sexta-feira, 16 de junho de 2017

Mulheres dizem ser vítimas de erro médico em cirurgias plásticas

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Mulheres dizem ser vítimas de erro médico em cirurgias plásticas

Ubá, no interior de Minas Gerais, se tornou famosa por oferecer cirurgias plásticas a baixo custo. Três mulheres que fizeram cirurgias plásticas com o Dr. Júlio César Ferreira da Silva, que chega a operar oito pacientes por dia, o processaram por erro médico.
Publicada: 07/03/2017


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    O Dr Júlio lesou minha veia femorau pedir 89% do.sangue.do.corpo..
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        Eu fiz mamoplastia e abnoplastia e fiquei muito satisfeita com o resultado, pois fiz tudo que tinha que ser feito, usei cinta, fiz repouso e graças a deus estou muito satisfeita
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            Muitos me admira essa reportagem usar a opinião de 3 pacientes para traçar o perfil do médico.Eu operei com ele e estou super satisfeita assim como milhares de mulheres,agora nem Jesus agradou à todos não será ele que vai agradar.Agora só porquê o preço dele é justo?Porque pessoas mais simples estão podendo realizar o sonho de uma cururgia Plastica?Parabens Dr JULIO pela quantidade de mulheres que já operou,essa minoria insatisfeita não me representa!
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                Também achei uma maldade com o Dr. JÚLIO essa reportagem! Ele é um excelente profissional e trabalha vom muita responsabilidade e seriedade. Fiz abdominoplastia com lipo nos flancos a 78 dias e estou muito satisfeita com o resultado e com todo atendimento prestado por ele e sua equipe.
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                    Impossível fazer cirurgia sem antes se consultar, tem algo errado nessa história. Operei com ele e estou super satisfeita.
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                        Absurdo essa reportagem, pq isso vai muito do pós operatório da paciente, os mesmos repórteres estiveram no nosso espaço de cuidadoras entrevistando 3 mulheres do mato grosso que iriam fazer cirurgia plástica com ele , e cortaram a parte que elas falam bem do Dr Julio César, colocaram só a parte que encaixava na reportagem de má fé. Elas todas passam pela consulta pessoal.essa Elivania ele cortou parte da entrevista dela. Eles usaram de má fé.ridículos querendo ganhar mídia nas costas dos outros. A verdadeira reportagem que fizeram com as pacientes do mato grosso não colococaram no ar. Apoiamos o Dr Julio César excelente médico.
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                            Boa tarde,quem aqui fez a cirurgia com dr Júlio,sabe que é impossível ,fazer a cirurgia sem passar pela consulta antes, eu fui super bem atendida por ele e pior toda sua equipe, consultorio e hospital tudo de primeira qualidade, me deu total assistência tanto no pré como pós operatório, realizei meu sonho,fiz mamoplastia de aumento,minha cicatriz foi perfeita,fiz no último dia 10/02.absurdo essa reportagem...Tô indignada....Eu vi várias amigas e várias meninas que fizeram com Ele e o resultado perfeito e bastante satisfatório....
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                                Impossível,ele nunca fez cirurgia sem antes passar pela consulta,já tivi paciente aqui que tevi que volta por que foi consulta e os exames não estavam corretos...Várias pacientes já passaram por mim e nenhuma conseguiu fazer cirurgia sem passar primeiro pela avaliação do doutor Júlio..
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                                    Boa tarde.. Ridulo isso,vcs estiveram em meu espaço e entrevistaram as pacientes que lá estavam e ao contrário dessa notícia ela só fizeram elogios e satisfação em fazer a cirurgia com doutor julio,sou cuidadora e ainda ninguém relatou insatisfação ou arrependida,por que não foi ao ar a entrevista?????Vcs só colocaram o que quis para prejudicar o médico...Fico com várias pacientes,Te mesmo do exterior,e todas vão embora muito satisfeitas com o resultado..Doutor Júlio tem meu apoio pelo grande médico que é...Quero deixar registrado que todas que deram entrevista no meu espaço falando muito bem do médico, eles não colocaram no ar...
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                                        Absurdo essa reportagem.... Cadê as pacientes que vcs entrevistaram que falaram bem de suas cirurgias? Vcs analisaram 3 pacientes e tiraram a conclusão de vcs... Foi ridículo... Editaram a fala das pessoas e deixaram outras falar igual idiotas pra nem colocar no ar. 
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                                            Ele faz da cirugia plastica uma linha de produção!












