quarta-feira, 4 de junho de 2014

Homem é assassinado dentro de hospital em Gravataí

4/11/2011 18:48 - Atualizado em 14/11/2011 19:54


Diego Telles de Carvalho estava internado após ter sido baleado, no último sábado

Um paciente do hospital Dom João Becker, em Gravataí, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira. De acordo com a Polícia Civil, Diego Telles de Carvalho, de 28 anos, foi alvejado por um homem que invadiu o hospital e disparou diversas vezes contra ele, que estava internado no quarto 114 do hospital.

A vítima tinha antecedentes por furto e roubo de veículos, segundo a Brigada Militar (BM). Carvalho deu entrada na instituição no último sábado, após ter sido baleado, no bairro Morada do Vale I.

Além do atirador, um cúmplice entrou junto no hospital, conforme a BM. A dupla conseguiu fugir após os disparos, usando um automóvel. BM e Polícia Civil iniciaram buscas na região.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, demonstrou preocupação com o episódio. Ele revelou que não é de praxe que as instituições de saúde contratem segurança armada.

Argollo lembrou, ainda, que a desativação do Hospital do Presídio Central, durante o governo de Olívio Dutra (1999-2002), levou a Brigada Militar e a Polícia Civil a ter de internar criminosos presos em hospitais comuns. Ele defende a reabertura de uma instituição de saúde que possa atender os presos e evitar que fatos como o de hoje sigam ocorrendo. O atual secretário de Segurança do Estado, Airton Michels, era o superintendente da Susepe, na época do fechamento do hospital. 


Fonte: Rádio Guaíba e Correio do Povo
Correio do Povo | Notícias | Homem é assassinado dentro de hospital em Gravataí

