quarta-feira, 15 de março de 2017

Jovem morre após cirurgia bariátrica; família alega negligência médica

01/02/2017 17h59 - Atualizado em 01/02/2017 20h38

Jovem morre após cirurgia bariátrica; família alega negligência médica

Amanda Rodrigues morreu 11 dias após a cirurgia em Campos, no RJ.
Família afirma que vai registrar caso na delegacia nesta quarta-feira (1°).

Dulcides Netto e Juan AndradeDo G1 Norte Fluminense

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Amanda Rodrigues morreu após sentir fortes dores na barriga, onze dias após cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook)Amanda Rodrigues morreu após sentir fortes dores na barriga, 11 dias depois de cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook)
A família de Amanda Rodrigues, de 19 anos, quer saber o que causou a morte da jovem após ter sido submetida a uma cirurgia bariátrica em um hospital particular de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Amanda morreu na madrugada de sábado (28), 11 dias depois da operação. O pai dela, Marlon Rosa, afirmou que vai registrar ocorrência na delegacia ainda nesta quarta-feira (1°) para ter acesso a laudos e exames.
Segundo a família, desde que Amanda foi para o quarto depois da cirurgia, realizada em 17 de janeiro, ela reclamava de dores nas pernas. Os parentes dizem que alertaram os médicos, enfermeiros e o médico responsável pela operação sobre a necessidade da aplicação de uma dose do anticoagulante – usado para prevenir a formação de trombos sanguíneos.
Ainda segundo os familiares, a mãe de Amanda disse ao médico que sofria com trombose e que a doença poderia ser hereditária. Por isso, segundo ela, poderiam ser necessárias outras doses do anticoagulante na jovem. O pedido, segundo a família, foi descartado pelo médico. A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia, geralmente das pernas.
Irmã postou um relato emocionante sobre a história de Amanda (Foto: Reprodução/ Facebook)Irmã postou um relato emocionante sobre a história de Amanda (Foto: Reprodução/ Facebook)













No dia 19 de janeiro, Amanda teve alta médica e foi para casa, no Parque Novo Mundo, em Guarus. A partir daí, ela reclamou de dores até que, nove dias depois, em 27 de janeiro, acordou toda a família sentindo fortes dores no pulmão e na barriga.
Amanda foi socorrida às pressas e levada para o mesmo hospital onde havia feito a cirurgia. Segundo os parentes, naquela madrugada, o médico responsável pela operação foi avisado e chegou rápido à unidade
"No momento, o médico internou Amanda e pediu para que fosse aplicado um remédio para dor e falou que, se a dor persistisse, ele iria fazer uma outra cirurgia. Mas se a dor passasse, ela iria ter alta. No dia, ele ia fazer exames na Amanda para saber o que estava acontecendo. Ela ficou internada no corredor por falta de leito na unidade de saúde. O médico chegou a dizer que a dor da minha filha era psicológica, o que foi desmentido por ela. Minutos depois, o estado de saúde da minha filha se agravou. Ela ficou com falta de ar e a dor aumentou ainda mais", disse o pai de Amanda, Marlon Rosa Machado, de 46 anos.
Em seguida, a paciente foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde morreu menos de uma hora depois. Marlon Rosa conta que a filha fez a cirurgia e, em onze dias, não perdeu nenhum quilo. Segundo o pai, no atestado de óbito de Amanda consta que a causa da morte foi embolia pulmonar.
"Nós estamos revoltados, a família toda. Temos certeza de que o médico foi um monstro e matou a nossa filha. A gente não quer nada, não quer dinheiro, nada. Só queremos que não aconteça mais isso com nenhuma família", afirmou Marlon, dizendo ainda que fará registro de ocorrência na polícia.
"Estou em contato com meu advogado e ele está me orientando em fazer um registro de ocorrência na delegacia para ter acesso a todos os exames e laudos feitos na minha filha. Eu quero justiça. Sei que não vou ter mais a minha filha de volta. Mas isso pode ajudar outras pessoas e fazer com que vidas não sejam perdidas", declarou o pai de Amanda.

