitida após a conclusão da sindicância interna realizada pelo hospital.


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— Mesmo olhando as imagens, ela negou e pôs a culpa em outra pessoa que ainda nem sabemos se existe, pois quem ela menciona não aparece nas imagens que flagram a ação. Vamos apurar se há outras pessoas envolvidas nesse crime e qual a motivação para essa conduta tão nefasta — afirmou a delegada Juliana Emerique.



Ainda de acordo com a delegada, uma possível relação entre a enfermeira e parentes das vítimas também será investigada. Nos próximos dias, os pais dos bebês devem ser ouvidos. As crianças serão encaminhadas para exame de corpo de delito.


— Por mais que o hospital informe que nao houve sequelas nas crianças, precisamos do nosso corpo técnico para uma investigação isenta — diz Juliana.

Durante as investigações, a delegada descobriu que Simone fazia trabalhos voluntarios e há indícios de que o Hemorio seria uma das unidades em que ela frequentava. Por causa disso, a polícia vai solicitar a prefeitura e o estado os protocolos de voluntariado nas unidades de saúde.


Os investigadores também vão apurar as atividades profissionais desempenhadas por ela em hospitais que a enfermeira trabalhou nos últimos dois anos para saber se há outras vítimas

CONSELHO VAI INVESTIGAR CASO


As investigações começaram depois que o Hospital Real D'Or, em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio percebeu que quatro cateteres foram rompidos entre 14 e 31 de janeiro. Uma sindicância interna foi instaurada, e Simone foi apontada, por depoimentos e pelas imagens das câmeras de seguranca, 
foi apontada, por depoimentos e pelas imagens das câmeras de seguranca, 

como a autora. Ela foi demitida por justa causa. O hospital também notificou a Polícia Civil, que abriu o inquérito.


A assessoria de comunicação da Rede D'Or afirmou, em nota, "que não houve qualquer dano ou consequência aos pacientes em decorrência do reportado. O hospital possui e segue continuamente rígidos protocolos de segurança, tendo imediatamente e de modo preventivo afastado a profissional em questão e em seguida comunicado a situação alegada às autoridades policiais competentes para a devida averiguação e providências. 


Por meio de nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) informou que irá enviar uma equipe ao Hospital Real D'Or para coletar provas. O Coren-RJ ainda afirmou que abrirá um "procedimento de admissibilidade, seguido de processo ético".


Vamos apurar se há outras pessoas envolvidas nesse crime e qual a motivação para essa conduta tão nefasta’
- DELEGADA JULIANA EMERIQUEresponsável pela investigação

Enfermeira acusada de tentar matar bebês queria destruir carreira de outra profissional, acredita polícia - Jornal O Globo

terça-feira, 1 de maio de 2018

Família não vê maldade em médico que engessou idoso com roupa

Paciente teve braço engessado por cima da roupa enquanto precisava passar por cirurgia em Unidade de Pronto Atendimento em Belo Horizonte


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Idoso tem braço engessado por cima da roupa

Idoso tem braço engessado por cima da roupa

RecordTV Minas / Reprodução
A irmã do idoso, de 61 anos, que teve o braço engessado por cima da roupa em uma Upa (Unidade de Pronto Atendimento) de Belo Horizonte, afirmou que se surpreendeu com a repercussão do caso. A doméstica Lílian Rosário estava ao lado do irmão, Raimundo Genuário Barroso, no momento do procedimento e disse que foi a melhor solução encontrada pelo médico. Ela disse que Raimundo é alcoólatra e, como está debilitado, não conseguiria passar por um procedimento cirúrgico.
— O médico falou ‘eu vou colocar com a camisa para não machucar a pele dele, porque quando ele for andar, é perigoso ferir a barriga. Aí, com o tempo, vocês vão cortar a camisa, cortar a manga’.
Ainda de acordo com ela, o irmão caiu na rua e fraturou o ombro. O gesso foi feito como uma alternativa, já que o paciente não parava de tirar a tipoia.
— Ele {médico} foi até gente boa, porque ele ainda brincou ‘aí, você vai tomar banho igual banho de gato’. Eu acho que não foi maldade do médico.
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Lílian se emociona ao falar da situação do irmão

Lílian se emociona ao falar da situação do irmão

RecordTV Minas / Reprodução
Depois que o vídeo se espalhou pelas redes sociais, uma equipe médica da UPA foi até a casa do idoso e o encaminhou novamente para uma unidade de saúde. Segundo a unidade, o gesso já foi retirado e o paciente aguarda por uma cirurgia. A irmã, muito emocionada, disse em entrevista à RecordTV Minas que a família aguarda ansiosa o retorno do irmão para casa.
— Ele é uma pessoa muito boa, eu quero que ele melhore e venha para casa logo.
Assista ao vídeo completo:
* Estagiária do Portal R7, sob supervisão de Ana Gomes