quinta-feira, 16 de julho de 2015

Falsa Medica Fazia Plantão Em MAIRINQUE...


Enfermeira diz que falsa médica 'fugia' de atendimentos: 'Agora faz sentido'
Mulher fazia plantão em Mairinque, São Roque e Alumínio, interior de SP. Farsa foi descoberta depois que ela abandonou o plantão.
15/07/2015 08h37 - Atualizado em 15/07/2015 09h50
Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Funcionários que trabalharam com a falsa médica que atendia no pronto-atendimento de Alumínio (SP) ficaram surpresos com a revelação de que ela usava o nome e o registro de outra profissional. A mulher, que se apresentou como Cibele Lemos, fazia plantões no setor de urgência e emergência há um mês. A empresa terceirizada responsável pela contratação afirmou que a falsa médica também trabalhava em unidades de saúde de Mairinque (SP) e São Roque (SP). 
“Foi uma bomba para todo mundo quando soubemos. Aí a gente começa a relembrar as ações dela: ‘Foi por isso que naquela situação ela teve aquela conduta. Também teve aquela consulta em que ela não se manifestou e fugiu da responsabilidade’. Agora a gente começa a pensar, e tudo faz sentido", diz a enfermeira Franciele Domingues.
Funcionários trabalharam com falsa médica (Foto: Reprodução/TV TEM)'Foi uma bomba quando soubemos', diz enfermeira
do pronto-atendimento de Alumínio
(Foto: Reprodução/TV TEM)
A fraude foi descoberta depois que a mulher abandonou o plantão no último sábado (11) sem avisar a equipe. Indignado, o diretor de Saúde do município, Paulo Pimenta, decidiu comunicar o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), mas, ao consultar o número do registro profissional no site do órgão, viu que o nome estava correto, mas a foto não era a da mulher que trabalhava no local. 
"Verificamos que a foto do Cremesp não era a mesma da pessoa que estava lá, foi quando levantamos a suspeita. Nós acionamos a empresa [que contratou a suspeita] para averiguar o que estava acontecendo e para levantar se a profissional que consta no Conselho é a mesma pessoa que estava dentro do pronto-atendimento", relata Pimenta.
Pacientes preocupados
De acordo com o diretor do pronto-atendimento de Alumínio, Rafael Lelis de Andrade, os prontuários dos pacientes atendidos pela falsa médica foram analisados, mas nenhuma divergência foi encontrada. "Nos plantões que ela deu, não houve grandes emergências, apenas atendimentos de baixa complexidade. Foram consultas de rotina, tanto de adultos quanto de idosos, algumas de pediatria, mas nada fora do padrão", afirma Andrade.
Os moradores que foram atendidos pela mulher estão assustados. A professora Rose de Campos levou a mãe ao local para uma consulta de retorno e se diz insegura com a situação. "Isso é muito sério. Eu trago minha mãe, de quase 82 anos, e quero ter certeza absoluta de que são profissionais, formados, experientes, conscientes, que estão prontos para cuidar da vida, e não para colocar a vida do ser humano em risco", diz Rose.
Pacientes que foram atendidos pela mulher estão preocupados (Foto: Reprodução/TV TEM)Pacientes que foram atendidos pela mulher estão
preocupados (Foto: Reprodução/TV TEM)
Contratação será revista
Segundo o advogado da empresa responsável pela contratação, Marcio Ferrari, a mulher apresentou o registro médico. Porém, na época, a foto do profissional não era exigida no site do Cremesp, e, portanto, não foi possível confirmar a identidade.
A empresa ainda admitiu ter contratado a suspeita mesmo sem a apresentação do diploma, mas deve rever o procedimento. "Nós vamos levantar a relação de documentos e pedir indicação dos profissionais que vierem. Vamos precisar de referências para que eles possam atuar", explica Ferrari.
Segundo o diretor do pronto-atendimento, a polícia foi chamada para deter a falsa médica, mas se recusou a comparecer à unidade. A mulher disse que buscaria documentos em casa e aproveitou para fugir. A PM informou que o atendente do 190 avaliou que se tratava de um caso administrativo e, por isso, nenhuma equipe foi enviada. A conduta do profissional está sendo apurada.
A mulher ainda não foi localizada.
À direita, a falsa médica; à esquerda, perfil da verdadeira profissional (Foto: Reprodução/TV Tem)Falsa médica (à esq.) usava nome e o registro de outra profissional (à dir.) (Foto: Reprodução/TV Tem)

