segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Médica negou atendimento porque paciente era criança, diz diretora da Cuidar

Médica negou atendimento porque paciente era criança, diz diretora da Cuidar

Breno morreu ontem no prédio da família, no Recreio dos Bandeirantes
Breno morreu ontem no prédio da família, no Recreio dos Bandeirantes Foto: Arquivo pessoal
Rodrigo Bertolucci
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A médica Haydee Marques da Silva, da Cuidar Emergências Médicas, que não prestou socorro a Breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e 6 meses, na manhã desta quarta-feira, negou o atendimento quando soube que o paciente era uma criança. A informação é de uma diretora da empresa, que pediu para não ter seu nome divulgado.
Breno sofria de uma doença neurológica chamada síndrome de ohtahara, que provoca convulsões severas. Na quarta-feira de manhã, ele apresentou um quadro infeccioso, e a família chamou uma ambulância da Cuidar, por meio do plano de saúde Unimed-Rio. O veículo chegou com Haydee por volta de 9h no condomínio da criança, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Mas, conforme mostrou o EXTRA nesta quarta, a profissional foi embora sem subir ao apartamento de Breno, que morreu 1h30 depois.
- Infelizmente a unidade saiu do local porque a médica alegou que não atenderia uma criança, já que ela é clínica geral e anestesista, e não pediatra - explicou a diretora da Cuidar, que demitiu a médica nesta quinta-feira.
Felipe e Rhuana lamentam a morte do filho
Felipe e Rhuana lamentam a morte do filho Foto: Arquivo pessoal
Em entrevistas, os pais de Breno, Felipe Duarte e Rhuana Rodrigues, disseram que funcionários do prédio ouviram a médica gritando que não iria atender o filho deles porque já tinha passado de seu horário de trabalho. Entretanto, de acordo com a diretora da empresa, ela tinha começado seu expediente duas horas antes, às 7h.
Um vídeo gravado por uma câmera interna mostra a médica, dentro da ambulância, rasgando um documento, antes de o veículo ir embora do prédio, às 9h13. Breno Rodrigues Duarte da Silva morreu esperando outro socorro. Segundo a família, funcionários do condomínio ouviram a médica gritar que tinha passado de seu horário de trabalho.
A Cuidar Emergências Médicas é prestadora de serviços da Unimed-Rio. A médica envolvida no caso estava na empresa há quatro anos. A diretora garantiu que, independentemente da especialização, ela tinha qualificação técnica para fazer o transporte do paciente.
- Nosso serviço tem a mesma lógica do bombeiro. Falei com ela (médica) hoje por telefone e ela disse que não tinha visto nada na televisão e que estava indo ao dentista. Se limitou a me ouvir - disse a executiva, que pediu para não ter seu nome publicado porque já recebeu ameaças depois que o caso foi publicado.
Familiares e amigos de Felipe e Rhuana apoiaram casal
Familiares e amigos de Felipe e Rhuana apoiaram casal Foto: Carolina Heringer/EXTRA
Breno foi enterrado por volta das 16h desta quinta-feira. Os parentes, além de inconsoláveis, estão indignados com o que chamam de omissão de socorro por parte da médica.
- Agora vou viver com esse 'se' para o resto da minha vida: se ela tivesse levado será que o meu filho estaria vivo? Ele morreu 1h30 depois. Dava tempo de levá-lo ao hospital. É desumano. Abri mão da minha vida para cuidar do meu filho, que era especial, e agora não tenho mais o meu Breno. Ela negou socorro - lamentou a mãe do menino.
Em nota, a Unimed-Rio lamenta o falecimento do pequeno e explica que a ambulância pertence à Cuidar Emergências Médicas, que presta serviços para o plano de saúde. Veja a nota na íntegra:
"A Unimed-Rio lamenta profundamente o falecimento do pequeno Breno Rodrigues Duarte da Silva na manhã desta quarta-feira, 7/6 e vem prestando apoio irrestrito à família nesse momento tão difícil. A cooperativa tomará todas as providências para descredenciar imediatamente o prestador 'Cuidar', pela postura inadmissível no atendimento prestado à criança. Além disso, adotará todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em razão da recusa de atendimento por parte do prestador de serviço".
O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar o caso. A 16ª DP (Barra da Tijuca) está investigando o ocorrido.
Homenagens são feitas ao pequeno Bruno
Homenagens são feitas ao pequeno Bruno Foto: Carolina Heringer
O velório e o sepultamento de Breno aconteceram nesta quinta-feira, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Norte do Rio. Muito emocionados, os pais do menino vestiam uma camisa com a foto do bebê com os dizeres "Para sempre nosso campeão Breno"