Hospital
Em nota, o hospital disse que não foi feita nenhuma reclamação formal da família sobre o caso na unidade e que, por sigilo médico, não será divulgada nenhuma informação sobre o episódio. O hospital afirmou ainda que não houve qualquer falha no tratamento de Amanda Rodrigues.
A reportagem do G1 fez contato com o médico responsável pela cirurgia, mas ele preferiu não se pronunciar sobre o caso.
Segundo a família, Amanda sofria com bulliyng desde os sete anos de idade por causa do peso. "Por diversas vezes, Amanda chegou em casa machucada, espancada, com as pernas roxas. Em uma das vezes em que ela nos contou de mais um dia terrível de aula, nos disse que desceu para o lanche e, quando subiu, suas coisas estavam rasgadas no chão da sala. Rasgaram tudo, seu caderno, seu estojo, sua mochilinha. Estava tudo rasgado no chão", relatou a irmã da Amanda, Mayara Rodrigues, de 16 anos.
"Minha irmã frequentava palestras e reuniões em uma clínica localizada na Avenida 28 de março. Em uma das reuniões, ela conheceu o médico que fez a cirurgia nela. Ela ficou entusiasmada com o profissional. Dizia que ele era muito bom, educado e que faria a cirurgia dela com eficaz", disse Mayara Rodrigues.
Segundo a irmã da Amanda, ela realizou todos os exames necessários e estava autorizada e pronta para fazer a cirurgia. De acordo com ela, nada impedia que a cirurgia fosse realizada. O G1tentou contato com a clínica onde Amanda frequentava as reuniões, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem. 
Repercussão
Nesta terça-feira (31), Mayara Rodrigues fez um desabafo em uma rede social sobre o que havia acontecido com a irmã. A postagem teve mais de 141 mil reações e mais de 40 mil compartilhamentos de pessoas que prestaram solidariedada à Amanda.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) afirmou que ainda não foi notificado sobre o caso. Segundo a assessoria do órgão, para que isso ocorra, é necessário que os familiares da vítima informem a ocorrência de uma possível negligência médica na morte de Amanda.

Pepê, participante do 'Além do Peso', morre após complicações em cirurgia


Segundo informações do seu fã clube, Pedro Paulo irmão gêmeo de Pedro Henrique, faleceu após realização de procedimento bariátrico no Paraná.

Pedro Paulo Domingues, mais conhecido com o o Pepê, que participou do reality show "Além do Peso", exibido no extinto "Programa da Tarde", da Record TV em 2014, morreu nesta terça-feira, 7, por causa de complicações após uma cirurgia bariátrica. Ele era irmão gêmeo de Pedro Henrique, que também participou da atração. As informações foram confirmadas na página oficial do fã clube da dupla.
O ex-reality deu entrada na última quinta-feira, 2 de março, no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, Paraná. Após a cirurgia ele foi para a UTI com suspeita de trombose. Segundo amigos de Pepê, ele estava com muitas dores nas pernas, dificuldade de respirar além da pressão arterial elevada e arritmia cardíaca. 
No seu último post nas redes sociais antes da cirurgia, Pedro pediu a oração de todos e ressaltou o início de uma nova etapa na sua vida: "Quando colocamos Deus na frente de todos nossos sonhos, projetos e objetivos, temos a certeza do cuidado que ele vai ter, ele sonha com você e trás em ato pela sua graça em nossa vida. Hoje se inicia uma nova etapa da minha vida, um sonho se realizando pelo Meu Deus. Como gratidão a Deus e a todos que torceram por mim, muito obrigado pelo apoio, orações e saiba que somente Deus pode retribuir na vida de vocês, quando nos sentimos amados percebemos que Deus não nos desampara...muito obrigado mais uma vez a todos e peço oração de todos...Deus abençoe."
Pepê era evangélico, estudava cinema, gostava de trabalhar como fotógrafo e também se apresentava como cantor em eventos fechados.
Pedro Paulo, o Pepê do reality Além do PesoReprodução Record TV

Pedro Paulo, o Pepê do Além do PesoReprodução Record TV

Os irmãos Pepê e PH no Além do PesoReprodução Record TV

Pepê e PH no Além do PesoReprodução Record TV

Homem de 38 anos morre após cirurgia de redução no estômago

Homem de 38 anos morre após cirurgia de redução no estômago

Viviane Oliveira e Mariana Lopes
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O irmão de Rudney, Rodrigo, passou pela mesma cirurgia em novembro do ano passado. (Foto: Vanderlei Aparecido) O irmão de Rudney, Rodrigo, passou pela mesma cirurgia em novembro do ano passado. (Foto: Vanderlei Aparecido)