                                            10 Inacreditáveis erros médicos


                                            Estudos determinam que uma
                                            simples conferência de informações básicas antes de cirurgias pode cortar pela metade o número de complicações cirúrgicas por erro médico. O objetivo é evitar situações embaraçosas como as que ocorreram abaixo, salvar vidas e evitar muito sofrimento desnecessário. Mas enquanto os doutores resistem em adotar este procedimento simples, você deve se informar ao máximo da sua condição e lembrar constantemente seu médico.
                                            10. A clínica de fertilidade que usou o esperma errado
                                            erro médico
                                            Quando Nancy Andrews dos EUA, de etnia hispânica, engravidou através de fertilização “in vitro” ela e seu marido esperavam uma filha. O que eles não esperavam é que a menina fosse negra, já que seu marido é caucasiano. Exames de DNA indicam que os médicos da clínica utilizaram o esperma de outro homen para inseminar os óvulos de Nancy.
                                            O casal cria a menina como sua filha desde seu nascimento em outubro de 2004, mas estão processando a clínica e o embriologista responsável. [Daily News]
                                            9. Recebeu o pulmão e coração errados
                                            erro médico
                                            Jésica Santillán, de 17 anos, recebeu o coração e os pulmões de um doador incompatível. Os médicos Centro Médico da Universidade de Duke parecem não ter feito a verificação de compatibilidade antes da cirurgia. Depois de um segundo transplante para corrigir o erro ela sofreu danos neurológicos e outras complicações que adiantaram o seu falecimento.
                                            Jésica tinha sangue tipo ‘O’ e recebeu os órgãos de um doador tipo ‘A’.
                                            O hospital assumiu o erro e fizeram um acordo financeiro com a família da menina. Nenhuma das partes pode comentar o caso. [CBS News]