ERRO MÉDICO: DEFENDA-SE



                                APRESENTAÇÃO
A desumanização do atendimento médico, a mercantilização ("comércio") da medicina e a crescente degradação da relação médico-paciente têm contribuído para o aumento expressivo dos erros médicos.
A sociedade não pode aceitar calada e conformada !
O médico não é intocável !
A atividade médica caracteriza-se por ser uma obrigação de meios e não de resultados. Porém, nem sempre são empregados os meios possíveis e adequados para que possam ser atingidos os melhores resultados. É quando o médico age com imprudência, negligência ou imperícia que surge o erro médico. Baixos salários,
falta de recursos, excesso de trabalho, não podem servir como justificativas aceitáveis.
A nossa intenção é fornecer informação para prevenir o erro médico e facilitar a sua identificação, auxiliando a população a reivindicar os seus direitos.
A partir do momento que foi comprovado um erro médico, e que este ocasionou seqüela ou até mesmo a morte, o paciente ou familiares próximos devem encaminhar à justiça um processo indenizatório para o ressarcimento dos danos causados.
Pode ser processado individualmente qualquer profissional médico (incluindo Diretores de Clínicas, Hospitais, Cooperativas e também Secretários de Saúde).
Também podem ser processadas quaisquer Instituições de Saúde (Clínicas, Hospitais Particulares Convênios Médicos, Cooperativas, Casas de Repouso, Bancos de Sangue, etc).
Também podem ser processados o Governo Municipal, Estadual e Federal, quando as instituições forem de responsabilidade da Prefeitura, do Estado ou do Governo Federal, respectivamente.
                            PREVENÇÃO DO ERRO MÉDICO
"Todo indivíduo tem direito a vida ; Artigo 3º da Declaração Universal de Direitos Humanos ; ONU 1.948"
1) Procure sempre identificar os profissionais que estão lhe prestando atendimento.
2) É muito importante saber que todo paciente deve ter um Prontuário Médico. Ele corresponde ao conjunto de documentos padronizados onde registra-se todo o histórico do paciente (hipóteses diagnósticas, tratamento utilizado, resposta ao tratamento, evolução clínica, exames e controles da enfermagem). O paciente ou familiar responsável pode ter acesso ao Prontuário Médico, podendo solicitar uma cópia integral
do mesmo, conforme interpretação do Código de Ética Médica no seu artigo 70, capítulo V ("É vedado ao médico negar ao paciente acesso a seu prontuário médico, ficha clínica ou similar, bem como deixar de dar explicações necessárias à sua compreensão, salvo quando ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros.").
3) Prontuário médico, receita médica, relatório médico, devem obrigatoriamente conter letra legível.
Artigo 39, capítulo III do Código de Ética Médica (É vedado ao médico receitar ou atestar de forma ilegível quaisquer documentos médicos).
4) É fundamental estabelecer uma boa relação médico-paciente, mantendo o respeito mútuo.
5) O paciente deve solicitar do médico todas as informações que ?????l??�???; julgar necessárias. O médico tem obrigação de informar o paciente ou responsável, em linguagem simples, sobre todos os aspectos que envolvam a doença (diagnóstico, tratamento e prognóstico). Artigo 59, capítulo V do Código de Ética Médica: "É vedado ao médico deixar de informar o paciente o diagnóstico, prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo
quando a comunicação direta ao mesmo possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, a comunicação ser feita ao seu responsável legal".
6) Tire todas as dúvidas antes de aceitar qualquer procedimento. O paciente, devidamente informado, tem o direito de se manifestar livremente na escolha do tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico. Artigo 56, capítulo V do Código de Ética Médica: "É vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida".
7) Em caso de indicação de cirurgia é conveniente procurar outros profissionais da área para confirmação do diagnóstico e da indicação de cirurgia.
8) Sempre que a situação permitir, é interessante que um acompanhante permaneça na sala durante a avaliação médica.
9) O paciente tem o direito de ser informado quando o tratamento a que vai ser submetido (medicamento ou cirurgia) é experimental.
10) Durante o tratamento o paciente deve informar ao médico sobre medicamentos que faz uso e medicamentos aos quais é alérgico.
11) Os pacientes usuários de "drogas" devem comunicar tal fato ao seu médico, pois determinados medicamentos, e até mesmo alguns anestésicos, podem provocar reações indesejadas.
12) Se ao longo do tratamento médico o paciente perder a confiança no médico que o acompanha é aconselhável procurar outro profissional da área.
13) Em relação a?????l??�???;os partos, muitos erros ocorrem por assistência médico-hospitalar inadequada. Certifique-se:
-O Pediatra deve estar presente na sala de parto para dar assistência ao recém-nascido.
-O Anestesista deve obrigatoriamente estar presente durante parto cesárea ou fórcipe.
-O Médico Obstetra deve acompanhar todo o trabalho de parto, realizando todos os procedimentos necessários. Verificar a pressão arterial materna, verificar os batimentos cardíacos do bebê através do sonar. Realizar exame do líquido amniótico (amnioscopia e/ou punção). Baseado nessa avaliação, ele deve tomar a conduta quanto ao tipo de parto a ser realizado em cada situação.
-Verificar as condições do berçário (higiene, equipamento e profissionais).
-A gestante pode solicitar a presença do pai da criança na sala de parto (deve ser combinado previamente com a direção do Hospital).
14) Num tratamento ortopédico, onde algum membro foi engessado, procure imediatamente o ortopedista em caso de dor muito intensa ou de arroxeamento dos dedos,
                     CONHEÇA ALGUNS EXEMPLOS DE ERROS MÉDICOS
"Todas as perdas e danos que ocorram por ato de uma pessoa, seja por imprudência, negligência ou imperícia,
devem ser reparados por aqueles que o causaram"
1) Cirurgião que ao realizar uma cirurgia esquece compressa ou instrumento cirúrgico no abdome do
paciente.
2) Cirurgia de face, onde o cirurgião secciona o nervo facial do paciente provocando uma deformidade facial
permanente.
3) Cirurgia plástica estética onde o cirurgião promete um resultado e ocorre uma deformidade grave no
paciente, decorrent?????l??�???;e do ato operatório.
4) Médico que realiza um procedimento arriscado, sem discussão prévia com o paciente ou responsável, e
tal procedimento provoca danos ao paciente. (exceção aos casos onde há risco de vida iminente para o
paciente).
5) Médico que erra grosseiramente um diagnóstico, provocando danos ao paciente (por exemplo, no caso de
um paciente com derrame cerebral, onde o médico administra apenas calmantes achando que é uma "crise
nervosa").
6) Médico que comete omissão de socorro, tendo como conseqüência seqüelas ou a morte do paciente.
7) Médico que erra grosseiramente na dosagem de medicamento, provocando danos ao paciente.
8) Médico que ao deixar de tomar uma providência óbvia provoque danos ao paciente (por exemplo, médico
obstetra que deixa de realizar uma cesárea mesmo diante de sinais evidentes de que não é possível fazer
parto normal sem riscos, e que dessa atitude resulte lesões no recém-nascido).
9) Paciente que apresenta um problema anestésico durante uma cirurgia, e que não é tratado a tempo, vindo
posteriormente a ficar com seqüelas ou morrer, devido a um ato de negligência do anestesista que se
ausenta da sala de cirurgia durante um ato cirúrgico.
10) Queimaduras de pele por radioterapia inadequada.
11) Recém-nascido que sofre seqüelas neurológicas (retardamento mental) por falta de atendimento
adequado na sala de parto.
12) Seqüelas em membros, devido a engessamento incorreto.
13) Erro em resultado de exame de laboratório, laudo de ultra-som, radiografia, etc, que provoque uma
conduta lesiva ao paciente.
14) Paciente que sofre queda do leito, porque este não tem proteção ou porque não houve observação
adequada.
15) Contaminação pelo vírus da AIDS, Hepatite?????l??�???; e outras doenças devido a transfusão de sangue
contaminado.
 