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Um homem, de 38 anos, morreu na noite de ontem após fazer uma cirurgia de redução de estômago. Rudney Rosa Ribeiro saiu da sala de cirurgia às 15h30, depois de uma hora, o paciente chegou a conversar com a família no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um hospital particular, em Campo Grande. Por volta das 23h, ele começou a passar mal. Segundo a família, a vítima morreu em decorrência de uma embolia pulmonar que resultou em parada cardíaca.
Irmão da vítima, Rodrigo Rosa Ribeiro, de 37 anos, conta que, no ano passado, fez uma cirurgia de redução de estômago e incentivava o irmão a fazer o mesmo procedimento. “A minha família tem tendência a obesidade. Em novembro do ano passado, eu fiz a cirurgia e outro irmão passou pela mesma operação em outubro”, disse.
Ainda de acordo com o irmão, Rudney media 1,85 metro de altura e pesava 145 quilos. “Ele estava animado e confiante no resultado. Eu o incentivava porque, hoje, eu vivo muito bem após a cirurgia de redução”, afirma.
O irmão conta que no sábado havia ido com Rudney ao supermercado fazer compras para dieta dele. “Não acredito em erro médico, ele estava bem amparado pela equipe médica. O corpo reage ao pós-operatório, mas depois a vida segue normalmente”, destaca.
Rudney deixou uma esposa e três filhos, um de 9, 7 e 3 anos. “A mulher dele também estava pensando em fazer a cirurgia, mas acho que agora não vai ter mais coragem”, finaliza Rodrigo
Vítimas - Em setembro do ano passado a funcionária pública Jurema Cristina Pereira Lima, de 29 anos, fez o procedimento de redução de estômago e morreu por causa de uma infecção generalizada.
No caso de Jurema, a família contou que dois grampos da cirurgia estouraram um dia após o procedimento, quando ela já estava na enfermaria. A paciente foi transferida para o CTI, onde ficou por 45 dias e passou por outras duas cirurgias.
Um pouco antes, em maio do mesmo ano, Juliana Ribeiro Campos, de 24 anos, morreu 10 dias após fazer a cirurgia. Segundo a família, ela teve complicações quando estava às vésperas de receber alta, após fazer endoscopia e engolir secreção.
A cirurgia de redução de estômago é considerada uma intervenção de grande porte e indicada para um pequeno grupo, cujo IMC (Índice de Massa Corpórea) esteja acima dos 35.
Pela normatização da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica), apenas pacientes com idade entre 18 e 65 anos podem fazer a cirurgia.

Jovem morre após cirurgia bariátrica; família alega negligência médica

01/02/2017 17h59 - Atualizado em 01/02/2017 20h38
 

Jovem morre após cirurgia bariátrica; família alega negligência médica

Amanda Rodrigues morreu 11 dias após a cirurgia em Campos, no RJ.
Família afirma que vai registrar caso na delegacia nesta quarta-feira (1°).

Dulcides Netto e Juan AndradeDo G1 Norte Fluminense

Amanda Rodrigues morreu após sentir fortes dores na barriga, onze dias após cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook)Amanda Rodrigues morreu após sentir fortes dores na barriga, 11 dias depois de cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook)
A família de Amanda Rodrigues, de 19 anos, quer saber o que causou a morte da jovem após ter sido submetida a uma cirurgia bariátrica em um hospital particular de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Amanda morreu na madrugada de sábado (28), 11 dias depois da operação. O pai dela, Marlon Rosa, afirmou que vai registrar ocorrência na delegacia ainda nesta quarta-feira (1°) para ter acesso a laudos e exames.
Segundo a família, desde que Amanda foi para o quarto depois da cirurgia, realizada em 17 de janeiro, ela reclamava de dores nas pernas. Os parentes dizem que alertaram os médicos, enfermeiros e o médico responsável pela operação sobre a necessidade da aplicação de uma dose do anticoagulante – usado para prevenir a formação de trombos sanguíneos.
Ainda segundo os familiares, a mãe de Amanda disse ao médico que sofria com trombose e que a doença poderia ser hereditária. Por isso, segundo ela, poderiam ser necessárias outras doses do anticoagulante na jovem. O pedido, segundo a família, foi descartado pelo médico. A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia, geralmente das pernas.
Irmã postou um relato emocionante sobre a história de Amanda (Foto: Reprodução/ Facebook)Irmã postou um relato emocionante sobre a história de Amanda (Foto: Reprodução/ Facebook)
No dia 19 de janeiro, Amanda teve alta médica e foi para casa, no Parque Novo Mundo, em Guarus. A partir daí, ela reclamou de dores até que, nove dias depois, em 27 de janeiro, acordou toda a família sentindo fortes dores no pulmão e na barriga.
Amanda foi socorrida às pressas e levada para o mesmo hospital onde havia feito a cirurgia. Segundo os parentes, naquela madrugada, o médico responsável pela operação foi avisado e chegou rápido à unidade
"No momento, o médico internou Amanda e pediu para que fosse aplicado um remédio para dor e falou que, se a dor persistisse, ele iria fazer uma outra cirurgia. Mas se a dor passasse, ela iria ter alta. No dia, ele ia fazer exames na Amanda para saber o que estava acontecendo. Ela ficou internada no corredor por falta de leito na unidade de saúde. O médico chegou a dizer que a dor da minha filha era psicológica, o que foi desmentido por ela. Minutos depois, o estado de saúde da minha filha se agravou. Ela ficou com falta de ar e a dor aumentou ainda mais", disse o pai de Amanda, Marlon Rosa Machado, de 46 anos.
Em seguida, a paciente foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde morreu menos de uma hora depois. Marlon Rosa conta que a filha fez a cirurgia e, em onze dias, não perdeu nenhum quilo. Segundo o pai, no atestado de óbito de Amanda consta que a causa da morte foi embolia pulmonar.
"Nós estamos revoltados, a família toda. Temos certeza de que o médico foi um monstro e matou a nossa filha. A gente não quer nada, não quer dinheiro, nada. Só queremos que não aconteça mais isso com nenhuma família", afirmou Marlon, dizendo ainda que fará registro de ocorrência na polícia.
"Estou em contato com meu advogado e ele está me orientando em fazer um registro de ocorrência na delegacia para ter acesso a todos os exames e laudos feitos na minha filha. Eu quero justiça. Sei que não vou ter mais a minha filha de volta. Mas isso pode ajudar outras pessoas e fazer com que vidas não sejam perdidas", declarou o pai de Amanda.

