sábado, 3 de outubro de 2015

Protefe de cilicone contaminada



Próteses 'contaminadas'
A cirurgia para colocar próteses de silicone é uma das intervenções estéticas mais realizadas no Brasil, ao lado da cirurgia de lipoaspiração…
___________
… No entanto nem todos os locais são confiáveis: antes de fazer a cirurgia, é preciso pesquisar bastante para não ter surpresas desagradáveis. Além de pesquisar se o médico é habilitado como cirurgião plástico, é preciso saber também se a clínica possui registro e UTI (ter UTI é obrigatório para clínicas de cirurgias plásticas) e a procedência da prótese que vai ser utilizada.
Saber a procedência da prótese pode evitar problemas sérios, como a degradação da prótese dentro do corpo, como ocorreu com as pacientes que receberam próteses francesas que haviam sido proibidas pela ANVISA.
Próteses proibidasTodas as próteses de silicone utilizadas no país devem ser aprovadas pelos órgãos de regulamentação no Brasil, no caso a ANVISA.
O problema é que algumas próteses não permitidas pela ANVISA continuam sendo usadas em algumas clínicas, sendo responsabilidade da paciente que identificar o uso de próteses inadequadas e denunciar para a ANVISA, para que o órgão tome as providências necessárias.

Blog "Fazer Cirurgia Plástica"
Para que uma prótese seja aprovada ela deve passar por testes de resistência, além de ser feita de material apropriado.
Recentemente no Brasil várias pacientes tiveram problemas com próteses oriundas da França e distribuídas pela empresa EMI Importação e Distribuição LTDA, pois as próteses eram feitas de material não permitido, provocando riscos à saúde caso vazassem. No caso das próteses francesas, os exames realizados pela ANVISA descartaram toxicidade e riscos de câncer.
As próteses foram largamente utilizadas no Brasil entre os anos de 2005 até 2010. Já em 2010 e 2011, a ANVISA publicou alertas quanto à utilização do material, de acordo com o Alerta Sanitário nº 1015 de 01/04/2010 e o Alerta Sanitário nº 1107 de 23/12/2011. As próteses foram proibidas no dia 1 de abril de 2010, através da RE 1558/2010.
Outras próteses proibidas são as da empresa Poly Implant Prothese (PIP), fabricadas na Holanda.

Vídeo sobre próteses de mamas
Veja notícia no vídeo da GN: clique aqui
Troca das próteses
As mulheres que realizaram a cirurgia e receberam a prótese que está proibida devem procurar um médico para avaliar a situação. O SUS (Sistema Único de Saúde) poderá realizar a troca gratuita das próteses para essas mulheres.
Cirurgia de implante de silicone: como é feita e riscos
O pré-operatório da cirurgia para implante de silicone é trabalhoso, e a paciente é submetida a uma série de exames.
Depois de concluídos os exames, e o tamanho, posição e formato das próteses foram escolhidos, a paciente realiza a cirurgia, onde o implante pode ser colocado através do umbigo, das aureolas, pelas axilas ou por um corte abaixo dos seios.
O pós-operatório também é complexo e trabalhoso, e o paciente pode ficar até 2 meses afastado de suas atividades diárias dependendo da natureza dessas atividades. É recomendado eu o paciente não beba e não fume durante o período de recuperação.
Os riscos mais comuns deste tipo de cirurgia incluem:•     Flacidez: devido ao peso e posição do implante.
•     Contratura capsular: consiste na pressão exercida no implante que pode resultar em endurecimento das mamas.
•     Hematomas: podem ocorrer devido ao sangue coagulado.
•     Interferência em exames de mamografia: diminui se o implante for colocado sob o músculo.
•     Necrose: uma complicação mais rara que pode ser corrigida através da remoção do implante.
•     Ruptura: as próteses devem ser trocadas neste caso.
•     Seroma: acúmulo de líquido ao redor da prótese.
Mais postagens sobre cirurgia plástica,clique aqui.