                                            8. Testículo de U$ 200 mil
                                            erro médico
                                            Benjamin Houghton, um veterano da Força Aérea dos EUA de 47 anos agendou uma cirurgia para remover seu testículo esquerdo por temores de câncer. Mas uma série de erros levou à remoção do seu testículo direito.
                                            Quando Benjamin processou o VA Medical Center conseguiu apenas U$ 200 mil por seu testículo perdido. [AC]
                                            7. Uma lembrança de 33 centímetros
                                            erro médico
                                            Donald Church, de 49 anos, tinha um tumor no seu abdômen quando chegou no Centro Médico da Universidade de Washington, em junho de 2000. Quando ele recebeu alta o tumor havia sido removido, mas um afastador de metal de 33 centímetros de comprimento permaneceu no seu abdômen por engano.
                                            O hospital, que reportou outros quatro incidentes similares entre 1997 e 2000, removeu a peça e pagou U$ 97 mil para Donald. [Seattle Pi]
                                            6. Cirurgia cardíaca no paciente errado
                                            erro médico
                                            Joan Morris (um pseudônimo) de 67 anos foi admitida para realizar uma angiografia no cérebro. No dia seguinte ela recebeu, por engano, uma cirurgia cardíaca invasiva para um estudo de eletrofisiologia.
                                            Depois da angiografia ela foi transferida para o andar errado, e ao invés de retornar para seu leito original e receber alta no dia seguinte ela acabou sofrendo uma cirurgia cardíaca que a colocou em riscos de hemorragia, infecção, ataque cardíaco e derrames.
                                            Durante a cirurgia o médico recebeu um telefonema de um colega perguntando “o que você está fazendo com a minha paciente?”. Neste momento foi constatado o enorme erro e a paciente voltou para seu leito em condição estável, depois do estudo ser suspenso. [Linking Hub]
                                            5. Cirurgia feita no lado errado do cérebro pela terceira vez no mesmo ano
                                            erro médico
                                            Foi a terceira vez, no período de um ano, que médicos do Rhode Island Hospital operaram no lado errado do cérebro dos pacientes. O último episódio foi em novembro de 2007 quando os médicos precisaram interromper uma hemorragia intracraniana. Apesar da tomografia mostrar claramente que o problema estava no lado esquerdo da cabeça da paciente o cirurgião começou perfurando o lado direito do crânio da mulher de 82 anos. O erro foi notado logo em seguida e o neurocirurgião prosseguiu a cirurgia no lado correto da cabeça da paciente.
                                            Em fevereiro de 2008 ocorreu algo muito similar no mesmo hospital, e em agosto do mesmo ano, um homem de 86 anos morreu três semanas depois que um cirurgião acidentalmente operou no lado errado de seu cérebro. [MSNBC]
                                            4. Perna errada é amputada
                                            erro médico
                                            Não é nada agradável ter que sofrer a terrível perda de uma de suas pernas por amputação, mas ainda é muito pior quando levam a sua perna boa. Este é talvez o caso mais notórios dos que estão aqui listados e ocorreu quando Willie King precisou amputar uma de suas pernas em 1995, na Flórida, nos EUA.
                                            Uma cadeia de erros levou a perna errada a ser preparada para cirurgia e os cirurgiões perceberam o terrível engano no meio do procedimento, quando já era tarde demais.
                                            Como resultado a licença médica do cirurgião foi suspensa por seis meses e ele foi multado em U$ 10 mil. O University Community Hospital de Tampa, onde a cirurgia ocorreu, pagou U$ 900 mil para Willie e o próprio cirurgião pagou mais U$ 250 mil.
                                            Quando você cobraria por uma de suas pernas? [Find Article]
                                            3. Rim saudável é removido no lugar do órgão doente
                                            erro médico
                                            No estado de Minnesota, nos EUA, um paciente foi submetido a uma remoção de rim por causa de um tumor maligno. Infelizmente o rim removido foi o saudável.
                                            “A descoberta de que este foi o rim errado foi feito no dia seguinte quando o patologista examinou o material e não encontrou evidência de qualquer malignidade”, disse o Dr. Samuel Carlson, o médico chefe do Park Nicollet Hospital. O rim potencialmente canceroso permaneceu intacto e funcionando. [Wcco]
                                            2. Cirurgia sem anestésico leva homem a sentir cada corte do bisturi
                                            erro médico
                                            Um homem de West Virginia, nos EUA, alega que uma anestesia inadequada fez com que um homem sentisse todos os cortes do bisturi do cirurgião, um trauma que sua família acredita ter levado o homem a tirar sua própria vida duas semanas depois.
                                            Sherman Sizemore sofreu uma cirurgia exploratória em 2006 para deternimar a causa de suas dores abdominais. Mas durante a cirurgia o homem alegou haver experimentado consciência anestésica, um estado em que o paciente pode sentir dor, pressão ou desconforto durante a operação, mas não pode se comunicar ou sequer mover um músculo.
                                            De acordo com a reclamação o paciente recebeu drogas para paralisá-lo, mas não recebeu a anestesia geral que o levaria à inconsciência e tiraria a capacidade de sentir dor. A família do paciente de 76 anos, que era pastor da igreja Batista, disse que o homem tirou sua própria vida por causa da traumática experiência de estar acordado durante a cirurgia, mas incapaz de gritar de dor. [MSNBC]
                                            1. Ponte de safena feita em artéria errada
                                            erro médico
                                            Dois meses depois de uma operação de ponte de safena dupla, que deveria ter salvado a sua vida, o comediante Dana Carvey, que atuava no Saturday Night Live, recebeu uma notícia deprimente: o cirurgião cardíaco havia operado a artéria errada. O homem de 45 anos, e pai de duas crianças pequenas — para resolver o problema de um bloqueio que poderia ter tirado a sua vida — foi encaminhado para outra cirurgia de emergência.
                                            Respondendo ao processo de U$ 7 milhões, que Dana iniciou, o cirurgião disse que foi um erro honesto já que a artéria do paciente esta situada em uma posição incomum no seu coração. Mas Dana não viu assim: “É como remover o rim errado. É um erro grande assim”, ele disse à revista People. [FDA]