Hospital
Em nota, o hospital disse que não foi feita nenhuma reclamação formal da família sobre o caso na unidade e que, por sigilo médico, não será divulgada nenhuma informação sobre o episódio. O hospital afirmou ainda que não houve qualquer falha no tratamento de Amanda Rodrigues.
A reportagem do G1 fez contato com o médico responsável pela cirurgia, mas ele preferiu não se pronunciar sobre o caso.
Segundo a família, Amanda sofria com bulliyng desde os sete anos de idade por causa do peso. "Por diversas vezes, Amanda chegou em casa machucada, espancada, com as pernas roxas. Em uma das vezes em que ela nos contou de mais um dia terrível de aula, nos disse que desceu para o lanche e, quando subiu, suas coisas estavam rasgadas no chão da sala. Rasgaram tudo, seu caderno, seu estojo, sua mochilinha. Estava tudo rasgado no chão", relatou a irmã da Amanda, Mayara Rodrigues, de 16 anos.
"Minha irmã frequentava palestras e reuniões em uma clínica localizada na Avenida 28 de março. Em uma das reuniões, ela conheceu o médico que fez a cirurgia nela. Ela ficou entusiasmada com o profissional. Dizia que ele era muito bom, educado e que faria a cirurgia dela com eficaz", disse Mayara Rodrigues.
Segundo a irmã da Amanda, ela realizou todos os exames necessários e estava autorizada e pronta para fazer a cirurgia. De acordo com ela, nada impedia que a cirurgia fosse realizada. O G1tentou contato com a clínica onde Amanda frequentava as reuniões, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem. 
Repercussão
Nesta terça-feira (31), Mayara Rodrigues fez um desabafo em uma rede social sobre o que havia acontecido com a irmã. A postagem teve mais de 141 mil reações e mais de 40 mil compartilhamentos de pessoas que prestaram solidariedada à Amanda.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj) afirmou que ainda não foi notificado sobre o caso. Segundo a assessoria do órgão, para que isso ocorra, é necessário que os familiares da vítima informem a ocorrência de uma possível negligência médica na morte de Amanda.

