quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ORTOPEDISTA DEVERÁ INDENIZAR POR CIRURGIA ERRADA

ORTOPEDISTA DEVERÁ INDENIZAR POR CIRURGIA ERRADA

Longe de ser uma das áreas da medicina com maior número de processos, um ortopedista deverá indenizar uma estudante de Monte Sião, no Sul de Minas Gerais. Ela deverá receber pelo menos R$ 50 mil em face de danos morais e estéticos. Além de valores referentes aos danos materiais com relação às despesas pós-operatórias com as quais é obrigada a arcar.
A decisão é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O ortopedista foi condenado por ter feito a cirurgia no joelho errado da paciente.
Se trata de imprudência ou imperícia (dependendo do caso). O corpo cirúrgico e não somente o médico, deveriam se certificar qual o real objeto da cirurgia. Casos de procedimentos e até amputações indevidas infelizmente não são tão incomuns não só no Brasil, mas também ao redor do planeta. Ao médico, como presidente do ato cirúrgico, cabem as maiores responsabilizações.
A defesa do ortopedista argumentou que ao menos as despesas pós-operatórias não seriam devidas, já que a paciente as teria mesmo se a cirurgia fosse feita no joelho correto. Mas não lhe assiste razão, já que agora, ao se submeter à cirurgia devida, novamente terá que arcar com as tais despesas.

Segundo o magistrado relator do processo, a cirurgia desnecessária causou uma cicatriz no joelho, o que retirou da estudante “a perfeição das formas, provocando-lhe vergonha e acanhamento ao mostrar as pernas e ao utilizar vestimentas que não lhe tapem os joelhos”.
O dano moral e o estético em casos como esses, costumam ser configurados de maneira separada. Alí se considera a vergonha e a deformação permanente às quais deverá o paciente se sujeitar. O agravante é justamente o fato de o dano ser permanente.
O dano material (pecúnia) em situações dessa natureza, se observa entre outras razões, pela necessidade de realização de nova cirurgia, tanto a reparadora a ser feita no joelho correto, quanto eventual plástica estética, que viria tentar devolver as formas originais da paciente lesada.
O número do processo é 1.0434.07.008993-4/001.
Editado por MARCENGO, CAMARGO.Advocacia - Curitiba

Idosa que teve a perna errada operada

Teve alta nesta segunda-feira a idosa que teve a perna errada operada no Hospital Municipal de Novo Hamburgo. 09/07/2012 

Duração: 01:49
Publicado em: 09/07/12

Maria Nunes da Silva, de 87 anos, fraturou o fêmur esquerdo há duas semanas e na sexta-feira passada foi submetida a cirurgia para colocação de um pino na perna direita. O erro foi detectado logo após o final da cirurgia por funcionários do hospital e informado à família.

 Após insistência dos familiares, a perna esquerda também foi operada. A idosa foi encaminhada a uma clínica para se recuperar, já que está com as duas pernas comprometidas pelas cirurgias. O hospital só se manifestou por meio de nota, onde reconheceu o erro e informou que os fatos estão sendo apurados em sindicância. O Conselho Regional de Medicina também abriu sindicância para apurar responsabilidades. A polícia começa a investigar o caso nesta terça-feira. A reportagem é de Igor Carrasco.
 
 http://mediacenter.clicrbs.com.br/videos-gaucha-player/282/player/260028/teve-alta-nesta-segunda-feira-a-idosa-que-teve-a-perna-errada-operada-no-hospital-municipal-de-novo-hamburgo-09-07-2012/1/index.htm

Hospital de Novo Hamburgo

Evita responsabilizar médico que fez cirurgia errada em perna de paciente......


10 de julho de 20121
Foto: Divulgação
Pela primeira vez a diretoria do Hospital Municipal de Novo Hamburgo se manifestou em entrevista após o caso da idosa que teve a perna errada operada. O hospital voltou a admitir o erro e reiterar que o caso será investigado, mas evitou responsabilizar de maneira única o médico que fez a operação. Para a diretora da instituição, o trabalho foi feito em equipe e todos que erraram irão responder.A doutora Simone Zucolotto afirmou que, por enquanto, ninguém será afastado das funções.
- Nós vamos aguardar a recomendação da comissão que está fazendo a investigação interna – explica
Nesta quarta-feira, será colhido o primeiro depoimento para a investigação que a Polícia Civil (PC) faz do caso. Será de um dos familiares da vítima. Durante esta quarta-feira, outras pessoas envolvidas serão chamadas à 1ª Delegacia de Polícia para prestarem depoimento.