      Fique atento!Informe-se!
A Associação das Vítimas de Erros Médicos oferece atendimento e assistência jurídica gratuitos.
Sempre que estiver diante de uma suspeita de erro, durante atendimento médico-hospitalar, abra um
B.O. (Boletim de Ocorrência) na delegacia mais próxima e procure assistência jurídica.


Dr. Ronaldo Fiore - Médico Pediatra

Homem de 39 anos morre após ter alta do PS com ‘crise de ansiedade


03/06/2014 Autor(a): Juliana Pereira Função: RepórterFoto(s): Wilker Maia/Comércio da Franca

Homem de 39 anos morre após ter alta do PS com ‘crise de ansiedade’
Grávida de cinco meses, a promotora de vendas Karina Lopes Fagundes, 35 anos, espera explicações para a morte de seu marido
Mais um paciente morreu após passar por atendimento no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. O frentista Jean Carlos da Silva, 39, morador do Jardim Esmeralda, morreu na manhã do último sábado, 31, após passar pelo pronto atendimento no dia anterior reclamando de dores no peito.




Silva chegou ao “Azzuz” por volta das 8h30 da última sexta-feira, 30, queixando-se de fortes dores na região torácica. O frentista ficou cerca de 6 horas no PS, período no qual passou por exames e recebeu medicação. “