terça-feira, 14 de março de 2017

Sonho vira pesadelo e mulher perde umbigo depois de 2 cirurgias plásticas

15/10/2013 15:49

Sonho vira pesadelo e mulher perde umbigo depois de 2 cirurgias plásticas

Bruno Chaves
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Depois de duas plásticas, paciente perdeu o umbigo e ficou com a barriga tomada por manchas (Foto: Reprodução)Depois de duas plásticas, paciente perdeu o umbigo e ficou com a barriga tomada por manchas (Foto: Reprodução)
“Eu não conseguia me ver no espelho. A tortura é muito grande e só quem é vítima sabe. Ainda hoje bate revolta, arrependimento e todos os tipos de sofrimento”, lamenta uma empresária de 33 anos, que ficou sem o umbigo depois de se submeter a dois procedimentos cirúrgicos estéticos realizados pela médica Andrea Ribeiro Aleixo Gorski, em Campo Grande.
O drama da empresária começou em 2009 com a realização de uma abdominoplastia (remove excesso de gordura e pele da barriga). Dias depois da operação, a mulher percebeu que algo estava errado e precisou passar por outro procedimento, que foi avaliado como normal pela cirurgiã. Sete meses depois da segunda cirurgia, a paciente chegou a conclusão que foi vítima de erro médico e decidiu procurar a Justiça.
Saga – Insatisfeita com o tamanho da barriga, no dia 27 de novembro de 2008, a empresária, então com 28 anos, decidiu passar por uma cirurgia para diminuir o tamanho da circunferência abdominal. Em contato com a cirurgiã plástica Andrea Gorski, as duas fecharam um preço de R$ 5.250,00 pela realização da abdominoplastia.
De acordo com o advogado da paciente, Fernando Martinez Ludvig, a empresária realizou os exames cardíacos, de sangue e outros requeridos pela médica antes da cirurgia. Todos atestavam que a empresária estava saudável e poderia passar por uma intervenção plástica.
No dia 22 de janeiro de 2009 a paciente foi internada no Hospital São Julião para passar fazer a plástica. No pós-operatório, ela afirma que tomou os cuidados necessários. Mesmo assim, 15 dias após o procedimento, notou que a cicatriz que havia ficado em seu umbigo não era compatível com o resultado prometido pela médica.
“Mesmo alegando que era procedimento normal, a médica propôs uma segunda cirurgia, desta vez reparadora e sem custo adicional”, revelou o advogado. A segunda intervenção cirúrgica foi feita no dia 30 de setembro de 2009 para corrigir o defeito deixado pela primeira.
Depois de passar pela segunda operação, a médica recomendou que a empresária fizesse o uso de uma cinta de alta compressão, conhecida como macaquinho, para ajudar na modelagem da cintura. No entanto, após sete meses, a paciente percebeu que o resultado não foi alcançado e decidiu recorrer a Justiça.
Demora na Justiça – A empresária entrou com pedidos de indenização por danos morais e materiais. O processo classificado como erro médico tramita na 12ª Vara Cível de Campo Grande desde o dia 10 de agosto de 2010. Como se não bastasse os danos de ficar com a barriga deformada, a paciente ainda se viu obrigada a conviver com a demora da Justiça.
“Há mais de três anos ela espera pelos serviços de dois peritos, um para avaliar a cirurgia plástica e outro para estimar os danos psicológicos, para depois poder fazer uma cirurgia corretiva. Desde 2012 o juiz vem nomeando médicos, que sempre se justificam e dizem que não podem atuar em um processo contra outra médica”, explica o advogado.
Em um prazo de dois anos e seis meses, nove médicos foram nomeados pelo juiz Wagner Mansur Saad para assumirem as vagas de peritos. No entanto, nesse período, só o médico César Aníbal Aguiar Benavides aceitou atuar como perito para analisar a cirurgia da paciente em um processo de erro médico contra a cirurgiã plástica Andrea Gorski.
Após realização de abdominoplastia, paciente ficou com umbigo em formato de estrela (Foto: Reprodução)Após realização de abdominoplastia, paciente ficou com umbigo em formato de estrela (Foto: Reprodução)
“Agora estamos esperando um psiquiatra aceitar a nomeação do juiz para analisar os danos psicológicos da paciente. Os outros médicos que recusaram a perícia alegavam os mais diversos motivos para não atuarem no processo contra a doutora Andrea, entre eles eram citados vínculos profissionais e pessoais com a médica”, afirma Fernando.
Ainda de acordo com o advogado, o processo poderá demorar meses para ser concluído. Isso porque o juiz terá que esgotar o quadro de 64 psiquiatras considerados ativos pelo CRM/MS (Conselho Regional de Medicina). “Se nenhum psiquiatra de Mato Grosso do Sul aceitar ser perito, o juiz recorrerá a um profissional de fora do Estado”, conta.
Resultado pericial aponta cirurgia errada – O parecer do médico César Aníbal Aguiar Benavides, que avaliou a cirurgia plástica da empresária, concluiu que a paciente foi vítima de erro médico. No documento elaborado por ele e anexado no processo, consta que Andrea não realizou uma abdominoplastia na paciente, mas sim uma técnica conhecida Smith, que é utilizada para tratamento de queimaduras.
“O resultado cicatricial do abdômen foi ruim e está até hoje com sequelas estéticas”, escreveu o médico. Para ele, percebe-se a “presença de cicatriz umbilical e pele umbilical com sinais de hipertrofia e retração cicatricial em sua porção central de forma radial e ovalada, medindo 2,5 centímetros em seu maior ponto e entre 1,6 e 3,4 centímetros de elevação”.
O perito concluiu que a área apresenta sequelas estéticas que ultrapassam os limites do umbigo. Ele considerou que a cicatriz decorreu dos procedimentos cirúrgicos realizados pela médica Andrea Gorski.
Incerteza – Depois de ter a barriga mutilada em uma cirurgia plástica há quatro anos, a empresária de 33 anos ainda busca forças para viver. Ela é casada, mãe de dois filhos e procura na família a vontade de continuar.
“Quando uma mulher procura um procedimento e sai de lá com um resultado muito pior muda muita coisa na vida. Tenho a sensação de que estou em um processo inacabado. Vou tentando levar minha vida, mas é muito difícil”, conta.
Em 2008, mulher estava insatisfeita com o corpo e quis fazer uma plástica para diminuir o tamanho da barriga (Foto: Reprodução)Em 2008, mulher estava insatisfeita com o corpo e quis fazer uma plástica para diminuir o tamanho da barriga (Foto: Reprodução)
Com 1,66 metros de altura e pesando 52 quilos, a empresária é considerada bonita por quem a conhece. “As pessoas me veem e dizem que eu tenho um corpo perfeito, mas não é assim. Quando estou de roupas até me sinto uma mulher bonita, mas se fico só de lingerie é ao contrário”.
“Por exemplo, eu consegui colocar um biquini pela primeira vez depois de quatro anos. Faço acompanhamento terapêutico para tentar conviver com isso. Mas são altos e baixos. Tem dias em que estou bem e tem dias que não”, revela.
Após o trauma e com o desejo de se ver livre das cicatrizes e manchas que tomaram sua barriga, a empresária não ter certeza se conseguirá passar uma terceira cirurgia. “Tenho vontade, mas também muito medo de não conseguir operar de novo. Tenho receio de sair do hospital com uma mutilação pior. Medo de criar uma expectativa e voltar a ser infeliz”, lastima.
Andrea Ribeiro Aleixo Gorski – A cirurgiã plástica Andrea Gorski é graduada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com a médica, por mais de uma vez, para conversar sobre a acusação de erro médico. No entanto, ela não foi encontrada no consultório e nem no telefone celular divulgado pela Sociedade de Cirurgia Plástica.
Sobre Andrea, pesam duas acusações de erro médico.