9 Comentários »

  1. Fiz implante de proteses mamarias em 2006. A marca usada é cristalline vertex paragel da Eurosilicone.
    Minha pergunta é: Essa marca está proibida? Houveram relatos de implantes com essa marca que deram problemas. Estou muito preocupada, porque sinto muitas dores em uma das mamas.
    Noemi.
    Comentário by Noemi — 09/03/2012 @ 10:03 am
  2. Noemi, a marca de próteses a qual você se refere não é proibida no Brasil. Ao contrário, ela até fornece certificado de garantia contra ruptura e contração. Veja mais:http://www.lipoesilicone.com.br/protese-mamaria-eurosilicone
    Comentário by Blog Dr. Bayma — 09/03/2012 @ 3:01 pm
  3. realizei implante de silicone em janeiro de 2005, gostaria de saber se a prótese que tenho não está entre as proibida no brasil. a minha Prótese é da Siltex Round High Profile (SHP) da Olanda.
    giovana
    Comentário by giovana vieira — 22/03/2012 @ 2:24 pm
  4. Giovana, sua prótese não está na “lista negra”.
    Comentário by Blog Dr. Bayma — 22/03/2012 @ 3:11 pm
  5. Gostaria de saber onde encontro essa “ista negra”.
    Comentário by Ana Carolina — 13/08/2012 @ 10:36 am
  6. Comentário by Blog Dr. Bayma — 13/08/2012 @ 10:39 am
  7. Ola, vou fazer uma cirurgia dia 15 de janeiro de 2013 de mamoplastia e vou colocar tbm o silicone. A marca que o médico me indicou é a Arion ou a Cebam, não sei a procedência, se é francesa ou não.Acho que são de San Mateo, Califórnia, e a Cebam não sei de onde é. Queria saber sobre essas marcas , se são proibidas , sua procedência. Grata
    Comentário by sandra garbini — 01/01/2013 @ 3:28 pm
  8. Olá! estou querando colocar silicone na mama,e uma das clinica que pesquisei é a pró corpo com a marca de silicone CRM,gostaria de saber se essa marca é segura???
    Comentário by juliana — 04/02/2013 @ 3:36 pm
  9. É bom perguntar ao seu cirurgião plástico.
    Comentário by Blog Dr. Bayma — 05/02/2013 @ 8:04 am

Deixe um comentário

Você precisa fazer o login

Jovem que ficou deformada após plástica refaz cirurgia.

Jovem que ficou deformada após plástica refaz cirurgia

Annelise  teve de refazer cirurgias plásticas para recuperar os danos da primeira operação.  (Crédito: Reprodução)Annelise teve de refazer cirurgias plásticas para recuperar os danos da primeira operação. (Crédito: Reprodução)
Annelise da Silva Martins Levino, 27 anos, que ficou deformada após uma cirurgia plástica feita em uma clínica, em Goiânia (GO), refez o procedimento e diz que mudou de vida. Na época, a pele da barriga não foi devidamente removida, o que a deixou com um volume na região pubiana. “Parecia que eu tinha um pênis e chegaram a me confundir com um travesti”, relatou.
Antes de fazer a primeira cirurgia, Annelise era dona de casa. No entanto, após sofrer com o procedimento desastroso, ela estudou e passou a trabalhar como esteticista. Além disso, entrou para um grupo em uma rede social que falava sobre o tema. Aí, ela teve a ideia de criar seu próprio grupo, com o objetivo de ajudar outras pessoas sobre os cuidados na hora de escolher um cirurgião e uma clínica.
“Comecei com o grupo em 2013 e, aos poucos, ele foi crescendo. Hoje, são cerca de duas mil participantes, que trocam ideias sobre os procedimentos e todos os pontos que é preciso atentar. Lá falamos sobre os médicos que são credenciados junto ao Conselho Regional de Medicina e das experiências bem-sucedidas”, ressaltou. A troca de experiências ganhou força e o grupo fez o seu primeiro encontro real. “Consegui reunir alguns especialistas, que tiram dúvidas sobre o tipo de procedimento que deve ser realizado para cada caso e os cuidados que a pessoa tem de tomar”, disse.
O drama da esteticista começou quando fez a primeira cirurgia plástica, no dia 2 de julho de 2012. Ela queria retirar o excesso de pele na barriga após o nascimento da segunda filha e colocar silicone nos seios. “Tudo parecia bem, mas eu só fui ver que o resultado tinha sido desastroso cerca de cinco meses depois, quando desinchei. Aí, percebi que, além do excesso de pele acima da vagina, que parecia um pênis, eu estava com a cintura desproporcional, e o silicone estava caído”, lembrou.
Na ocasião, segundo Annelise, o médico Gustavo Resende, responsável pela operação, alegou que ela não precisava ter passado por todos os procedimentos. “Ele disse que eu não precisava retirar o excesso de pele e apenas fez a colocação dos implantes [335 mililitros em cada um] e uma lipoaspiração na região da barriga. Porém, o resultado que ele deixou foi pior do que o que eu estava.”
A jovem, então, procurou o médico e ficou acertado que seria feita uma nova cirurgia reparadora. Porém, uma questão financeira atrapalhou a realização do procedimento. “A cirurgia custou 11 mil reais. Paguei 6,8 mil à vista e parcelei o restante em quatro vezes de 1.050 reais. Quando notei que o médico tinha destruído meu corpo, sustei o último cheque e comuniquei a ele. Falei que ia sustar porque não tinha ficado satisfeita com a cirurgia e só iria pagar quando ele me desse o reparo”, contou. Ao constatar o não pagamento da última prestação, o cirurgião teria se negado a fazer uma correção na paciente. “Eles me acusaram de ser caloteira e me mandaram procurar meus direitos. E foi o que eu fiz”, apontou Annelise.
Caso de polícia.
Após denunciar o caso à polícia, ela procurou um advogado e entrou com uma ação na Justiça. Segundo Annelise, até agora, nenhuma audiência chegou a ser realizada. “O meu caso segue tramitando no Tribunal de Justiça, em Goiânia. Pedi a reparação dos danos e, mesmo já tendo feito a nova cirurgia, tive muitos prejuízos.” Ela investiu mais 27 mil reais em uma nova abdominoplastia e colocação de silicone, em dezembro do ano passado. Depois disso, se considera recuperada. “Fiz um novo sacrifício para reparar minha vida. Agora que consegui arrumar o meu corpo estou bem, mas o médico tem de ser punido”, ressaltou. (AG)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Caso Jandira :Grávida morta em clínica clandestina de aborto.


