quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CPI ouve vítimas de erro médico

23/10/2009 18:06

CPI ouve vítimas de erro médico

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Gilmaci na reunião da CPI
No dia 20/10, a CPI criada para investigar denúncias de erros médicos, realizou reunião, com a presença do deputado Gilmaci Santos (PRB) e sob a presidência do deputado José Bittencourt (PDT). Na ocasião, os hospitais Beneficência Portuguesa (Santos) e Manuel de Abreu (Bauru), foram mencionados, pois deverão ser investigados sobre o uso correto da bomba de cobalto.

Como costuma ocorrer, a CPI contou com depoimentos de vitimas de erros médicos. O deputado Gilmaci Santos concordou com um pedido de Uebe Rezeck (PMDB), que disse ser necessária a contratação de peritos pela comissão. "Somente um especialista pode averiguar a veracidade dos casos de erros médicos e também as possíveis irregularidades de clínicas e hospitais. Esse é um assunto muito delicado e precisamos ser extremamente cautelosos", disse Gilmaci.



gilmacisantos@al.sp.gov.br 

Plano de saúde: Responsabilidade solidária

Indenização às vítimas de erro médico


Operadoras de plano de saúde respondem solidariamente com médicos no pagamento de indenização às vítimas de erros ocorridos em procedimentos médicos. O entendimento, já manifestado em diversos julgamentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi reafirmado pela Quarta Turma ao dar provimento a recurso especial para reconhecer a responsabilidade da Unimed Porto Alegre Cooperativa de Trabalho Médico e aumentar de R$ 6 mil para R$ 15 mil o valor da indenização por danos morais para cliente que teve vários problemas após cirurgia de retirada de cistos no ovário. A questão teve início quando a cliente foi à Justiça pedir reparação por danos moral e estético, em ação contra a médica, o hospital e a Unimed, em virtude de erro médico. Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente. O juiz considerou as provas periciais i nconclusivas. Insatisfeita, a paciente apelou.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu, no entanto, que o hospital e a Unimed não poderiam ser responsabilizados pelo erro cometido pela médica. Segundo entendeu o tribunal gaúcho, a médica não era empregada do hospital e não foi indicada à paciente pela operadora do plano de saúde, embora fosse credenciada como cooperada. Condenou, então, apenas a médica, concluindo que estava caracterizada sua culpa, devendo pagar à paciente R$ 6 mil por danos morais.
No recurso para o STJ, a paciente não contestou a exclusão do hospital. Apenas sustentou a responsabilidade da Unimed e pediu aumento do valor da indenização fixado pela primeira instância. A médica também recorreu, mas seu recurso não foi admitido.
A Quarta Turma, de forma unânime, deu provimento ao recurso especial. Em seu voto, o relator, ministro Raul Araújo, observou inicialmente a distinção entre os contratos de seguro-saúde e dos planos de saúde. “No seguro-saúde há, em regra, livre escolha pelo segurado dos médicos e hospitais e reembolso pela seguradora dos preços dos serviços prestados por terceiros”, explicou. “Nos planos de saúde, a própria operadora assume, por meio dos profissionais e dos recursos hospitalares e laboratoriais próprios ou credenciados, a obrigação de prestar os serviços”, acrescentou.
Responsabilidade objetiva
Para o relator, não há dúvida de que a operadora do plano de saúde, na condição de fornecedora de serviço, deve responder perante o consumidor pelos defeitos em sua prestação. “Seja quando os fornece por meio de hospital próprio e médicos contratados ou por meio de médicos e hospitais credenciados, nos termos dos artigos 2º, 3º, 14 e 34 do Código de Defesa do Consumidor”, disse ele.
O ministro lembrou que essa responsabil idade é objetiva e solidária em relação ao consumidor. “Na relação interna, respondem médico, hospital e operadora do plano de saúde nos limites da sua culpa. Cabe, inclusive, ação regressiva da operadora contra o médico ou hospital que, por culpa, for o causador do evento danoso”, afirmou o ministro.
Além de reconhecer a solidariedade entre a Unimed e a médica para a indenização, o ministro votou, também, pelo aumento do valor a ser pago. A reparação por danos morais foi fixada em R$ 15 mil, mais correção monetária, a partir da data do julgamento na Quarta Turma, e juros moratórios de 0,5 % ao mês até a entrada em vigor do Código Civil de 2002, e de 1% a partir de então, computados desde a citação.
A decisão determinou ainda que a médica e a Unimed paguem custas e honorários advocatícios de 12% sobre o valor da condenação. A paciente, que conseguiu Justiça gratuita, mas não recorreu sobre a exclusão da responsabilidade do hospital, pagará custas processuais em relação a ele, além de R$ 600 reais de honorários advocatícios.