                                            Simples checklist reduz mortes acidentais em cirurgias

                                            Simples checklist reduz mortes acidentais em cirurgias

                                            Estudos liderados pelo Dr. Atul Gawande, da Universidade de Harvard, em Boston, determinam que uma simples conferência de informações básicas antes de cirurgias pode cortar pela metade o número de complicações cirúrgicas por erro médico.
                                            O objetivo é evitar situações embaraçosas como esquecer instrumentos cirúrgicos dentro de dos pacientes, como mostra a imagem acima. É possível ver no raio X a terrível situação em que uma tesoura de 17cm foi deixada dentro da cavidade abdominal de uma paciente de 67 anos em Sydney, na Austrália. Ela sofreu uma cirurgia em maio de 2001 e continuou com severas dores abdominas. A tesoura foi removida em outubro de 2002.
                                            Dentre os itens básicos a serem verificados no novo estudo encontra-se o nome do paciente, suas alergias, que procedimentos deverão ser efetuados e a quantidade de agulhas e outros instrumentos esterilizados que serão utilizados durante o processo cirúrgico.
                                            A idéia foi testada com algumas equipes de médicos que, na sua maioria, duvidaram do procedimento. Cerca de 7.500 pacientes foram operados de acordo com esse método em oito cidades: Toronto, Seattle, Londres, Nova Délhi, Amman, Auckland, Manira e Ifakara.
                                            A média de complicações cirúrgicas nessas cidades era de 1.5% e caiu para 0.8% com a checagem.

                                            O maior desafio é fazer com que os médicos adquiram esse hábito. Mas assim que for testado e sua eficiência for identificada, “o método se tornará tão essencial na medicina quanto o estetoscópio”, afirmou Gawande.
                                            Portanto, tente convencer o seu médico. Como diria Pelé: “Fale com seu médico. Eu falaria”. [Reuters, MSNBC]

                                            VÍTIMAS DE ERROS MÉDICOS


                                            Vítimas de erros médicos
                                            Muitas pessoas no Brasil e no mundo sofrem devido aos erros em cirurgias e procedimentos hospitalares cometidos por alguns profissionais. No país, o número de denúncias de erros médicos registradas no ano de 2011 aumentou 52,10% em comparação ao mesmo período de 2010, de acordo com dados do Superior Tribunal de Justiça (STF). Ou seja, os registros subiram de 261 para 397.
                                            Já em 2012, apenas nesses primeiros meses do ano, os processos somam 254 registros de erros que foram cometidos não apenas por médicos, mas também enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
                                            O erro médico é definido quando há uma falha do médico no exercício de sua profissão, portanto é um mau resultado decorrente da ação ou omissão do profissional de saúde. Esses erros causados nos pacientes deixam cicatrizes não apenas no corpo, mas na alma. As pessoas que passam por um procedimento que não teve resultados benéficos para o seu corpo sofrem com baixa autoestima, depressão e sentem vergonha de si mesmas.
                                            Para lutar e garantir os direitos de muitos cidadãos que passaram ou ainda passam por uma situação de sofrimento devido a falhas médicas, a advogada Célia Destri, junto com outros advogados, fundou em 08 de janeiro de 1991 a associação AVERMES (Associação das Vítimas de Erros Médicos), no Rio de Janeiro.
                                            Célia explica que a ideia de fundar a associação nasceu depois que ela foi submetida a um procedimento cirúrgico no qual a médica falhou. Em 24 de agosto de 1990, a advogada fez uma cirurgia para retirar um cisto no ovário. Após retornar para sua casa, ela sentiu fortes dores no abdômen e decidiu retornar ao médico.
                                            A advogada foi internada com urgência na CTI (Centro de Terapia Intensiva), pois durante o procedimento da primeira cirurgia, a médica cortou o ureter (um dos canais que conduz a urina à bexiga). "Fui submetida a uma cirurgia que durou sete horas e o médico retirou dois litros e meio de urina que estava acumulada na cavidade abdominal", relembra.
                                            "Meus órgãos estavam boiando na urina e eu acabei perdendo o rim esquerdo, pois estava necrosado por conta desse acúmulo de líquido", conta ela. "Quando fui para a CTI eu pensei: ‘Se eu que sou uma advogada passei por isso, imagina uma pessoa que não tem condição financeira? ’", completa.
                                            A profissional também relata que, no seu caso, o juíz condenou a médica a um ano de detenção, sem direito a sursis (suspensão condicional da pena). "Ela (médica) me procurou e pediu um acordo e recebi R$ 10 mil. O dinheiro eu reverti para a compra de cadeiras de rodas de outros associados. Assim, ela se livrou de cumprir a pena".
                                            Ela conta que quando fundou a AVERMES muitos desacreditaram de que seria capaz de conquistar alguma vitória contra os médicos, pois a classe médica é extremamente unida. Porém, mesmo com todas as ideias negativas a respeito do projeto, Célia não desistiu.
                                            "Quando abri a associação nunca pensei que a demanda de casos e solicitações fossem tão grandes", diz ela. E completa: "Desde 1991 estou nessa luta, nessa batalha, nessa guerra e eu tenho mais vitórias do que derrotas", comemora.
                                            Perder uma causa é uma possibilidade que nunca passa pela cabeça da fundadora da associação, como ela mesma conta: "Só pego causas nas quais acredito que a pessoa vai ganhar. No decorrer de muitos processos descobrimos que sempre há uma manipulação dos laudos periciais por causa da máfia de branco (médicos). Assim ficamos mais atentos", comenta ela.
                                            Para lutar em busca dos direitos, a vítima de um erro médico precisa reunir alguns materiais. "O primeiro passo é pegar a cópia do prontuário. Muitos não sabem, mas de acordo com o artigo 70 do Código de Ética Médica, o paciente tem o direito de retirar esse documento no hospital", garante ela. "Organize também outros documentos, como exames e relatórios médicos, por exemplo", acrescenta.
                                            De acordo com Célia, o maior índice de negligência médica que está sendo registrado é em partos fórceps. "No momento de puxar a criança com uma pinça gigante acontece uma lesão na caixa craniana, clavícula e, às vezes, ocorre o falecimento do bebê", esclarece ela.

