- A diarista Maria Gilessi Pereira Silva, 41, morreu duas horas depois de passar por uma cirurgia para colocar implantes de silicone nos seios na noite de anteontem, de acordo com o hospital Salt Lake, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.Segundo o hospital, Maria estava consciente e conversava com a equipe médica quando teve uma parada cardiorrespiratória.Detalhes sobre a causa da morte serão conhecidos apenas após a conclusão do laudo feito pelo IML (Instituto Médico Legal).A paciente era hipertensa e fez 13 exames antes da cirurgia, inclusive eletrocardiograma. Todos os resultados foram normais, segundo o filho Danilo Pereira Reis, 21.A cirurgia foi contratada na clínica Pró-Corpo, na Bela Vista (centro), que cobrou R$ 5.500 pelo procedimento.O jovem fez um empréstimo de R$ 7.000 para pagar a cirurgia da mãe, apesar de se dizer contra o procedimento.Ele, que tem salário de R$ 1.500, mora ao lado da casa da mãe na Vila Natal, na região de Santo Amaro (zona sul).O implante de silicone era um "sonho" da diarista, segundo o filho. Ela procurou a clínica e teve recomendada uma prótese de 360 ml.Para antecipar a operação, a paciente mudou de médico e o novo especialista fez implantes de 450 ml, disse Reis.Por ter ocorrido duas horas após o procedimento, a morte foi classificada como sendo por "causas clínicas", não diretamente relacionadas à cirurgia, afirmou José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.CONTRAINDICAÇÃOSegundo o especialista, a paciente não morreu por "causas cirúrgicas", aquelas diretamente relacionadas à cirurgia -como a perfuração de uma artéria. "A pressão alta é uma contraindicação para passar por cirurgias", afirmou.Segundo ele, uma operação para colocar próteses de silicone nos seios custa ao menos R$ 13 mil."Precisa ter um hospital bom, cirurgião, anestesista, médico auxiliar e instrumentador. Só um par de próteses de boa qualidade custa R$ 2 mil", afirmou.Para Adoudib, o custo muito baixo de uma operação do tipo pode gerar riscos.O filho da diarista disse que pretende processar a clínica, mas que não tem recursos para contratar um advogado.PUBLICIDADE
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Diarista Morre 2 Horas Após Colocar Prótese De Silicose.
Jovem Morre Depois De Colocar Próteses De Silicose
07/10/2014
Jovem morre após colocar silicone nos seios
A jovem, de 28 anos, morreu neste fim de semana após ter complicações depois de fazer uma cirurgia para colocar próteses de silicone nos seios. O Conselho Regional de Medicina goiano disse que, se houver suspeita de erro médico, vai iniciar uma investigação.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Rinoplastia Riscos – Quais são os riscos de uma rinoplastia?
Quais são os riscos de uma rinoplastia?
A Rinoplastia (cirurgia do nariz) tornou-se bastante comum durante a última década, mas, no entanto, como é um procedimento cirúrgico, todas as operações são expostas a certos riscos. Perigos esses, inesperados que podem ocorrer, ou algumas complicações que o seu médico não tivesse previsto.
Sangramento excessivo – este durante o periodo pós-operatório é realmente muito raro, e quando acontece, é resolvido muito rápido e não requer nenhum Tratamento adicional.
Perfuração de septo – Um buraco involuntário feito durante a cirurgia. Se isso acontecer, você poderá ter alguma dificuldade respiratória, sangramento excessivo no nariz, e cobalto. Provavelmente terá de passar por outro procedimento cirúrgico para corrigir este problema.
Cicatrizes – A cirurgia interna também irá produzir uma cicatriz que não será perceptível a olho nu, mas se você fizer uma cirurgia para remodelar o nariz ficará com uma pequena cicatriz que vai ficar situada na base do nariz ou em outros lugares onde se fizer a incisão.
Manchas no nariz – Estas aparecem quando os vasos sanguíneos rebentam. Elas são muito pequenas, mas para sempre. Existe geralmente muito com o que se preocupar.
Aderências – É uma cicatriz que pode acontecer e fica situada na área do septo. É extremamente rara, mas quando acontece, geralmente faz-se outro procedimento para removê-la, mas esta não afeta a sua respiração.
Necroses – A necrose é extremamente rara. Ela literalmente significa a morte da pele do nariz (pele morte). A razão pela qual eu a mencionei, é pelo seu risco, as necroses podem originar o resultado terrível de uma rinoplastia, esta acontece em uma pequena percentagem de casos, mas, devemos ser cauteloso.
