quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

VÍDEOMulher morre por falta de atendimento médico no Rio

22/4/2014 às 17h07 (Atualizado em 17/10/2015 às 05h41)
Uma mulher morreu após passar cinco dias em busca de atendimento em unidades médicas no Rio. Indignada, a família dela culpa a rede pública pela morte da mulher.

VÍDEOS

Menina morre por falta de atendimento médico no interior do Paraná

Uma menina de dez anos morreu após ter um AVC – Acidente Vascular Cerebral em São Pedro do Iguaçu (PR). A família da criança procurou ajuda, mas não encontrou médicos especializados para atender o c


Greve nos hospitais do DF piora atendimento e pacientes sofrem com a demora

  • 15/10/2015 - 17h26
Paula Laboissière - repórter da Agência Brasil

Brasília - Margarida de Aguiar foi ao Hospital Regional da Ceilândia, mas não conseguiu ser atendida pelo rtopedista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Greve: Margarida de Aguiar foi ao Hospital Regional da Ceilândia, mas não conseguiu ser atendida pelo ortopedista Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar da pouca idade, a secretária Rose Evangelista, 33 anos, aguarda ansiosa pelo momento em que se tornará avó. A filha dela, de 16 anos, está internada na maternidade do Hospital Regional de Samambaia desde a madrugada de hoje (15), mas Rose não tem notícias se o parto já aconteceu e tenta conseguir algum tipo de informação por meio do rádio dos seguranças.
“Há quase duas semanas, eu e minha filha temos ido de hospital em hospital, quase todos os dias, para tentar uma internação. Com a greve, não conseguíamos nada. Hoje, como a bolsa estourou e ela já chegou com cinco centímetros de dilatação, tiveram que interná-la. Só que o hospital não aceita acompanhante e não há funcionário para trazer informação pra gente”, queixa-se Rose.
Sentada ao lado de Rose na porta do hospital, a vendedora Jane Ferreira Mattos, 25 anos, também aguarda notícias da irmã, internada ontem (14), na mesma maternidade, com 41 semanas de gestação. Segundo Jane, há um pedido expresso de cesariana por parte do obstetra que fez o pré-natal da irmã, mas a cirurgia só poderá ser feita amanhã (16) pela manhã.
“Eles só fazem cesárea em último caso. Agora, com a greve, a coisa ficou ainda mais difícil. Mesmo com indicação do obstetra, não conseguimos a cirurgia ainda. Tenho andado com ela há três dias em busca de um bom hospital. Falaram para mim que o atendimento aqui era bom, mas todos os telefones estão cortados e não tenho informação sobre a saúde dela e do bebê”, reclama Jane.
No Hospital Regional de Taguatinga, o saguão do pronto-socorro permanece cheio, mesmo sem nenhuma previsão para atendimento. Pela manhã, alguns pacientes que tentavam fazer a ficha de cadastro foram orientados a voltar para casa, já que o número reduzido de profissionais fez com que apenas casos graves fossem aceitos no local. Mesmo em meio a uma crise de asma, o filho de oito anos da manicure Ludmilla Pereira, 27 anos, encontrou dificuldade para ser atendido.
“Ele já chegou a ficar internado duas vezes – uma delas por 15 dias. Tudo por causa da asma. Já faltou à escola ontem e hoje. Fomos à UPA [Unidade de Pronto Atendimento] mais próxima de casa, mas lá também não tinha médico atendendo. Meu filho já perdeu dois dias de escola. A nebulização que faço em casa não está dando conta de ajudá-lo. Só saio daqui hoje depois de ser atendida”, reclamou Ludmilla.
Na porta do mesmo hospital, a professora Ana Maria Oliveira, 53 anos, tentava convencer a equipe médica a internar a sobrinha grávida que sofre com um quadro de vômitos e diarreia: “Ela já está em trabalho de parto. O bebê está em sofrimento fetal e temos uma ecografia que mostra isso. O obstetra disse que ela não tem força para um parto normal em razão do quadro de desidratação. Se isso não configura emergência, o que mais é uma emergência?”, questionou a professora.
A equipe de reportagem da Agência Brasiltambém esteve no pronto-socorro do Hospital Regional de Ceilândia, onde um único funcionário informava a quem chegava que diversos profissionais aderiram à greve e que não há atendimento no local. Em meio a diversos pacientes, apenas um rapaz, que sofreu um acidente de trabalho grave, conseguiu ser encaminhado para atendimento com um cirurgião.
Com o braço engessado há quase 40 dias, a dona de casa Margarida de Aguiar, 69 anos, não se conforma com a falta de médico no local: “Era para eu ter tirado um raios-X cerca de 15 dias após a minha queda, mas até hoje não consegui. Não há ortopedista atendendo. Estão todos de greve. Não sei o que vou fazer. Não sei que dia eles voltam a trabalhar. Só Deus sabe. Parece que, quanto mais velho a gente fica, mais abandonado a gente se sente. Ninguém tem respeito pelas pessoas de mais idade”.
A assessoria de imprensa do Sindicato dos Médicos dos Distrito Federal informou que a categoria realizou assembleia na última terça-feira (13) e decidiu pela manutenção da greve, iniciada no último dia 8. Eles aguardam agora um posicionamento por parte do governo para iniciar as negociações.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal informou que a categoria aprovou, em assembleia na manhã de hoje, o endurecimento da paralisação. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima terça-feira (20) em frente ao Hospital de Base.