                                            Mesmo com a demora da justiça brasileira para solucionar os casos, a advogada ressalta que não desiste de lutar por quem necessita. "Algumas pessoas morrem sem ganhar o processo devido à demora da justiça. Já outras recebem o precatório após aguardarem 15 anos", esclarece a advogada. "Desde que criei a fundação eu compreendi que o meu dever é ajudar as pessoas carentes e é isso que faço", finaliza.
                                            Por Stefane Braga (MBPress)

                                            Pacientes sofrem na hora de tentar remediar erros médicos

                                            Para ter reparação, maioria das vítimas precisa enfrentar longos processos judiciais








                                            Raul do Amaral Defino perdeu um filho de 24 anos porque não foi corretamente diagnosticado com o vírus H1N1 - Edilson Dantas / Edilson Dantas



                                            Para ter reparação, maioria das vítimas precisa enfrentar longos processos judiciais


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                                            RIO - Em setembro do ano passado, a técnica em enfermagem Elysangela Monteiro fez uma cirurgia de apendicite, no Hospital Geral da Unimed, em Belém. Era para ser um procedimento relativamente simples, mas deixou marcas permanentes. Segundo ela, durante a cirurgia o médico comprimiu um nervo, o que teria causado uma doença chamada dor neuropática crônica.
                                            — Esse erro levou metade da minha vida. Hoje, não posso mais trabalhar e, mesmo tomando os remédios, sinto dor o dia inteiro. Quando não tenho condições de comprá-los, parece que vou enlouquecer — conta ela, que diz ter procurado hospital e o médico, sem que eles se responsabilizassem.
                                            Os erros médicos ganharam as manchetes dos jornais em fim de janeiro, quando 18 pacientes ficaram cegos após operação de catarata, em São Paulo. As investigações preliminares sobre o mutirão, que atendeu 27 pessoas, constataram falhas na limpeza do material cirúrgico.
                                            O advogado especialista em Direito à Saúde, Rodrigo Araújo, diz atender cada vez mais vítimas de erros médicos e acredita que este aumento está intimamente ligado à falta de médicos. Afirma que os erros ficaram mais frequentes após a grande adesão aos planos de saúde, que ocorreu entre os anos 2000 e 2014. Ele diz que os médicos passaram a atender muito mais pacientes em um tempo menor, o que pode aumentar a chance de erros.
                                            Elysangela precisou fazer mais duas cirurgias e, ainda assim, sente dores em várias parte do corpo. Para aliviá-las, precisa tomar 14 remédios por dia e usa um cateter para receber medicação intravenosa. Os efeitos colaterais dos medicamentos causaram transtornos mentais, que levaram Elysangela a ser internada numa clínica psiquiátrica.
                                            DIAGNÓSTICO TARDIA
                                            O caso de Daniel Delfino, filho do psicólogo Raul Defino teve um desfecho ainda mais trágico. De acordo com o pai, em 2009, o jovem recebeu um diagnóstico errado, não teve tempo de se tratar adequadamente e morreu, aos 24 anos de idade. Em julho daquele ano, durante pandemia do vírus H1N1, que hoje amedronta novamente os brasileiros, Daniel foi atendido no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e diagnosticado com uma gripe comum. Ele retornou mais duas vezes ao hospital com o quadro clínico cada vez mais grave.
                                            Após ser submetido a alguns exames, foi constatado “indício de pneumonia”. O médico, então, manteve os medicamentos prescritos no primeiro atendimento, somados a anti-inflamatório e antibiótico. Daniel permaneceu no hospital as primeiras 12 horas e foi informado que seu plano de saúde, da Associação Beneficente dos Empregados em Telecomunicações (Abet), não cobriria a sequência do atendimento porque ele estava em período de carência contratual. A família, então, decidiu transferi-lo para outro hospital como paciente particular, onde foi constatada a suspeita de a gripe ter sido causado pelo vírus do H1N1. Mesmo com todos os esforços da equipe médica, o estágio da doença estava muito avançado e Daniel não resistiu.