Infecções – Cada vez que se executa um corte, surge o perigo de infecção. Novamente, devemos dizer que muito raramente estas acontecem e desenvolvem um abscesso que terá de ser retirado cirurgicamente.
Se você fizer a pesquisa apropriada e escolher um médico qualificado, a cirurgia vai correr perfeitamente. Em todo o caso, deve sempre discutir estas possiveis situações com o seu médico para ter a certeza de que alguém vai abordar estas questões e, se não irão surgir encargos para si se for necessario submeter-se a uma segunta intervenção.
http://www.fotosantesedepois.com/rinoplastia-riscos/
O Que Procura?
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Menino de três anos morre à espera por vaga em CTI da Santa Casa
4/08/2014 16:40
Edivaldo Bitencourt e Filipe Prado
Um menino de três anos de idade morreu, por volta das 4h de hoje (14), esperando vaga no CTI (Centro de Terapia Intensivo) da Santa Casa de Campo Grande. É a segunda morte nesta semana de um paciente a espera por vaga na emergência na rede pública da Capital. No domingo, uma jovem de 24 anos morreu no Hospital Universitário após ficar por 48 horas em uma “UTI improvisada” na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
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A morte trágica de João Guilherme Teixeira Menezes, 3 anos, ocorreu após a família comemorar o fato do menino ter ficado um ano longe do hospital. Cardiopata, a criança passou mal na segunda-feira, quando foi encaminhada à Santa Casa da Capital.
Apesar de ser conveniado da Unimed, ele deu entrada na emergência pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O tio, o economista Celso Fabrício Corrêa Souza, 38, contou que ele recebeu uma fita verde no braço, o que indica que o caso não era tão grave.
A família revolta-se porque o menino tem problema em uma válvula do coração e deveria ser tratado na ala vermelha (emergência médica). Outra crítica, ele só foi atendido por médicos plantonistas e não pelo médico responsável pelo seu caso.
Nos últimos dias, enquanto esperava por uma vaga no CTI, o menino foi transferido para uma enfermeira de cuidados intensivos. Segundo relato da mãe, feito ao tio, uma enfermeira fez o furo no pescoço do menino, que passou a ter uma forte hemorragia.
Como a criança utiliza medicamento para o sangue não coagular, houve uma dificuldade da equipe hospitalar estancar o sangue. Celso diz que o furo foi maior do que o feito no pescoço da avó do menino. Na idosa, o serviço teria sido feito por um médico especializado, enquanto na criança foi realizado por uma enfermeira.
O menino passou a ficar mais fraco e ficar roxo após o furo, segundo relato feito pela mãe aos familiares. Em seguida, por volta da 1h da madrugada de hoje, a criança foi retirada do quarto. Por volta das 4h, a família foi informada da sua morte.
A dor da família é maior porque o menino, mesmo sendo cardiopata, já tinha sobrevivido a três cirurgias e chegou a ficar internado no CTI por seis meses. Há aproximadamente um ano, segundo o tio, ele não ficava internado em um hospital, o que vinha sendo considerado um bom sinal para os pais.
No atestado de óbito de João Guilherme, o médico apontou pneumonia bacteriana sem causa definida como causa da morte. O médico plantonista do hospital se recusou assinar o atestado, que foi feito pelo médico legista.
O menino será velado a partir das 17h30 de hoje no Parque das Primaveras.
Outro caso - Esta é a segunda morte de paciente que aguarda vaga em CTI na Capital. No domingo, Camila Delmondes Flores, 24, morreu no Hospital Universitário. Mãe de duas crianças, ela passou mal e ficou em um “CTI improvisado” na UPA da Vila Almeida por 48 horas até ser transferida para o HU.
Ontem, o prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), destacou que o poder público vem realizando todos os esforços para salvar vidas.
A Santa Casa informou que o menino ficou em uma enfermeiro de cuidados intensivos. Ele recebeu todos os atendimentos necessários. Sobre a falta de vaga no CTI, o hospital ficou de se manifestar.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Médicos são condenados por retirar órgãos de pacientes vivos em SP
20/10/2011 21h27 - Atualizado em 20/10/2011 23h25
Trio foi condenado a mais de 17 anos de prisão em julgamento em Taubaté.
Caso ocorreu há 24 anos; eles irão recorrer da decisão em liberdade.
Marcelo Mora
Do G1 SP, em Taubaté
Os três médicos acusados de matar quatropacientes em um hospital de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, em 1986, foram condenados a 17 anos e 6 meses de prisão na noite desta quinta-feira (20). O juiz Marco Montemor, porém, permitiu que eles recorram da sentença em liberdade.
O destino do trio foi decidido por um júri composto por quatro mulheres e três homens após quatro dias de julgamento, realizado do Fórum Central da cidade. Os médicos foram responsabilizados pelos quatro homicídios.