Com média de 17 casos por mês, vítimas de erro médico em MS reclamam de punições


Segundo Valdemar, desde julho de 2007, data de fundação da Associação, até os dias de hoje, a Avem registrou 406 casos de vítimas decorrentes de erros médicos. Apesar da média de uma reclamação a cada três dias, os dados oficiais do Conselho têm ainda mais casos. Somente neste ano, já são 133 denúncias registradas no órgão.
Mesmo assim, os pacientes acham que as punições são poucas. “Não temos nada contra o CRM, mas tenho certeza que a partir do momento que eles aumentarem as punições, a sociedade terá um bom retorno e os erros diminuirão”, propõe Valdemar.
O presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), Juberty Antônio de Souza, nega que faltam punições. “Toda denuncia feita no CRM é apurada, exceto as anônimas. Os processos abertos ocorrem da mesma forma como na esfera criminal, onde todos os envolvidos são chamados e investigados, nenhum caso passa despercebido, se for verificado irregularidade, é aberto um processo ético, se não, ele fica arquivado”, explica.
Segundo o médico, só no ano passado de janeiro a dezembro 207 denúncias foram feitas ao CRM, das quais em 54 os acusados receberam punições leves, como advertências confidenciais, suspensão da atividade por 30 dias ou censura pública.
Apesar do alto número de denúncias, Juberty conta que apenas um caso em 2010 levou à cassação do exercício médico. Ele se refere ao caso do médico Marcus Vinicius Carreira Bentes, major urologista acusado de abusar sexualmente de uma paciente durante uma consulta no Hospital Geral de Campo Grande, o Hospital Militar.
A Associação das Vítimas diz que os casos não param de surgir, e a opção é ir diretamente à Justiça. A Avem-MS jã prepara uma ação contra o Hospital Evangélico de Dourados depois que um recém-nascido apresentou uma perfuração no esôfago, logo após o parto, em uma cirurgia realizada há pouco mais de 30 dias.
Depois do parto, a criança sofreu paradas cardiorrespiratórias e a família encaminhou a menina às pressas de avião na última quarta-feira (20) até o hospital El Kadri em Campo Grande, onde a perfuração do esôfago foi constatada.
“Os casos mais graves nem levamos ao CRM, pois a punição deles não tem validade, é um corporativismo muito grande, isso prejudica o processo, dificilmente um médico será punido, hoje, só casos gravíssimos como o caso Rondon, são resolvidos em parte. Eles abrem sindicâncias, fazem tudo judicialmente correto, e depois a vítima recebe em casa uma carta dizendo que o processo foi arquivado. Para nós da associação, o CRM deixa muito a desejar”, critica Valdemar.
Mais perigoso que avião
Um outro caso apurado pela Avem é o de Patrícia Dias Bardela, de 19 anos. Há cerca de 25 dias, o filho dela nasceu morto após uma cirurgia realizada na Santa Casa de Campo Grande. Patrícia contou a Avem-MS que fez o exame pré-natal no posto de saúde da Vila Sílvia Regina, região Oeste da Capital, mas o médico não a orientou a fazer sequer um ultrassom.
Ao sentir contrações, ela foi até o mesmo posto, que fica perto de sua residência e rapidamente foi encaminhada para a Santa Casa, porém de forma incorreta, sem haver os devidos registros para o encaminhamento. Devido ao fato, ela precisou aguardar por mais tempo, e com isso, acabou perdendo o bebê. Ao realizar a cirurgia, ele foi retirado morto da barriga da mãe. Segundo o presidente da Avem, a associação apura o caso com ajuda da Justiça.
Risco mundial
Nesta última quinta-feira (21) a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que ir a um centro médico é mais arriscado do que viajar de avião. Segundo a pesquisa da Organização, milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de erros médicos e infecções adquiridas em hospitais, e o risco de um passageiro morrer numa viagem aérea é de cerca de um em dez milhões de pessoas, enquanto a chance de ser vítima de um erro médico é de uma em dez.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Médico inglês assume ter gravado iniciais em fígado de pacientes

Um médico inglês assumiu ter gravado suas iniciais no fígado de dois pacientes. Simon Brahall se declarou culpado nesta quarta-feira, 13, durante o julgamento de suas ações.

O médico usou um equipamento de cauterização para marcar as iniciais de seu nome no órgão dos pacientes em 2013. As marcas não danificaram o funcionamento do órgão e desapareceram sem nenhuma intervenção cirúrgica.