Consequências inesperadas provocadas pela cirurgia bariátrica

Consequências inesperadas provocadas pela cirurgia bariátrica

Poucas sensações são tão desagradáveis para um obeso quanto entrar em uma loja e, mesmo sem dizer uma palavra, ser prontamente informado pelos vendedores de que, “infelizmente, não há roupas que sirvam”. Após a cirurgia bariátrica (a popular redução de estômago), contudo, desconfortos como esse dão lugar a elogios, autoestima elevada e uma nova vida, em que a balança não representa mais um pesadelo. Não é, contudo, sempre assim. Segundo uma pesquisa feita por médicos da Universidade de São Paulo (USP), do Programa de Atenção aos Transtornos Alimentares (Proata) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vários estudos feitos na última década apontam que, cada vez mais, pacientes que se submetem ao procedimento têm apresentado comportamentos compulsivos, depressão e, em casos extremos, chegam a cometer suicídio — mesmo estando magros como sempre sonharam.

Paulo Sallet, médico assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e um dos autores do trabalho, conta que a compilação de informações sobre o acompanhamento psicológico pós-cirurgia surgiu a partir de 12 anos de observação dos pacientes operados. Segundo ele, embora grande parte deles tenha efetiva melhora de condições clínicas e funcionais, como menos risco de morrer por doenças cardiovasculares (-56%), câncer (-60%) e diabetes (-92%), alguns podem apresentar complicações psicossociais. “Fatores como autoimagem corporal, traços de personalidade e presença de compulsão alimentar prévios à intervenção, dentre outros, têm sido implicados na evolução e no prognóstico desses pacientes”, completa Sallet. Entre os problemas, está o aumento do transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP), complicação mais recorrente nos pacientes da cirurgia.

Por outro lado, o médico diz que, em alguns casos, é possível que condições psiquiátricas prévias se agravem, ou até mesmo novas doenças surjam após a cirurgia. “Provavelmente, essas novas patologias são resultantes de fatores como necessidade de adaptação psicossocial à nova condição e de alterações psíquicas decorrentes de deficit nutricional”, detalha Sallet. Segundo o estudo, de 20% a 70% das pessoas que procuram a cirurgia têm histórico de transtornos mentais.

Qual seria, então, a ligação entre essas doenças e a obesidade? Seria o excesso de peso o responsável pelo sofrimento psicológico ou são os problemas psíquicos que induzem a um estilo de vida alimentar e comportamental que leva ao aumento de peso? De acordo com o médico, as duas coisas — e mais um pequeno, porém importante, detalhe: a genética. “Para que se tenha uma ideia, a taxa de concordância de obesidade em gêmeos fraternos é descrita como em torno de 20% a 30%, enquanto que em gêmeos geneticamente idênticos ela sobe para 70% a 80%”, exemplifica.