Um dos réus, o urologista Rui Noronha Sacramento, 60 anos, passou mal duas vezes durante a leitura da sentença e teve de ser amparado por parentes para sair do fórum.
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- Termina 1º dia do júri de médicos acusados de tirar rins de pacientes
Segundo a Promotoria, além de Sacramento, o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, de 62 anos, retiraram rins irregularmente das vítimas como parte de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos.
“Muito tempo já passou, mas a justiça foi feita. O próprio povo de Taubaté que fez o julgamento e está de parabéns por não ter esquecido, não ter deixado o tempo apagar esse fato tão sério, tão grave, que marcou a história da cidade”, o promotor do caso, Márcio Augusto Friggi de Carvalho. Ele acrescentou que não irá recorrer.
Questionado pelo fato de os condenados responderem em liberdade, o promotor disse não se opor à decisão judicial. "O juiz entendeu que há os pressupostos para isso e a decisão é correta. Não vejo nenhum absurdo nisso."
Antes de começar a leitura da sentença, o juiz Montemor afirmou: “Na primeira leitura que fiz desse processo, há algum tempo, minha primeira impressão uma única palavra pode descrevê-la: tragédia. Não cito nomes. Todos, indistintamente, abraçados pela mesma tragédia.”
Os defensores dos condenados disseram que irão recorrer da decisão. "A pena é pesada demais, sem sombra de dúvida. O recurso vai atacar a decisão e a pena", afirmou o advogado Sérgio Badaró, que defende Fiore.
Romeu Goffi, que representa Sacramento e Torrecillas, disse acreditar que o júri será anulado. "Amanhã mesmo vamos fazer um termo de apelação e vamos apresentar as razões no prazo legal. A possibilidade de ser anulado esse júri é de 99,99%.”
Segundo a acusação, os médicos falsificaram prontuários de pacientes vivos, informando que estavam com morte encefálica (sem atividade cerebral e sem respiração natural) para convencer suas famílias a autorizar a retirada dos órgãos para doação, de acordo com a denúncia.
Os réus responderam no exercício legal de suas profissões pelo crime de homicídio doloso (com intenção de matar) dos pacientes José Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobbo e José Faria Carneiro.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro estavam vivos quando entraram no extinto Hospital Santa Isabel de Clínicas (Hosic), onde atualmente está localizado o Hospital Regional de Taubaté, e morreram após a retirada de seus rins há mais de 24 anos. Segundo o promotor do caso, as vítimas morreram por outras complicações em razão da ausência desses órgãos.
Julgamento
O júri começou na manhã de segunda-feira (17), com o depoimento das testemunhas arroladas pela acusação: o médico Roosevelt de Sá Kalume (que revelou o caso), a médica Gilzélia Batista (responsável por guardar os prontuários médicos), a enfermeira Rita Maria Pereira (que afirmou ter visto um médico retirar os órgãos de um paciente vivo), o médico César Vilela, Ivã Gobbo (irmão de um dos pacientes mortos), Regina Teixeira (telefonista que trabalhava no setor de prontuários), Lenita Bueno (médica anestesista). Também foi ouvida na segunda a testemunha de defesa PauloArantes de Moura.
O júri começou na manhã de segunda-feira (17), com o depoimento das testemunhas arroladas pela acusação: o médico Roosevelt de Sá Kalume (que revelou o caso), a médica Gilzélia Batista (responsável por guardar os prontuários médicos), a enfermeira Rita Maria Pereira (que afirmou ter visto um médico retirar os órgãos de um paciente vivo), o médico César Vilela, Ivã Gobbo (irmão de um dos pacientes mortos), Regina Teixeira (telefonista que trabalhava no setor de prontuários), Lenita Bueno (médica anestesista). Também foi ouvida na segunda a testemunha de defesa PauloArantes de Moura.
Na terça (18), foram ouvidas seis testemunhas solicitadas pela defesa, outras três foram dispensadas. Nesse mesmo dia, também aconteceu uma acareação entre a enfermeira Rita Pereira e uma anestesista que negou ter ocorrido retirada de órgãos de paciente vivo. Em seu interrogatório, que durou quase três horas, o réu Rui Sacramento voltou a negar que foram retirados rins de pacientes vivos. O médico afirmou que Kalume revelou o suposto esquema por “disputa de poder”.
Na quarta (19), foram ouvidos os outros réus: o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, de 62 anos.
Nesta quinta, houve o fim dos debates entre defesa e Promotoria e a reunião do júri.