Mediram a pressão e viram que estava alta. Quando deram os remédios, ele piorou muito. Reclamava que os braços estavam dormentes e que estava passando mal. Então chamei ajuda e pedi para os médicos fazerem exames”, disse a mulher do paciente, a promotora de vendas Karina Lopes Fagundes, 35, que relata ainda que o marido passou por um eletrocardiograma e fez um raio-X do tórax.
“O médico viu os exames e disse que ele não tinha nada. Começou a perguntar se ele estava nervoso, se usava drogas. Disse que ele tinha só uma crise de ansiedade e mandou a gente procurar um psicólogo. Achei um absurdo, ele nunca usou drogas”, disse Karina.
Mesmo ainda reclamando de dor no peito, Silva recebeu alta. Revoltada, a mulher procurou por um médico particular, mas conseguiu agendar a consulta somente para o dia seguinte.
Na manhã de sábado, ainda com dores, o frentista se preparava para o atendimento com o médico particular quando começou a passar mal. “Ele acordou, comeu e estava se arrumando. Ele estava com muita dor, então nos sentamos na cama. Ele se encostou em mim, deu um suspiro e caiu para o lado. Fiquei desesperada e chamei o socorro”, disse Karina. Segundo ela, Silva foi levado para a Santa Casa, onde já teria chegado morto. 
O corpo do frentista passou por perícia no IML (Instituto Médico Legal), cujo resultado fica pronto em 30 dias. Da certidão de óbito, consta que a causa da morte é indefinida.
Jean deixa Karina grávida de cinco meses, além de outros dois filhos de 12 e 6 anos. “Não consigo entender como liberam um homem com tanta dor no peito. Trataram meu marido como um cachorro. Ele só viu o médico pela segunda vez durante o tempo que passou no pronto-socorro, porque passou mal, se não teria tido só aquela consulta de um minuto”, disse Karina.
O Comércio questionou a Secretaria de Saúde sobre a conduta do atendimento de Jean no “Azzuz”, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição. 
Outras quatro mortes suspeitas, de pacientes que morreram após passar por atendimento na Rede Municipal de Saúde, são investigadas: em novembro de 2013, Kelly Cristina de Souza, 27, morreu depois de passar diversas vezes pelo PS e ser operada na Santa Casa; Luara Pietro Ribeiro, 25, morreu em janeiro depois de passar oito vezes pelo PS e enfrentar duas cirurgias também na Santa Casa; Clésia Novais, 31, morreu em fevereiro após receber glicose no PS mesmo sendo diabética; Francisca Firmina da Silva, 47, morreu em março meia hora depois de receber alta no PS.

Garota com farpa no corpo é vítima de erro médico


25/01/2014 Autor(a): Thamara Pimenta Função: RepórterFoto(s): Cassiano Lazarini/Comércio da Franca


Garota com farpa no corpo é vítima de erro médico
Elaine Gabriel, mãe da pequena Cristina, chora ao narrar o sofrimento que a filha passou desnecessariamente na Santa Casa
A última protagonista das frequentes denúncias de supostos erros médicos na Santa Casa de Franca é uma menina de apenas 5 anos. Cristina Aparecida Gabriel Lourenço esperou 18 dias por atendimento para retirar uma farpa atravessada em seu bumbum, depois de ter se 





machucado enquanto brincava no parque infantil da praça do Jardim Ângela Rosa. O que era para ser o fim da angústia se tornou em uma dor totalmente desnecessária: a intervenção cirúrgica não foi feita na área onde estava o fragmento de madeira e revoltou a família da menina. (VEJA O VÍDEO). 
 
O procedimento foi marcado, após diversas idas e vindas ao hospital, para a última quinta-feira. A garota, acompanhada de sua mãe, Elaine Gabriel, chegou no horário marcado e esperou quase quatro horas para ser atendida. A cirurgia começou apenas por volta das 15 horas. 
 
“Enquanto eu trocava a minha filha para a cirurgia, mostrei para a enfermeira onde estava a farpa. Elas entraram e eu fiquei no quarto, mas escutava desesperada o choro dela”, disse a mãe. “Minha filha voltou chorando mais ainda, dizendo que ia morrer e que queria sair de lá. Enquanto isso, o médico veio me dizendo que não tinha nada onde eles mexeram e que a farpa poderia estar mais para o fundo. Mas, se eles mexessem mais, era perigoso ela morrer ou ficar sem a perninha”, contou.
 
Apesar da anestesia, a menina continuava chorando de dor. Desesperada e não convencida com a explicação dada pelo médico, a mãe resolveu conferir a cirurgia e se surpreendeu. “Quando eu vi, chorei mais ainda, porque eles mexeram no lugar errado e que não tinha nada a ver.” 
 
Logo em seguida, Elaine chamou e apontou o erro a uma enfermeira, que não acreditou. Apenas depois de muita insistência, a menina foi levada novamente para o centro cirúrgico. “Entrei em um desespero maior ainda. Da primeira vez, a cirurgia demorou quase uma hora. Já na segunda, não gastaram nem cinco minutos. Logo, o médico voltou com a farpa na mão e não me deu nenhuma explicação.”
 
Segundo a mãe, a pequena Cristina está emocionalmente abalada e sem vontade até mesmo de brincar. Os pontos, dados apenas no corte do procedimento realizado desnecessariamente, impedem a menina de se sentar. 
 