Preparação 
Antes de se submeter à cirurgia bariátrica, além de meditar sobre as mudanças desejadas, Tulio Marcos da Cunha, médico-cirurgião do aparelho digestivo e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), explica que os aspirantes a pacientes devem passar por exames pré-operatórios fundamentais. Os testes consistem em avaliações nutricionais, cardiológicas e endocrinológicas. “E um deles é a avaliação psicológica, na qual os médicos avaliam e preparam o obeso para o procedimento”, complementa o médico. Ao todo, os pacientes precisam esperar de dois a seis meses até que todos os testes sejam concluídos.

Muitas vezes subestimado, especialmente após a cirurgia, Cunha salienta que o acompanhamento psicológico não é uma maneira de dar dicas sobre como ser magro. O objetivo principal, na verdade, é acompanhar o processo de adaptação da operação ao modo de vida do paciente. “É importante que fiquem claros os objetivos do tratamento e a parte do próprio paciente, ou seja, no que ele vai precisar colaborar”, acrescenta. Paula Luciana da Silva, psicóloga clínica que atua no acompanhamento de pacientes bariátricos, reforça: essa colaboração não pode ser deixada de lado um minuto sequer. “Não trabalho com expectativa de alta, porque, a partir do momento que estabelecemos um tempo, podemos negligenciar alguns dados”, completa.

Esses dados podem ser cruciais para que o ex-obeso, realmente, adapte-se à nova vida sem sofrimento. É no consultório do psicólogo que eles entenderão o papel da comida em suas vidas e, principalmente, como vencer eventuais frustrações sem precisar dela como muleta. “A pessoa está operando o estômago, não a história de vida”, comenta a psicóloga. Ainda que não volte a engordar, ela salienta que os conflitos continuam ali e precisam ser trabalhados. “Eles têm medo de errar e a cobrança fica maior. Aí vem a frustração, que pode desencadear compulsões.”

“Na cabeça”
Desde que fez a cirurgia bariátrica, há um ano e oito meses, Vanessa Steiner, 39 anos, não passa mais apuros quando precisa comprar roupas. Na verdade, agora ela se policia para acertar a própria numeração. “Sempre peço números maiores. Você emagrece e não se vê magra”, justifica. Se, antes, a engenheira era “ignorada” pelas outras pessoas, agora ela conta que a realidade é bem diferente: de repente, começou o assédio masculino — e até mesmo a desconfiança de amigas casadas ou compromissadas. “Antes, você era a gordinha simpática. Agora, você é uma ameaça.”

De todas as dificuldades que enfrentou para se adaptar ao novo corpo, Vanessa conta que as mais tortuosas se passaram dentro de sua própria mente. “Tudo de ruim que acontece comigo, desconto nos doces”, resume. “O sentimento que tenho é de estar viciada. Vejo reportagens sobre drogados e me enxergo neles.” Mesmo com o acompanhamento psicológico, ela reconhece que superar antigos traumas e novas obsessões é uma tarefa a ser cumprida a longo prazo. “As pessoas trocam comida por outras coisas, como comprar sem parar e ficar viciado em sexo. No meu caso, a compulsão continuou. Por isso, acho que a cirurgia deveria ser na cabeça”, brinca.

Ao contrário de Vanessa, Bianca Torres, 48 anos, conta que não teve problemas de adaptação, nem antes nem depois da cirurgia. “Isso só acontece com pessoas que não foram bem orientadas pela equipe médica”, sustenta. Para se preparar para a operação, Bianca leu sobre os prós e os contras por sete anos antes de se decidir. Se antes da operação a pedagoga já se considerava uma “gordinha bem resolvida”, quatro anos depois da intervenção ela é só autoestima. Sobre amigas que passaram a gastar o salário com lingeries e sapatos aos homens que se tornaram mulherengos, Bianca tem uma opinião forte: falta informação. “A cirurgia é apenas um coadjuvante no processo de emagrecimento”, ensina. “Passamos de obesos a pessoas normais, e elas também têm que se controlar para não engordar.”

Dados preocupantes

Os autores do trabalho brasileiro citam outro estudo, feito em 2007 por pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, que ilustra a incidência de mortes entre pessoas que passaram pela cirurgia. Segundo os americanos, mortes associadas a acidentes e/ou suicídio são 58% maiores em indivíduos no estágio pós-cirúrgico quando comparados aos que não fizeram a operação — isso sem contar os óbitos associados a comportamentos impulsivos, como bulimia e acidentes de trânsito. A maior parte dos suicídios se deu após apenas um ano da intervenção.