Família acusa hospital do Rio de ter amputado perna errada

07/10/2013 17h55 - Atualizado em 07/10/2013 17h55


De paciente...........

Parentes pretendem entrar na Justiça contra o estado por erro médico.
Hospital Pedro Ernesto vai abrir sindicância para apurar o caso.

Lívia TorresDo G1 Rio


Pedro Ernesto (Foto: Reprodução/TV Globo)Paciente teve duas pernas amputadas no Pedro 
Ernesto (Foto: Reprodução/TV Globo)
Desde 30 de julho internado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, Antônio César Victorio, de 54 anos, teve a perna esquerda amputada na última sexta-feira (4). Quando Quézia Pereira Victorio, filha do lanterneiro, foi visitar o pai após a cirurgia, veio a constatação: os médicos tinham amputado a perna errada do paciente. A assessoria de imprensa do Pedro Ernesto informou que o hospital vai abrir sindicância para apurar o caso.
Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Antônio é diabético e tem deficiência renal crônica. Ele fazia tratamento por quatro anos quando soube que precisaria remover a perna direita. De acordo com a família, para reparar o erro de ter retirado a perna errada, os médicos acabaram também amputando a que realmente precisava ser removida, deixando o paciente sem as duas pernas.
“Eu fiquei revoltada porque eu estou terminando o meu estágio, sou técnica de enfermagem e já ouvi muito falarem nesses casos. Nunca imaginei que fosse acontecer comigo. Eu não sabia o que fazer, fiquei sem chão. Quando eu disse que tinham amputado a perna errada, o médico me tirou da enfermaria e pediu pra eu esperar do lado de fora. Depois de duas horas ele disse que tinha acontecido o erro, pediu mil desculpas, e disse que teria que tirar o foco principal da infecção”, contou Quézia.
Ação na Justiça
Por falta de recursos, a família de Antônio não pretende transferir o paciente para outro hospital, mas pretende entrar na Justiça contra o estado por erro médico. Antônio César ainda está sob efeito da anestesia e ainda não sabe que está sem as duas pernas.
“Nós vamos entrar na Justiça. Até agora ninguém se manifestou, o diretor do hospital não entrou em contato comigo. Ele estava internado no setor de nefrologia. Ontem [domingo] fomos fazer uma visita e não deixaram ninguém subir. Só a minha mãe conseguiu subir depois de muita insistência”, disse Quézia.
Hospital vai investigar
A Coordenação de Assistência Médica do Hospital Universitário Pedro Ernesto informou que o paciente apresentava “infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda.” As pernas do lanterneiro serão analisadas no Instituto Médico Legal (IML).

Por meio de nota, a direção do hospital disse que irá apurar formalmente as circunstâncias que deram ensejo ao procedimento através de processo administrativo específico. Eles também afirmaram que relatórios detalhados foram solicitados aos serviços envolvidos.

Hospital faz cirurgia de vasectomia

Errada em paciente.....




Prefeitura de Embu-Guaçu reconhece erro, mas nega indenização

29/05/2010 - 18:10
Um pintor de 45 anos que estava prestes a se casar e pretendia ter filhos  com a esposa foi vítima de erro médico. Ao ir ao hospital tirar verrugas, ele foi submetido a uma vasectomia (cirurgia que deixa o homem estéril).
Ele recorreu à Justiça e a prefeitura de Embu-Guaçu (SP) que reconheceu
 o erro médico, mas se nega a pagar a indenização pedida.
FONTE: R7





http://www.meionorte.com/noticias/geral/hospital-faz-cirurgia-de-vasectomia-errada-em-paciente-102402.html

Médico troca pacientes e faz cirurgia errada

Em criança de 11 anos.......


Um erro médico na Santa Casa de Misericórdia, em Ponta Grossa, assustou a população na última sexta-feira (4). Uma criança de 11 anos foi internado para um procedimento cirúrgico na língua, mas o médico operou uma fimose (dificuldade ou até impossibilidade de expor a glande, ou cabeça do pênis, porque o prepúcio estreita a passagem) que ele nem tinha.
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(Foto: Fábio Matavelli – O Diário dos Campos)
A mãe do garoto, Ana Paula Ferreira, afirmou que houve negligência por parte do hospital, pois a simples correção na língua deveria durar cerca de 30 minutos. ”O meu filho tem a língua presa, então essa cirurgia foi uma recomendação do próprio dentista para que ele pudesse seguir com o tratamento dentário utilizando o aparelho”, explicou .A verdade é que o hospital confundiu os pacientes e realizou o procedimento errado no meu filho”, afirmou ao Jornal Diário dos Campos.
O erro médico foi denunciado na Delegacia de Polícia Civil que vai instaurar um inquérito para investigar o caso.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Paciente foi preparado para amputar a perna

Esquerda mas ficou sem as duas...