                                            O laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo concluiu que houve demora excessiva no diagnóstico, o que comprometeu a efetividade do tratamento. Passados sete anos, o processo de indenização ainda corre na Justiça.
                                            — Meu filho era um jovem cheio de projetos, tinha acabado de se formar em Administração e planejava cursar engenharia. Não há dinheiro que repare essa perda, mas quero justiça — diz Delfino.
                                            O Hospital Sírio-Libanês afirma que o atendimento ao paciente seguiu o protocolo oficial vigente, e que os cuidados necessários foram prestados de acordo com as determinações do Ministério da Saúde. Já o plano de saúde Abet informou que Daniel foi atendido pela rede credenciada em quatro dias diferentes, submetido a diversos exames, todos autorizados. Quanto à internação, a operadora diz que foi opção dos familiares transferir o paciente para outro hospital, mas não informa se autorizou ou não a permanência do paciente no hospital.
                                            O advogado Rodrigo Araújo explica que quando ocorre um erro médico, o paciente ou a família pode recorrer à Justiça para pedir reparação e denunciar o médico ao Conselho Regional de Medicina. Os pedidos variam caso a caso, mas é possível pleitear, judicialmente, indenização por danos materiais, morais e lucros cessantes. Em alguns casos, pode-se requerer pagamento de pensão.
                                            Pedro Lopes Leite, advogado da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador (Abradecont), explica que, em se tratando de hospitais públicos, além da unidade, o paciente pode processar o município, o estado ou a União, dependendo do responsável pela gestão.
                                            ERRO SÓ QUANDO HÁ NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA
                                            Os especialistas aconselham que, antes de qualquer ação, a vítima tenha em mãos os laudos de exames anteriores e posteriores ao evento que caracterizou o suposto erro. Um documento essencial é o prontuário médico, e sua entrega é um direito do paciente que o hospital não pode negar. Mas o insucesso de um tratamento não necessariamente caracteriza erro médico, alerta Araújo: este somente ocorre quando for demonstrado que o médico agiu com negligência, imprudência ou imperícia.
                                            Para especialistas, via de regra, erros médicos são uma fatalidade, um fato imprevisível. E dizem que a única forma e evitar é buscar médicos ou hospitais de confiança. A advogada especialista em Direito à Saúde, Renata Vilhena, aconselha consultar o Tribunal de Justiça para ver se o profissional escolhido responde a algum tipo de processo.
                                            Após também ter sido vítima de um erro médico, a advogada Célia Destri fundou a Associação de Vítimas de Erros Médicos (Avermes), no Rio de Janeiro, para ajudar pessoas carentes que passaram por situações parecidas com a dela. Em 1990, em uma cirurgia de cisto de ovário, ela ficou em estado grave e acabou perdendo o rim esquerdo. A Avermes atendeu mais de mil casos, até o fim do ano passado, quando encerrou as atividades.
                                            — Já estou com quase 70 anos, com problemas de saúde e sem condições de lidar com atribulações o tempo inteiro. Abrimos o caminho para que outras unidades pudessem surgir e fazer um trabalho com o mesmo objetivo.
                                            Sobre o caso de Elysangela, a Unimed Belém informou que não pode detalhar a situação clínica em que a paciente deu entrada no Hospital Geral da Unimed, bem como a conduta médica utilizada, em razão do sigilo determinado pelo Conselho Federal de Medicina. A operadora afirma que os médicos empregaram todos os meios e técnicas adequadas de acordo com o que a prática médica recomenda, e nega que tenha havido qualquer erro médico. Entretanto, disse que adotará as medidas para melhor apurar os fatos. No caso do mutirão das cataratas, o Ministério Público de São Paulo informa que foi instaurado inquérito civil para apurar as causas e consequências do procedimento.