Caso Kalume
Kalume, que chegou a ser internado no início da noite de segunda no Hospital Regional de Taubaté com taquicardia após prestar seu depoimento, foi o responsável por revelar o caso em 1987. Então diretor da Faculdade de Medicina de Taubaté (Unitau), o médico procurou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.
Kalume, que chegou a ser internado no início da noite de segunda no Hospital Regional de Taubaté com taquicardia após prestar seu depoimento, foi o responsável por revelar o caso em 1987. Então diretor da Faculdade de Medicina de Taubaté (Unitau), o médico procurou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.
Na época, o assunto ficou conhecido nacionalmente e a imprensa o tratou como caso Kalume, em referência ao sobrenome do denunciante. O escândalo culminou com a abertura de inquérito policial em 1987 e até virou alvo em 2003 da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a atuação de organizações criminosas atuantes no tráfico de órgãos no Brasil.
Os médicos foram absolvidos das acusações de tráfico de órgãos e eutanásia nos procedimentos administrativos e éticos do Cremesp, em 1988, e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 1993. Além disso, o caso em Taubaté ajudou na discussão a respeito da elaboração da atual lei que trata sobre a regulamentação dos transplantes de órgãos no país até hoje. Segundo o CFM, a lei é a 9.434, de 1997.
Em 1993, Kalume chegou a publicar um livro sobre o caso. Para narrar os fatos, ele usou nomes diferentes dos personagens da vida real. “Transplante”, no entanto, deixou de ser publicado. Apesar disso, a obra também faz parte do processo contra os médicos.
Já em 1996, após quase dez anos de investigação, a Polícia Civil de Taubaté concluiu o inquérito que responsabilizou quatro médicos pelas mortes de quatro pacientes. Um dos acusados morreu em maio deste ano.
Defesa
Antes de o início do julgamento, os réus disseram ao G1 pessoalmente ou por meio de seus advogados serem inocentes. “Ficou comprovado que [os pacientes] estavam em morte encefálica. Estavam mortos. Se os indivíduos estavam mortos, não tem como eu ser acusado de uma coisa, se eles estavam mortos. O que eu fiz...a minha participação foi no diagnóstico da morte encefálica”, disse o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior.
Antes de o início do julgamento, os réus disseram ao G1 pessoalmente ou por meio de seus advogados serem inocentes. “Ficou comprovado que [os pacientes] estavam em morte encefálica. Estavam mortos. Se os indivíduos estavam mortos, não tem como eu ser acusado de uma coisa, se eles estavam mortos. O que eu fiz...a minha participação foi no diagnóstico da morte encefálica”, disse o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior.
O urologista Noronha Sacramento também rebateu as acusações. “Nunca agi contra a vida em nenhum momento da minha carreira. Na equipe que há vinte e tantos anos, na cidade de Taubaté, realizou retiradas de rim, nefrectomias de cadáver para transplante renal, e que realizou transplante renal na cidade de Taubaté e em outras cidades lá, eu era o cirurgião responsável pela retirada do órgão e pela colocação nos outros pacientes que precisavam do transplante. Nunca foi feita retirada de órgão de paciente que tivesse o menor sinal de vida.”
O advogado Romeu Correa Goffi, que defende, além de Sacramento, o nefrologista Torrecillas, também afirmou que seus clientes são inocentes das acusações. “Esses rapazes [médicos] estão sendo injustiçados, profundamente injustiçados. Quando foram feitas as retiradas dos rins, não estavam somente eles, equipe de transplante, presentes na sala. Havia estudantes de medicina, anestesistas, havia um grande corpo clínico, pessoas que se interessavam em conhecer o procedimento. Então, como num contexto desse pode ter havido algo tão grotesco?”, questionou o defensor.
Acusação
A acusação da Promotoria contra os médicos se baseou somente no homicídio doloso. Segundo Friggi de Carvalho, laudos do Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Técnico Científica e do Cremesp concluíram que os pacientes não estavam mortos antes da retirada dos rins.
A acusação da Promotoria contra os médicos se baseou somente no homicídio doloso. Segundo Friggi de Carvalho, laudos do Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Técnico Científica e do Cremesp concluíram que os pacientes não estavam mortos antes da retirada dos rins.
Durante o processo, testemunhas relataram que até uma espécie de médium foi apresentado pelos médicos aos parentes para dizer que havia entrado em contato com o suposto morto no plano espiritual e ele havia pedido para os familiares autorizarem a doação.
Os réus disseram que os órgãos iam para o programa de transplantes de um convênio entre a Unitau e o Hospital das Clínicas (HC), da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Mas segundo o promotor Friggi de Carvalho, esse acordo jamais existiu. “Não há nenhum registro disso em lugar algum”, disse.
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