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COMENTÁRIOS

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  • Pedro Henrique
     respondidohá 5 horas
    Parem de reclama, e o mesmo atendimento ou ate melhor que os medicos Cubanos!
  • Fernanda Matos
    há um dia
    Cidadão de Alumínio, exija do Prefeito e vereadores a realização de concurso publico para a saúde, não deixe essa empresa terceirizada enganar vocês, fingindo prestar um serviço. Os médicos dessa empresa não possuem vínculos empregatícios com ela, são recrutados de ultima hora para cobrirem buracos na escala de plantão, e a prefeitura sabe disso.
  • Antonio Neto
    há um dia
    Que belo RH hein, olha o que dá confiar em político , provavelmente essa tercerizada, que atende em 3 cidades, é de propriedade de um empresário financiador de campanha. Sem comentários .
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mulher morre Após Fazer Aplicação.

Família diz que suposta biomédica fez o procedimento em clínica de Goiânia. Sociedade de Cirurgia Plástica explica que só médico pode fazer tratamento.
28/10/2014 12h42 - Atualizado em 30/10/2014 09h39
Por Paula Resende
Do G1 GO
Maria José Brandão morre após fazer aplicação de hidrogel no bumbum, em Goiânia, Goiás (Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)Maria Brandão morre após fazer aplicação de
hidrogel  (Foto: Aracylleny Santos/ Arquivo Pessoal)
A paciente Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, morreu após fazer uma aplicação de hidrogel em uma clínica estética de Goiânia, para aumentar o tamanho do bumbum. A família informou que o procedimento foi realizado por uma mulher que se apresentou como biomédica. A vítima passou pelo procedimento na sexta-feira e faleceu no Hospital Jardim América, na madrugada de sábado (25), com suspeita de embolia pulmonar. A Polícia Civil investiga o caso.
A gerente da empresa responsável pelo produto que a família da vítima acredita que ela usou disse ao G1que vai aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para se pronunciar. No site do produto, há informação de que o hidrogel possui o “devido registro” na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Anvisa informou que não tinha como confirmar a autorização para a comercialização do gel, pois o órgão não está funcionando nesta terça-feira (24) devido ao feriado dos servidores públicos.
Amiga da vítima, Aracyelly Santos explicou que Maria conheceu a suposta biomédica, que mora em Catalão, no sudeste goiano, pela internet, onde ela faz anúncios do trabalho dela. “É uma pessoa muito persuasiva, convence do trabalho dela”, disse.
Conforme a família, a suposta biomédica sempre vem à capital para fazer aplicações do hidrogel. Para isso, de acordo com parentes da vítima, ela aluga salas em hotéis e clínicas de beleza.
A amiga disse que Maria não gostou do resultado da primeira sessão, feita em um hotel da capital, pois o bumbum ficou inchado. Por isso, 15 dias depois, ela resolveu fazer uma nova aplicação do produto para correção. Logo após passar pelo procedimento, na manhã do dia 24, Maria começou a passar mal quando já estava em casa. Segundo a família, ela estava com falta de ar e dor de cabeça.
Maria foi encaminhada ao Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) do Setor Vila Nova. Em seguida, a levaram para o Hospital Jardim América, onde foi internada, na sexta-feira, na Unidade de Terapia Intensiva. Segundo a família, Maria morreu por volta das 5h de sábado com quadro suspeito de embolia pulmonar, mas a causa da morte só será confirmada pelo laudo do IML, que deve ser concluído na próxima sexta-feira (31).
Aracyelly relatou que Maria era uma pessoa que frequentava academia e gostava de se cuidar. A amiga conta que a família está muito abalada. “Ninguém esperava que isso pudesse acontecer. Vamos tomar todas as providências cabíveis”.
Investigação
O boletim de ocorrência foi registrado por familiares da vítima ainda no sábado, no 8º Distrito Policial de Goiânia. Na segunda-feira (27), o caso foi transferido à Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).
Segundo a delegada responsável por apurar a causa da morte, Tatiana Barbosa, ela deve ouvir familiares da vítima nesta semana e, posteriomente, a suposta biomédica. A polícia também aguarda o resultado de laudo do IML.
Tatiana explicou que vai investigar se a suspeita tinha autorização para fazer o procedimento. “Temos que averiguar se ela tem qualificação para realizar o ato, o que ocorreu durante o procedimento. Confirmando o erro, ela vai ser indiciada por homicídio culposo”, disse.
Ato exclusivo de médicos
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Luiz Humberto Garcia de Souza explicou ao G1 que o procedimento invasivo no glúteo é delicado e só pode ser realizado por médicos devidamente qualificados.
“Independente de qualquer coisa, é certo que o Ato Médico veta este tipo de procedimento feito por profissional não médico. Esse procedimento de natureza invasiva deve ser indicado e realizado apenas por médico. Essa senhora, ao fazer isso, exerceu um ato médico sem estar habilitada para tal. Portanto, é um caso de charlatanismo, de exercício ilegal de medicina”, informou.
Luiz Humberto disse ainda que não tinha conhecimento sobre o produto utilizado pela biomédica até o último domingo (26), quando soube da morte de Maria, por isso não sabe se o hidrogel já havia sido devidamente testado. “Toda vez que surge um produto novo, tem que ser submetido a um estudo científico, tem que ser verificada a biocompatibilidade, se não causa alergia, se não é oncogênico, ou seja, se não pode gerar câncer, se não migra para outros locais do corpo e reações de toda a natureza. Não é que não deva ser aplicado, mas desconheço esse produto”, afirma.
De acordo com o especialista em cirurgia plástica, há uma grande possibilidade de a paciente ter tido embolia pulmonar em virtude da aplicação no glúteo. “Esse produto é um gel muito articulado, são partículas muito pequenas que têm facilidade de penetração vascular e que podem ser levadas em um volume massivo para a árvore venosa do pulmão, gerando um caso gravíssimo.