O caso foi descoberto quando outro médico teve de realizar uma segunda cirurgia em um paciente que Simon já havia operado. Ele foi afastado de suas funções no hospital Birmingham's Queen Elizabeth e poucos meses depois, enquanto acontecia uma investigação disciplinar interna, entregou sua carta de demissão.

Após o julgamento, Simon foi liberado mediante pagamento de fiança e terá sua sentença decretada no dia 12 de janeiro



Médico inglês assume ter gravado iniciais em fígado de pacientes - Nacional - Estado de Minas

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Empresário morre horas após doar um rim para salvar o irmão no interior de SP...


Eduardo Schiavoni
Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

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  • Arquivo pessoal
    Empresário Dorival Alves Júnior morreu após doar um rim para o irmão
    Empresário Dorival Alves Júnior morreu após doar um rim para o irmão
O empresário Dorival Alves Júnior, 45, morreu na tarde desta segunda-feira (20) na Santa Casa de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, menos de três horas depois de doar o rim direito para salvar a vida do irmão Benedito Luís Alves, 59. A morte foi provocada por uma hemorragia interna. O hospital informou que não acredita em erro médico.
Alves Junior morava com a mulher e dois filhos em Américo Brasiliense (a pouco mais de 70 km de Ribeirão) e, segundo relato de familiares, estava muito feliz com a possibilidade de ajudar o irmão, que era portador de uma doença renal crônica havia sete anos - um rim não funciona e o outro já estava parando. "Ele falava sempre que ia ter a chance de salvar o irmão", conta Elizangela Possato, cunhada do doador.
A mulher de Alves Junior, Fernanda Possato Alves, contou que o marido sabia que, sem o transplante, o irmão não conseguiria suportar a espera por um rim. "Ele falava que o irmão já estava esperando há sete anos, que não poderia suportar muito tempo mais. Quando deu que eles eram compatíveis, ele nem pensou em não ajudar. Ele queria muito, era o irmão mais velho dele, ambos eram muito ligados", disse. De acordo com amigos, ele mesmo havia sugerido fazer o teste de compatibilidade.
A Santa Casa informou que Benedito se recupera do procedimento e está sendo mantido inconsciente na UTI como parte do tratamento. Ele ainda não sabe da morte do irmão, segundo familiares.

O procedimento

Segundo a Santa Casa, o transplante "se deu com absoluto sucesso e sem intercorrências". Benedito deixou a cirurgia e foi para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), enquanto Alves Júnior foi para a sala de recuperação. Consciente, ele chegou a conversar com parentes e comemorou o sucesso da cirurgia.
"Conforme a anestesia foi passando, ele começou a reclamar de dor no abdômen. Mas chegou a dizer que estava feliz com a vida nova que tinha dado ao irmão", conta Elizangela.
Com o aumento da dor, os médicos foram chamados e Alves Junior, enviado de novo ao centro cirúrgico. Foi constatada hemorragia interna, que a equipe do hospital não conseguiu conter. "As informações obtidas junto à equipe médica responsável pela cirurgia dão conta de que o senhor Dorival Alves Junior apresentou complicações no pós-operatório, sendo atendido prontamente, evoluindo para óbito", disse a Santa Casa, em nota.
A instituição ressaltou que não havia nenhuma situação prévia que inviabilizasse o transplante e que não acredita em qualquer tipo de erro da equipe. "A Santa Casa ressalta que a equipe médica responsável pelo transplante renal é composta por especialistas de alta competência, cujo histórico soma mais de duas centenas de transplantes realizados", ressaltou..

Comoção

O corpo de Alves Junior foi velado na tarde de ontem em Américo Brasiliense, em um funeral repleto de amigos. O homem era dono de um pequeno supermercado na cidade e muito querido pelos vizinhos. O sepultamento ocorreu no Cemitério São Bento, em Araraquara. 
"Foi muito triste, mas, ao mesmo tempo, uma prova de amor. Que Deus o receba em seus braços. Deu sua vida em prol do irmão, jamais imaginaria que fosse perder a vida dele. Era um ser humano diferenciado", disse Augusta Bezerra dos Santos, que afirmou ser freguesa do supermercado do qual Alves Junior era dono. "Era sempre bem-humorado, falava com todos".
Daniela Moreira, cuidadora da mãe dos irmãos, também lamentou a morte de Alves Junior. "É um patrão de coração enorme, muito atencioso com a gente. Só posso desejar que o irmão dele aproveite muito o novo rim e que ele descanse em paz", disse.