Caso Jandira: grávida morta em clínica clandestina de aborto se torna símbolo no Rio

Do R7
18/12/2014 às 16h22
Corpo foi encontrado carbonizado, sem digitais e arcada dentáriaArquivo Pessoal
O caso da grávida Jandira Magdalena dos Santos Cruz revelou a cruel realidade nas clínicas clandestinas de aborto do Rio de Janeiro. No dia 26 de agosto, a auxiliar administrativa desapareceu após realizar o procedimento ilegal. O corpo da jovem foi encontrado mutilado e carbonizado no dia seguinte ao crime. A quadrilha responsável pela morte de Jandira está presa e foi denunciada pelo Ministério Público.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que cerca de 1 milhão de grávidas façam aborto por ano no Brasil. Um desses casos foi o Jandira, 27 anos, mãe de duas meninas, e que decidiu interromper a terceira gestação no quarto mês. A criança foi fruto de um rápido relacionamento e não estava nos planos. 
Jandira foi vista pela última vez na rodoviária de Campo Grande, zona oeste do Rio. O ex-marido Leandro Reis levou a mulher até o local, onde a motorista da uma clínica clandestina a buscaria junto com outras grávidas. Ela teria pago pelo aborto R$ 4.500.
De acordo com a polícia, Jandira morreu após passar pela cirurgia. O corpo, sem digitais e arcada dentária, foi encontrado carbonizado dentro de um carro um dia após o crime, em Guaratiba, zona oeste do Rio. Foi preciso um exame de DNA para comprovar a identidade. Somente um mês após o desaparecimento de Jandira, a família conseguiu realizar o enterro da grávida.
Publicidade
A Delegacia de Campo Grande (35ª DP) comandou as investigações do caso. Ao menos, oito pessoas foram presas. Entre elas, Rosemere Ferreira, apontada pela polícia como a chefe do grupo, o falso médico responsável pelo aborto, Carlos Augusto Graça de Oliveira, e também Luciano Luis Gouvêa Pacheco, conhecido como Shrek, suspeito de coordenar o plano para ocultar o corpo de Jandira. 
O inquérito policial, concluído em novembro passado, indiciou 14 pessoas — inclusive o ex-marido de Jandira, que levou a jovem até o ponto de encontro da quadrilha, e uma amiga da vítima, que teria indicado a clínica clandestina. Eles foram indiciados por ter dado apoio à prática, considerada ilegal no País.
No entanto, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou dez suspeitos envolvidos no caso. O promotor Bruno de Lima Stibich, da 27ª Promotoria de Investigação Penal, pediu a condenação dos acusados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, fraude processual, destruição e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e aborto.
A denúncia foi aceita pela Justiça do Rio em 24 de novembro. Os réus são: Carlos Augusto Graça de Oliveira, Rosemere Aparecida Ferreira, Keilla Leal da Silva, Vanuza Vais Baldacine, Carlos Antônio de Oliveira Júnior, Mônica Gomes Teixeira, Marcelo Eduardo de Medeiros, Agda Pereira Iório, Jorge dos Santos Pires e Luciano Luís Gouvêa Pacheco. Caso sejam condenados, os réus podem pegar pena de até 48 anos de reclusão.
Outro caso
A gravida Elizângela Barbosa, de 32 anos, também morreu depois de fazer um aborto em Niterói, região metropolitana do Rio, em setembro deste ano. Segundo a polícia, após complicações no procedimento, ela foi abandonada no acesso de uma comunidade da região. Os traficantes teriam obrigado um morador a levar a mulher até o hospital, mas ela não resistiu. Durante a necropsia, os legistas encontraram um tubo plástico no corpo da vítima.
Os investigadores estiveram na casa em que Elizângela foi submetida ao procedimento. No local, a polícia apreendeu medicamentos, inclusive de uso veterinário, e um computador.
Megaoperação contra aborto
Em outubro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a operação Herodes em diversas regiões do Estado. Além disso, contou com apoio das polícias de São Paulo e do Espírito Santo para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. A maior ação contra clínicas clandestinas de aborto no País prendeu mais de 60 suspeitos. Médicos, advogados, policiais, militares do Exército e do Corpo de Bombeiros estavam entre os envolvidos no esquema ilegal.
De acordo com a polícia, o médico Aloísio Soares Guimarães, preso na operação, seria um dos chefes da quadrilha. As investigações duraram 15 meses e apontaram que o bando se dividia em sete núcleos, que atuavam na capital e na região metropolitana. A quadrilha cobrava até R$ 7.500 por procedimento.