Mais e mais rapidamente
Como o próprio nome sugere, o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) caracteriza-se por episódios em que a pessoa passa a se alimentar compulsivamente, em quantidades significativamente maiores que indivíduos normais consumiriam. Além de comerem desenfreadamente, pacientes com o transtorno comem mais rápido que o normal e, geralmente, o fazem sozinhos, com vergonha do julgamento alheio. Após as crises, é comum sentir-se angustiado e frustrado. Sentir-se mal consigo mesmo, deprimido ou com culpa em excesso também é consequência comum — o que, obviamente, influencia no bem-estar psicológico dessas pessoas. Embora tenha sido observado principalmente em pessoas obesas, o transtorno também acomete indivíduos com peso normal.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/10/24/interna_ciencia_saude,275280/consequencias-inesperadas-provocadas-pela-cirurgia-bariatrica.shtml
Ações do documento

Hospital deve indenizar paciente e mulher por danos

RISCO DE MORTE

Hospital deve indenizar paciente e mulher por danos


A Justiça de Minas Gerais mandou o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, indenizar a mulher de um paciente. Motivo: atendimento pós-cirúrgico inadequado com sério risco de morte. A 3ª Vara Cível de Belo Horizonte entendeu que a situação passada pela mulher foi constrangedora. O marido também será indenizado por “ter sido exposto a risco desnecessário”. A decisão é do juiz Raimundo Messias Júnior. Cabe recurso.
De acordo com os autos do processo, a mulher presenciou o marido sofrer princípios de complicações pós-operatórias e logo chamou a enfermeira, que teria dito que os sintomas apresentados pelo paciente eram normais. Ao ver o quadro do marido se agravando cada vez mais, chegou a ligar para o médico que fez a cirurgia e procurar o anestesista de plantão, porém em virtude do atendimento ter iniciado somente 40 minutos após o comunicado da mulher, o paciente sofreu sequelas.
Ele estava internado no hospital após cirurgia de retirada da vesícula por “vídeo-laparoscopia”, quando começou a escorrer um sangue claro misturado com saliva de sua boca. A mulher dele chamou a enfermeira que explicou ser normal o quadro por causa da entubação. No entanto, cerca de 20 minutos depois o sangramento piorou, levando-a a procurar outra vez pela enfermeira. Esta, sem ir até o quarto, afirmou que chamaria o cirurgião de plantão.
Sem recursos, a mulher resolveu ligar para o médico que fez a cirurgia. Ele lhe aconselhou a procurar o anestesista de plantão. Depois de outra tentativa, foi informada de que o cirurgião teria afirmado que o sangramento era normal. Após 40 minutos, o anestesista chegou ao quarto e iniciou os procedimentos de emergência. Porém, o paciente estava com edema pulmonar agudo. Ele chegou a ficar em coma na UTI.
O paciente teve sequelas, tais como rouquidão acentuada, visão turva, inflamação e queda de cabelo, por causa da demora no atendimento.
O hospital, em sua defesa, sustentou que o paciente foi para o apartamento consciente e com bom padrão respiratório. Declarou, ainda, que quando sua mulher procurou a enfermeira, esta entrou em contato com o anestesista que compareceu para fazer a avaliação, conforme consta no prontuário. Ainda de acordo com o hospital, após diagnóstico e tratamento adequado, o edema agudo de pulmão teve evolução favorável e que os problemas das cordas vocais foram ajustados.
Segundo o juiz, a relação entre o paciente e o hospital é de consumo, conforme o artigo 14 do Código de Direito do Consumidor — “o Mater Dei responde pelos danos causados aos pacientes, decorrentes de defeitos na prestação do serviço”.
Ao avaliar os documentos presentes no processo, bem como os relatos periciais, o juiz julgou procedente o pedido do paciente e de sua mulher. De acordo com a perícia, houve falha na prestação de serviço do hospital, tendo em vista tratar-se de um “procedimento cirúrgico invasivo” e que necessitava de cuidados para evitar um “pós-cirúrgico traumático e sem seqüelas”.
O juiz entendeu que os cuidados pós-operatórios necessários não foram tomados. Para ele, com o atraso no atendimento o paciente ficou exposto a risco desnecessário. Para impedir a piora na recuperação do paciente, a enfermeira deveria ter chamado com urgência o especialista de plantão para indicar o tratamento mais adequado para o caso.
O juiz levou em consideração a situação de constrangimento e humilhação pelas quais passou a mulher, ao ver seu marido em situação com risco de morte, sem nada poder fazer. Assim, mandou o hospital indenizar o paciente em R$ 10 mil e a sua mulher em R$ 2 mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2011, 14h42