“Onde eles mexeram errado, tem cinco ou quatro pontos, e onde a farpa estava mesmo, tem um buraquinho de nada. Foi falta de atenção, porque eles estavam com o raio-x que mostrava tudo em mãos. Eu acredito que eles fizeram ela sofrer muito procurando uma coisa que não estava ali.”
 
Elaine e sua família estão revoltadas com a situação. Segundos os familiares, providências serão tomadas tanto para fazer justiça ao caso de Cristina quanto para tentar evitar que outras pessoas passem pela mesma situação. “Vamos tomar atitudes. Vou entrar sim na Justiça, porque como aconteceu com a gente pode acontecer com outras pessoas também.”
 
Outro lado
A Santa Casa de Franca não comentou detalhes sobre o atendimento. Por nota, informou apenas que está ciente dos fatos ocorridos e que uma sindicância foi aberta para apurar os atos cometidos. Ainda segundo a nota, o resultado das apurações será divulgado assim que concluídos e encaminhados também ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina) e ao Comitê de Ética Médica.
 
Para mais detalhes do caso, a nota sugeriu que o médico autor dos procedimentos fosse procurado. O Comércio retornou o e-mail pedindo dados do profissional para que o contato pudesse ser estabelecido, mas não obteve resposta.
 
Assista a reportagem:

Crianças têm queimaduras após tomar sedativo em hospital de SP

27/09/2012 06h50 - Atualizado em 27/09/2012 10h13


Uma menina de 4 anos e um menino, de 2, tiveram problemas.
Hospital em Itapevi diz que médicos prescreveram remédios corretos.

Do G1 SP
A Polícia Civil investiga o Hospital Nova Vida de Itapevi, na Grande São Paulo. Em um intervalo de apenas dois dias, duas crianças tiveram queimaduras após tomar supostos sedativos, como mostrou o Bom Dia São Paulo desta quinta-feira (27). Uma delas sofreu queimaduras em várias partes do corpo. A outra estava internada em estado grave até esta quarta (26).
Letícia, de 4 anos, chegou ao hospital no último dia 17, com febre alta e teve de ser internada. Segundo a mãe, uma enfermeira pediu para que ela desse um calmante à menina antes de um exame de tomografia, porque a criança estava muito agitada.

“Quando a Letícia se acalmou, eu inseri o medicamento na boca dela. Quando bateu na boquinha dela, na língua, ela já começou a cuspir. Conforme ela foi cuspindo, foi queimando a pele”, disse a cabeleireira Patrícia Gomes da Silva.

Fotos tiradas pela família mostram a menina com queimaduras em parte do rosto, pescoço e boca. Ela recebeu tratamento no próprio hospital e teve alta no sábado (22). A mãe da menina conta que ela está mais nervosa depois que saiu do hospital e que vai acompanhar as investigações da polícia.

“Foi uma irresponsabilidade muito grande, porque eles estão mexendo com uma vida”, disse a mãe.

Ao registrar a ocorrência, Patrícia descobriu que outra criança, Bruno Martins Araújo Barbosa, de 2 anos, teve o mesmo problema depois de ingerir um suposto calmante dado por uma enfermeira. O menino foi transferido para um hospital no bairro do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, onde está desde o dia 19. Segundo o boletim de ocorrência, ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o estado de saúde dele é considerado grave.

Em nota, a direção do Hospital Nova Vida afirmou que as crianças foram bem atendidas e que os médicos prescreveram os remédios corretos para os quadros clínicos que elas apresentavam. Ainda de acordo com a nota, depois da suspeita de troca das medicações, ambos os casos são apurados.

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Polícia ouvirá enfermeira que deu sedativo a crianças que se queimaram

27/09/2012 12h18 - Atualizado em 27/09/2012 12h36

Crianças tiveram queimaduras após tomar medicamento em hospital.
Casos aconteceram em Itapevi, na Grande São Paulo.