A cada 5 minutos, 3 brasileiros morrem em hospitais por falhas..


Larissa Leiros Baroni
Do UOL, em São Paulo

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  • Giovanni Bello/Folhapress
Cerca de 829 brasileiros morrem diariamente em hospitais públicos e privados por falhas que poderiam ser evitadas, segundo o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, realizado pelo IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) em parceria com a Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O número equivale a três mortes a cada cinco minutos.
Esta é a segunda causa de morte mais comum no Brasil. Fica atrás apenas das doenças cardiovasculares, responsável pela morte de 950 brasileiros por dia, como estima a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Mas é bem maior do que os óbitos causados por câncer (de 480 a 520 mortes/dia), violência (164 mortes/dia) e acidentes de trânsito (129 mortes/dia). 
Em 2016, 302.610 brasileiros morreram em hospitais como consequência de um "evento adverso", que inclui erros de dosagem ou aplicação de medicamentos, uso incorreto de equipamentos, infecção hospitalar, entre outros. "Não significa, necessariamente, que houve um erro, negligência ou baixa qualidade, mas trata-se de incidente que poderia ter sido evitado", explicou Tania Grillo, professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e uma das coordenadoras da pesquisa.

Sequelas

Além das mortes, os eventos adversos também podem gerar sequelas que comprometem o exercício das atividades da vida do paciente, causam sofrimento psíquico, além de elevar o custo assistencial. De acordo com o Anuário, dos 19,1 milhões de brasileiros internados em hospitais ao longo de 2016, 1,4 milhão foram "vítimas" de algumas dessas falhas.
As infecções hospitalares respondem por 14,7% das ocorrências em geral. "No caso dos óbitos, são as mais comuns, principalmente pelo seu grau de gravidade e pelo potencial de se transformarem em infecções sistêmicas", destaca Grillo, que destaca que a maior parte das falhas está ligada a causas não infeciosas (85,3%). Ainda assim a maioria delas produz dano ao paciente (71,7%).
As condições mais frequentes, mas que nem sempre levam ao óbito, são: lesão por pressão; infecção urinária associada ao uso de sonda vesical; infecção no local cirúrgico; fraturas ou lesões decorrentes de quedas ou traumatismos dentro do hospital; trombose venosa profunda ou embolia pulmonar; e, infecções relacionadas ao uso de cateter venoso central.
As principais vítimas dos chamados "eventos adversos" são os bebês --com menos de 28 dias de vida-- e os idosos acima dos 60 anos.
Problemas no atendimento de pacientes também aumentam o tempo de internação dos doentes em três vezes. Segundo o anuário, os eventos adversos custam R$ 10,9 bilhões por ano.
O Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil se baseou nas altas hospitalares de 133 hospitais, que prestam serviços a operadoras de saúde suplementar do Brasil que cobrem 7.685.748 dos beneficiários. Foram avaliadas 100% das altas hospitalares cadastradas no período de 1º de julho de 2016 a 30 de junho de 2017.

Problema de saúde pública

No mundo, de acordo com o documento, ocorrem anualmente 421 milhões de internações hospitalares e 42,7 milhões de eventos adversos, um problema de saúde pública reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
"Não existe sistema de saúde que seja infalível. Mesmo os mais avançados também sofrem com eventos adversos. A diferença é que, no caso brasileiro, apesar dos esforços, há pouca transparência sobre essas informações e, sem termos clareza sobre o tamanho do problema, fica muito difícil começar a enfrentá-lo", afirma Renato Couto, professor da UFMG e um dos responsáveis pelo Anuário.
Como acrescenta Grillo, o Brasil não tem uma fonte oficial que faz a coleta sistematizada desses dados. "Mas artigos científicos nos mostram que a situação no Brasil é grave e que precisa ser tratada como prioridade. As ocorrências são bem maiores do que em países de primeiro mundo e similares do que na Ibero-América", alerta ela.
Nos Estados Unidos, por exemplo, os eventos adversos causam 400 mil óbitos por ano, o que representa 1.096 mortes por dia. Mas, ainda que o total de mortes por dia seja próximo da realidade brasileira, a a população norte americana é 55,6% maior do que a do Brasil.
"Está claro que esse não é um problema desse ou daquele hospital, mas de uma disfunção sistêmica", ressalta Couto, que, entre várias medidas, sugere um modelo de recompensa monetária para os hospitais com menos erros, além de um mecanismo de transparência com uma classificação das unidades hospitalares com base em parâmetros técnicos. "Para que possa servir como parâmetro de escolha para os pacientes."