Família De Mulher Que Morreu Após Cirurgia

estética pede apuração do caso

07 / 07 / 2015 | 12h13
CAROLINA IGLESIAS

Mulher teve infecção generalizada após fazer lipo, peeling e colocar silicone

Daniela tinha 36 anos 
Inconsolados com a perda da gerente administrativa, Daniela de Sá Avighi, de 36 anos, que morreu após passar por três procedimentos cirúrgicos em uma clínica de estética em Praia Grande, familiares  pedem a apuração do caso. A causa da morte, registrada no último dia 2, foi uma infecção generalizada. Nove dias antes da internação da paciente, ela havia realizado lipoaspiração, implante de silicone nos seios e um peeling para remoção de estrias na região dos glúteos e coxas. 

Irmão da vítima, o assistente jurídico Cláudio Avighi, 37 anos, conta que Daniela já havia feito um procedimento cirúrgico com o mesmo especialista há 15 anos. “Ela o conhecia porque havia feito uma lipoaspiração com ele no passado. E agora seria a primeira vez que faria o implante da prótese mamária”, comenta o irmão, que lembra que a raspagem realizada para a remoção das estrias teria sido definida há pouco tempo. 
”Ela já vinha pagando por dois dos procedimentos, mas resolveu fazer essa raspagem (peeling) de última hora. E foram essas raspagens que os médicos da UTI classificaram como uma queimadura de 2º grau. Foi um procedimento bastante evasivo”, explica. 
Os três procedimentos cirúrgicos ocorreram no último dia 23. A gerente administrativa deixou a clínica de estética no mesmo dia e, desde sua alta, segundo o irmão, queixava-se de fortes dores, principalmente na região onde havia sido realizado o peeling. 
”Ela se queixava de uma forte ardência na região desse procedimento e que não conseguia nem dormir por conta do incômodo. Como as dores eram frequentes, ela chegou a comunicar uma assistente do médico. Pediu para ser internada porque não aguentava de tanta dor”. 

UTI 
Depois disso, Daniela foi orientada a tomar uma medicação, mas como as dores não passaram foi levada pela família a um pronto socorro de Praia Grande, no último dia 27. De lá foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Santos, onde permaneceu internada até o dia do óbito. 
”No primeiro dia, ainda estava lúcida, conversando com a gente. Mas no dia seguinte ela precisou ser sedada. Estava com a respiração fraca e suas conversas eram desencontradas. Chegou a fazer uma transfusão de sangue e de lá pra cá, permaneceu desacordada até o dia da sua morte”. 
O corpo de Daniela foi velado e sepultado no último dia. Moradora de Praia Grande, ela deixou uma filha de 15 anos. “Os meus pais estão inconsolados com tudo o que aconteceu. Eles estão arrasados e querem a apuração dos fatos”. 
Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado no 1º DP de Praia Grande. “Se houve erro médico, queremos que os envolvidos sejam responsabilizados”.