Do G1 SP

A delegada responsável pelo caso duas crianças que tiveram queimaduras após tomar supostos sedativos informou ao SPTV que a enfermeira que receitou o medicamento no Hospital Nova Vida deItapevi, na Grande São Paulo, irá depor na tarde desta quinta-feira (27).
A menina Letícia, de 4 anos, sofreu queimaduras em várias partes do corpo. Já o garoto Bruno Martins Araújo Barbosa, de 2 anos, está na UTI de um hospital na capital paulista com insuficiência respiratória aguda e respira com ajuda de aparelhos. Os dois casos foram registrados na delegacia de Itapevi como lesão corporal culposa - quando não há intenção de ferir.
Letícia chegou ao hospital no dia 17, com febre alta e teve de ser internada. Segundo a mãe, uma enfermeira pediu para que ela desse um calmante à menina antes de um exame de tomografia, porque a criança estava muito agitada.
“Quando a Letícia se acalmou, eu inseri o medicamento na boca dela. Quando bateu na boquinha dela, na língua, ela já começou a cuspir. Conforme ela foi cuspindo, foi queimando a pele”, disse a cabeleireira Patrícia Gomes da Silva.
Fotos tiradas pela família mostram a menina com queimaduras em parte do rosto, pescoço e boca. Ela recebeu tratamento no próprio hospital e teve alta no sábado (22). A mãe da menina conta que ela está mais nervosa depois que saiu do hospital e que vai acompanhar as investigações da polícia.
Ao registrar a ocorrência, Patrícia descobriu que o menino Bruno teve o mesmo problema depois de ingerir um suposto calmante dado por uma enfermeira.
Em nota, a direção do Hospital Nova Vida afirmou que as crianças foram bem atendidas e que os médicos prescreveram os remédios corretos para os quadros clínicos que elas apresentavam. Ainda de acordo com a nota, depois da suspeita de troca das medicações, ambos os casos são apurados.

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SP: duas crianças são vítimas de erro médico e polícia investiga os casos

Edição do dia 28/09/2012
28/09/2012 10h22 - Atualizado em 28/09/2012 10h22


Em depoimento a polícia, uma enfermeira confirmou a troca de remédios que provocou as queimaduras em um dos casos.

Em São Paulo, a polícia investiga dois casos de queimaduras dentro de um hospital em Itapeví. Duas crianças teriam recebido ácido no lugar do remédio.
Um menino, de 2 anos, que está internado em um hospital de São Paulo, com estado grave. A família não quis gravar entrevista. Já outra menina, de 4 anos, cuspiu ácido. Mesmo assim sofreu lesões na boca e em outras partes do corpo. Em depoimento a polícia, uma enfermeira confirmou a troca de medicamentos que provocou essas queimaduras na menina.
Letícia já corre pela casa, ri e brinca como qualquer criança de 4 anos de idade. As marcas do que passou nos últimos 10 dias já estão mais leves. No dia 19 deste mês, ela estava no Hospital Nova Vida, em Itapevi, por causa de uma febre. Ela ia fazer uma tomografia. Uma enfermeira trouxe um sedativo em uma seringa e entregou para a mãe dar o remédio para a menina.
“Na hora que eu coloquei na boca dela ela começou a cuspir. Conforme ela foi cuspindo, foi queimando toda a boca dela”, conta Patrícia Soares. Patrícia gritou pela enfermeira: “‘O que está acontecendo é normal?’ Ela viu o que estava acontecendo, viu que tinha algo errado e saiu para pedir socorro”, conta.
A enfermeira envolvida no caso contou na delegacia que recebeu a seringa com a substância das mãos de uma técnica de enfermagem. Assumiu que errou ao não conferir o medicamento. O advogado dela confirmou a troca de medicamentos: em lugar de um sedativo foi dado um ácido usado pra queimar verrugas. “Foi dado ácido e está sendo apurado de quem foi o erro”, afirmou.
O pai de Letícia diz que, até agora, o hospital não entrou em contato com a família. “Para mim é irresponsabilidade, erro, trocaram o medicamento, deram o medicamento errado. É falta de atenção por parte do hospital, do enfermeiro e do médico”, fala José Soares.
No boletim de ocorrência consta lesão corporal culposa, sem intenção. E a direção do Hospital Nova Vida informou que está investigando os casos.
 Bom Dia Brasil - SP: duas crianças são vítimas de erro médico e polícia investiga os casos