5 de outubro de 2013


Diabético, hipertenso e com deficiência renal crônica, Antônio César dos Santos Victorio, de 54 anos, morador de Austin, em Nova Iguaçu, está há dois meses internado no HospitalUniversitário Pedro Ernesto, da Uerj. Há duas semanas, os médicos comunicaram à família que precisariam amputar a perna esquerda do paciente, em função de uma ferida que não cicatrizava no calcanhar. Ontem, às 13h, após a cirurgia, ao receber o pai na enfermaria, Quezia Pereira Victorio, de 21 anos, entrou em desespero. Os médicos haviam amputado a perna direita, acima do tornozelo.
— A médica chegou dizendo que a operação havia sido um sucesso. Mas quando olhei, fiquei sem chão. Tinham amputado a perna errada. O ortopedista veio e disse para mim que haviam passado para ele que era a perna direita, que era o que constava nos exames de risco cirúrgico — conta Quezia. — O médico nos pediu muitas desculpas e disse que assumiria o erro.
Em seguida, levaram Antônio César novamente para o centro cirúrgico para amputar a perna esquerda. A segunda operação teve início às 16h, de acordo com a mulher do paciente, Luzinete Soares Reis Victorio, de 53 nos. Cerca de três horas e meia depois, ele foi levado para a UTI da unidade de Vila Isabel.
— Meu marido se trata no Pedro Ernesto há cerca de quatro anos. Os médicos que o acompanhavam na nefrologia sabiam que o problema era na perna esquerda. Não sei como será nossa vida agora. Terei que parar de trabalhar para cuidar dele — diz Luzinete, que é empregada doméstica e, atualmente, sustenta a família.
A mulher de Antônio, Luzinete, é amparada, ao saber que o marido perderá as duas pernas A mulher de Antônio, Luzinete, é amparada, ao saber que o marido perderá as duas pernas Foto: Urbano Erbiste / Extra
Para Quezia, uma das principais preocupações agora é como dizer ao pai que ele precisará, daqui em diante, de uma cadeira de rodas.
— Nas últimas duas semanas, conversei bastante com ele sobre a amputação. Ele estava mais confortado porque sabia que receberia uma prótese e que poderia continuar a andar. Não sei como dizer ao meu pai que ele nunca mais voltará a caminhar — diz, muito emocionada, a jovem, que faz curso de técnica de enfermagem. — Estou pedindo a Deus que conforte o coração dele, assim como está confortando o nosso.
De acordo com Quezia, o hospital escalou quatro seguranças para ficarem em volta da maca dele, na saída do centro cirúrgico:
— Horas após a segunda cirurgia, um médico conversou com a minha mãe e disse que o estado do meu pai é grave. Mas ele sequer citou por que amputaram a perna direita.
Hospital vai apurar
A assessoria de imprensa do Pedro Ernesto afirmou, por meio de nota, que o paciente apresentava “infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda”.
Segundo Quezia, seu pai tinha uma lesão na perna direita, mas de menor gravidade:
— Os médicos nunca disseram que seria necessário amputar a perna direita.
O hospital não explicou por que a perna esquerda do paciente, com uma lesão grave, não foi amputada na primeira cirurgia, mas apenas após as queixas da família.
A direção informou que vai apurar as circunstâncias do procedimento, por meio de processo administrativo.
LEIA A NOTA DO HOSPITAL PEDRO ERNESTO NA ÍNTEGRA
A Coordenação de Assistência Médica do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ) informa que no tocante à operação cirúrgica a que foi submetido o paciente A.C.S.V., a Unidade de Ortopedia prestou os seguintes esclarecimentos iniciais:
O paciente portador de nefropatia crônica, diabetes, arteriopatia obstrutiva grave e infecção em ambos os membros inferiores, mais proeminente à esquerda, com colonização por germen multirresistente, evoluiu com quadro de septicemia, sendo realizada amputação bilateral dos membros inferiores em nível infrapatelar, de forma sequencial. Findo o procedimento o paciente foi encaminhado ao CTI Geral para a recuperação pós-operatória, encontrando-se estável.
A Direção do Hospital irá apurar formalmente as circunstâncias que deram ensejo ao procedimento através de processo administrativo específico. Relatórios detalhados estão sendo solicitados aos serviços envolvidos.