                                            Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/pacientes-sofrem-na-hora-de-tentar-remediar-erros-medicos-19054038#ixzz4kATgSAwF 
                                            stest 

                                            Médico é denunciado por integrar quadrilha internacional de pedófilos

                                            Profissional ensinava a dopar vítimas; ele está preso em Uberaba

                                            Enzo Menezes, do R7, em Belo Horizonte
                                            Haniel Oliveira teria investido R$ 20 mil no esquema; polícia australiana descobriu abusos
                                            Haniel Oliveira teria investido R$ 20 mil no esquema; polícia australiana descobriu abusosInstagram / Reprodução
                                            Um médico de 30 anos foi denunciado pelo Ministério Público Federal por integrar e financiar organização criminosa internacional e por produzir e distribuir material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. O profissional está preso desde o dia 21 de dezembro em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e pode pegar entre 11 e 26 anos de prisão.   
                                            Haniel Caetano de Oliveira integrava a quadrilha NFL (NoLimitsFun), responsável por tráfico de pessoas, exploração sexual e produção e distribuição de material de pornografia infantil. Segundo o MPF, um dos vídeos apreendidos mostra um bebê de um ano e meio sendo torturado e estuprado. O advogado do médico não atendeu às ligações do R7. 
                                            A quadrilha foi descoberta pela polícia australiana, que entrou em contato com a Polícia Federal do Brasil. O líder era Peter Gerard Scully, que contava com o apoio dos filipinos Carme Ann Alvarez e Liezyl Margallo, dos alemães Christian Rouche e Jens Van Dijk e do médico brasileiro.  
                                            Ao fazer buscas na casa e no trabalho de Oliveira, a PF recolheu 37 mil imagens de pedofilia e 700 vídeos com crianças e adolescentes.
                                            O brasileiro teria entrado para a quadrilha em 2012, quando ainda era estudante, e um ano depois já enviava dinheiro para financiar os criminosos no exterior. Ele teria investido pelo menos R$ 20 mil no esquema.    
                                            "A constante remessa de dinheiro efetuada pelo denunciado aos demais integrantes da organização revela sua efetiva participação no núcleo criminoso, a promover o desenvolvimento da empreitada delitiva, facilitando a produção e disseminação de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes", relata a denúncia.  
                                            Segundo o MPF, além de enviar dinheiro, o médico brasileiro também orientava Peter Scully e Liezyl Margallo sobre métodos para dopar as vítimas para que elas não oferecessem resistência durante o estupro. 
                                            O contato era feito pela deep web, um ambiente anônimo na internet que só pode ser acessado por programas específicos que impedem a identificação do usuário. 
                                            Haniel Caetano de Oliveira atendia em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Uberaba quando foi preso