Edição Jorge Wamburg


Falta de médicos deixa pacientes sem atendimento em hospitais de Brasília
Bom Dia Brasil fez uma blitz nas emergências dos principais hospitais da capital federal. Pacientes passam o dia buscando atendimento.
04/01/2016 08h02 - Atualizado em 04/01/2016 09h45
O Bom Dia Brasil fez uma blitz nas emergências dos principais hospitais da capital federal onde está faltando o principal: médicos.
Pacientes passam o dia buscando atendimento. Até agora, a promessa de contratar mais médicos não saiu do papel e dos poucos que têm, parte não aparece para trabalhar. Nada é tão ruim que não possa piorar. Já se passou um ano do novo governo e o velho problema continua.
Falta médico, falta atendimento, falta divulgação clara da escala, falta disposição de muitos profissionais de saúde de fazer hora extra porque o governo atrasa o pagamento.
Falta cumprimento da escala de plantão por causa dos atestados, falta o governo dar condições básicas de trabalho. Enfim, a única coisa que não falta na saúde pública da capital federal é reclamação de paciente.
Veja a reportagem completa no vídeo acima.
 

Vídeo mostra médica agredindo PM e briga entre moradores em Guarujá, SP
Câmera de segurança flagrou briga generalizada durante churrasco. Casal de médicos responderá por vários crimes, inclusive injúria racial.
28/10/2014 07h19 - Atualizado em 28/10/2014 15h29
Do G1 Santos
As câmeras de monitoramento de um prédio em Guarujá, no litoral de São Paulo, gravaram o momento em que dois médicos agridem um policial militar e moradores do condomínio, que haviam reclamado do barulho durante uma churrascada na madrugada desta segunda-feira (27). O casal foi detido e liberado em seguida mas, segunda a polícia, responderá por pelo menos seis crimes, entre eles injúria racial.
Os vizinhos e moradores do edifício pediram para que os médicos respeitassem a lei do silêncio, já que estavam fazendo muito barulho durante a festa. A solicitação não foi acatada e os condôminos, então, chamaram a Polícia Militar. O casal, que já havia ingerido bebida alcoólica, xingou os moradores e agrediu um dos PMs que atenderam a ocorrência.
PM ficou com marcas da agressão pelo corpo (Foto: G1)Policial militar ficou com marcas da agressão pelo
corpo (Foto: G1)
As câmeras de monitoramento do condomínio registraram toda a ação. Nas imagens, é possível ver a médica sendo levada para fora do prédio pela autoridade. Ela se joga no chão e o PM começa a conversar com um integrante da família, que se aproxima. Em seguida, o policial tenta dialogar com a mulher, mas ela pula no pescoço dele e começa a agredí-lo.
Outras pessoas começam a se aproximar do policial e da médica, tentando separá-los. Mas, em vez disso, acabam discutindo entre si e dando socos umas nas outras. Os moradores brigam e se agridem por vários minutos, inclusive as mulheres do prédio.
Além disso, testemunhas relatam que a médica xingou os funcionários do prédio. Ela teria ofendido uma moradora, a chamado de 'preta', os funcionários de favelados, pobres e dito que seriam mandados embora.

Depois disso, os policiais militares saíram com o casal de médicos do condomínio. A mulher aparece nas imagens sendo arrastada pela rua e o homem sendo contido e colocado dentro da viatura.

O casal foi levado para a Delegacia Sede de Guarujá. O delegado ouviu os dois médicos e os liberou ainda durante a manhã. De acordo com a Polícia Civil, eles responderão pelos crimes de injúria racial, resistência, desacato, lesão corporal, ameaça e perturbação do sossego.
Médicos faziam churrasco em área do prédio (Foto: G1)Médicos faziam churrasco em área do prédio (Foto: G1)
Policial ficou com arranhões no pescoço (Foto: G1)Policial ficou com arranhões no pescoço após episódio (Foto: G1)