Associação de Defesa das Vítimas

Associação de Defesa das Vítimas de Erro Médico será lançada dia 22/10

ADVITEM - Associação de Defesa das Vítimas de Erro Médico - SP. Assembleia Popular, assembleia Legislativa de SP - 23-09-2011. O professor Luiz Silveira apresentou a ADVITEM. A assembleia de Fundação acontecerá em 22 de outubro de 2011, às 14h, na Cãmara Municial de S.Paulo. 
Ligue: 11-9439-1234. 
email: advitem@yahoo.com.br
http://advitem.wordpress.com/

Belém - Passeata lembra vítimas de erro médico

Belém - Passeata lembra vítimas de erro médico



Publicado por Ministério Público do Estado do Pará (extraído pelo JusBrasil) - 3 anos atrás
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Por: Assessoria de imprensa
Famílias que perderam entes queridos por causa de erros médicos se reúnem no domingo, 21, numa passeata em Belém. A primeira edição da marcha terá início às 8 horas, na Praça Santuário de Nazaré, no bairro de Nazaré, com celebração ecumênica.
De lá, as famílias seguem caminhando até a Praça da República. A mobilização é organizada pela Associação Paraense contra o Erro Médico (Aspacem) e pela Organização Não Governamental (ONG) Saúde, Vida e Justiça e tem o apoio do Ministério Público do Estado. A associação e a Saúde, Vida e Justiça atendem pelos telefones 3086-8689 e 8113-2425.

Simpósio na OAB aborda tema de alternativas


17 de abril de 2013 - 16h08 • 

Simpósio na OAB aborda tema de alternativas

 para garantir Justiça a vítimas de erro médico

Evento é aberto à acadêmicos, profissionais e público em geral




Muita gente luta na justiça, por causa de erros médicos. Quem não se lembra das mulheres que foram mutiladas pelo ex-médico Alberto Rondon, que hoje cumpre pena em prisão domiciliar.

 Hoje (17), na OAB em Campo Grande um simpósio está abordando esse tema e buscado caminhos e alternativas para tentar evitar os erros médicos e garantir justiça as vítimas.
O sofrimento de Silvia Aparecida Lacerda Alves, já dura 14 anos. Tempo que a filha sofre sequelas depois de ser uma das mais de 100 vítimas identificadas do ex-médico Alberto Rondon, que operava sem ter a habilitação de cirurgião plástico. Aos 16 anos a jovem, hoje com 30, fez a operação de redução dos seios por que sentia dores nas costas. A mutilação foi traumática na adolescência, juventude e persiste agora que é mãe.
“Minha filha sempre foi muito bonita, só que auto-estima foi lá embaixo até hoje ela não usa biquíni, porque é uma cicatriz muito grande, ela não consegue amamentar, ela tenta, machuca, sangra, porque não tem como sair o leite, dá íngua, o leite vai para debaixo da axila, é um transtorno”, diz Silvia Aparecida.
Silvia ingressou com uma ação conjunta com outras pacientes contra o ex-médico. Rondon foi condenado à prisão domiciliar, cumpre na casa dele em bonito e ainda a pagar indenização às vitimas. Segundo Silvia até agora, ninguém recebeu o que a justiça determinou: custeio do tratamento médico e psicológico das vítimas.
“O CRM, foi condenado para nos dar respaldo, não conseguimos nada até agora, minha filha não tem respaldo nenhum, ela fez três cirurgias, para corrigir esse erro, tudo pago por nós”, finaliza.
Nesta quarta feira (17) um simpósio na OAB vai abordar o assunto erro médico. O evento é aberto à acadêmicos, profissionais e público em geral.
“Hoje nós temos uma nova perspectiva social e as pessoas estão cobrando reivindicando seus direitos e é isso que vamos tratar no simpósio para encontrar soluções e alternativas, para que todos esses problemas pelo menos sejam minimizados”, explica Giovanna Trad Cavalcanti, Presidente Com. de Biodireito/OAB (com colaboração Tv Ms Record)









MS Record - OAB busca alternativas para tentar evitar erros médicos e garantir justiça as vítimas  
 Publicado em 17/04/2013

 Muita gente luta na justiça, por causa de erros médicos. Quem não se lembra das mulheres que foram mutiladas pelo ex-médico Alberto Rondon, que hoje cumpre pena em prisão domiciliar. Hoje, na OAB em Campo Grande um simpósio está abordando esse tema e buscado caminhos e alternativas para tentar evitar o erros médicos e garantir justiça as vítimas.



Foto: Reprodução TV MS RecordGiovana Trad diz que objetivo do simpósio é que todos esses problemas pelo menos sejam minimizados

Em 43 dias, três bebês são vítimas

De erro médico em Belo Horizonte...

Menino recebeu leite na veia em vez de soro e se recupera na UTI; outro bebê não resistiu ao receber leite em vez de soro

AE | 
selo
O Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, abriu procedimento para apurar erro médico que teria causado duas arritmias cardíacas em um bebê de quatro meses. Davi Emanuel Souza Lopes, que está internado há cerca de uma semana para tratamento de pneumonia, teria recebido leite na veia em vez de soro e terá de se recuperar no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade . Este é o terceiro erro médico com crianças em hospitais da região metropolitana da capital mineira em pouco mais de um mês.
De acordo com a direção do hospital, uma técnica de enfermagem teria trocado um soro que deveria ser ministrado na veia do bebê por leite e horas depois a criança começou a passar mal e sofreu duas bradicardias (redução na frequência cardíaca). Segundo o hospital, ela recebeu atendimento e não corre risco de morrer.
Ao contrário do que ocorreu com Artur Felipe Alves de Oliveira, de um mês, que não resistiu ao receber leite na veia em vez de soro. A morte ocorreu em 2 de março, no Hospital Municipal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A técnica de enfermagem responsável pela troca foi afastada e a Secretaria Municipal de Saúde instaurou sindicância para apurar o caso.
Já na semana passada Alan Breno Castro, de dois anos, teve de ser submetido a uma cirurgia para colocação de uma sonda após ingerir ácido tricloroacético, usado para cauterização de verrugas. Ele foi levado ao Hospital Infantil São Camilo no domingo passado para fazer uma tomografia depois de levar uma queda mas, em vez de sedativo, uma enfermeira deu o ácido ao garoto, que continua internado e tem risco de sofrer sequelas.

Doentes vítimas de erro médico quase nunca são indemnizados

Doentes vítimas de erro médico quase nunca são indemnizados

08 GUILHERME OLIVEIRA LC  (1)
O sistema legal de responsabilidade civil do médico em Portugal “repara poucos lesados” afirma o presidente do Centro de Direito Biomédico (CDB) da Universidade de Coimbra (UC), Guilherme de Oliveira.
Na sua ótica, “são poucas as pessoas que obtêm compensação” pelo erro médico, diz o também coordenador de um estudo realizado para um “quadro legal de responsabilidade médica menos agressivo, mais eficaz e mais favorável à redução do erro médico”.
A compensação pelo erro médico em Portugal abrange, na prática, poucas pessoas e, “normalmente, a reparação é pequena e chega tarde”, adverte o catedrático da Faculdade de Direito da UC (FDUC), sublinhando que isso se deve, essencialmente, ao facto dos respetivos processos serem complexos, morosos e exigirem “elevados custos pelo caminho”.
O professor da FDUC faz parte da organização da Conferência Europeia sobre Direito na Saúde, promovida pela European Association of Health Law (Associação Europeia de Direito da Saúde) e pelo CDB de Coimbra. Vai decorrer, nesta cidade, com a participação de “cerca de 80 especialistas de diversos países”, nos dias 09, 10 e 11 de outubro.